{"id":84968,"date":"2026-06-19T13:02:06","date_gmt":"2026-06-19T16:02:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=84968"},"modified":"2026-06-19T13:02:08","modified_gmt":"2026-06-19T16:02:08","slug":"dia-do-cinema-brasileiro-a-arte-de-contar-o-brasil-para-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/dia-do-cinema-brasileiro-a-arte-de-contar-o-brasil-para-o-mundo\/","title":{"rendered":"Dia do Cinema Brasileiro: a arte de contar o Brasil para o mundo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Cristiano Goldschmidt<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Toda sociedade produz narrativas sobre si mesma. Algumas s\u00e3o preservadas pela literatura, outras pela m\u00fasica, pela pintura, pelo teatro ou pela tradi\u00e7\u00e3o oral. Desde o final do s\u00e9culo XIX, por\u00e9m, poucas formas de express\u00e3o se mostraram t\u00e3o poderosas quanto o cinema. A capacidade de reunir imagem, som, emo\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria e imagina\u00e7\u00e3o transformou essa arte em uma das mais influentes ferramentas de constru\u00e7\u00e3o da identidade cultural dos povos. No Brasil, n\u00e3o foi diferente. Celebrado em 19 de junho, o Dia do Cinema Brasileiro oferece uma oportunidade para refletir sobre uma manifesta\u00e7\u00e3o art\u00edstica que, muito al\u00e9m do entretenimento, ajudou a registrar transforma\u00e7\u00f5es sociais, interpretar conflitos, preservar mem\u00f3rias e construir formas de compreens\u00e3o sobre o pa\u00eds e sua gente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A data remete a 19 de junho de 1898, quando o \u00edtalo-brasileiro Affonso Segreto realizou imagens da Ba\u00eda de Guanabara durante a chegada de um navio ao Rio de Janeiro. Considerado um dos marcos inaugurais da cinematografia nacional, aquele registro ocorreu poucos anos ap\u00f3s os irm\u00e3os Lumi\u00e8re apresentarem ao mundo a inven\u00e7\u00e3o que revolucionaria para sempre a maneira de contar hist\u00f3rias. Naturalmente, ningu\u00e9m poderia imaginar naquele momento a dimens\u00e3o cultural que o cinema alcan\u00e7aria ao longo do s\u00e9culo seguinte.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"398\" height=\"380\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-84977\" style=\"aspect-ratio:1.0474155566668182;width:360px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/image-1.png 398w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/image-1-300x286.png 300w\" sizes=\"(max-width: 398px) 100vw, 398px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Affonso Segreto | Fonte:Wikipedia<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A trajet\u00f3ria do cinema brasileiro jamais foi linear. Diferentemente de pa\u00edses que consolidaram cedo grandes ind\u00fastrias cinematogr\u00e1ficas, o Brasil desenvolveu sua produ\u00e7\u00e3o em meio a dificuldades econ\u00f4micas, limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, instabilidades pol\u00edticas e um mercado historicamente dominado por obras estrangeiras. Ainda assim, construiu uma identidade pr\u00f3pria, marcada pela diversidade de olhares e pela permanente tentativa de compreender a realidade nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez essa seja sua caracter\u00edstica mais marcante. Enquanto parte significativa da ind\u00fastria audiovisual mundial se organiza em torno de f\u00f3rmulas capazes de circular com facilidade pelos mercados globais, o cinema brasileiro frequentemente voltou sua aten\u00e7\u00e3o para dentro de casa. Ao longo das d\u00e9cadas, suas c\u00e2meras percorreram sert\u00f5es, favelas, metr\u00f3poles, comunidades ind\u00edgenas, \u00e1reas rurais, periferias urbanas, florestas e pequenas cidades do interior. Registraram desigualdades, esperan\u00e7as, conflitos pol\u00edticos, dramas familiares, express\u00f5es religiosas, manifesta\u00e7\u00f5es culturais e as in\u00fameras contradi\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em a experi\u00eancia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o se trata apenas de representar paisagens ou costumes. O cinema brasileiro, em seus momentos mais relevantes, procurou interpretar o pa\u00eds. Seus melhores filmes n\u00e3o se limitaram a mostrar o Brasil; buscaram compreender suas tens\u00f5es, suas feridas abertas, seus processos hist\u00f3ricos e seus dilemas sociais. Em uma na\u00e7\u00e3o marcada por profundas desigualdades e enorme diversidade cultural, essa tarefa nunca foi simples.