{"id":85072,"date":"2026-07-30T11:35:38","date_gmt":"2026-07-30T14:35:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/?p=85072"},"modified":"2026-07-30T11:35:41","modified_gmt":"2026-07-30T14:35:41","slug":"120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/","title":{"rendered":"120 anos de Mario Quintana, o artes\u00e3o da eternidade mi\u00fada"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/o-poeta-mario-quintana-em-fotografia-de-1966-foto-arquivo-nacional-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-85074\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/o-poeta-mario-quintana-em-fotografia-de-1966-foto-arquivo-nacional-1.jpg 600w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/o-poeta-mario-quintana-em-fotografia-de-1966-foto-arquivo-nacional-1-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O poeta Mario Quintana, em fotografia de 1966 | Foto: Arquivo Nacional<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Cristiano Goldschmidt<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 30 de julho de 2026, quando se completam 120 anos do nascimento de Mario Quintana, a literatura brasileira reencontra um de seus autores mais dif\u00edceis de classificar e, justamente por isso, mais resistentes ao desgaste do tempo. Nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1906, e morto em Porto Alegre, em 1994, Quintana construiu uma obra que parece nascer da conversa\u00e7\u00e3o cotidiana, do espanto diante de uma janela, da sombra de uma lembran\u00e7a ou de uma frase escutada ao acaso. Sua poesia muitas vezes se oferece ao leitor com a delicadeza de uma evid\u00eancia. Entretanto, por tr\u00e1s dessa aparente simplicidade existe uma consci\u00eancia formal rigorosa, uma intelig\u00eancia l\u00edrica aguda e uma vis\u00e3o de mundo atravessada pelo humor, pela melancolia e pela suspeita diante de todas as certezas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quintana foi poeta, tradutor e jornalista. Sua trajet\u00f3ria n\u00e3o se organizou segundo a l\u00f3gica de uma carreira liter\u00e1ria destinada \u00e0 consagra\u00e7\u00e3o. Ele n\u00e3o parece ter escrito para ocupar o centro de uma escola, liderar uma gera\u00e7\u00e3o ou estabelecer um sistema est\u00e9tico. Ao contr\u00e1rio, sua figura liter\u00e1ria se consolidou numa esp\u00e9cie de margem soberana. O poeta permaneceu ligado ao Sul, \u00e0 experi\u00eancia urbana de Porto Alegre, ao trabalho constante com a palavra e a uma intimidade muito particular com o leitor. Essa posi\u00e7\u00e3o, \u00e0 primeira vista perif\u00e9rica, tornou-se uma de suas maiores for\u00e7as. Quintana n\u00e3o precisou transformar a literatura em manifesto para alterar a maneira como muitos brasileiros passaram a perceber a poesia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sua obra se desenvolveu no interior de uma tradi\u00e7\u00e3o moderna, mas n\u00e3o se deixou reduzir \u00e0s categorias mais previs\u00edveis do modernismo. H\u00e1 nele a liberdade coloquial, o gosto pela ruptura e a desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 solenidade que marcaram a poesia moderna brasileira. Ao mesmo tempo, sua escrita conserva uma musicalidade cl\u00e1ssica, uma aten\u00e7\u00e3o \u00e0 cad\u00eancia e um senso de composi\u00e7\u00e3o que o afastam da espontaneidade improvisada. Quintana podia escrever como quem conversa, mas jamais escrevia de maneira distra\u00edda. A naturalidade de seus versos \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o, e talvez resida a\u00ed um dos segredos de sua perman\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde A Rua dos Cataventos, seu livro de estreia, publicado em 1940, percebe-se o desejo de converter o espa\u00e7o comum em mat\u00e9ria de revela\u00e7\u00e3o. O t\u00edtulo j\u00e1 indica uma po\u00e9tica: a rua, lugar de passagem e conviv\u00eancia, torna-se cen\u00e1rio de movimento interior; o catavento, objeto infantil e meteorol\u00f3gico, sugere a instabilidade do mundo, a passagem do ar e a transforma\u00e7\u00e3o incessante das coisas. Quintana n\u00e3o precisava recorrer ao extraordin\u00e1rio para alcan\u00e7ar o mist\u00e9rio. Seu assunto era a realidade quando vista de perto, depois que o olhar abandona o automatismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A poesia quintaniana nasce desse deslocamento m\u00ednimo. A cadeira deixa de ser apenas cadeira. A janela n\u00e3o \u00e9 apenas uma abertura na parede. O rel\u00f3gio, o quarto, a rua, o sil\u00eancio e a lembran\u00e7a carregam uma dimens\u00e3o que a linguagem cotidiana costuma ocultar. O poeta restitui espessura ao que a rotina tornou invis\u00edvel. Nesse sentido, sua obra participa de uma das tarefas mais antigas da poesia: devolver singularidade \u00e0s coisas, libert\u00e1-las da fun\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica e permitir que reapare\u00e7am sob uma luz inesperada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 comum associar Quintana \u00e0 simplicidade. A associa\u00e7\u00e3o \u00e9 leg\u00edtima, desde que a palavra seja compreendida com precis\u00e3o. Simplicidade, em sua obra, n\u00e3o significa pobreza de pensamento, redu\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia ou facilidade de leitura. Significa economia. O poeta retira o excesso para que a frase alcance uma esp\u00e9cie de concentra\u00e7\u00e3o luminosa. Sua escrita n\u00e3o procura impressionar pelo volume, mas pela exatid\u00e3o. Muitas vezes, um pequeno poema de Quintana cont\u00e9m uma medita\u00e7\u00e3o sobre o tempo, a morte, a solid\u00e3o, o desejo e a linguagem sem anunciar que est\u00e1 tratando de assuntos t\u00e3o graves.