A pintura de Gheno, em criações inéditas, e em obras clássicas, na Bublitz Galeria

A Bublitz Galeria de Arte foi a primeira do Brasil a lançar uma galeria virtual interativa. Agora, a Bublitz também será a pioneira em levar uma exposição de arte para a casa dos visitantes, em uma parceria com o aplicativo Mobart. A novidade será lançada no dia 21 de novembro, sábado, com a inauguração presencial e virtual da exposição Arabescos, do artista plástico Vitório Gheno, um dos grandes nomes da arte contemporânea do País, em criações inéditas, produzidas durante a pandemia, e em obras clássicas de sua trajetória de mais de 70 anos de arte.

Técnica mista, óleo acrílico sobre tela. Série Arabescos.
Fotografia : Daniel-Martins/ Divulgação

São múltiplas possibilidades para visitar a exposição ou levar as obras de Gheno digitalmente para casa. A galeria virtual poderá ser acessada a partir do link: https://virtual.galeriabublitz.com.br/. Para colocar os quadros de Gheno na sua casa, em tamanho natural, basta baixar o aplicativo Mobart disponível na Apple Store. Acesse o vídeo com o tutorial em https://youtu.be/CTib5kjL2Jo e veja como funciona. Por enquanto, a experiência estará disponível apenas para Iphones e Ipads, mas, ainda no primeiro trimestre de 2021, a visita em realidade aumentada poderá ser conferida pelo sistema Android. Para quem estiver em Porto Alegre, existe ainda a opção de visita presencial à Bublitz Galeria de Arte, localizada na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, no Bairro Rio Branco. A exposição vai até o dia 21 de dezembro.

Vitório Gheno e a série Arabescos. Foto: Nádia Raupp Meuci/Divulgação

A Mobart é uma startup que tem a sua origem na pesquisa de doutorado em Artes Visuais da art dealer Andrea Capssa na Universidade Federal de Santa Maria. Atualmente, a Mobart é incubada na Pulsar/AGITTEC e acelerada pela USP com apoio da Samsung. O objetivo é propor soluções e novas dinâmicas para os agentes do mercado da arte. A parceria com a Bublitz é resultado de uma proposta de unir arte e inovação.

A novidade abre espaço para a arte reconhecida de Vitório Gheno, em uma vitrine de janelas e possibilidades que se multiplicam. A exposição Arabescos apresenta 16 obras do artista, em duas séries, Arabescos, com criações inéditas desenvolvidas durante o período de pandemia, e Cidades Paralelas e Métropole, com obras clássicas da trajetória de Gheno. A exposição conta com a curadoria da produtora cultural, fotógrafa, editora e bibliotecária documentalista Nádia Raupp Meuci. Gheno é um dos principais artistas da Bublitz Galeria de Arte e suas obras já estiverem presentes em duas exposições individuais e quatro coletivas no espaço.

Técnica óleo sobre tela. Série Metrópole. Fotografia:Daniel Martins/ Divulgação

Obra da Série Metrópole 2020, de Vitório Gheno
Daniel Martins

Os Arabescos Gheno

Vitório Gheno é um autêntico. É assim que ele se auto define. “Ao longo dos últimos 25 anos acompanhei o artista, realizando a curadoria de sua obra. Um dos resultados deste trabalho dedicado e continuado, foi a pesquisa, produção e publicação do único livro de arte publicado no Brasil sobre o artista – Gheno Artista Plástico – lançado em outubro de 2006 no MARGS, com repercussão jamais vista no Museu em lançamento de livro com exposição retrospectiva de 6 décadas de arte, na época”, relata a curadora. Agora, já são mais de 7 décadas de arte. De lá para cá, Gheno nunca parou de criar e pintar, como faz desde sua adolescência quando iniciou sua carreira artística na Seção de Desenho da Livraria do Globo, chefiada por Ernst Zeuner, alemão graduado em Artes Gráficas na Alemanha e radicado em Porto Alegre.

Portanto, uma vasta e diversificada gama de novas séries e temas foi criada por ele. Gheno tem obras em vários países da Europa e nos Estados Unidos, recentemente em Miami. Dono de um talento, criatividade, traço e leveza invejáveis, sua marca registrada é a versatilidade, posto que atuou nas mais diversas áreas da arte brasileira, como aquarelista, gravador, ilustrador, publicitário, jornalista, designer de mobiliário, designer de interiores, artista plástico. Não há o que Gheno não crie e pinte. Em uma única obra sua podemos contemplar outros “novos quadros” inseridos nos diversos detalhes que descobrimos todos os dias ao contemplá-la novamente. Portanto, suas obras nos surpreendem diariamente: ele consegue pintar vários quadros ao mesmo tempo, dentro de uma única tela.

ARABESCOS é a mais recente e inédita série de Gheno, cuja pesquisa iniciou em 2017, em seus próprios desenhos espalhados por agendas telefônicas: trata-se de um hábito inconsciente que o artista sempre teve, isto é, ficar desenhando nas agendas enquanto fala ao telefone. Um dia, revendo agendas para procurar contatos antigos, deu-se conta de tantos desenhos que nem ele mesmo lembrava. Os desenhos pareciam arabescos e eram recorrentes. Recortou tudo, em agendas que ainda tinha, e começou a pesquisar. Nascia uma nova inquietação. Alguns quadros pequenos desta série nova, foram ainda pintados em 2017, e foram adquiridos por um grande colecionador de Porto Alegre que tem o hábito de adquirir obras novas do Gheno, mesmo sem vê-las. É o colecionador que possui muitas obras de diversas séries pintadas pelo artista nas últimas duas décadas e meia. Em 2018 e 2019, Gheno continuou pesquisando para sua série nova em horas vagas de outros trabalhos.