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/glauber-rocha-sem-data-autor-dessconhecido-fonte-arquivo-nacional-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-84969\" style=\"width:342px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/glauber-rocha-sem-data-autor-dessconhecido-fonte-arquivo-nacional-768x1024.jpg 768w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/glauber-rocha-sem-data-autor-dessconhecido-fonte-arquivo-nacional-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/glauber-rocha-sem-data-autor-dessconhecido-fonte-arquivo-nacional.jpg 882w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Com o Cinema Novo, Glauber Rocha leva o Brasil para o mundo | Foto Arquivo Nacional<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa voca\u00e7\u00e3o tornou-se especialmente evidente a partir da d\u00e9cada de 1950 e alcan\u00e7ou grande proje\u00e7\u00e3o nos anos 1960 com o surgimento do Cinema Novo. O movimento transformou a linguagem cinematogr\u00e1fica nacional e conquistou reconhecimento internacional ao defender um cinema autoral, cr\u00edtico e comprometido com a realidade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre seus principais representantes destacou-se Glauber Rocha, cuja obra permanece como uma das mais influentes da hist\u00f3ria do cinema latino-americano. Seu famoso lema, \u201cuma c\u00e2mera na m\u00e3o e uma ideia na cabe\u00e7a\u201d, sintetizava a cren\u00e7a de que a criatividade poderia superar limita\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e t\u00e9cnicas. Filmes como <em>Deus e o Diabo na Terra do Sol <\/em>(1964) e <em>Terra em Transe <\/em>(1967) apresentaram ao mundo um Brasil distante dos estere\u00f3tipos ex\u00f3ticos frequentemente reproduzidos no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao lado de Glauber, nomes como Nelson Pereira dos Santos, Ruy Guerra, Leon Hirszman e Cac\u00e1 Diegues ajudaram a consolidar uma cinematografia capaz de dialogar com os grandes debates art\u00edsticos do s\u00e9culo XX sem renunciar a suas especificidades nacionais. Seus trabalhos revelaram personagens, paisagens e conflitos que raramente encontravam espa\u00e7o nas produ\u00e7\u00f5es estrangeiras consumidas pelo p\u00fablico brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"745\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/carlos-diegues-1972-autor-desconhecido-fonte-arquivo-nacional-745x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-84978\" style=\"width:344px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/carlos-diegues-1972-autor-desconhecido-fonte-arquivo-nacional-745x1024.jpg 745w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/carlos-diegues-1972-autor-desconhecido-fonte-arquivo-nacional-218x300.jpg 218w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/carlos-diegues-1972-autor-desconhecido-fonte-arquivo-nacional-768x1055.jpg 768w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/carlos-diegues-1972-autor-desconhecido-fonte-arquivo-nacional.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 745px) 100vw, 745px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Carlos Diegues em 1972 | Fonte: Arquivo Nacional<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas reduzir o cinema brasileiro ao Cinema Novo seria ignorar sua extraordin\u00e1ria diversidade. Ao lado das produ\u00e7\u00f5es politicamente engajadas floresceram document\u00e1rios, dramas urbanos, adapta\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias, com\u00e9dias populares, anima\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias est\u00e9ticas das mais variadas. Essa pluralidade talvez seja uma de suas maiores riquezas. Afinal, um pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais dificilmente poderia ser representado por uma \u00fanica linguagem ou por uma \u00fanica vis\u00e3o de mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo de sua hist\u00f3ria, por\u00e9m, produzir cinema no Brasil significou enfrentar desafios permanentes. A atividade audiovisual exige investimentos elevados, infraestrutura