{"id":84980,"date":"2026-06-22T19:03:45","date_gmt":"2026-06-22T22:03:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=84980"},"modified":"2026-06-22T19:05:16","modified_gmt":"2026-06-22T22:05:16","slug":"quando-a-chuva-era-apenas-musica-sobre-os-telhados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/quando-a-chuva-era-apenas-musica-sobre-os-telhados\/","title":{"rendered":"Quando a chuva era apenas m\u00fasica sobre os telhados"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Cristiano Goldschmidt<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A chuva sempre foi, para mim, mais do que um fen\u00f4meno atmosf\u00e9rico. Foi uma linguagem. Antes mesmo de compreender as palavras que descrevem o mundo, eu j\u00e1 compreendia o significado da chuva. Ela falava atrav\u00e9s do som repetido das gotas sobre o telhado e a cal\u00e7ada de nossa casa, atrav\u00e9s do perfume da terra \u00famida que subia dos canteiros do jardim, atrav\u00e9s da mudan\u00e7a quase impercept\u00edvel da luz que transformava uma tarde comum em um territ\u00f3rio de recolhimento e imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/chuva-no-horizonte-ibipora-pr-foto-de-roberto-dziura-jr-aen-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-84981\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/chuva-no-horizonte-ibipora-pr-foto-de-roberto-dziura-jr-aen-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/chuva-no-horizonte-ibipora-pr-foto-de-roberto-dziura-jr-aen-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/chuva-no-horizonte-ibipora-pr-foto-de-roberto-dziura-jr-aen-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/chuva-no-horizonte-ibipora-pr-foto-de-roberto-dziura-jr-aen-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/chuva-no-horizonte-ibipora-pr-foto-de-roberto-dziura-jr-aen-2048x1365.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Chuva no horizonte, Ibipor\u00e3\/PR  Foto de Roberto Dziura Jr\/AEN<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cresci no interior, num tempo em que as esta\u00e7\u00f5es ainda pareciam obedecer a um ritmo antigo, como se a natureza n\u00e3o tivesse perdido completamente sua autonomia diante das urg\u00eancias humanas. Naquele universo, a chegada da chuva n\u00e3o era uma interrup\u00e7\u00e3o da rotina de nossas vidas. Era parte dela. Havia uma esp\u00e9cie de solenidade silenciosa nos primeiros pingos que come\u00e7avam a desenhar c\u00edrculos nas po\u00e7as de \u00e1gua e a escurecer lentamente o concreto da cal\u00e7ada. As \u00e1rvores pareciam respirar com mais profundidade. As flores inclinavam suas p\u00e9talas como quem recebe uma visita aguardada. At\u00e9 mesmo os p\u00e1ssaros alteravam seus movimentos, anunciando uma transforma\u00e7\u00e3o que os adultos percebiam menos do que as crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tenho a impress\u00e3o de que algumas das minhas lembran\u00e7as mais antigas s\u00e3o insepar\u00e1veis do som da chuva. N\u00e3o me recordo apenas das imagens, mas da ac\u00fastica daqueles dias. O ru\u00eddo ritmado das gotas sobre o telhado, o gotejar persistente das calhas, a \u00e1gua escorrendo pelos cantos do quintal, o vento atravessando as copas das \u00e1rvores. Era uma sinfonia cuja maestrina era a pr\u00f3pria natureza, uma composi\u00e7\u00e3o que envolvia toda a paisagem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Havia algo de profundamente reconfortante nas noites chuvosas. Deitar-se para dormir enquanto a chuva ca\u00eda l\u00e1 fora produzia uma sensa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil de traduzir em palavras. Era como se o mundo exterior permanecesse desperto para que eu pudesse descansar. O som cont\u00ednuo das gotas criava uma esp\u00e9cie de abrigo invis\u00edvel ao redor da cama, uma prote\u00e7\u00e3o feita n\u00e3o de paredes, mas de ritmo. Enquanto a \u00e1gua descia dos c\u00e9us, as preocupa\u00e7\u00f5es infantis perdiam import\u00e2ncia. A chuva transformava o quarto em ref\u00fagio e o sono em travessia tranquila.