SERVIÇO:

Exposição “Arabescos”

Artista: Vitório Gheno

Período: 21 de novembro a 21 de dezembro

Bublitz Galeria Virtual de Arte: virtual.galeriabublitz.com.br

Aplicativo: Mobart

Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143 – Porto Alegre – RS
De segunda a sexta, das 10h às 18h

Aos sábados, das 10h às 13h

Pagamentos da Lei Aldir Blanc suspensos por indícios de fraude

Na véspera de iniciar o pagamento do auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc, para trabalhadores do setor cultural, a Secretaria da Cultura do RS foi informada de “inconsistências no cruzamento de dados feito pelo Dataprev”.

A informação foi transmitida pelo Ministério do Turismo e pela Secretaria Especial da Cultura na segunda-feira.

Segundo nota pouco esclarecedora emitida pela Sedac, os pagamentos que iniciariam nesta terça-feira, 17, foram suspensos até que sejam retirados da lista os nomes indeferidos.

Eis a nota da secretaria estadual:

Na segunda-feira (16/11), a Secretaria de Estado da Cultura (Sedac) foi informada pelo Ministério do Turismo e pela Secretaria Especial da Cultura sobre inconsistências no cruzamento de dados feito pela Dataprev de CPFs que, inicialmente, teriam sido considerados elegíveis ao recebimento do auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc, destinado às trabalhadoras e aos trabalhadores da Cultura (inciso I).

A formalização deste fato, com a relação dos nomes agora inelegíveis, chegou à Sedac somente hoje (17/11), quando daríamos início ao pagamento dos agentes culturais validados e homologados. Com isso, está suspenso temporariamente, até que estes nomes sejam retirados da listagem.

Temos consciência de que este equívoco gera transtornos para os trabalhadores e trabalhadoras da Cultura, bem como às Secretarias de Estado da Cultura de todo o país. Estamos empenhados para dar celeridade à solução do problema.

Secretaria de Estado da Cultura

.

 

Rafael Guimaraens lança romance policial, ambientado em 1935

O livro “1935” (Libretos, 336 páginas, R$45. Na Feira do Livro, R$36) é a primeira incursão do escritor e jornalista Rafael Guimaraens no romance policial. O lançamento acontece no dia 13 de novembro, sexta-feira, às 18 horas, na programação da 66ª Feira do Livro de Porto Alegre.
O título traz uma marcante reconstituição de ambientes, diálogos e cenas sobre disputas políticas, crimes, perseguições e atos de exploração de mulheres na cidade, no momento absolutamente dominado pela espetacular exposição do Centenário da Revolução Farroupilha naquele ano, no Parque da Redenção, antecipando a tensão permanente da eclosão da segunda guerra mundial.

A cidade se anima com a Exposição, Dyonélio Machado sonha com a revolução, Apparício Cora de Almeida investiga quem matou Waldemar Ripoll e a chanteuse francesa Juliette quer esquecer o passado. Envolvido até o pescoço num redemoinho de mistério e paixão, o repórter Paulo Koetz terá a oportunidade de se transformar em protagonista de sua própria vida.

Boa parte do livro foi escrita durante a pandemia, em uma circunstância de isolamento e sentimentos à flor da pele o que, por certo, se reflete na narrativa.

Rafael Guimaraens. Foto: Marco Nedeff/ Divulgação

Rafael Guimaraens

Nascido em Porto Alegre (25/05/1956), Carlos Rafael Guimaraens Filho é jornalista profissional desde 1976. Atuou como repórter, editor e secretário de redação da Cooperativa dos Jornalistas de Porto Alegre (Coojornal). Foi editor de Política do jornal Diário do Sul. 

É autor dos livros “O Livrão e o Jornalzinho” (1997, reedição em 2011), “Pôrto Alegre Agôsto 61” (2001), “Trem de Volta, Teatro de Equipe” (com Mario de Almeida, 2003), “Tragédia da Rua da Praia” (2005, Prêmio “O Sul Nacional e os Livros”, categoria melhor narrativa longa), “Abaixo a Repressão – Movimento Estudantil e as Liberdades Democráticas” (com Ivanir Bortot, 2008), “Teatro de Arena – Palco de Resistência” (2009, Prêmio Açorianos categoria Especial e Livro do Ano), “A Enchente de 41” (2010, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, como melhor livro não-ficção), “Rua da Praia – Um Passeio no Tempo” (2010), “Unidos pela Liberdade!” (2011), “Mercado Público – Palácio do Povo” (2012), “A Dama da Lagoa” (2013), “Aguas do Guaíba” (2015), “O Sargento o Marechal e o Faquir” (2016, Prêmio da Associação Gaúcha de Escritores, categoria Especial), 20 Relatos Insólitos de Porto Alegre” (2017, Prêmio Minuano de Literatura), “Fim da Linha – Crime do Bonde” (2018), “O Espião que Aprendeu a Ler (2019) e “1935” pela Editora Libretos.

Em 1986, editou o livro “Legalidade – 25 anos”. Coordenou a edição do livro “Coojornal – um Jornal de Jornalistas sob o Regime Militar” (2011, Prêmio Açorianos, categoria Especial) e “Os Filhos Deste Solo – Olhares Sobre o povo Brasileiro” (2013). Produziu o roteiro do espetáculo “Legalidade – o Musical” (2011), exibido diante do Palácio Piratini, em comemoração aos 50 anos da Campanha da Legalidade.

 
13 novembro, sexta-feira, às 18h

1935, de Rafael Guimaraens

Evento: No ar, um livro noir – o autor apresenta seu romance policial, ambientado no ano da Exposição do Centenário da Revolução Farroupilha.

