{"id":84776,"date":"2026-05-07T11:57:44","date_gmt":"2026-05-07T14:57:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=84776"},"modified":"2026-05-07T11:57:47","modified_gmt":"2026-05-07T14:57:47","slug":"do-conforto-a-frustracao-a-falencia-do-transporte-por-aplicativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/do-conforto-a-frustracao-a-falencia-do-transporte-por-aplicativo\/","title":{"rendered":"Do conforto \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o: a fal\u00eancia do transporte por aplicativo"},"content":{"rendered":"\n<p><em>O poder p\u00fablico, que deveria atuar como mediador e garantidor de padr\u00f5es m\u00ednimos, parece operar em ritmo lento ou, em alguns casos, simplesmente se omitir.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por Cristiano Goldschmidt<\/p>\n\n\n\n<p>A promessa, no come\u00e7o, parecia quase irrecus\u00e1vel. Quem viveu aquele momento lembra bem da sensa\u00e7\u00e3o de finalmente ter encontrado uma alternativa ao transporte caro e, muitas vezes, ineficiente das grandes cidades. Eu mesmo, como tantos outros, passei a depender desses aplicativos com a confian\u00e7a de que estava fazendo uma escolha mais pr\u00e1tica e econ\u00f4mica. Mas, com o passar do tempo, essa percep\u00e7\u00e3o foi se desgastando. Hoje, abrir o aplicativo j\u00e1 n\u00e3o traz a mesma tranquilidade \u2014 vem acompanhado de uma certa desconfian\u00e7a, quase como quem sabe que pode pagar caro por algo que talvez n\u00e3o valha.<\/p>\n\n\n\n<p>As tarifas, ali\u00e1s, se tornaram um dos maiores s\u00edmbolos dessa frustra\u00e7\u00e3o. \u00c9 dif\u00edcil n\u00e3o estranhar quando uma corrida em uma categoria b\u00e1sica, supostamente acess\u00edvel, custa o equivalente \u2014 ou at\u00e9 mais \u2014 do que op\u00e7\u00f5es mais confort\u00e1veis ofereciam no passado. E o mais inc\u00f4modo n\u00e3o \u00e9 apenas o valor em si, mas a sensa\u00e7\u00e3o de falta de l\u00f3gica e transpar\u00eancia. Em hor\u00e1rios comuns, sem chuva, sem tr\u00e2nsito extraordin\u00e1rio, os pre\u00e7os ainda assim disparam. O consumidor, sem muitas alternativas vi\u00e1veis, acaba ref\u00e9m de um sistema que j\u00e1 n\u00e3o entrega aquilo que um dia prometeu.<\/p>\n\n\n\n<p>E a qualidade, de fato, tornou-se uma loteria. Carros sujos, com mau cheiro, bancos desgastados, ar-condicionado inexistente ou quebrado \u2014 esses elementos passaram a fazer parte da experi\u00eancia cotidiana de muitos usu\u00e1rios. Em casos mais graves, h\u00e1 ve\u00edculos em condi\u00e7\u00f5es claramente inadequadas para circula\u00e7\u00e3o, o que levanta n\u00e3o apenas uma quest\u00e3o de conforto, mas de seguran\u00e7a. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de abandono: paga-se mais, recebe-se menos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"772\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/screenshot-20260507-114507-99-1-1024x772.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-84778\" style=\"width:309px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/screenshot-20260507-114507-99-1-1024x772.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/screenshot-20260507-114507-99-1-300x226.jpg 300w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/screenshot-20260507-114507-99-1-768x579.jpg 768w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/screenshot-20260507-114507-99-1.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Curiosamente, em meio a esse cen\u00e1rio, ainda surgem exce\u00e7\u00f5es que evidenciam como o servi\u00e7o poderia \u2014 e deveria \u2014 funcionar. No final do ano passado, em S\u00e3o Paulo, ao sair de um hotel rumo \u00e0 Pinacoteca do Estado de S\u00e3o Paulo, optei justamente pela categoria de menor pre\u00e7o. A motorista, conduzindo um carro simples, fez quest\u00e3o de ligar o ar-condicionado desde o in\u00edcio. Comentou, com naturalidade, que a pequena economia n\u00e3o compensava o desconforto do passageiro. Mais do que isso, incentivou que usu\u00e1rios avaliassem mal sempre que se sentissem prejudicados ou n\u00e3o contemplados pelo servi\u00e7o contratado. Segundo ela, apenas com esse tipo de retorno consistente as plataformas seriam pressionadas a ter mais rigor na aprova\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos e motoristas. Foi um momento breve, mas revelador: mostrou que o problema n\u00e3o \u00e9 apenas estrutural, mas tamb\u00e9m de postura \u2014 e que