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessas mesmas noites e tardes prolongadas de chuva, quando o mundo parecia recolhido sobre si mesmo, a vida dom\u00e9stica ganhava outra densidade. N\u00e3o havia outra sa\u00edda a n\u00e3o ser reinventar o cotidiano dentro de casa. Brinc\u00e1vamos com os amigos nos corredores, nos quartos, nas pequenas extens\u00f5es poss\u00edveis de um universo fechado pela tempestade. Quando o sil\u00eancio das brincadeiras se cansava de si mesmo, a televis\u00e3o se tornava janela para outros mundos, filmes e hist\u00f3rias que preenchiam o tempo como uma esp\u00e9cie de segundo c\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Era tamb\u00e9m quando minha m\u00e3e assumia, com uma delicadeza quase cerimonial, a cozinha como territ\u00f3rio de inven\u00e7\u00e3o. Preparava mate doce com poejo, cujo aroma parecia aquecer n\u00e3o apenas o corpo, mas tamb\u00e9m o pr\u00f3prio ambiente. A pipoca surgia ora salgada, ora envolvida em melado, como se o doce pudesse alterar a textura do tempo. Em dias mais generosos, havia bolinhos de chuva, pequenos fragmentos fritos de inf\u00e2ncia, como se a pr\u00f3pria tempestade tivesse sido transformada em alimento. A cozinha se tornava, assim, um espa\u00e7o de cria\u00e7\u00e3o silenciosa, onde o clima l\u00e1 fora encontrava tradu\u00e7\u00e3o sens\u00edvel dentro de casa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez esse encanto estivesse ligado \u00e0 percep\u00e7\u00e3o intuitiva de que a chuva significava vida. Eu a observava alimentar as plantas do jardim, revigorar a grama, devolver brilho \u00e0s folhas cobertas pela poeira dos dias secos. Depois de uma tempestade, o mundo parecia renascer. As cores ficavam mais intensas. O verde assumia tonalidades quase imposs\u00edveis. O ar se tornava mais leve. Havia uma sensa\u00e7\u00e3o de limpeza que n\u00e3o era apenas f\u00edsica, mas tamb\u00e9m espiritual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o passar dos anos, compreendi que a mem\u00f3ria possui seus pr\u00f3prios mecanismos de sele\u00e7\u00e3o. Ela conserva menos os acontecimentos extraordin\u00e1rios do que os detalhes aparentemente insignificantes. Por isso, quando penso na chuva da minha inf\u00e2ncia, n\u00e3o me recordo de datas ou eventos espec\u00edficos. Lembro-me do cheiro das roseiras molhadas. Lembro-me da \u00e1gua acumulada sobre as folhagens de folhas largas. Lembro-me das tardes em que eu observava a chuva cair pela janela enquanto o tempo parecia desacelerar. Lembro-me da sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento que surgia quando a paisagem ao redor e o estado de esp\u00edrito dentro de mim pareciam falar a mesma l\u00edngua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A vida no interior favorecia essa intimidade com os ciclos naturais. O horizonte era mais amplo. O c\u00e9u ocupava uma parcela maior da experi\u00eancia cotidiana. Era poss\u00edvel acompanhar a forma\u00e7\u00e3o das nuvens, perceber a mudan\u00e7a dos ventos, antecipar a chegada de um temporal observando apenas a transforma\u00e7\u00e3o da luz sobre os campos. A natureza n\u00e3o era um cen\u00e1rio distante. Era uma presen\u00e7a constante, uma personagem da vida di\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante muito tempo, a chuva permaneceu associada a essa dimens\u00e3o afetiva da exist\u00eancia. Bastava ouvir o som das gotas contra a janela para que antigas lembran\u00e7as retornassem. A mem\u00f3ria possui uma extraordin\u00e1ria capacidade de viajar atrav\u00e9s dos sentidos, e poucas coisas despertam recorda\u00e7\u00f5es com tanta for\u00e7a quanto certos sons. A chuva carregava consigo fragmentos inteiros do passado: ruas tranquilas, jardins \u00famidos, noites silenciosas, \u00e1rvores balan\u00e7ando ao vento, a