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse procedimento confere \u00e0 sua poesia uma qualidade paradoxal. Ela \u00e9 acess\u00edvel sem ser banal, \u00edntima sem ser confessional, filos\u00f3fica sem se revestir de abstra\u00e7\u00e3o. Quintana pensa por imagens, deslocamentos, pequenas ironias e s\u00fabitas mudan\u00e7as de perspectiva. Sua reflex\u00e3o n\u00e3o se apresenta como tese, e sim como descoberta. O leitor n\u00e3o \u00e9 conduzido por uma demonstra\u00e7\u00e3o l\u00f3gica. \u00c9 convidado a perceber que uma coisa aparentemente ordin\u00e1ria continha, desde o in\u00edcio, uma pergunta sobre a exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O humor desempenha papel decisivo nessa arquitetura. Em Quintana, o humor n\u00e3o funciona apenas como ornamento ou recurso de simpatia. Ele \u00e9 uma forma de conhecimento. Ao rir da pompa, da vaidade, das conven\u00e7\u00f5es sociais e das certezas humanas, o poeta desmonta a rigidez do mundo. O humor devolve mobilidade ao pensamento. Quando uma verdade se torna excessivamente pesada, Quintana a desloca com uma frase obl\u00edqua, uma imagem imprevista ou uma conclus\u00e3o que parece brincar, mas deixa no leitor a sensa\u00e7\u00e3o de ter encontrado algo s\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sua ironia tamb\u00e9m impede que a melancolia se transforme em sentimentalismo. A tristeza est\u00e1 presente em sua obra, assim como a consci\u00eancia da passagem do tempo e da precariedade dos v\u00ednculos. Contudo, o poeta n\u00e3o se entrega inteiramente \u00e0 gravidade. H\u00e1 sempre uma fresta por onde entra o ar, uma esp\u00e9cie de contrapeso que impede a experi\u00eancia de se fechar em desespero. Quintana conhece a morte, mas n\u00e3o permite que ela monopolize o sentido da vida. Conhece a solid\u00e3o, mas preserva a possibilidade do encontro. Conhece o desencanto, mas continua atento ao mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa atitude explica a for\u00e7a de sua comunica\u00e7\u00e3o com leitores de idades e forma\u00e7\u00f5es diversas. Quintana alcan\u00e7a o leitor comum sem fazer concess\u00f5es ao lugar-comum, e alcan\u00e7a o leitor especializado sem precisar ostentar erudi\u00e7\u00e3o. Sua obra circula entre a poesia, o aforismo, a cr\u00f4nica, a prosa po\u00e9tica e a literatura destinada \u00e0 inf\u00e2ncia, mas essas fronteiras n\u00e3o diminuem sua unidade. Em todos esses registros, permanece a mesma investiga\u00e7\u00e3o sobre o modo como a linguagem reorganiza a experi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A presen\u00e7a da inf\u00e2ncia, ali\u00e1s, \u00e9 um dos aspectos mais importantes de sua obra. N\u00e3o se trata de uma idealiza\u00e7\u00e3o ing\u00eanua de um per\u00edodo perdido, nem de um retorno sentimental a uma idade sem conflitos. A inf\u00e2ncia quintaniana \u00e9 sobretudo uma forma de percep\u00e7\u00e3o. A crian\u00e7a aparece como aquela que ainda n\u00e3o se acostumou completamente ao mundo, que n\u00e3o aceitou a apar\u00eancia das coisas como sua verdade definitiva. Ver como crian\u00e7a, para Quintana, significa conservar a capacidade de estranhamento. A poesia depende dessa disposi\u00e7\u00e3o, porque aquilo que deixou de nos surpreender tende tamb\u00e9m a deixar de nos dizer alguma coisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O poeta compreendia que a linguagem cotidiana se desgasta pelo uso. As palavras, repetidas sem aten\u00e7\u00e3o, tornam-se moedas gastas. A literatura precisa devolv\u00ea-las ao espanto. Quintana realiza esse trabalho sem destruir a familiaridade dos termos. Ele n\u00e3o busca uma linguagem herm\u00e9tica, mas uma linguagem renovada. Sua originalidade n\u00e3o est\u00e1 em afastar o leitor da l\u00edngua comum, e sim em faz\u00ea-lo retornar a ela com outra percep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como tradutor, Quintana aprofundou sua rela\u00e7\u00e3o com a l\u00edngua e com as formas liter\u00e1rias. Traduzir \u00e9 reconhecer que nenhuma palavra vive sozinha, que toda frase carrega uma hist\u00f3ria de ritmos, ecos e escolhas. A atividade tradut\u00f3ria provavelmente refor\u00e7ou nele a consci\u00eancia da precis\u00e3o, do tom e da m\u00fasica verbal. O tradutor sabe que uma solu\u00e7\u00e3o literal pode trair o esp\u00edrito de um texto, assim como uma liberdade excessiva pode apagar sua identidade. Essa tens\u00e3o entre fidelidade e inven\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aparece na poesia de Quintana, que transforma