{"id":85010,"date":"2026-07-02T12:48:56","date_gmt":"2026-07-02T15:48:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=85010"},"modified":"2026-07-02T12:48:58","modified_gmt":"2026-07-02T15:48:58","slug":"geografia-do-desamparo-entre-o-calor-e-o-diluvio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/geografia-do-desamparo-entre-o-calor-e-o-diluvio\/","title":{"rendered":"Geografia do desamparo: entre o calor e o dil\u00favio"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Cristiano Goldschmidt<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ar em Roma, nestes dias de junho e in\u00edcio de julho, n\u00e3o \u00e9 mais um elemento invis\u00edvel que se respira, \u00e9 uma presen\u00e7a s\u00f3lida, uma massa transl\u00facida que se imp\u00f5e sobre os ombros de quem se atreve a caminhar pelas pra\u00e7as de pedra. N\u00e3o se trata apenas de calor, no sentido meteorol\u00f3gico do termo, mas de uma altera\u00e7\u00e3o na pr\u00f3pria textura da realidade urbana. Quando os term\u00f4metros em Saarbr\u00fccken, na Alemanha, tocam os 41 graus Celsius e as fontes de Viena parecem evaporar antes mesmo de a \u00e1gua atingir o m\u00e1rmore, percebemos que n\u00e3o estamos diante de uma esta\u00e7\u00e3o, mas de um veredito. A Europa, esse jardim temperado que moldou a nossa ideia de civiliza\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio, est\u00e1 derretendo sob uma c\u00fapula de fogo que ignora fronteiras e tradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/europe-feels-the-heat-beneath-our-feet-pillars-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-85011\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/europe-feels-the-heat-beneath-our-feet-pillars-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/europe-feels-the-heat-beneath-our-feet-pillars-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/europe-feels-the-heat-beneath-our-feet-pillars-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/europe-feels-the-heat-beneath-our-feet-pillars-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/europe-feels-the-heat-beneath-our-feet-pillars.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fonte da imagem:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esa.int\/ESA_Multimedia\/Images\/2026\/06\/Europe_feels_the_heat_beneath_our_feet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/www.esa.int\/ESA_Multimedia\/Images\/2026\/06\/Europe_feels_the_heat_beneath_our_feet<\/a>\u00a0<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Amigos que residem em diferentes pontos do continente me enviam relatos que transcendem os dados dos institutos de meteorologia. Eles descrevem uma rotina de confinamento t\u00e9rmico, onde o simples ato de abrir uma janela se tornou uma concess\u00e3o perigosa. Na It\u00e1lia, o alerta vermelho em dezoito cidades n\u00e3o \u00e9 apenas um aviso de sa\u00fade p\u00fablica, \u00e9 o reconhecimento de que a infraestrutura cl\u00e1ssica, as ruas estreitas pensadas para o frescor das sombras medievais, n\u00e3o d\u00e3o mais conta de um sol que parece ter se aproximado alguns quil\u00f4metros da superf\u00edcie. O asfalto que amolece na Alemanha \u00e9 o mesmo que, no Brasil, \u00e9 arrancado pela for\u00e7a das enxurradas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao mesmo tempo, do outro lado do Atl\u00e2ntico, o Brasil vive o avesso desse mesmo drama. Enquanto o europeu busca desesperadamente por uma sombra que n\u00e3o queime, o brasileiro no Nordeste e no Sul tenta se equilibrar sobre o que restou de suas ruas, agora transformadas em leitos de rios improvisados. A \u00e1gua que caiu sobre Pernambuco e as cidades catarinenses e ga\u00fachas neste \u00faltimo final de semana n\u00e3o foi a chuva que aben\u00e7oa a colheita, foi o excesso que destr\u00f3i a mem\u00f3ria. H\u00e1 uma ironia tr\u00e1gica nessa sincronia: o mundo parece ter perdido a medida. Onde falta umidade, a terra racha e a vida se esconde; onde ela sobra, a terra desliza e a vida se perde.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa simultaneidade de extremos n\u00e3o \u00e9 uma coincid\u00eancia estat\u00edstica, \u00e9 o sintoma de uma Terra que parou de sussurrar seus avisos para come\u00e7ar a gritar. Ao observar as ondas de calor na Hungria ou na \u00c1ustria, n\u00e3o podemos nos limitar a falar em mudan\u00e7as clim\u00e1ticas como se fosse um conceito abstrato de laborat\u00f3rio. \u00c9 preciso falar sobre a fal\u00eancia da previsibilidade. A Europa sempre foi o continente da ordem, das esta\u00e7\u00f5es bem marcadas, do tempo que se podia cronometrar. Hoje, Berlim e Mil\u00e3o experimentam uma tropicaliza\u00e7\u00e3o perversa, onde o calor n\u00e3o traz o frescor do mar, mas o peso de um forno industrial. \u00c9 o fim da Europa Temperada e, com ela, o fim de uma certa seguran\u00e7a ontol\u00f3gica que o homem ocidental cultivou por s\u00e9culos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A filosofia