seguran\u00e7a das casas que pareciam eternas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas a vida tamb\u00e9m nos ensina que nenhum s\u00edmbolo permanece imut\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde as enchentes que devastaram Porto Alegre em 2024, minha rela\u00e7\u00e3o emocional com a chuva tornou-se mais complexa. Aquilo que durante d\u00e9cadas representou acolhimento passou a carregar igualmente a possibilidade da amea\u00e7a. A \u00e1gua, que antes evocava fertilidade e descanso, revelou sua capacidade de destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando as enchentes avan\u00e7aram sobre a cidade, n\u00e3o se tratava mais da chuva contemplada \u00e0 dist\u00e2ncia, atrav\u00e9s da janela. Tratava-se da chuva que alterava destinos, invadia espa\u00e7os, interrompia rotinas e obrigava pessoas a abandonar temporariamente suas vidas. Durante um m\u00eas, precisei deixar meu apartamento e encontrar abrigo na casa de uma amiga. Foi uma experi\u00eancia que modificou n\u00e3o apenas a percep\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano, mas tamb\u00e9m a maneira como certos sons passaram a ser interpretados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois daquela viv\u00eancia, os dias de chuva deixaram de ser recebidos com a mesma poesia, com a mesma mem\u00f3ria afetiva. Ainda hoje, quando uma tempestade mais intensa se aproxima, uma parte de mim permanece vigilante. O som das gotas j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas m\u00fasica; tornou-se tamb\u00e9m aviso. O c\u00e9u escurecendo j\u00e1 n\u00e3o sugere apenas recolhimento; desperta apreens\u00e3o. Existe uma mem\u00f3ria do corpo que n\u00e3o se dissolve facilmente. Ela permanece armazenada em extratos profundos da consci\u00eancia, reaparecendo quando circunst\u00e2ncias semelhantes se apresentam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mais curioso, por\u00e9m, \u00e9 que essa transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o eliminou completamente o encanto antigo. Em vez disso, produziu uma conviv\u00eancia entre sentimentos aparentemente contradit\u00f3rios. A chuva continua sendo capaz de despertar ternura, nostalgia e contempla\u00e7\u00e3o. Continua evocando os jardins da inf\u00e2ncia, os telhados do interior, as noites protegidas pelo som das gotas. Ao mesmo tempo, carrega agora a lembran\u00e7a da vulnerabilidade humana diante das for\u00e7as da natureza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez a maturidade consista justamente na capacidade de sustentar significados m\u00faltiplos sem exigir que um deles anule os demais. A chuva que hoje observo n\u00e3o \u00e9 a mesma da inf\u00e2ncia, mas tamb\u00e9m n\u00e3o deixou de ser aquela chuva. Ela re\u00fane camadas distintas de experi\u00eancia. Em suas gotas convivem a beleza e o temor, o passado e o presente, a mem\u00f3ria e a percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a escuto cair sobre a cidade, percebo que ela continua sendo uma das raras linguagens que atravessam intactas as diferentes idades da vida. As mesmas gotas que um dia embalaram meus sonhos de crian\u00e7a hoje despertam lembran\u00e7as mais complexas, feitas de encanto e inquieta\u00e7\u00e3o. Ainda assim, quando a chuva toca os telhados, algo daquele menino do interior volta a reconhecer sua antiga melodia. Talvez a mem\u00f3ria seja justamente isso: a capacidade de encontrar abrigo, mesmo que por instantes, naquilo que o tempo transformou sem conseguir destruir. E, ent\u00e3o, por tr\u00e1s da tempestade, ainda \u00e9 poss\u00edvel ouvir a m\u00fasica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cristiano Goldschmidt A chuva sempre foi, para mim, mais do que um fen\u00f4meno atmosf\u00e9rico. Foi uma linguagem. Antes mesmo de compreender as palavras que descrevem o mundo, eu j\u00e1 compreendia o significado da chuva. 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