a fala comum sem deixar de escut\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seu trabalho jornal\u00edstico, por sua vez, manteve o escritor em contato com a materialidade do presente. O jornal exige aten\u00e7\u00e3o ao instante, ao acontecimento, \u00e0 vida que se move em velocidade irregular. A poesia de Quintana, mesmo quando medita sobre o tempo, nunca abandona completamente o mundo concreto. Ela nasce de uma observa\u00e7\u00e3o, de uma cena, de uma atmosfera. Em vez de se afastar da vida ordin\u00e1ria para alcan\u00e7ar o sublime, o poeta procura o sublime escondido na vida ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A contribui\u00e7\u00e3o de Quintana para a literatura brasileira est\u00e1 justamente nessa reeduca\u00e7\u00e3o do olhar. Ele demonstrou que a grande poesia n\u00e3o depende necessariamente da grandiloqu\u00eancia, da extens\u00e3o ou do vocabul\u00e1rio raro. Uma obra pode ser profundamente brasileira sem se apoiar em declara\u00e7\u00f5es de nacionalidade. Em Quintana, o Brasil aparece menos como tema expl\u00edcito do que como experi\u00eancia de linguagem, ritmo social, paisagem afetiva e conviv\u00eancia com a mem\u00f3ria. Sua poesia incorpora uma sensibilidade urbana e provinciana ao mesmo tempo, marcada pelo Sul, mas capaz de falar a leitores de qualquer lugar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa amplitude n\u00e3o deve ser confundida com neutralidade. Quintana possui uma vis\u00e3o de mundo definida. Ele desconfia das institui\u00e7\u00f5es quando estas se tornam r\u00edgidas, das classifica\u00e7\u00f5es quando pretendem encerrar a vida e das autoridades quando falam em nome de uma verdade sem humor. Sua poesia prefere o movimento \u00e0 senten\u00e7a final. Em vez de fechar o significado, abre uma passagem. Talvez por isso seus poemas sejam frequentemente lembrados, citados e relidos: eles n\u00e3o se esgotam na primeira compreens\u00e3o, embora ofere\u00e7am ao leitor a satisfa\u00e7\u00e3o imediata de uma frase bem encontrada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A popularidade de Quintana, em alguns momentos, contribuiu para que sua obra fosse subestimada por parte da cr\u00edtica. H\u00e1 uma tend\u00eancia recorrente de suspeitar daquilo que alcan\u00e7a muitos leitores, como se a dificuldade fosse prova superior de valor. Quintana desafia essa hierarquia. Sua poesia \u00e9 capaz de ser popular sem se tornar popularizada, isto \u00e9, sem reduzir a experi\u00eancia liter\u00e1ria a uma f\u00f3rmula de f\u00e1cil consumo. A clareza, nele, n\u00e3o \u00e9 aus\u00eancia de profundidade. \u00c9 o resultado de uma profundidade que encontrou a forma adequada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m por isso \u00e9 necess\u00e1rio l\u00ea-lo para al\u00e9m das frases isoladas que circulam em redes sociais, calend\u00e1rios e antologias de cita\u00e7\u00f5es. O fragmento pode preservar o brilho de sua linguagem, mas frequentemente elimina a arquitetura que d\u00e1 sentido ao poema. Quintana n\u00e3o \u00e9 apenas o autor de pensamentos espirituosos sobre a vida. \u00c9 um poeta da composi\u00e7\u00e3o, do ritmo, da atmosfera e da recorr\u00eancia de imagens. Seus livros devem ser lidos como conjuntos, porque os poemas conversam entre si e formam uma vis\u00e3o cont\u00ednua do tempo, da morte, da inf\u00e2ncia, da mem\u00f3ria e da pr\u00f3pria literatura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">L\u00ea-lo hoje implica tamb\u00e9m reconhecer que sua atualidade n\u00e3o decorre de uma suposta atemporalidade abstrata. Quintana continua contempor\u00e2neo porque fala a uma \u00e9poca dominada pelo excesso de est\u00edmulos, pela pressa e pela dificuldade de permanecer diante de uma coisa s\u00f3. Sua poesia oferece uma resist\u00eancia silenciosa \u00e0 dispers\u00e3o. Ela ensina a olhar demoradamente, a desconfiar da resposta imediata e a perceber que a exist\u00eancia n\u00e3o se resume ao que pode ser convertido em utilidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num tempo que transforma a aten\u00e7\u00e3o em mercadoria, Quintana reivindica a aten\u00e7\u00e3o como experi\u00eancia est\u00e9tica e moral. Seu poema n\u00e3o exige do leitor uma demonstra\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia. Exige presen\u00e7a. \u00c9 preciso estar diante das palavras com alguma disponibilidade para a surpresa. Essa disponibilidade parece pequena, mas envolve uma mudan\u00e7a profunda na rela\u00e7\u00e3o com o mundo. Quem aprende a ver a poesia de Quintana nas coisas m\u00ednimas talvez tamb\u00e9m aprenda a reconhecer a dignidade do que n\u00e3o se anuncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os 120 anos de seu nascimento constituem, portanto, mais do que uma data comemorativa. S\u00e3o uma oportunidade de revisar o lugar de Quintana no imagin\u00e1rio liter\u00e1rio brasileiro. Ele n\u00e3o deve permanecer apenas como o poeta af\u00e1vel, espirituoso e pr\u00f3ximo, embora tamb\u00e9m seja tudo isso. Sua obra merece ser lida como uma das experi\u00eancias mais sofisticadas de concilia\u00e7\u00e3o