{"id":84816,"date":"2026-05-15T11:44:55","date_gmt":"2026-05-15T14:44:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=84816"},"modified":"2026-05-15T13:02:48","modified_gmt":"2026-05-15T16:02:48","slug":"o-microfone-e-a-coragem-performatica-dos-homens-fracos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/o-microfone-e-a-coragem-performatica-dos-homens-fracos\/","title":{"rendered":"O microfone e a coragem perform\u00e1tica dos homens fracos"},"content":{"rendered":"\n<p><em>H\u00e1 uma pergunta simples que desmonta muitos valent\u00f5es p\u00fablicos: fariam o mesmo com outro homem? A resposta, quase sempre, \u00e9 n\u00e3o.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por Cristiano Goldschmidt<\/p>\n\n\n\n<p>O epis\u00f3dio ocorrido no dia 13 de maio na casa legislativa de Porto Alegre, em que uma vereadora teve o microfone arrancado de suas m\u00e3os e sua fala interrompida de maneira f\u00edsica e autorit\u00e1ria por um colega homem diante de dezenas de testemunhas e c\u00e2meras, n\u00e3o \u00e9 apenas um fato isolado da brutalidade pol\u00edtica contempor\u00e2nea. \u00c9 um retrato simb\u00f3lico de uma doen\u00e7a social antiga: a coragem perform\u00e1tica dos homens fracos. Existe um tipo espec\u00edfico de covardia masculina que se fantasia de firmeza, que se veste de autoridade, que se encena como virilidade, mas que, na verdade, \u00e9 apenas medo transformado em agress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O homem verdadeiramente seguro de si n\u00e3o precisa arrancar o direito de fala de ningu\u00e9m. N\u00e3o precisa elevar seu corpo sobre o corpo do outro para provar exist\u00eancia. N\u00e3o necessita interromper mulheres para sentir que ocupa espa\u00e7o no mundo. Quem faz isso n\u00e3o demonstra for\u00e7a; demonstra p\u00e2nico. O gesto agressivo contra mulheres quase sempre nasce de uma fragilidade emocional profunda, de uma masculinidade constru\u00edda sobre areia movedi\u00e7a, incapaz de sobreviver ao contradit\u00f3rio sem recorrer \u00e0 intimida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignright size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"505\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-9.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-84817\" style=\"aspect-ratio:1.7822333611807295;width:450px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-9.png 900w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-9-300x168.png 300w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-9-768x431.png 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma pergunta simples que desmonta muitos valent\u00f5es p\u00fablicos: fariam o mesmo com outro homem? A resposta, quase sempre, \u00e9 n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o fariam porque reconhecem instintivamente o risco f\u00edsico, pol\u00edtico e simb\u00f3lico da rea\u00e7\u00e3o masculina. N\u00e3o fariam porque sabem quando o interlocutor pode responder na mesma moeda. N\u00e3o fariam porque muitos desses homens n\u00e3o s\u00e3o, de fato, violentos; s\u00e3o seletivamente violentos. E existe algo particularmente repulsivo na viol\u00eancia seletiva. Ela n\u00e3o nasce da perda de controle. Nasce do c\u00e1lculo. O agressor avalia quem pode constranger, quem pode intimidar, quem socialmente foi historicamente treinado a suportar humilha\u00e7\u00f5es sem reagir.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que tantas demonstra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de machismo carregam uma teatralidade grotesca. O homem interrompe, aponta o dedo, invade o espa\u00e7o f\u00edsico, grita, ironiza, desqualifica, debocha. N\u00e3o porque seja forte, mas porque acredita estar diante de algu\u00e9m que a cultura ensinou a silenciar. H\u00e1, nesse comportamento, uma heran\u00e7a antiga de uma sociedade que normalizou homens ocupando o centro da palavra enquanto mulheres eram empurradas para a margem da escuta.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante s\u00e9culos, mulheres foram ensinadas a falar baixo, pedir licen\u00e7a, suavizar opini\u00f5es, sorrir para reduzir desconfortos masculinos. Muitos homens, por outro lado, foram educados para compreender qualquer discord\u00e2ncia feminina como afronta pessoal. Quando uma mulher fala com convic\u00e7\u00e3o, alguns deles n\u00e3o escutam argumentos; escutam amea\u00e7a. E diante da amea\u00e7a, respondem como crian\u00e7as emocionalmente mal alfabetizadas: interrompendo, hostilizando, tentando reduzir a mulher novamente ao sil\u00eancio.<\/p>\n\n\n\n<p>O mais curioso \u2014 e talvez mais tr\u00e1gico \u2014 \u00e9 que muitos desses homens gostam de se enxergar como defensores da racionalidade. Gostam de repetir que mulheres s\u00e3o \u201cemocionais\u201d, \u201cexageradas\u201d, \u201cdram\u00e1ticas\u201d. Entretanto, basta uma mulher ocupar o microfone com firmeza para que percam completamente o dom\u00ednio sobre si mesmos. A rea\u00e7\u00e3o agressiva quase sempre denuncia aquilo que tentam esconder: a incapacidade de coexistir com mulheres que n\u00e3o se submetem.