{"id":84785,"date":"2026-05-10T08:00:00","date_gmt":"2026-05-10T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=84785"},"modified":"2026-05-10T12:50:12","modified_gmt":"2026-05-10T15:50:12","slug":"maternidade-e-alteridade-reflexoes-sobre-origem-vinculo-e-responsabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/maternidade-e-alteridade-reflexoes-sobre-origem-vinculo-e-responsabilidade\/","title":{"rendered":"Maternidade e Alteridade:           reflex\u00f5es sobre origem, v\u00ednculo e responsabilidade"},"content":{"rendered":"\n<p><em>A no\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea de maternidade tem se ampliado. Hoje, reconhece-se que o cuidado e a forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o prerrogativas exclusivas da m\u00e3e biol\u00f3gica<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por Cristiano Goldschmidt<\/p>\n\n\n\n<p>O Dia das M\u00e3es, frequentemente envolto em sentimentalismo previs\u00edvel, merece uma abordagem que ultrapasse o gesto autom\u00e1tico da homenagem e se aproxime de uma reflex\u00e3o mais rigorosa sobre o significado da maternidade na experi\u00eancia humana. Trata-se de uma ocasi\u00e3o que, embora socialmente institu\u00edda, toca em dimens\u00f5es profundas da exist\u00eancia: a origem, o cuidado, a forma\u00e7\u00e3o moral e a transmiss\u00e3o simb\u00f3lica entre gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A maternidade n\u00e3o \u00e9 apenas um dado biol\u00f3gico, ainda que dele se origine. Reduzi-la a esse aspecto seria ignorar a complexidade das rela\u00e7\u00f5es humanas e a constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do papel materno. Em diferentes \u00e9pocas e culturas, ser m\u00e3e assumiu contornos diversos, ora exaltado como miss\u00e3o sagrada, ora instrumentalizado como fun\u00e7\u00e3o social. Essa oscila\u00e7\u00e3o revela que a maternidade \u00e9, antes de tudo, uma categoria interpretativa \u2014 um modo de compreender o v\u00ednculo entre aquele que gera e aquele que \u00e9 lan\u00e7ado ao mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista filos\u00f3fico, a m\u00e3e ocupa uma posi\u00e7\u00e3o singular: ela \u00e9, simultaneamente, origem e media\u00e7\u00e3o. Origem, porque \u00e9 o primeiro contato do indiv\u00edduo com a vida; media\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 atrav\u00e9s dela que o rec\u00e9m-nascido come\u00e7a a decifrar o mundo. Nesse sentido, a figura materna pode ser entendida como o primeiro \u201coutro\u201d com quem o sujeito se relaciona, inaugurando o campo da alteridade. Essa rela\u00e7\u00e3o primordial, marcada por depend\u00eancia e progressiva separa\u00e7\u00e3o, estrutura n\u00e3o apenas a dimens\u00e3o afetiva, mas tamb\u00e9m a capacidade de reconhecimento do outro enquanto sujeito.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"678\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-4-678x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-84787\" style=\"width:336px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-4-678x1024.png 678w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-4-199x300.png 199w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-4-768x1159.png 768w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-4-1018x1536.png 1018w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-4-1357x2048.png 1357w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-4.png 1598w\" sizes=\"(max-width: 678px) 100vw, 678px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Entretanto, idealizar a maternidade como um espa\u00e7o exclusivamente de ternura \u00e9 incorrer em simplifica\u00e7\u00e3o. A experi\u00eancia materna \u00e9 atravessada por tens\u00f5es: entre cuidado e autonomia, prote\u00e7\u00e3o e liberdade, presen\u00e7a e aus\u00eancia. A m\u00e3e que cuida tamb\u00e9m \u00e9 aquela que precisa, em determinado momento, permitir o afastamento. Esse paradoxo n\u00e3o \u00e9 um defeito, mas um elemento constitutivo da rela\u00e7\u00e3o. Educar, nesse contexto, \u00e9 introduzir limites e, ao mesmo tempo, preparar para a aus\u00eancia desses limites \u2014 um exerc\u00edcio delicado que exige discernimento e responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda uma dimens\u00e3o \u00e9tica na maternidade que merece aten\u00e7\u00e3o. Ser m\u00e3e implica tomar decis\u00f5es que afetam profundamente a forma\u00e7\u00e3o de outro ser humano. N\u00e3o se trata apenas de prover sustento ou afeto, mas de participar ativamente da constru\u00e7\u00e3o de um car\u00e1ter. Nesse sentido, a maternidade \u00e9 uma pr\u00e1tica moral cont\u00ednua, na qual valores s\u00e3o transmitidos menos por discursos e mais por exemplos cotidianos. A coer\u00eancia entre o que se diz e o que se faz torna-se, portanto, um crit\u00e9rio central.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o Dia das M\u00e3es pode ser interpretado como um momento de reconhecimento que transcende o plano material. Reconhecer n\u00e3o \u00e9 apenas presentear, mas tornar vis\u00edvel aquilo que, na rotina, tende a ser naturalizado ou silenciado. O cuidado materno, por sua const\u00e2ncia, frequentemente se torna invis\u00edvel aos olhos de quem dele se beneficia. A data, portanto, oferece a oportunidade de interromper a automatiza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es e explicitar o valor de gestos que sustentam a vida cotidiana.