complexa e mecanismos eficientes de distribui\u00e7\u00e3o. Sem apoio institucional, torna-se extremamente dif\u00edcil competir em um mercado global dominado por conglomerados internacionais que movimentam bilh\u00f5es de d\u00f3lares anualmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi nesse contexto que a Embrafilme desempenhou papel fundamental durante boa parte do s\u00e9culo XX. Criada em 1969, a empresa estatal atuou no financiamento, na distribui\u00e7\u00e3o e na promo\u00e7\u00e3o do cinema brasileiro. Embora estivesse longe de ser consensual e tenha sido alvo de cr\u00edticas, sua exist\u00eancia contribuiu para garantir uma produ\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e criar condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para o desenvolvimento do setor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O fechamento da Embrafilme, em 1990, durante o governo de Fernando Collor de Mello, marcou um dos momentos mais dif\u00edceis da hist\u00f3ria do audiovisual brasileiro. Sem mecanismos adequados de substitui\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o praticamente entrou em colapso. Longas-metragens deixaram de ser realizados, projetos foram abandonados e muitos profissionais precisaram interromper carreiras constru\u00eddas ao longo de d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A crise revelou algo frequentemente ignorado nos debates p\u00fablicos: cinema n\u00e3o \u00e9 apenas arte. Cinema tamb\u00e9m \u00e9 trabalho, ind\u00fastria e atividade econ\u00f4mica. Por tr\u00e1s de cada filme existe uma extensa cadeia produtiva que envolve roteiristas, diretores, atores, figurinistas, fot\u00f3grafos, t\u00e9cnicos de som, montadores, cen\u00f3grafos, profissionais de transporte, alimenta\u00e7\u00e3o, hospedagem, comunica\u00e7\u00e3o e in\u00fameros outros trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A recupera\u00e7\u00e3o come\u00e7ou apenas na segunda metade dos anos 1990, per\u00edodo conhecido como Retomada do Cinema Brasileiro. Novos mecanismos de incentivo permitiram o ressurgimento da produ\u00e7\u00e3o nacional. Obras como <em>Carlota Joaquina <\/em>(1995), de Carla Camurati, demonstraram que ainda havia espa\u00e7o para o cinema brasileiro dialogar com o p\u00fablico. Pouco depois, <em>Central do Brasil<\/em> (1998), de Walter Salles, emocionaria espectadores em diferentes continentes e mostraria que hist\u00f3rias profundamente brasileiras podiam alcan\u00e7ar dimens\u00e3o universal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas d\u00e9cadas seguintes, o audiovisual brasileiro ampliou sua diversidade tem\u00e1tica e est\u00e9tica. Novos polos de produ\u00e7\u00e3o surgiram fora do eixo Rio-S\u00e3o Paulo, document\u00e1rios conquistaram proje\u00e7\u00e3o in\u00e9dita, produ\u00e7\u00f5es independentes ganharam relev\u00e2ncia e diferentes grupos sociais passaram a ocupar espa\u00e7os historicamente restritos dentro da ind\u00fastria cultural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, os desafios permaneceram. A sustentabilidade do setor continuou fortemente ligada \u00e0 exist\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas de incentivo. N\u00e3o por privil\u00e9gio, mas porque praticamente todos os pa\u00edses que possuem cinematografias fortes adotam algum tipo de mecanismo de prote\u00e7\u00e3o e financiamento para suas produ\u00e7\u00f5es nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa discuss\u00e3o voltou ao centro do debate durante o governo de Jair Bolsonaro. O per\u00edodo foi marcado por conflitos entre o governo federal e setores da cultura, incluindo o audiovisual. Houve ataques a profissionais, dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es falsas sobre pol\u00edticas culturais, atrasos na libera\u00e7\u00e3o de recursos, paralisa\u00e7\u00e3o de editais e um ambiente de inseguran\u00e7a institucional que afetou diversos projetos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir de 2023, j\u00e1 no governo de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, iniciou-se um processo de reconstru\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas voltadas ao setor cultural. A retomada de investimentos, a reativa\u00e7\u00e3o de mecanismos de fomento e a recomposi\u00e7\u00e3o