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe uma dimens\u00e3o profundamente infantil nesse tipo de masculinidade. \u00c9 o menino que nunca aprendeu a lidar com frustra\u00e7\u00e3o e cresceu acreditando que autoridade se conquista pela imposi\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou pelo constrangimento p\u00fablico. Muitos chegam \u00e0 vida adulta ocupando cargos, usando ternos caros, pronunciando discursos sobre moralidade e respeito institucional, mas emocionalmente permanecem adolescentes inseguros buscando provar superioridade diante dos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>E talvez seja justamente essa inseguran\u00e7a o motor oculto do machismo agressivo. Homens seguros n\u00e3o precisam diminuir mulheres para existir. Homens intelectualmente s\u00f3lidos n\u00e3o sentem necessidade de calar vozes divergentes. Homens emocionalmente maduros compreendem que discord\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 humilha\u00e7\u00e3o. Apenas os fr\u00e1geis interpretam a presen\u00e7a feminina aut\u00f4noma como amea\u00e7a ao pr\u00f3prio valor.<\/p>\n\n\n\n<p>A viol\u00eancia contra mulheres nem sempre chega em forma de socos. Muitas vezes ela se manifesta em gestos aparentemente menores, mas igualmente reveladores: interromper constantemente, rir enquanto uma mulher fala, tomar objetos de suas m\u00e3os, invadir seu espa\u00e7o f\u00edsico, transformar o debate em intimida\u00e7\u00e3o corporal. S\u00e3o viol\u00eancias cotidianas porque a sociedade aprendeu a trat\u00e1-las como detalhes temperamentais masculinos, quando na verdade s\u00e3o demonstra\u00e7\u00f5es expl\u00edcitas de desprezo pela autonomia feminina.<\/p>\n\n\n\n<p>E h\u00e1 algo ainda mais perverso nesse comportamento quando ocorre em espa\u00e7os p\u00fablicos de poder. Porque o homem que tenta silenciar uma mulher diante das c\u00e2meras n\u00e3o est\u00e1 apenas agredindo aquela pessoa espec\u00edfica. Est\u00e1 enviando uma mensagem coletiva. Est\u00e1 comunicando a outras mulheres que determinados espa\u00e7os ainda pertencem aos homens, que a palavra feminina continua condicionada \u00e0 toler\u00e2ncia masculina, que o direito de existir politicamente pode ser revogado pela for\u00e7a simb\u00f3lica da intimida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso epis\u00f3dios assim produzem indigna\u00e7\u00e3o t\u00e3o profunda. N\u00e3o se trata apenas de um gesto isolado. Trata-se de uma encena\u00e7\u00e3o brutal de uma l\u00f3gica hist\u00f3rica: homens tentando controlar a voz feminina quando ela se torna inconveniente.<\/p>\n\n\n\n<p>E talvez o mais revelador seja observar como muitos desses homens reagem depois. Raramente demonstram vergonha genu\u00edna. Frequentemente tentam inverter pap\u00e9is, relativizar, minimizar, alegar excesso de emo\u00e7\u00e3o no calor do debate. Como se o problema fosse a intensidade do ambiente pol\u00edtico, e n\u00e3o a escolha consciente de transformar diverg\u00eancia em intimida\u00e7\u00e3o. H\u00e1 sempre uma tentativa desesperada de preservar a pr\u00f3pria autoimagem de homem \u201chonrado\u201d, \u201cforte\u201d, \u201crespeit\u00e1vel\u201d. Mas honra sem autocontrole \u00e9 apenas vaidade armada.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma sociedade madura deveria ensinar meninos desde cedo que for\u00e7a n\u00e3o \u00e9 capacidade de intimidar. For\u00e7a \u00e9 autoconten\u00e7\u00e3o. \u00c9 conseguir ouvir sem explodir. \u00c9 sustentar diverg\u00eancia sem recorrer ao corpo, ao grito ou \u00e0 humilha\u00e7\u00e3o. O homem forte n\u00e3o \u00e9 aquele que cala mulheres. \u00c9 aquele que n\u00e3o precisa cal\u00e1-las para continuar inteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>No fundo, muitos atos de machismo agressivo revelam homens aterrorizados pela igualdade. Porque igualdade exige ren\u00fancia de privil\u00e9gios emocionais antigos. Exige abandonar a expectativa de centralidade autom\u00e1tica. Exige dividir espa\u00e7o, escuta e poder. E alguns homens preferem a agressividade ao desconforto do amadurecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas toda vez que um homem tenta reduzir uma mulher ao sil\u00eancio pela intimida\u00e7\u00e3o, ele acaba revelando exatamente aquilo que gostaria de esconder: sua pequenez.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 uma pergunta simples que desmonta muitos valent\u00f5es p\u00fablicos: fariam o mesmo com outro homem? A resposta, quase sempre, \u00e9 n\u00e3o. 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