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o significa, contudo, que tal reconhecimento deva ser mediado pelo consumo. A transforma\u00e7\u00e3o de datas simb\u00f3licas em eventos comerciais revela uma tend\u00eancia contempor\u00e2nea de substituir significados por objetos. Presentear pode ser um gesto leg\u00edtimo, mas n\u00e3o esgota \u2014 e nem deveria esgotar \u2014 o sentido da celebra\u00e7\u00e3o. Reduzir o Dia das M\u00e3es \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de bens \u00e9 empobrecer sua dimens\u00e3o \u00e9tica e afetiva, deslocando o foco da rela\u00e7\u00e3o para a mercadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, nesse ponto, uma distin\u00e7\u00e3o relevante entre valor e pre\u00e7o. O valor da maternidade, enquanto experi\u00eancia formadora e v\u00ednculo duradouro, n\u00e3o pode ser quantificado ou traduzido em equivalentes materiais. O pre\u00e7o, por sua vez, pertence \u00e0 l\u00f3gica do mercado, que opera por substitui\u00e7\u00f5es e equival\u00eancias. Confundir esses dois planos implica aceitar que aquilo que \u00e9 essencial possa ser representado por aquilo que \u00e9 acess\u00f3rio \u2014 uma invers\u00e3o que merece ser questionada.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, talvez o gesto mais significativo nesse dia n\u00e3o seja o mais dispendioso, mas o mais aut\u00eantico. Um tempo dedicado, uma escuta atenta ou mesmo uma palavra cuidadosamente escolhida podem carregar um peso simb\u00f3lico maior do que qualquer objeto. Trata-se de restituir \u00e0 rela\u00e7\u00e3o seu car\u00e1ter humano, recusando a ideia de que o afeto precise de media\u00e7\u00e3o para se expressar de forma v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, \u00e9 necess\u00e1rio reconhecer que a maternidade n\u00e3o deve ser romantizada como destino obrigat\u00f3rio. A escolha de n\u00e3o ser m\u00e3e tamb\u00e9m constitui uma posi\u00e7\u00e3o leg\u00edtima dentro de uma sociedade que se pretende plural. Ao desvincular a identidade feminina da obriga\u00e7\u00e3o materna, abre-se espa\u00e7o para uma compreens\u00e3o mais livre e aut\u00eantica da experi\u00eancia individual. Valorizar o Dia das M\u00e3es n\u00e3o deve significar refor\u00e7ar expectativas normativas, mas reconhecer, com sobriedade, a relev\u00e2ncia daqueles v\u00ednculos que efetivamente se constituem.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a no\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea de maternidade tem se ampliado. Hoje, reconhece-se que o cuidado e a forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o prerrogativas exclusivas da m\u00e3e biol\u00f3gica. Fam\u00edlias adotivas, arranjos diversos e at\u00e9 figuras substitutas desempenham pap\u00e9is maternos fundamentais. Essa amplia\u00e7\u00e3o n\u00e3o dilui o conceito, mas o enriquece, ao enfatizar que o essencial n\u00e3o est\u00e1 na origem gen\u00e9tica, mas na qualidade do v\u00ednculo estabelecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Celebrar o Dia das M\u00e3es, portanto, pode ser mais do que repetir gestos convencionais. Pode ser uma oportunidade para refletir sobre o que significa cuidar, formar e transmitir. Pode ser tamb\u00e9m um momento para reconhecer as ambiguidades e desafios que acompanham essa experi\u00eancia, sem reduzi-la a idealiza\u00e7\u00f5es simplistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Talvez o aspecto mais significativo da maternidade seja sua dimens\u00e3o temporal. A m\u00e3e n\u00e3o apenas d\u00e1 a vida, mas participa da sua continuidade, acompanhando \u2014 ainda que \u00e0 dist\u00e2ncia \u2014 o desenvolvimento daquele que um dia dependeu integralmente dela. Esse v\u00ednculo, que resiste \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es do tempo, revela algo fundamental sobre a condi\u00e7\u00e3o humana: a impossibilidade de uma autonomia absoluta. Somos, em alguma medida, sempre devedores de um cuidado inicial que n\u00e3o escolhemos, mas que nos constitui.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o Dia das M\u00e3es pode ser compreendido menos como uma celebra\u00e7\u00e3o pontual e mais como um convite \u00e0 consci\u00eancia. Consci\u00eancia da origem, da responsabilidade e da interdepend\u00eancia que define a vida em sociedade. Ao deslocar o foco do sentimentalismo para a reflex\u00e3o, talvez se torne poss\u00edvel atribuir a essa data um significado mais duradouro e intelectualmente honesto.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Ilustra\u00e7\u00e3o: <em>A li\u00e7\u00e3o dif\u00edcil<\/em> (1884), reprodu\u00e7\u00e3o de \u00f3leo sobre tela de William Bouguereau (1825-1905)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A no\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea de maternidade tem se ampliado. 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