institucional da \u00e1rea contribu\u00edram para renovar as perspectivas do audiovisual brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados come\u00e7aram a aparecer n\u00e3o apenas no aumento da produ\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m na visibilidade internacional das obras nacionais. Um dos exemplos mais significativos \u00e9 <em>Ainda Estou Aqui<\/em> (2024), dirigido por Walter Salles e baseado na obra de Marcelo Rubens Paiva. Ao narrar a trajet\u00f3ria de Eunice Paiva ap\u00f3s o desaparecimento de seu marido durante a ditadura militar, o filme demonstrou como experi\u00eancias profundamente brasileiras podem alcan\u00e7ar resson\u00e2ncia universal ao tratar de temas como mem\u00f3ria, luto, resist\u00eancia e justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro exemplo \u00e9 <em>O Agente Secreto<\/em> (2025), de Kleber Mendon\u00e7a Filho, que utiliza o suspense pol\u00edtico para refletir sobre vigil\u00e2ncia, autoritarismo e repress\u00e3o durante os anos mais duros do regime militar. A recep\u00e7\u00e3o positiva dessas produ\u00e7\u00f5es em festivais e premia\u00e7\u00f5es internacionais evidencia a vitalidade criativa do cinema brasileiro contempor\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse reconhecimento vai muito al\u00e9m do prest\u00edgio simb\u00f3lico. Festivais e premia\u00e7\u00f5es ampliam mercados, fortalecem coprodu\u00e7\u00f5es, atraem investimentos e ajudam a projetar uma imagem mais complexa e plural do Brasil para o restante do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas talvez a contribui\u00e7\u00e3o mais importante do cinema brasileiro esteja em outro lugar. Em uma \u00e9poca marcada pela circula\u00e7\u00e3o acelerada de conte\u00fados globais e pela crescente padroniza\u00e7\u00e3o de narrativas, produzir filmes nacionais significa preservar a capacidade de contar nossas pr\u00f3prias hist\u00f3rias. Nenhum pa\u00eds \u00e9 capaz de representar o Brasil com a mesma profundidade que os pr\u00f3prios brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um filme retrata um sert\u00e3o esquecido, uma comunidade ribeirinha, uma periferia urbana, uma pequena cidade do interior ou uma fam\u00edlia comum enfrentando seus desafios cotidianos, ele est\u00e1 fazendo mais do que entretenimento. Est\u00e1 registrando experi\u00eancias humanas que ajudam a construir mem\u00f3ria coletiva. Est\u00e1 preservando modos de vida, sotaques, valores, conflitos e formas de compreender o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cinema \u00e9 tamb\u00e9m uma disputa de narrativas. Quem conta as hist\u00f3rias de um povo ajuda a definir como esse povo ser\u00e1 visto pelos outros e por si mesmo. Por isso, investir em cinema significa investir em soberania cultural. Significa garantir que o pa\u00eds continue produzindo imagens capazes de refletir sua complexidade e sua diversidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao observar a hist\u00f3ria do cinema brasileiro, percebe-se que ela guarda muitas semelhan\u00e7as com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria nacional: per\u00edodos de entusiasmo e crise, avan\u00e7os e retrocessos, conquistas e desafios. Ainda assim, permanece uma impressionante capacidade de reinven\u00e7\u00e3o. Celebrar o Dia do Cinema Brasileiro \u00e9, portanto, celebrar muito mais do que filmes. \u00c9 reconhecer uma arte que ajuda o pa\u00eds a compreender a si mesmo. \u00c9 valorizar uma atividade que produz cultura, movimenta a economia, gera empregos e preserva mem\u00f3rias. \u00c9 defender a capacidade de um povo de contar sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Afinal, toda na\u00e7\u00e3o que produz suas pr\u00f3prias imagens produz tamb\u00e9m uma compreens\u00e3o mais profunda de quem \u00e9, de onde veio e do futuro que deseja construir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cristiano Goldschmidt Toda sociedade produz narrativas sobre si mesma. Algumas s\u00e3o preservadas pela literatura, outras pela m\u00fasica, pela pintura, pelo teatro ou pela tradi\u00e7\u00e3o oral. Desde o final do s\u00e9culo XIX, por\u00e9m, poucas formas de express\u00e3o se mostraram t\u00e3o poderosas quanto o cinema. 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