entre clareza e densidade, humor e melancolia, coloquialidade e rigor formal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mario Quintana fez da delicadeza uma forma de intelig\u00eancia. Em sua poesia, o mundo n\u00e3o aparece pacificado, mas iluminado por instantes de reconhecimento. A vida continua prec\u00e1ria, o tempo continua fugidio, a morte continua \u00e0 espreita. Ainda assim, a linguagem pode abrir uma janela no interior da rotina. Pode fazer com que uma rua volte a ser descoberta, que uma palavra recupere seu brilho e que o leitor, por alguns segundos, experimente a estranha sensa\u00e7\u00e3o de estar vendo pela primeira vez aquilo que sempre esteve diante de seus olhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nessa opera\u00e7\u00e3o discreta, quase secreta, que reside a grandeza de Quintana. Ele n\u00e3o quis dominar o mundo por meio da poesia. Preferiu escut\u00e1-lo at\u00e9 que o mundo, por um breve momento, revelasse sua m\u00fasica. Ao completar 120 anos de nascimento, o poeta permanece entre n\u00f3s n\u00e3o como a est\u00e1tua da Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega ao lado de Carlos Drummond de Andrade, mas como uma presen\u00e7a m\u00f3vel, feita de vento, mem\u00f3ria e linguagem. Seus versos continuam abrindo passagem para o espanto. E talvez a melhor homenagem que se possa prestar a Mario Quintana seja essa: voltar \u00e0s suas p\u00e1ginas sem pressa, permitindo que a poesia devolva \u00e0s coisas o direito de ainda nos surpreender.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Cristiano Goldschmidt Em 30 de julho de 2026, quando se completam 120 anos do nascimento de Mario Quintana, a literatura brasileira reencontra um de seus autores mais dif\u00edceis de classificar e, justamente por isso, mais resistentes ao desgaste do tempo. Nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1906, e morto em Porto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":190,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-85072","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-analiseopiniao"],"aioseo_notices":[],"aioseo_head":"\n\t\t<!-- All in One SEO 4.9.10 - aioseo.com -->\n\t<meta name=\"description\" content=\"Por Cristiano Goldschmidt Em 30 de julho de 2026, quando se completam 120 anos do nascimento de Mario Quintana, a literatura brasileira reencontra um de seus autores mais dif\u00edceis de classificar e, justamente por isso, mais resistentes ao desgaste do tempo. Nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1906, e morto em Porto\" \/>\n\t<meta name=\"robots\" content=\"max-image-preview:large\" \/>\n\t<meta name=\"author\" content=\"cristianog\"\/>\n\t<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/\" \/>\n\t<meta name=\"generator\" content=\"All in One SEO (AIOSEO) 4.9.10\" \/>\n\t\t<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n\t\t<meta property=\"og:site_name\" content=\"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o\" \/>\n\t\t<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n\t\t<meta property=\"og:title\" content=\"120 anos de Mario Quintana, o artes\u00e3o da eternidade mi\u00fada | Colunas\" \/>\n\t\t<meta property=\"og:description\" content=\"Por Cristiano Goldschmidt Em 30 de julho de 2026, quando se completam 120 anos do nascimento de Mario Quintana, a literatura brasileira reencontra um de seus autores mais dif\u00edceis de classificar e, justamente por isso, mais resistentes ao desgaste do tempo. Nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1906, e morto em Porto\" \/>\n\t\t<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/\" \/>\n\t\t<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/o-poeta-mario-quintana-em-fotografia-de-1966-foto-arquivo-nacional-1.jpg\" \/>\n\t\t<meta property=\"og:image:secure_url\" content=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/o-poeta-mario-quintana-em-fotografia-de-1966-foto-arquivo-nacional-1.jpg\" \/>\n\t\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"600\" \/>\n\t\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"338\" \/>\n\t\t<meta property=\"article:published_time\" content=\"2026-07-30T14:35:38+00:00\" \/>\n\t\t<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-07-30T14:35:41+00:00\" \/>\n\t\t<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary\" \/>\n\t\t<meta name=\"twitter:title\" content=\"120 anos de Mario Quintana, o artes\u00e3o da eternidade mi\u00fada | Colunas\" \/>\n\t\t<meta name=\"twitter:description\" content=\"Por Cristiano Goldschmidt Em 30 de julho de 2026, quando se completam 120 anos do nascimento de Mario Quintana, a literatura brasileira reencontra um de seus autores mais dif\u00edceis de classificar e, justamente por isso, mais resistentes ao desgaste do tempo. Nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1906, e morto em Porto\" \/>\n\t\t<meta name=\"twitter:image\" content=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/o-poeta-mario-quintana-em-fotografia-de-1966-foto-arquivo-nacional-1.jpg\" \/>\n\t\t<script