O repórter Paulo Koetz está envolvido até o pescoço num redemoinho de mistério e paixão, enquanto a cidade se anima com a Exposição. Dyonélio Machado sonha com a revolução; Apparício Cora de Almeida investiga quem matou Waldemar Ripoll e a chanteuse francesa Juliette quer esquecer o passado.

Link do evento: https://www.youtube.com/watch?v=bsyj3_-Sn3s

Link de venda:  1935

O homem que ensinou Caetano a ouvir música

Zuza Homem de Mello. Foto Carol Guedes/ Divulgação

Morreu enquanto dormia o jornalista e pesquisador musical  Zuza Homem de Mello, aos 87 anos. Foi na manhã deste domingo, 4, no apartamento em que morava no Bairro Pinheiros em São Paulo. Infarto agudo do miocárdio foi a causa registrada no atestado de óbito.

Está de luto a comunidade musical brasileira, a quem ele dedicou uma obra imensa e variada que produziu como  jornalista, escritor, produtor de discos, professor, palestrante, apresentador de shows e curador de festivais.

Zuza tinha muitos amigos gaúchos e alguns deles, como o músico e produtor cultural Carlos Badia, os jornalista Juarez Fonseca e Márcio Pinheiro e o músico Arthur de Farias fizeram registros emocionados, jornalísticos e de tributo a Homem de Mello.

“Suinge é aquele balanço que não está na pauta”, aprendeu ele nos primeiros estudos que fez com a intenção de ser contrabaixista.

“Essa, acredito que seja a grande meta da minha vida: fazer as pessoas saberem ouvir música”, disse ele no doc “Zuza Homem de Jazz” (2019), de Janaina Dalri.

Começou como baixista  tocando em boates em São Paulo. Em 1957,  foi para a School of Jazz, em Massachusetts (onde teve aulas com Ray Brown, lenda do contrabaixo) e logo depois para a prestigiada Juilliard School of Music, em Nova York, onde aprendeu, em suas palavras, “a ouvir música”.

Tinha  23 anos e  mergulhou de cabeça no mundo do jazz, em clubes como o Five Spot Jazz Café (onde o pianista Thelonious Monk mudou sua visão de música, com uma banda que tinha o saxofonista John Coltrane) e o Village Vanguard.  Foi testemunha privilegiada de uma época de rara criatividade na música mundial e registrou suas impressões como colunista da “Folha da Noite” e “Folha da Manhã”.

Voltou ao Brasil dois anos depois e foi trabalhar como técnico de som na incipiente  TV Record onde ficou mais de dez anos.

Lá acompanhou os bastidores dos festivais da canção que revelaram nomes como Caetano Veloso e Gilberto Gil, o “Fino da Bossa” (de Elis Regina e Jair Rodrigues) e o “Jovem Guarda”, de Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa. É dessa época seu empenho em trazer grandes nomes do jazz ao Brasil.

Quando soube de sua morte, Caetano Veloso lembrou das “conversas íntimas e audição de clássicos da canção popular do mundo”. “Eu fui presenteado com essa convivência educadora e quero saudar a existência de Zuza”, escreveu Caetano no Facebook.

 

“Recital de piano em casa”, com João Maldonado, na reabertura parcial do Espaço 373

No dia 7 de outubro (quarta-feira), às 20h, João Maldonado celebra 56 anos de vida e 37 de carreira com o show “Recital de Piano em Casa”. O projeto foi contemplado no FAC Digital RS, edital da Secretaria de Estado da Cultura promovido, em parceria com a Universidade Feevale, de Novo Hamburgo. A live acontece, simultaneamente, pelo canal do Youtube do músico e do Espaço 373, que vem apoiando artistas neste período isolamento social. A data marca, ainda, a reabertura gradual do 373 para até 30 pessoas (a capacidade total é de 130 pessoas) com agendamento prévio pelo Eventbrite, em cumprimento a todos os protocolos de segurança sanitária. A apresentação tem entrada gratuita.

No repertório, composições feitas para a família, além das músicas do disco “Beauty”, lançado em novembro do ano passado pela Loop Discos. “É um aniversário bem diferente. Já não tenho mais minha vó nem meus pais. Minhas irmãs, que moram fora de Porto Alegre, não vejo desde o início dessa loucura que estamos passando. Então este show é uma forma de estar perto deles e, também, de agradecer por estarmos sobrevivendo à pandemia do coronavírus”, diz Maldonado.

Foto Nabor Goulart/ Divulgação

Do jazz a bossa nova
Desde o início da pandemia, João Maldonado tem aproveitado o tempo para estudar Harmonia com o pianista Fabio Torres, do Trio Corrente, Grammy 2014 como Melhor Álbum de Jazz Latino, e compor. Ele está preparando um trabalho de bossa nova que será lançado em breve, com várias participações especiais, pela Loop Discos.

“Apesar de tudo, estou vivendo um momento muito feliz. Passei pelo rock, fui o primeiro pianista a gravar um álbum de blues no Rio Grande do Sul, em 2019 lancei meu primeiro disco de jazz e só faltava a bossa nova. Fui desafiado pelo Edu Santos (Loop Discos), precisei estudar muito e o trabalho está ficando maravilhoso. Vamos tocar a alma das pessoas”, destaca Maldonado.