do Antropoceno nos ensina que o impacto humano sobre o planeta atingiu uma escala geol\u00f3gica, mas o que sentimos na pele \u00e9 algo muito mais \u00edntimo. \u00c9 o desconforto de um corpo que n\u00e3o reconhece mais o seu habitat. O paralelismo entre o calor europeu e as chuvas brasileiras revela a nossa profunda interconex\u00e3o na trag\u00e9dia. N\u00e3o existe mais um l\u00e1 e um aqui quando se trata do colapso dos sistemas reguladores do planeta. A umidade que falta na bacia do Dan\u00fabio \u00e9 a mesma que se concentra de forma desordenada sobre o Atl\u00e2ntico Sul, precipitando-se em volumes que desafiam qualquer planejamento urbano. O que une o cidad\u00e3o de Budapeste ao morador de uma encosta em Macei\u00f3 \u00e9 a vulnerabilidade diante de uma natureza que perdeu a paci\u00eancia com os nossos protocolos de inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Podemos refletir sobre o conceito de ex\u00edlio clim\u00e1tico sem que ningu\u00e9m precise sair de casa. O cidad\u00e3o que vive hoje em Viena ou Munique, trancado em apartamentos que n\u00e3o foram projetados para o calor extremo, \u00e9 um exilado de sua pr\u00f3pria cultura clim\u00e1tica. Ele n\u00e3o reconhece mais o ver\u00e3o de sua inf\u00e2ncia. Da mesma forma, o brasileiro que v\u00ea sua casa submersa pela terceira vez em um ano \u00e9 um estrangeiro em sua pr\u00f3pria terra, um sobrevivente de um regime de chuvas que n\u00e3o segue mais o calend\u00e1rio dos seus av\u00f3s. O mundo tornou-se um lugar estranho, e essa estranheza \u00e9 o que define a nossa era.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 profundamente melanc\u00f3lico ver a Europa, o ber\u00e7o do Iluminismo, sucumbir a um calor que cega a raz\u00e3o. A Alemanha, com sua precis\u00e3o t\u00e9cnica, v\u00ea seus trens pararem e sua energia vacilar diante da demanda por resfriamento. \u00c9 a prova de que a t\u00e9cnica, por mais avan\u00e7ada que seja, n\u00e3o pode substituir a estabilidade dos ciclos naturais. No Brasil, a trag\u00e9dia das \u00e1guas no Nordeste e no Sul exp\u00f5e a nossa ferida aberta: a desigualdade. Pois, se o calor na Europa mata o idoso isolado em seu apartamento, a chuva no Brasil mata o pobre que n\u00e3o tem para onde fugir quando o morro desce. O clima \u00e9 o grande equalizador da dor, mas o impacto social \u00e9 cruelmente seletivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Precisamos de uma nova \u00e9tica da exist\u00eancia, uma que v\u00e1 al\u00e9m do pragmatismo econ\u00f4mico. O que as ondas de calor na Europa e as inunda\u00e7\u00f5es no Brasil nos dizem \u00e9 que a Terra n\u00e3o \u00e9 um cen\u00e1rio para a nossa hist\u00f3ria, ela \u00e9 a pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Quando ignoramos o limite do planeta, estamos ignorando o limite da nossa pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia. A imagem de uma It\u00e1lia a ferver e de um Brasil a submergir deveria ser o quadro definitivo deste s\u00e9culo, uma obra de arte tr\u00e1gica que nos obriga a repensar cada gesto de consumo, cada pol\u00edtica de desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O intelectual n\u00e3o pode mais se dar ao luxo do pessimismo passivo. \u00c9 preciso uma indigna\u00e7\u00e3o ativa. O calor extremo que atinge a \u00c1ustria e a Hungria neste momento \u00e9 um lembrete de que a estabilidade \u00e9 uma ilus\u00e3o que custa caro. A \u00e1gua que devasta o Sul do Brasil \u00e9 o eco desse mesmo lembrete. Estamos todos no mesmo barco, e o casco est\u00e1 furado. A diferen\u00e7a \u00e9 que alguns est\u00e3o na proa, tentando ignorar o sol escaldante, enquanto outros j\u00e1 est\u00e3o com a \u00e1gua pelo pesco\u00e7o na popa. Mas o naufr\u00e1gio, se n\u00e3o mudarmos o curso, ser\u00e1 coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto o sol se p\u00f5e sobre uma Europa exausta e as \u00e1guas come\u00e7am a baixar em algumas cidades brasileiras, resta-nos a reflex\u00e3o sobre o que restar\u00e1 de n\u00f3s quando o clima terminar de redesenhar o mapa do mundo. Seremos capazes de construir uma solidariedade que atravesse oceanos, unindo a dor do calor europeu \u00e0 urg\u00eancia da \u00e1gua brasileira? Ou continuaremos a tratar cada evento como uma fatalidade isolada, uma anomalia em um sistema que j\u00e1 se provou falido? A resposta n\u00e3o est\u00e1 nos dados meteorol\u00f3gicos, mas na nossa capacidade de sentir a dor do outro como se fosse a nossa, porque, no fim das contas, a atmosfera que nos sufoca \u00e9 a mesma que nos afoga.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cristiano Goldschmidt O ar em Roma, nestes dias de junho e in\u00edcio de julho, n\u00e3o \u00e9 mais um elemento invis\u00edvel que se respira, \u00e9 uma presen\u00e7a s\u00f3lida, uma massa transl\u00facida que se imp\u00f5e sobre os ombros de quem se atreve a caminhar pelas pra\u00e7as de pedra. 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