ainda h\u00e1 quem entenda o b\u00e1sico de uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte desse problema est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 aus\u00eancia de fiscaliza\u00e7\u00e3o efetiva. O poder p\u00fablico, que deveria atuar como mediador e garantidor de padr\u00f5es m\u00ednimos, parece operar em ritmo lento ou, em alguns casos, simplesmente se omitir. Essa lacuna regulat\u00f3ria cria um ambiente prop\u00edcio para abusos: tarifas din\u00e2micas pouco transparentes, falta de controle sobre as condi\u00e7\u00f5es dos ve\u00edculos e aus\u00eancia de mecanismos eficientes de responsabiliza\u00e7\u00e3o. Sem regras claras e fiscaliza\u00e7\u00e3o consistente, o mercado tende a pender para o lado mais forte \u2014 e quem perde \u00e9 o usu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante reconhecer que, para muitos motoristas, dirigir por aplicativo \u00e9 mais do que uma escolha: \u00e9 uma necessidade. Trata-se de uma fonte de renda essencial, que sustenta fam\u00edlias inteiras em um contexto econ\u00f4mico frequentemente adverso. No entanto, essa realidade n\u00e3o pode ser usada como justificativa para a deteriora\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. A precariza\u00e7\u00e3o atinge tamb\u00e9m os pr\u00f3prios condutores, submetidos a longas jornadas, ganhos inst\u00e1veis e custos elevados de manuten\u00e7\u00e3o. Ainda assim, o fato de haver dificuldades do outro lado n\u00e3o elimina o direito do cliente de receber um servi\u00e7o digno pelo qual est\u00e1 pagando.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto que merece aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a mudan\u00e7a na postura de parte dos motoristas. N\u00e3o \u00e9 incomum encontrar profissionais que demonstram agir como se estivessem fazendo um favor, e n\u00e3o prestando um servi\u00e7o. Essa invers\u00e3o de l\u00f3gica compromete a rela\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de consumo, que deveria ser pautada por respeito m\u00fatuo e profissionalismo. O usu\u00e1rio n\u00e3o est\u00e1 pedindo um benef\u00edcio; est\u00e1 contratando um servi\u00e7o \u2014 e, como tal, tem expectativas leg\u00edtimas de qualidade, seguran\u00e7a e cordialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m um efeito silencioso, mas profundo, dessa precariza\u00e7\u00e3o: a normaliza\u00e7\u00e3o do ruim. O que antes geraria reclama\u00e7\u00e3o imediata hoje \u00e9 aceito com um suspiro resignado. O passageiro entra no carro, percebe o estado do ve\u00edculo, mas segue a corrida porque \u201c\u00e9 o que tem\u201d. Essa adapta\u00e7\u00e3o gradual a padr\u00f5es mais baixos \u00e9 perigosa, pois reduz a press\u00e3o por melhorias e legitima a continuidade de pr\u00e1ticas inadequadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto que merece reflex\u00e3o \u00e9 a assimetria de responsabilidades. Quando algo d\u00e1 errado, a responsabilidade parece sempre dilu\u00edda. A plataforma aponta para o motorista, o motorista aponta para as condi\u00e7\u00f5es impostas pela plataforma, e o usu\u00e1rio fica no meio, sem uma solu\u00e7\u00e3o clara. Esse jogo de empurra enfraquece a confian\u00e7a no servi\u00e7o e evidencia a necessidade de regras mais firmes, que definam deveres e consequ\u00eancias de maneira objetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, \u00e9 imposs\u00edvel ignorar que a precariza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas operacional, mas tamb\u00e9m relacional. O v\u00ednculo entre quem presta e quem utiliza o servi\u00e7o foi esvaziado de empatia e profissionalismo. Em vez de uma rela\u00e7\u00e3o comercial clara, baseada em troca justa, o que se v\u00ea muitas vezes \u00e9 tens\u00e3o, impaci\u00eancia e desalinhamento de expectativas. Recuperar esse equil\u00edbrio exige mais do que tecnologia ou ajustes de pre\u00e7o \u2014 exige responsabilidade, fiscaliza\u00e7\u00e3o e, acima de tudo, o reconhecimento de que um servi\u00e7o, para existir de forma sustent\u00e1vel, precisa respeitar quem paga por ele.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O poder p\u00fablico, que deveria atuar como mediador e garantidor de padr\u00f5es m\u00ednimos, parece operar em ritmo lento ou, em alguns casos, simplesmente se omitir. Por Cristiano Goldschmidt A promessa, no come\u00e7o, parecia quase irrecus\u00e1vel. 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