SERVIÇO
Recital de Piano em Casa
Quando:
 7 de outubro | Quarta-feira | 20h
Transmissão ao vivo pelo Youtube
João Maldonado:
 https://www.youtube.com/user/joaomaldonado1
Espaço 373: https://www.youtube.com/channel/UCsRPM0jg5nTo89lkXoP4GUA
Reserva para o show: https://www.eventbrite.com.br/e/recital-de-piano-em-casa-com-joao-maldonado-tickets-123219355409
Endereço: Rua Comendador Coruja, 373 – Quarto Distrito
Informações: (51) 98142 3137 | (51) 99508 2772

“Muito barulho por nada” revela um Shakespeare “profundo conhecedor da pulsão sexual”

 

A coleção de 20 volumes com obras de William Shakespeare apresentada pelo psicanalista, escritor e intelectual Luiz-Olyntho Telles da Silva. Hoje, o segundo volume.

“MUITO BARULHO POR NADA”

p/William Shakespeare

Tradução interlinear, introdução e notas de Elvio Funck

Porto Alegre, Editora Movimento, 2018, 192p.

“Escrita há mais de quatrocentos anos, Muito barulho por nada revela um Shakespeare profundo conhecedor da pulsão sexual, sem o refino e as sofisticações acadêmicas que caracterizam os modernos discípulos de Freud. Como um Freud da ribalta da Era Elisabetana, Shakespeare disseca a personalidade de seus personagens e nos faz ver, por baixo das roupas coloridas da civilização, o animal humano impulsionado por forças internas que, há séculos, nos dominam e causam muito barulho e transgressões de toda espécie em nossa civilização, supostamente dita racional.” – E não está demais lembrar que, na gíria elisabetana, o nothing do título, esse nada, é o oposto de thing, o pênis.

Ato II, Cena 1 – Beatriz:        Gênio muito mau é mais do que mau gênio, mas abranda o castigo de Deus, pois está escrito: Deus dá chifres curto a uma vaca de mau gênio, mas não a uma de muito mau gênio.

Prêmio Açorianos de Dança anuncia os vencedores de 2020 em cerimônia virtual

Neste domingo, 27, acontece a cerimônia do Prêmio Açorianos de Dança. O evento será virtual, a partir das 19h, através da página do Facebook do Centro de Dança, da Secretaria Municipal da Cultura (https://www.facebook.com/centromunicipal.dedanca).

Entre os 17 espetáculos inscritos em 2019, destacam-se Dura Máter, que recebeu oito indicações, Chromos e Reutilizáveis Corpos Descartáveis, que receberam sete indicações cada, Afluência, com seis, e Tiger Balm com quatro indicações. Todos estão concorrendo ao prêmio de Melhor Espetáculo do Ano.

O Açorianos contempla ainda as categorias de destaque por modalidades como balé, jazz, danças urbanas, entre outras, além das categorias de Novas Mídias em Dança e Projetos de Difusão e Formação. Essas categorias contam com juris especializados que somam um total de 23 profissionais da área.

Neste ano, Cláudio Etges receberá o Prêmio de Personalidade do Ano, pela sua trajetória de mais de 40 anos como fotógrafo de dança no Rio Grande do Sul, registrando e dando visibilidade para milhares de produções ao longo das últimas décadas. Também serão homenageados o Curso de Dança da Ufrgs, que em seus dez anos de atividade ajuda a consolidar a pesquisa, o ensino e a arte da dança no campo acadêmico, e o conjunto de folclore internacional Os Gaúchos, que há 50 anos pesquisa e divulga a arte folclórica dos povos através da música e da dança.

“Reutilizáveis Corpos Descartáveis” está concorrendo com sete indicações / Foto: Claudio Etges/Divulgação

INDICADOS

Prêmio Espetáculo do Ano

Afluência
Chromos
Dura Máter
Reutilizáveis Corpos Descartáveis
Tiger Balm

Direção

Bruna Gomes, por Dura Máter
Coletivo Grupelho, por Tiger Balm
Direção coletiva pelo espetáculo Afluência
Gustavo Silva, por Chromos
Patrícia Nardelli e Luíza Fischer, por Três Canções

Bailarino

Bruno Manganelli, por FM
Leonardo Maia Moreira, por Pétalas ao Vento
Pedro Coelho, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
Robinson Gambarra, por Arcanum
Willian Dipe Anga, por Chromos

Bailarina

Geórgia Macedo, por Afluência
Louíse Lucena, por Do lugar onde habito
Luíse Robaski, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
Marilice Bastos, por Translúcido
Taís da Cunha Schneider, por Dura Máter

Coreografia

Bruna Gomes, por Dura Máter
Geórgia Macedo, por Afluência
Gustavo Silva, por Chromos
Marilice Bastos, por Translúcido
Maurício Miranda, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis

Cenografia

Al-Málgama, por Dura Máter
Companhia H, por FM
Gustavo Silva, por Chromos
Isabel Ramil, por Afluência
Reynaldo Netto, Daisy Homrich e Lucas Busato, por O Paradoxo da Queda

Iluminação

Casemiro Azevedo, por Ranhuras
Gustavo Silva, por Chromos
Karrah, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
Leandro Gass, por Dura Máter
Lucca Simas, por O Paradoxo da Queda

Figurino

Ateliê Alfa, por FM
Antônio Rabadan, Júlia Dieguez Lippel, Mova e elenco, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
Graça Ferrari, por Tiger Balm
Gustavo Silva, por Chromos
Loraine Santos, por Dura Máter

Trilha Sonora

Felipe Zancanaro e Thiago Ramil, por Afluência
Flamenco Popular, por Arcanum
Henrique Fagundes, por Tiger Balm
Patrícia Nardelli, por Três Canções
Robson Serafini, por Metades

Produção

Al-Málgama, por Dura Máter
Dullius Dance, por Unífico
Cintia Bracht, elenco Guadalupe Casal, por Reutilizáveis Corpos Descartáveis
Guilherme Conrad, por O Paradoxo da Queda
Luka Ibarra (Lucida Desenvolvimento Cultural), por FM

PRÊMIOS DESTAQUE

Destaque em Ballet Clássico

–  A B C Dança Festival Infantil – criado e organizado pela profª. Samantha Bueno Dias –  por proporcionar uma experiência com o ballet clássico desenvolvida e pensada para as crianças, que respeita o tempo de cada pequena aprendiz, de forma lúdica e por proporcionar um espaço para as escolas apresentarem seus trabalhos recebendo uma avaliação que visa a aprimorar e conscientizar os educadores em sua prática.

