{"id":84766,"date":"2026-05-06T10:44:08","date_gmt":"2026-05-06T13:44:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=84766"},"modified":"2026-05-06T10:44:10","modified_gmt":"2026-05-06T13:44:10","slug":"entre-o-compromisso-etico-da-amizade-e-a-omissao-silenciosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/entre-o-compromisso-etico-da-amizade-e-a-omissao-silenciosa\/","title":{"rendered":"Entre o compromisso \u00e9tico da amizade e a omiss\u00e3o silenciosa"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Uma amizade que se retrai diante da possibilidade concreta de promover o outro revela, em \u00faltima inst\u00e2ncia, que seu v\u00ednculo est\u00e1 condicionado a certas fronteiras invis\u00edveis.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por Cristiano Goldschmidt<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma forma silenciosa \u2014 e, por isso mesmo, profundamente reveladora \u2014 de medir o valor de uma amizade: n\u00e3o pelas palavras trocadas nos momentos de conforto, nem pelas risadas compartilhadas quando tudo parece leve, mas pela disposi\u00e7\u00e3o concreta de sustentar o outro quando ele se encontra diante de suas pr\u00f3prias possibilidades ainda n\u00e3o realizadas. A amizade verdadeira, nesse sentido, n\u00e3o \u00e9 apenas um espa\u00e7o de acolhimento emocional; \u00e9 tamb\u00e9m um territ\u00f3rio de responsabilidade m\u00fatua.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem pense que reconhecer o talento de um amigo j\u00e1 constitui, por si s\u00f3, um gesto suficiente de generosidade. E, de fato, h\u00e1 algo de importante nisso: ser visto por algu\u00e9m que nos conhece intimamente tem um valor quase ontol\u00f3gico, pois confirma que aquilo que intu\u00edmos sobre n\u00f3s mesmos n\u00e3o \u00e9 uma ilus\u00e3o isolada. Contudo, o reconhecimento restrito ao c\u00edrculo afetivo pode se tornar, paradoxalmente, uma forma sutil de limita\u00e7\u00e3o. O talento que n\u00e3o encontra passagem para o mundo permanece como pot\u00eancia estagnada \u2014 e a pot\u00eancia que n\u00e3o se realiza tende, com o tempo, a se transformar em frustra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 aqui que a amizade revela sua dimens\u00e3o mais exigente. Apoiar um amigo n\u00e3o \u00e9 apenas dizer \u201cvoc\u00ea \u00e9 capaz\u201d, mas perguntar: \u201ccomo posso ajudar para que o mundo tamb\u00e9m veja isso?\u201d. Essa mudan\u00e7a de perspectiva desloca a amizade do campo da contempla\u00e7\u00e3o para o campo da a\u00e7\u00e3o. Ela exige iniciativa, envolvimento e, sobretudo, uma certa dose de coragem. Porque, ao criar oportunidades para o outro, o amigo assume um papel ativo na transforma\u00e7\u00e3o da vida alheia \u2014 mesmo que isso implique riscos, exposi\u00e7\u00e3o e, por vezes, sacrif\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Vivemos em uma cultura que frequentemente celebra o sucesso individual como fruto exclusivo do m\u00e9rito pessoal. No entanto, essa narrativa ignora um aspecto fundamental da experi\u00eancia humana: ningu\u00e9m se realiza sozinho. Por tr\u00e1s de cada trajet\u00f3ria que se torna vis\u00edvel, h\u00e1 sempre uma rede \u2014 expl\u00edcita ou invis\u00edvel \u2014 de pessoas que, em algum momento, abriram portas, indicaram caminhos, ofereceram suporte. A amizade, quando levada a s\u00e9rio, \u00e9 uma das formas mais nobres dessa rede.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas h\u00e1 um ponto ainda mais delicado nessa reflex\u00e3o. Nem todo apoio \u00e9, de fato, apoio. H\u00e1 amizades que, sob o disfarce de prote\u00e7\u00e3o, mant\u00eam o outro em um espa\u00e7o confort\u00e1vel, por\u00e9m limitado. Evitam exp\u00f4-lo ao julgamento externo, ao risco do fracasso, \u00e0 dureza do mundo. Embora isso possa parecer cuidado, muitas vezes \u00e9 apenas uma forma de preservar a pr\u00f3pria din\u00e2mica da rela\u00e7\u00e3o \u2014 uma tentativa inconsciente de manter o outro pr\u00f3ximo, acess\u00edvel, dependente. Nesse caso, a amizade deixa de ser um impulso para o crescimento e se torna um mecanismo de conten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdadeira amizade, ao contr\u00e1rio, aceita \u2014 e at\u00e9 incentiva \u2014 a possibilidade de distanciamento que o crescimento pode trazer. Ela compreende que ajudar o outro a alcan\u00e7ar novos espa\u00e7os significa, inevitavelmente, alterar a configura\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o. E, ainda assim, escolhe apoiar. Esse \u00e9 um gesto raro, porque exige desapego e maturidade emocional.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, portanto, uma \u00e9tica impl\u00edcita na amizade aut\u00eantica: a \u00e9tica da promo\u00e7\u00e3o do outro. N\u00e3o se trata de anular a si mesmo, nem de transformar a rela\u00e7\u00e3o em um projeto unilateral de investimento. Trata-se de reconhecer que o v\u00ednculo se fortalece quando ambos se comprometem com o florescimento m\u00fatuo. Nesse sentido, oferecer oportunidades n\u00e3o \u00e9 um favor; \u00e9 uma extens\u00e3o natural do reconhecimento do valor do outro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"559\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-2-1024x559.