type=\"application\/ld+json\" class=\"aioseo-schema\">\n\t\t\t{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\\\/#article\",\"name\":\"120 anos de Mario Quintana, o artes\\u00e3o da eternidade mi\\u00fada | Colunas\",\"headline\":\"120 anos de Mario Quintana, o artes\\u00e3o da eternidade mi\\u00fada\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/author\\\/cristianog\\\/#author\"},\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/#organization\"},\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/wp-content\\\/uploads\\\/sites\\\/5\\\/2026\\\/07\\\/o-poeta-mario-quintana-em-fotografia-de-1966-foto-arquivo-nacional-1.jpg\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\\\/#articleImage\",\"width\":600,\"height\":338},\"datePublished\":\"2026-07-30T11:35:38-03:00\",\"dateModified\":\"2026-07-30T11:35:41-03:00\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\\\/#webpage\"},\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\\\/#webpage\"},\"articleSection\":\"An\\u00e1lise&amp;Opini\\u00e3o\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\\\/#breadcrumblist\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas#listItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\",\"nextItem\":{\"@type\":\"ListItem\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/category\\\/analiseopiniao\\\/#listItem\",\"name\":\"An\\u00e1lise&amp;Opini\\u00e3o\"}},{\"@type\":\"ListItem\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/category\\\/analiseopiniao\\\/#listItem\",\"position\":2,\"name\":\"An\\u00e1lise&amp;Opini\\u00e3o\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/category\\\/analiseopiniao\\\/\",\"nextItem\":{\"@type\":\"ListItem\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\\\/#listItem\",\"name\":\"120 anos de Mario Quintana, o artes\\u00e3o da eternidade mi\\u00fada\"},\"previousItem\":{\"@type\":\"ListItem\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas#listItem\",\"name\":\"Home\"}},{\"@type\":\"ListItem\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\\\/#listItem\",\"position\":3,\"name\":\"120 anos de Mario Quintana, o artes\\u00e3o da eternidade mi\\u00fada\",\"previousItem\":{\"@type\":\"ListItem\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/category\\\/analiseopiniao\\\/#listItem\",\"name\":\"An\\u00e1lise&amp;Opini\\u00e3o\"}}]},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/#organization\",\"name\":\"Jornal J\\u00c1\",\"description\":\"Jornal J\\u00c1 | Porto Alegre\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/\",\"telephone\":\"+555133307272\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/cards\\\/JAslogan.png\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\\\/#organizationLogo\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\\\/#organizationLogo\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/author\\\/cristianog\\\/#author\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/author\\\/cristianog\\\/\",\"name\":\"cristianog\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\\\/#authorImage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/wp-content\\\/litespeed\\\/avatar\\\/5\\\/ea7bd76e348d0efb216820f31e9fbf42.jpg?ver=1785257984\",\"width\":96,\"height\":96,\"caption\":\"cristianog\"}},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\\\/#webpage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\\\/\",\"name\":\"120 anos de Mario Quintana, o artes\\u00e3o da eternidade mi\\u00fada | Colunas\",\"description\":\"Por Cristiano Goldschmidt Em 30 de julho de 2026, quando se completam 120 anos do nascimento de Mario Quintana, a literatura brasileira reencontra um de seus autores mais dif\\u00edceis de classificar e, justamente por isso, mais resistentes ao desgaste do tempo. Nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1906, e morto em Porto\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/#website\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\\\/#breadcrumblist\"},\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/author\\\/cristianog\\\/#author\"},\"creator\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/author\\\/cristianog\\\/#author\"},\"datePublished\":\"2026-07-30T11:35:38-03:00\",\"dateModified\":\"2026-07-30T11:35:41-03:00\"},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/\",\"name\":\"Colunas\",\"description\":\"Jornal J\\u00c1 | Porto Alegre\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.jornalja.com.br\\\/colunas\\\/#organization\"}}]}\n\t\t<\/script>\n\t\t<!