– Dançar é arte – da Ong Renascer da Esperança Restinga – coordenado por Daniel Santo – por oportunizar a inclusão social e promover o acesso à cultura através da dança.

– Festival Internacional de Dança de Porto Alegre – organizado e realizado pelo Ballet Vera Bublitz – por promover e incentivar o intercâmbio da produção sul-americana em Dança Clássica e Contemporânea, por meio de apresentações, cursos, vivências e concessões de bolsas de estudo para bailarinas e bailarinos em destaque.

– Gala Ballet 2019 – criado e organizado por Cris Fragoso – por valorizar e promover a linguagem do ballet clássico, reunindo escolas e grupos que trabalham com esta modalidade e também por apresentar importantes personalidades do ballet que escreveram a história desta arte em Porto Alegre e no Estado aos jovens estudantes e artistas.

– Gisele Meinhardt – pelo trabalho como professora desenvolvido com bailarinos de diversas idades e níveis, mantendo-se fiel à metodologia Vaganova.

Destaque em Sapateado

– Heloísa Bertoli – pela trajetória no sapateado no qual é uma das pioneiras, por sua colaboração na formação de bailarinos e pela atuação continuada como profissional no universo da dança.

– Hoje tem espetáculo – da Cia Claquê – pela cenografia criativa na articulação de diferentes elementos cenográficos que valorizaram a apresentação.

– Ilha, pesquisa em TAP – pela proposta de difusão e popularização do TAP em novas mídias, pelo resgate da memória e por levar o sapateado para espaços alternativos.

– Mulher de Fases – coreografia do espetáculo A Deusa da Minha Rua – Outras Deusas, do grupo Laços – pela fusão do sapateado com a dança contemporânea e por trazer uma temática atual que enfoca o universo feminino.

– Tap Hour – por congregar diversas escolas e divulgar o TAP em um evento descontraído e acessível ao público.

Destaque em Flamenco

– Ana Medeiros – pelo trabalho continuado de expansão dos domínios da cena flamenca em Porto Alegre, especialmente através do CD Carmen & os Violões, ao lado da camerata Violões de Porto, na qual se fez o registro sonoro da dança, não só no sapateado e nas castanholas, como até no som do movimento da bata de cola, do abanico e do mantón.

– Del Puerto – pelos 20 anos de um projeto que concilia o trabalho de excelência da companhia, de reconhecimento nacional, ao da escola, que estimula o gosto pelo flamenco e forma novos bailarinos, o que se evidenciou no espetáculo comemorativo do final do ano. E, paralelamente, pela produção do primeiro espetáculo solo de Gabriel Matias e da vinda do projeto Inmersión Flamenco.

– Marco van Teffelen – por sinalizar a possibilidade inovadora da bata de cola ser praticada por homens na cena local.

– Silvia Canarim – pela sólida trajetória dedicada ao flamenco em Porto Alegre, investigando a história dessa linguagem e explorando as nuances possíveis de seu encontro com a dança contemporânea, registrada no espetáculo de 25 anos, que reuniu com intensidade emocional e artística parceiros de diferentes épocas.

Destaque em Jazz

– POA Dança Jazz – Pela integração, promoção e acessibilidade de profissionais, escolas e alunos do jazz que o evento promove na cidade. Pela inovação e criatividade na edição de 2019 que incluiu o pré-evento Esquenta POA Dança Jazz e também a participação de profissionais de renome nacional.

– Escobar Junior – Pela qualidade técnica e artística como bailarino e coreógrafo que se revela na diversidade de sua produção e reconhecimento em diversos eventos de dança no ano de 2019.

– Igor Zorzella – Pela qualidade técnica e artística como bailarino e coreógrafo que vem se destacando no Brasil e no exterior, preservando o jazz tradicional, em 2019.

– Reutilizáveis Corpos Descartáveis – Pela qualidade e primor na produção do espetáculo, lançando Maurício Miranda como coreógrafo, mantendo viva a Transforma Cia de Dança e o gênero do jazz em Porto Alegre.

– Move it – Dança – Pela inovação na criação de um grupo voltado à produção de jazz musical em Porto Alegre.

Destaque em Dança do Ventre

– Al-málgama – pela excelência técnica e artística na criação do espetáculo Dura Máter, que aborda uma temática de relevância ao questionar o papel da mulher na sociedade contemporânea e pela ação social de abrir sessão extra gratuita para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

– Karine Neves – pela qualidade técnica e estética em Tribal Fusion, evidenciada no espetáculo Conexões e pela pesquisa científica e pioneirismo no estudo do Tribal Brasil na cidade.

– Gabriela Bonatto – pelo trabalho de resgate da autoestima das crianças da Vila Nazaré através da dança do ventre.

– Deusas – espetáculo do grupo Filhas de Rá – pela valorização da mulher através do texto e escolha de personagens.

– Fernando Espinosa – pela sensibilidade em retratar a essência da Dança do Ventre, contribuindo para a difusão do estilo na cidade.