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-84767\" style=\"width:470px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-2-1024x559.png 1024w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-2-300x164.png 300w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-2-768x419.png 768w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-2.png 1408w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00c9 interessante notar que, muitas vezes, o pr\u00f3prio indiv\u00edduo tem dificuldade de reivindicar seu espa\u00e7o no mundo. Inseguran\u00e7as, medos e condicionamentos sociais atuam como barreiras invis\u00edveis. O amigo, ent\u00e3o, assume uma fun\u00e7\u00e3o quase mediadora: ele enxerga com mais clareza aquilo que o outro ainda hesita em afirmar. E, mais do que enxergar, ele age. Indica, apresenta, recomenda, insiste. Esse conjunto de pequenas a\u00e7\u00f5es, frequentemente invis\u00edveis para quem observa de fora, pode ser decisivo para que um talento encontre seu lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>No fundo, a amizade verdadeira opera como uma esp\u00e9cie de testemunho ativo. Ela n\u00e3o apenas afirma \u201ceu sei quem voc\u00ea \u00e9\u201d, mas tamb\u00e9m se compromete com a tarefa de fazer com que essa verdade encontre resson\u00e2ncia no mundo. H\u00e1 algo de profundamente \u00e9tico \u2014 quase pol\u00edtico \u2014 nesse movimento, pois ele rompe com a l\u00f3gica da indiferen\u00e7a e da competi\u00e7\u00e3o pura, substituindo-a por uma l\u00f3gica de coopera\u00e7\u00e3o e cuidado.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez seja por isso que amizades desse tipo sejam t\u00e3o transformadoras. Elas n\u00e3o se limitam a acompanhar a vida; elas participam da sua constru\u00e7\u00e3o. E, ao faz\u00ea-lo, criam uma esp\u00e9cie de mem\u00f3ria compartilhada do crescimento: cada conquista de um se torna, em alguma medida, tamb\u00e9m a conquista do outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em \u00faltima an\u00e1lise, o valor da amizade n\u00e3o reside apenas na presen\u00e7a, mas na implica\u00e7\u00e3o. Estar presente \u00e9 importante, mas implicar-se \u00e9 o que realmente diferencia o v\u00ednculo superficial do v\u00ednculo profundo. Implicar-se \u00e9 agir em favor do outro mesmo quando n\u00e3o h\u00e1 garantias, mesmo quando o reconhecimento n\u00e3o ser\u00e1 imediato, mesmo quando o esfor\u00e7o n\u00e3o ser\u00e1 vis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>E talvez seja justamente a\u00ed que a amizade encontra sua forma mais elevada: quando deixa de ser apenas um espa\u00e7o de afeto e se torna um compromisso com o vir-a-ser do outro. Porque, no fim das contas, ser amigo de algu\u00e9m \u00e9, em alguma medida, assumir a responsabilidade de n\u00e3o permitir que aquilo que ele pode ser permane\u00e7a apenas como possibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, h\u00e1 uma zona \u00e9tica ainda mais desconfort\u00e1vel, frequentemente evitada: a dos amigos que, podendo agir, escolhem n\u00e3o faz\u00ea-lo. N\u00e3o se trata aqui daqueles que n\u00e3o possuem meios ou condi\u00e7\u00f5es reais de ajudar, mas daqueles que det\u00eam algum grau de influ\u00eancia, acesso ou capacidade de intermedia\u00e7\u00e3o e, ainda assim, permanecem inertes. Essa in\u00e9rcia raramente se apresenta como neglig\u00eancia expl\u00edcita; ela costuma se esconder sob justificativas plaus\u00edveis \u2014 a falta de tempo, o receio de se expor, o medo de comprometer sua pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o. No entanto, quando analisada com rigor, essa omiss\u00e3o revela uma fissura naquilo que se poderia chamar de compromisso \u00e9tico da amizade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em muitos casos, essa recusa em agir n\u00e3o nasce da indiferen\u00e7a pura, mas de um conflito mais sutil: a tens\u00e3o entre o desejo de ver o outro crescer e o desconforto diante das implica\u00e7\u00f5es desse crescimento. A ascens\u00e3o de um amigo pode provocar compara\u00e7\u00f5es silenciosas, deslocamentos de identidade e at\u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de perda de um certo equil\u00edbrio relacional previamente estabelecido. Assim, ao n\u00e3o oferecer a oportunidade que est\u00e1 ao seu alcance, o indiv\u00edduo preserva n\u00e3o apenas sua zona de conforto, mas tamb\u00e9m uma hierarquia impl\u00edcita que o favorece. Trata-se, portanto, menos de uma falha de car\u00e1ter isolada e mais de um mecanismo humano \u2014 embora eticamente question\u00e1vel \u2014 de autopreserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecer essa din\u00e2mica n\u00e3o implica condenar sumariamente tais amizades, mas exige uma reavalia\u00e7\u00e3o honesta de seus limites. Uma amizade que se retrai diante da possibilidade concreta de promover o outro revela, em \u00faltima inst\u00e2ncia, que seu v\u00ednculo est\u00e1 condicionado a certas fronteiras invis\u00edveis. E talvez a quest\u00e3o mais importante n\u00e3o seja se todos somos capazes de oferecer oportunidades, mas se estamos dispostos a enfrentar o desconforto que isso implica. Pois \u00e9 justamente nesse ponto \u2014 onde o apoio deixa de ser abstrato e se torna a\u00e7\u00e3o com consequ\u00eancias reais \u2014 que a amizade se define em sua forma mais aut\u00eantica ou se revela, silenciosamente, insuficiente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma amizade que se retrai diante da possibilidade concreta de promover o outro revela, em \u00faltima inst\u00e2ncia, que seu v\u00ednculo est\u00e1 condicionado a certas fronteiras invis\u00edveis. 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