-- All in One SEO -->\n\n","aioseo_head_json":{"title":"120 anos de Mario Quintana, o artes\u00e3o da eternidade mi\u00fada | Colunas","description":"Por Cristiano Goldschmidt Em 30 de julho de 2026, quando se completam 120 anos do nascimento de Mario Quintana, a literatura brasileira reencontra um de seus autores mais dif\u00edceis de classificar e, justamente por isso, mais resistentes ao desgaste do tempo. Nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1906, e morto em Porto","canonical_url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/","robots":"max-image-preview:large","keywords":"","webmasterTools":{"miscellaneous":""},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/#article","name":"120 anos de Mario Quintana, o artes\u00e3o da eternidade mi\u00fada | Colunas","headline":"120 anos de Mario Quintana, o artes\u00e3o da eternidade mi\u00fada","author":{"@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/author\/cristianog\/#author"},"publisher":{"@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/#organization"},"image":{"@type":"ImageObject","url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/o-poeta-mario-quintana-em-fotografia-de-1966-foto-arquivo-nacional-1.jpg","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/#articleImage","width":600,"height":338},"datePublished":"2026-07-30T11:35:38-03:00","dateModified":"2026-07-30T11:35:41-03:00","inLanguage":"pt-BR","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/#webpage"},"isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/#webpage"},"articleSection":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/#breadcrumblist","itemListElement":[{"@type":"ListItem","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas#listItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas","nextItem":{"@type":"ListItem","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/#listItem","name":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o"}},{"@type":"ListItem","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/#listItem","position":2,"name":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","item":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/","nextItem":{"@type":"ListItem","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/#listItem","name":"120 anos de Mario Quintana, o artes\u00e3o da eternidade mi\u00fada"},"previousItem":{"@type":"ListItem","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas#listItem","name":"Home"}},{"@type":"ListItem","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/#listItem","position":3,"name":"120 anos de Mario Quintana, o artes\u00e3o da eternidade mi\u00fada","previousItem":{"@type":"ListItem","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/#listItem","name":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o"}}]},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/#organization","name":"Jornal J\u00c1","description":"Jornal J\u00c1 | Porto Alegre","url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/","telephone":"+555133307272","logo":{"@type":"ImageObject","url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/cards\/JAslogan.png","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/#organizationLogo"},"image":{"@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/#organizationLogo"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/author\/cristianog\/#author","url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/author\/cristianog\/","name":"cristianog","image":{"@type":"ImageObject","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/#authorImage","url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/litespeed\/avatar\/5\/ea7bd76e348d0efb216820f31e9fbf42.jpg?ver=1785257984","width":96,"height":96,"caption":"cristianog"}},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/#webpage","url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/","name":"120 anos de Mario Quintana, o artes\u00e3o da eternidade mi\u00fada | Colunas","description":"Por Cristiano Goldschmidt Em 30 de julho de 2026, quando se completam 120 anos do nascimento de Mario Quintana, a literatura brasileira reencontra um de seus autores mais dif\u00edceis de classificar e, justamente por isso, mais resistentes ao desgaste do tempo. Nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1906, e morto em Porto","inLanguage":"pt-BR","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/#website"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/#breadcrumblist"},"author":{"@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/author\/cristianog\/#author"},"creator":{"@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/author\/cristianog\/#author"},"datePublished":"2026-07-30T11:35:38-03:00","dateModified":"2026-07-30T11:35:41-03:00"},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/#website","url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/","name":"Colunas","description":"Jornal J\u00c1 | Porto Alegre","inLanguage":"pt-BR","publisher":{"@id":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/#organization"}}]},"og:locale":"pt_BR","og:site_name":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","og:type":"article","og:title":"120 anos de Mario Quintana, o artes\u00e3o da eternidade mi\u00fada | Colunas","og:description":"Por Cristiano Goldschmidt Em 30 de julho de 2026, quando se completam 120 anos do nascimento de Mario Quintana, a literatura brasileira reencontra um de seus autores mais dif\u00edceis de classificar e, justamente por isso, mais resistentes ao desgaste do tempo. Nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1906, e morto em