Destaque em Danças Urbanas

– Underground Queen – Pela pesquisa em danças urbanas que intercruza as danças de matriz africana, pela promoção de eventos gratuitos fomentando as danças urbanas ao ar livre em Porto Alegre e pela representação artística da cidade em eventos que fomentam a cultura Hip Hop.

– Leleo (Leonardo Meirelles) – Pelo trabalho artístico desenvolvido nas danças urbanas e pelo destaque em batalhas de hip hop freestyle, mesclando as danças urbanas e as danças de matriz africana.

– Syl Rodrigues – Pela excelência na direção artística da Flashblack Cia de Dança, criada em 2019 com jovens negros da periferia e pela pesquisa que desenvolve tanto nas danças urbanas quanto na práxis do jazz funk.

Destaque em Dança Contemporânea

– Afluência – pela pesquisa de movimento e pela articulação dos elementos cênicos que compõem o espetáculo.

– Estúdio Amplo – pela constituição de um lugar efetivo e diversificado para a formação e difusão da dança contemporânea na cidade, com aulas, ateliês de criação e espaço de diálogo e reflexão.

– Coletivo Moebius – pela gestão coletiva de uma qualificada e abrangente produção em dança contemporânea evidenciada em espetáculos como Ranhuras, Três Canções e Poéticas sobre morte/tempo/vida.

– Laura Bernardes e Milena Fernandes – pela organicidade e fluência presentes na linguagem corporal da performance Despertar, apresentada no Mix Dance 2019 – Mostra do Curso de Licenciatura em Dança/Ufrgs.

– Degustação de Movimentos com o Mímese – por compartilhar metodologias e procedimentos de composição do projeto de extensão da Mímese cia de dança-coisa com a comunidade, incentivando a difusão da linguagem da dança contemporânea a um público mais amplo.

Destaque em Danças Folclóricas/Étnicas

– Afrosul/Odomodê – pelo fomento e divulgação da cultura afrobrasileira durante 45 anos, sendo símbolo de resistência na cidade.

–  La Marropeña Brasil – pela divulgação do folclore argentino em Porto Alegre e no Brasil, tornando-se referência na área.

– Movimento Cênico do Cesmar/Centro Social Marista de Porto Alegre – pela introdução das danças folclóricas/étnicas na prática pedagógica de um Centro Social da cidade.

– Movimento Meninas Crespas – pela implantação de ações afirmativas da Cultura Afrobrasileira através da dança.

– Pablo Geovane – pela dedicação ao desenvolvimento da chula em apresentações, divulgando essa modalidade em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul

Destaque em Projeto de Formação e Difusão em Dança

– A B C Dança Festival Infantil – por promover o intercâmbio entre diferentes grupos e escolas de dança para crianças, ampliando a visão do público para a diversidade das criações e proporcionando, através de um parecer técnico, o crescimento na formação dos jovens bailarinos.

–  Dança e Saúde Mental – por proporcionar uma vivência no qual a dança não é mera ferramenta terapêutica ou recreativa, mas uma experiência de criação artística, proporcionando a pessoas que estão em situação de cuidado por sofrimento psíquico uma experiência que as leva a ressignificar seu lugar no mundo e por dar visibilidade a estas criações para diferentes públicos.

–  Degustação de movimentos com o Mímese – Por aproximar o público do fazer em dança, tornando acessíveis metodologias e rotinas de trabalho de bailarinas e bailarinos a um público não necessariamente familiarizado com a dança.

–  Musas e Muso do Ceprima – Por apresentar e incentivar a prática da dança na comunidade do bairro Santa Maria Goretti, promovendo a formação e a socialização de adultos e idosos.

– Projeto Dança & Parkinson – por proporcionar a pessoas com doença de parkinson e seus acompanhantes uma experiência em dança que amplia as possibilidades de experienciar o mundo através do movimento.

Destaque em Novas Mídias

– Contágio – do Coletivo Opsis – pela qualidade e criatividade no desenvolvimento da narrativa, usando elementos do audiovisual de uma maneira inteligente e artística, na qual a coreografia tem papel fundamental.

– Cross-cap – de Lícia Arosteguy – pela excelência na articulação dos elementos de audiovisual e dança: produção, coreografia, direção de arte, fotografia e trilha sonora original. Pelo diálogo instigante entre o movimento do corpo e do cenário.

–  Depois em voz alta – de Anne Plein e Caroline Turchiello – pela escolha do poema como construtor da narrativa coreográfica tratando de forma sensível e artística a temática.

–  Home – do grupo K-Klass – do pela qualidade na utilização dos elementos técnicos, onde destacam as interferências digitais como elementos que contribuíram para uma criação pop, empolgante e alegre.

Destaque em Dança de Salão

– Caroline Wüppel – pela experimentação e difusão da pesquisa da corporeidade, musicalidade e liberdade em gêneros afro-latinos.

–  Eduardo Santacruz – pela produção de eventos de bachata e forró, envolvendo aulas e shows com artistas nacionais e internacionais, levando a dança de salão a ocupar espaços de grande visibilidade em Porto Alegre e pela manutenção de festas, oportunizando a prática regular da dança social.

–  Forró de Rua – pelo empenho do projeto – idealizado por Giziane Almeida e realizado de maneira coletiva – em democratizar e dar visibilidade ao Forró por meio da produção de eventos públicos.

– Martha Royer – pela dedicação ao desenvolvimento de práticas pedagógicas relacionadas à desconstrução de gênero na Zathus Espaço de Dança, estimulando o desenvolvimento de novas percepções da dança e das relações sociais. Pela visibilidade nacional alcançada, promovendo o intercâmbio dessas práticas.

–  Zouk na Rua – pela iniciativa em levar o Zouk para espaços públicos, promovendo a aproximação e despertando o interesse da população por este gênero.

Serviço
Cerimônia Virtual de Premiação  Açorianos de Dança
Domingo, 27, 19h – página do Facebook do Centro de Dança

Fundação Iberê Camargo reabre as portas, depois de seis meses fechada, para exposição presencial

Depois de seis meses fechada, a Fundação Iberê Camargo reabre suas portas com a exposição “Iberê Camargo – O Fio de Ariadne”. nesse sábado, dia 19. Ela é a primeira de caráter presencial desde o início de isolamento social imposto pela COVID 19.

Com curadoria de Denise Mattar e Gustavo Possamai, a mostra apresentará 37 cerâmicas e sete tapeçarias de grandes dimensões, obras que não são expostas há cerca de 40 anos e que estão espalhadas em coleções públicas e particulares de Lisboa, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Acompanham a exposição cartões e gravuras e uma linha do tempo em referência à urdidura feminina que apoiou o trabalho do pintor ao longo de sua história.

Segue “O Fio”
Durante as décadas de 1960 e 1970, além de sua intensa produção em pintura, desenho e gravura, Iberê Camargo realizou trabalhos em cerâmica e tapeçaria. Eles respondiam a uma demanda do circuito de arte, herdada da utopia modernista que preconizava o conceito de síntese das artes; uma colaboração estreita entre arte, arquitetura e artesanato.

Com assessoria técnica das ceramistas Luiza Prado e Marianita Linck, o artista realizou, nos anos 1960, um conjunto de pinturas em porcelana com resultados surpreendentes. Na década seguinte selecionou um conjunto de cartões que foram transformados por Maria Angela Magalhães em impactantes tapeçarias. “Esses trabalhos não apresentados ao público há mais de 40 anos estão espalhados em instituições e coleções particulares pelo país e até fora dele. É, portanto, uma rara oportunidade ver esse conjunto”, destaca a curadora.

Iberê Camargo durante exposição em 1983, em Porto Alegre — Foto: Martin Streibel/Fundação Iberê/ Divulgação

A mostra será complementada por uma cronologia ilustrada, chamada por Denise Mattar de “O Fio de Ariadne”, apresentando algumas das mulheres que marcaram presença na vida de Iberê. “A imagem do ‘Fio de Ariadne’ surgiu para mim como um insight, como uma referência à urdidura feminina que apoiava o artista, o guia que Iberê usava para sair da estrutura labiríntica de sua própria pessoa e obra. Com assombro, descobri o projeto Dédale, filme e exposição de Pierre Coulibeuf realizados em 2009, na Fundação Iberê. Não estamos, portanto, no domínio das coincidências, mas no das recorrências, dos potentes ecos suscitados pela contundente personalidade de Iberê Camargo – incluindo o prédio de Siza”, diz a curadora.

Na conhecida lenda grega, o herói Teseu consegue se salvar graças à Ariadne, que lhe dá um novelo de lã para guiá-lo no intrincado labirinto de Creta. O mito de Ariadne, que tem inúmeras interpretações filosóficas e psicológicas, mostra também como o apoio de uma mulher pode ser fundamental para a vitória do herói.

As mulheres são apresentadas por meio de fotos, biografias e depoimentos: a esposa Maria Coussirat Camargo; as artistas Djanira, Regina Silveira e Maria Tomaselli; a tapeceira Maria Angela Magalhães; as ceramistas Luiza Prado e Marianita Linck; as gravadoras Anna Letycia, Anico Herskovits e Marta Loguercio; a escritora Clarice Lispector; a galerista Tina Zappoli; a produtora cultural Evelyn Ioschpe; a cantora Adriana Calcanhotto e a atriz Fernanda Montenegro.

Obra “Ciclista”, óleo sobre tela, de Iberê Camargo, do ano de 1990 — Foto: Fundação Iberê Camargo/ Divulgação

“O processo de pesquisa para obtenção de material para a linha do tempo evidenciou a recorrência da invisibilidade feminina. Nos deparamos com a precariedade de fotos e de textos de pessoas como Elisa Byington, Luiza Prado e da própria Maria Angela Magalhães. Mesmo uma personalidade atuante como Evelyn Ioschpe não dispõe de uma biografia de fácil acesso à consulta. A procura por fotos, informações e documentos nos levou a recorrer a arquivos de família e foi complementada por entrevistas em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro”, explica Denise Mattar.

A mostra, organizada numa curadoria conjunta de Denise Mattar e Gustavo Possamai, responsável pelo acervo da Fundação Iberê, resultou numa exposição que oferece algumas camadas de leitura ao público: apresenta uma faceta menos conhecida da obra de Iberê Camargo; demonstra a qualidade artística de cerâmicas e de tapeçarias – colocando em questão algumas convenções ultrapassadas do circuito de arte – e torna visível a rede feminina que sempre deu suporte ao artista, revelando as vozes de Ariadne.

A exposição “Iberê Camargo – O Fio de Ariadne” está disponível no Google Arts & Culture, no link:
https://artsandculture.google.com/exhibit/preview-iber%C3%AA-camargo%C2%A0%E2%80%93%C2%A0o-fio-de-ariadne/-gLSVUhYX-85LQ?hl=pt-BR

Novos horários da Fundação Iberê

Neste momento de retomada parcial, as visitas ocorrerão de sexta a domingo, das 14h às 18h (mais informações pelo telefone 51 32478000.