Porto","og:url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/","og:image":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/o-poeta-mario-quintana-em-fotografia-de-1966-foto-arquivo-nacional-1.jpg","og:image:secure_url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/o-poeta-mario-quintana-em-fotografia-de-1966-foto-arquivo-nacional-1.jpg","og:image:width":600,"og:image:height":338,"article:published_time":"2026-07-30T14:35:38+00:00","article:modified_time":"2026-07-30T14:35:41+00:00","twitter:card":"summary","twitter:title":"120 anos de Mario Quintana, o artes\u00e3o da eternidade mi\u00fada | Colunas","twitter:description":"Por Cristiano Goldschmidt Em 30 de julho de 2026, quando se completam 120 anos do nascimento de Mario Quintana, a literatura brasileira reencontra um de seus autores mais dif\u00edceis de classificar e, justamente por isso, mais resistentes ao desgaste do tempo. Nascido em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1906, e morto em Porto","twitter:image":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/o-poeta-mario-quintana-em-fotografia-de-1966-foto-arquivo-nacional-1.jpg"},"aioseo_meta_data":{"post_id":"85072","title":null,"description":null,"keywords":null,"keyphrases":{"focus":{"keyphrase":"","score":0,"analysis":{"keyphraseInTitle":{"score":0,"maxScore":9,"error":1}}},"additional":[]},"primary_term":null,"canonical_url":null,"og_title":null,"og_description":null,"og_object_type":"default","og_image_type":"default","og_image_url":null,"og_image_width":null,"og_image_height":null,"og_image_custom_url":null,"og_image_custom_fields":null,"og_video":"","og_custom_url":null,"og_article_section":null,"og_article_tags":null,"twitter_use_og":false,"twitter_card":"default","twitter_image_type":"default","twitter_image_url":null,"twitter_image_custom_url":null,"twitter_image_custom_fields":null,"twitter_title":null,"twitter_description":null,"schema":{"blockGraphs":[],"customGraphs":[],"default":{"data":{"Article":[],"Course":[],"Dataset":[],"FAQPage":[],"Movie":[],"Person":[],"Product":[],"ProductReview":[],"Car":[],"Recipe":[],"Service":[],"SoftwareApplication":[],"WebPage":[]},"graphName":"Article","isEnabled":true},"graphs":[]},"schema_type":"default","schema_type_options":null,"pillar_content":false,"robots_default":true,"robots_noindex":false,"robots_noarchive":false,"robots_nosnippet":false,"robots_nofollow":false,"robots_noimageindex":false,"robots_noodp":false,"robots_notranslate":false,"robots_max_snippet":"-1","robots_max_videopreview":"-1","robots_max_imagepreview":"large","priority":null,"frequency":"default","location":null,"local_seo":null,"breadcrumb_settings":null,"limit_modified_date":false,"ai":{"faqs":[],"keyPoints":[],"schemas":[],"titles":[],"descriptions":[],"socialPosts":{"email":{"subject":"","preview":"","content":""},"linkedin":[],"twitter":[],"facebook":[],"instagram":[]}},"created":"2026-07-30 14:06:14","updated":"2026-07-30 15:17:43","seo_analyzer_scan_date":null},"aioseo_breadcrumb":"<div class=\"aioseo-breadcrumbs\"><span class=\"aioseo-breadcrumb\">\n\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\" title=\"Home\">Home<\/a>\n\t\t<\/span><span class=\"aioseo-breadcrumb-separator\">&raquo;<\/span><span class=\"aioseo-breadcrumb\">\n\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/\" title=\"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o\">An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o<\/a>\n\t\t<\/span><span class=\"aioseo-breadcrumb-separator\">&raquo;<\/span><span class=\"aioseo-breadcrumb\">\n\t\t\t120 anos de Mario Quintana, o artes\u00e3o da eternidade mi\u00fada\n\t\t<\/span><\/div>","aioseo_breadcrumb_json":[{"label":"Home","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas"},{"label":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},{"label":"120 anos de Mario Quintana, o artes\u00e3o da eternidade mi\u00fada","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/120-anos-de-mario-quintana-o-artesao-da-eternidade-miuda\/"}],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack-related-posts":[{"id":85060,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/carlos-bastos-um-depoimento\/","url_meta":{"origin":85072,"position":0},"title":"Carlos Bastos: um depoimento","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"27 de julho de 2026","format":false,"excerpt":"Depoimento do jornalista Carlos Bastos (1934\/2026) a Jefferson Barros para o livro \u201cGolpe Mata Jornal\u201d, que relata a trajet\u00f3ria do jornal Ultima Hora em Porto Alegre, publicado em 1999 pela J\u00e1 Editores. Lan\u00e7ado em 1960, o jornal \u00daltima Hora, um tabl\u00f3ide popular atrevido, sacudiu o meio conservador da imprensa ga\u00facha,\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":84609,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/o-centro-historico-de-porto-alegre\/","url_meta":{"origin":85072,"position":1},"title":"O Centro (Hist\u00f3rico) de Porto Alegre","author":"Cleber Dioni Tentardini","date":"30 de mar\u00e7o de 2026","format":false,"excerpt":"CLEBER DIONI TENTARDINI Porto Alegre, nove horas da manh\u00e3 do dia\u00a030\u00a0de mar\u00e7o de 2026. No \"cora\u00e7\u00e3o\" do\u00a0Centro - que j\u00e1\u00a0foi