Nesta fase, em função dos altos custos para operacionalizar os cuidados sanitários, será necessária uma modalidade de contribuição à Fundação pelo Sympla:
– Visita mediada individual: R$ 20,00;
– Visita mediada dupla: R$ 30,00;
– Visita mediada em dupla + catálogo: R$ 40,00;
– Visita mediada em dupla + catálogo + estacionamento: R$ 70,00;
– Profissionais da saúde em geral terão acesso gratuito.

Serviço
Exposição “Iberê Camargo – O Fio de Ariadne”
Abertura: 19 de setembro | Sábado
Visitação: 14h | 15h | 16h | 17h | 18h – 15 pessoas por grupo

 

OSPA Live destaca repertório de Mozart e Dvořák, no próximo sábado

A história de dois dos principais expoentes da música de concerto é destaque na 21ª edição do OSPA Live. No próximo sábado (19), às 17h, instrumentistas da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) e um convidado atravessam o perído Clássico e Romântico, respectivamente, com Quarteto para flauta em Ré Maior, K 285, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), e Quarteto de Cordas em Fá Maior, Op. 96, de Antonín Leopold Dvořák (1841-1904).

A apresentação fica a cargo do quarteto formado por Henrique Amado (flauta), Bruno Esperon (violino), Leonardo Bock (viola) e Philip Gastal Mayer (violoncelo). O recital é transmitido ao vivo, pelo canal do YouTube da orquestra, diretamente da Casa da OSPA, e tem direção artística de Evandro Matté.

Foto: OSPA/ Divulgação

 Repertório

Quarteto para flauta em Ré Maior, K 285, de Mozart, é o primeiro de três quartetos elaborados para o flautista amador Ferdinand de Jean; a composição, de estilo Clássico, transita de uma melodia alegre para um assombro romântico, chegando a um desfecho astuto, com conjuntos de eco. Já Quarteto de Cordas em Fá Maior, Op. 96, conhecido também como Quarteto Americano, é a principal música de câmara de Dvořák, cuja composição reúne elementos multiculturais, inspirado na cultura dos índios, dos negros e na própria nacionalidade tcheca do compositor..

OSPA Live

Projeto online da OSPA, busca conciliar isolamento social com cultura durante a pandemia do novo coronavírus. Aos sábados, às 17h, músicos da orquestra e convidados realizam recitais, em grupos de câmara, diretamente da Sala Sinfônica, na Casa da OSPA. As exibições são transmitidas ao vivo, através do canal do YouTube da orquestra, sem a presença física do público. Com direção artística de Evandro Matté, os eventos seguem criteriosamente todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 adotadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Foto: Solange Brum-Sedac/ Divulgação

SERVIÇO: OSPA LIVE

Quando: 19 de setembro de 2020, às 17h

Onde: Ao vivo, pelo canal do YouTube da OSPA

Acesso em bit.ly/ospalive21

Programa:

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

Quarteto em Dó Maior, K 285

I. Allegro

II. Andantino

III. Adagio

IV. Allegro

Antonín Leopold Dvořák (1841-1904)

Quarteto de Cordas em Fá Maior, Op. 96

I. Allegro ma non troppo

II. Lento

III. Molto Vivace

IV. Vivace ma non troppo

INTÉRPRETES:

Henrique Amado (flauta)

Bruno Esperon (violino)

Leonardo Bock (viola)

Philip Gastal Mayer (violoncelo)

Evandro Matté (Direção Artística)

 

 

“Luz Oriental”, exposição de Kenji Fukuda, no espaço virtual e físico da Galeria Bublitz

A Bublitz Galeria de Arte inaugura no próximo sábado, dia 12 ,  a exposição “Luz Oriental”, com obras do artista Kenji Fukuda, considerado o principal representante do abstracionismo no Brasil. A exposição estará disponível no link  virtual.galeriabublitz.com.br.

 A mostra apresenta 25 peças, entre clássicas e inéditas, do artista que conquistou o reconhecimento do Brasil e do mundo e hoje é um dos mais valorizados da atualidade. “Nas minhas obras, busco contemplar três características: a harmonia das cores, o equilíbrio das formas e a sensibilidade”, sintetiza Fukuda.

Fotos: Daniel Martins/ Divulgação

O artista foi responsável pela criação do monumento comemorativo dos jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e a obra de 15 metros de altura e cinco toneladas ainda está na Barra da Tijuca, na capital fluminense. Suas peças já estiveram em diversos espaços no Brasil, na Alemanha, na França e nos Estados Unidos e podem ser conferidas em algumas das principais galerias de arte do País.

A exposição de Kenji Fukuda é a segunda da Bublitz Galeria Virtual de Arte, inaugurada em julho, com obras do artista gaúcho Marcelo Hübner.  É a primeira galeria do País a permitir uma experiência online imersiva, em que é possível passear pelos ambientes da exposição e ver detalhes e as informações de cada obra.

A versão virtual do espaço cultural tradicional de Porto Alegre, a Bublitz Galeria de Arte, fundada há mais de 30 anos, foi uma alternativa para continuar dando visibilidade a grandes nomes da arte nacional que fazem parte do acervo da galeria. Além de Fukuda e Hübner, já estão programadas exposições com Inos Corradin e Vitório Gheno, entre outros artistas contemporâneos.

Quem estiver na capital gaúcha também poderá conferir as obras pessoalmente. A galeria, localizada na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, no Bairro Rio Branco, está funcionando, de segunda a sábado, de acordo com os protocolos de segurança definidos pelo município e pelo Estado.

Exposição “Luz Oriental” – Kenji Fukuda

Período: 12 de setembro a 12 de outubro

Bublitz Galeria Virtual de Arte: virtual.galeriabublitz.com.br

Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143 – Porto Alegre – RS

Horário: 10h às 18h de 2a a 6a-feira, 10h às 13h aos sábados