hist\u00f3rico em tempos passados,\u00a0e limpo\u00a0-,\u00a0em um trecho de\u00a0cerca de\u00a0500 metros, entre as ruas General C\u00e2mara e Senhor dos Passos, existem mais de 50 im\u00f3veis comerciais de porta de rua fechados,\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":84557,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/entrevista-com-leonel-brizola-como-nascem-as-falsificacoes-historicas\/","url_meta":{"origin":85072,"position":2},"title":"Entrevista com Leonel Brizola: Como nascem as falsifica\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"2 de mar\u00e7o de 2026","format":false,"excerpt":"SILVANA MOURA Mais do que direito \u00e0 Hist\u00f3ria, temos o direito \u00e0 verdade da Hist\u00f3ria, para evitar um passado falsificado, supostamente \u201climpo\u201d, eivado de manipula\u00e7\u00e3o e pretensa uniformidade. Em 1996 realizei, em Carazinho, uma Entrevista de Hist\u00f3ria Oral (sou Historiadora e trabalho com Hist\u00f3ria Oral h\u00e1 40 anos) com Leonel\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"","width":0,"height":0},"classes":[]},{"id":85019,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/ong-pe-de-pano-e-exemplo-de-trabalho-e-conquistas-na-regiao-das-missoes\/","url_meta":{"origin":85072,"position":3},"title":"ONG P\u00e9 de Pano \u00e9 exemplo de trabalho e conquistas na regi\u00e3o das Miss\u00f5es","author":"cristianog","date":"6 de julho de 2026","format":false,"excerpt":"Enar\u00ea, antes e depois de ser resgatado pela P\u00e9 de Pano com apoio da Brigada Militar. Estava ca\u00eddo v\u00edtima de maus tratos e espancamentos. Ficou com sequelas neurol\u00f3gicas que permanecem ap\u00f3s 8 anos de cuidados pela ONG. Por Cristiano Goldschmidt Um cavalo exausto parado \u00e0 beira de uma estrada, as\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/antese-1.jpe","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/antese-1.jpe 1x, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/antese-1.jpe 1.5x, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/antese-1.jpe 2x, https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/07\/antese-1.jpe 3x"},"classes":[]},{"id":84794,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/inverno-memoria-e-pertencimento-entre-a-poesia-e-a-crueldade-do-frio\/","url_meta":{"origin":85072,"position":4},"title":"Inverno, Mem\u00f3ria e Pertencimento: entre a poesia e a crueldade do frio","author":"An\u00e1lise &amp; Opini\u00e3o","date":"14 de maio de 2026","format":false,"excerpt":"O inverno aquecido pelo fog\u00e3o a lenha, pelo conforto e pelo afeto contrasta com a dureza do frio para quem n\u00e3o tem sequer abrigo Por Cristiano GoldschmidtAssim que a primeira onda de frio chegou ao Rio Grande do Sul neste in\u00edcio de maio de 2026 (o inverno s\u00f3 come\u00e7a oficialmente\u2026","rel":"","context":"Em &quot;An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o&quot;","block_context":{"text":"An\u00e1lise&amp;Opini\u00e3o","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/analiseopiniao\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-6-scaled.png?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-6-scaled.png?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-6-scaled.png?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-6-scaled.png?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-6-scaled.png?resize=1050%2C600&ssl=1 3x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/05\/image-6-scaled.png?resize=1400%2C800&ssl=1 4x"},"classes":[]},{"id":84956,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/adeus-canarinho\/","url_meta":{"origin":85072,"position":5},"title":"Adeus, Canarinho","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"16 de junho de 2026","format":false,"excerpt":"Geraldo Hasse Nos \u00faltimos anos de sua vida, Aldyr Garcia Schlee (1934-2018) ainda era procurado por rep\u00f3rteres que lhe pediam para falar sobre a camiseta canarinho por ele desenhada em 1953. Queriam saber como aquele garoto do Sul do Brasil ganhara o concurso disputado por 200 outros candidatos etc e\u2026","rel":"","context":"Em &quot;geral&quot;","block_context":{"text":"geral","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/category\/geral\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-content\/uploads\/sites\/5\/2026\/06\/schlee-e-klecio-santos.png?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbKo0s-m88","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85072","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/190"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=85072"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85072\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":85075,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/85072\/revisions\/85075"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=85072"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=85072"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/colunas\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=85072"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}