Fundação Iberê Camargo reabre as portas, depois de seis meses fechada, para exposição presencial

Depois de seis meses fechada, a Fundação Iberê Camargo reabre suas portas com a exposição “Iberê Camargo – O Fio de Ariadne”. nesse sábado, dia 19. Ela é a primeira de caráter presencial desde o início de isolamento social imposto pela COVID 19.

Com curadoria de Denise Mattar e Gustavo Possamai, a mostra apresentará 37 cerâmicas e sete tapeçarias de grandes dimensões, obras que não são expostas há cerca de 40 anos e que estão espalhadas em coleções públicas e particulares de Lisboa, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Acompanham a exposição cartões e gravuras e uma linha do tempo em referência à urdidura feminina que apoiou o trabalho do pintor ao longo de sua história.

Segue “O Fio”
Durante as décadas de 1960 e 1970, além de sua intensa produção em pintura, desenho e gravura, Iberê Camargo realizou trabalhos em cerâmica e tapeçaria. Eles respondiam a uma demanda do circuito de arte, herdada da utopia modernista que preconizava o conceito de síntese das artes; uma colaboração estreita entre arte, arquitetura e artesanato.

Com assessoria técnica das ceramistas Luiza Prado e Marianita Linck, o artista realizou, nos anos 1960, um conjunto de pinturas em porcelana com resultados surpreendentes. Na década seguinte selecionou um conjunto de cartões que foram transformados por Maria Angela Magalhães em impactantes tapeçarias. “Esses trabalhos não apresentados ao público há mais de 40 anos estão espalhados em instituições e coleções particulares pelo país e até fora dele. É, portanto, uma rara oportunidade ver esse conjunto”, destaca a curadora.

Iberê Camargo durante exposição em 1983, em Porto Alegre — Foto: Martin Streibel/Fundação Iberê/ Divulgação

A mostra será complementada por uma cronologia ilustrada, chamada por Denise Mattar de “O Fio de Ariadne”, apresentando algumas das mulheres que marcaram presença na vida de Iberê. “A imagem do ‘Fio de Ariadne’ surgiu para mim como um insight, como uma referência à urdidura feminina que apoiava o artista, o guia que Iberê usava para sair da estrutura labiríntica de sua própria pessoa e obra. Com assombro, descobri o projeto Dédale, filme e exposição de Pierre Coulibeuf realizados em 2009, na Fundação Iberê. Não estamos, portanto, no domínio das coincidências, mas no das recorrências, dos potentes ecos suscitados pela contundente personalidade de Iberê Camargo – incluindo o prédio de Siza”, diz a curadora.

Na conhecida lenda grega, o herói Teseu consegue se salvar graças à Ariadne, que lhe dá um novelo de lã para guiá-lo no intrincado labirinto de Creta. O mito de Ariadne, que tem inúmeras interpretações filosóficas e psicológicas, mostra também como o apoio de uma mulher pode ser fundamental para a vitória do herói.

As mulheres são apresentadas por meio de fotos, biografias e depoimentos: a esposa Maria Coussirat Camargo; as artistas Djanira, Regina Silveira e Maria Tomaselli; a tapeceira Maria Angela Magalhães; as ceramistas Luiza Prado e Marianita Linck; as gravadoras Anna Letycia, Anico Herskovits e Marta Loguercio; a escritora Clarice Lispector; a galerista Tina Zappoli; a produtora cultural Evelyn Ioschpe; a cantora Adriana Calcanhotto e a atriz Fernanda Montenegro.

Obra “Ciclista”, óleo sobre tela, de Iberê Camargo, do ano de 1990 — Foto: Fundação Iberê Camargo/ Divulgação

“O processo de pesquisa para obtenção de material para a linha do tempo evidenciou a recorrência da invisibilidade feminina. Nos deparamos com a precariedade de fotos e de textos de pessoas como Elisa Byington, Luiza Prado e da própria Maria Angela Magalhães. Mesmo uma personalidade atuante como Evelyn Ioschpe não dispõe de uma biografia de fácil acesso à consulta. A procura por fotos, informações e documentos nos levou a recorrer a arquivos de família e foi complementada por entrevistas em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro”, explica Denise Mattar.

A mostra, organizada numa curadoria conjunta de Denise Mattar e Gustavo Possamai, responsável pelo acervo da Fundação Iberê, resultou numa exposição que oferece algumas camadas de leitura ao público: apresenta uma faceta menos conhecida da obra de Iberê Camargo; demonstra a qualidade artística de cerâmicas e de tapeçarias – colocando em questão algumas convenções ultrapassadas do circuito de arte – e torna visível a rede feminina que sempre deu suporte ao artista, revelando as vozes de Ariadne.

A exposição “Iberê Camargo – O Fio de Ariadne” está disponível no Google Arts & Culture, no link:
https://artsandculture.google.com/exhibit/preview-iber%C3%AA-camargo%C2%A0%E2%80%93%C2%A0o-fio-de-ariadne/-gLSVUhYX-85LQ?hl=pt-BR

Novos horários da Fundação Iberê

Neste momento de retomada parcial, as visitas ocorrerão de sexta a domingo, das 14h às 18h (mais informações pelo telefone 51 32478000.

Nesta fase, em função dos altos custos para operacionalizar os cuidados sanitários, será necessária uma modalidade de contribuição à Fundação pelo Sympla:
– Visita mediada individual: R$ 20,00;
– Visita mediada dupla: R$ 30,00;
– Visita mediada em dupla + catálogo: R$ 40,00;
– Visita mediada em dupla + catálogo + estacionamento: R$ 70,00;
– Profissionais da saúde em geral terão acesso gratuito.

Serviço
Exposição “Iberê Camargo – O Fio de Ariadne”
Abertura: 19 de setembro | Sábado
Visitação: 14h | 15h | 16h | 17h | 18h – 15 pessoas por grupo

 

OSPA Live destaca repertório de Mozart e Dvořák, no próximo sábado

A história de dois dos principais expoentes da música de concerto é destaque na 21ª edição do OSPA Live. No próximo sábado (19), às 17h, instrumentistas da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) e um convidado atravessam o perído Clássico e Romântico, respectivamente, com Quarteto para flauta em Ré Maior, K 285, de Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), e Quarteto de Cordas em Fá Maior, Op. 96, de Antonín Leopold Dvořák (1841-1904).

A apresentação fica a cargo do quarteto formado por Henrique Amado (flauta), Bruno Esperon (violino), Leonardo Bock (viola) e Philip Gastal Mayer (violoncelo). O recital é transmitido ao vivo, pelo canal do YouTube da orquestra, diretamente da Casa da OSPA, e tem direção artística de Evandro Matté.

Foto: OSPA/ Divulgação

 Repertório

Quarteto para flauta em Ré Maior, K 285, de Mozart, é o primeiro de três quartetos elaborados para o flautista amador Ferdinand de Jean; a composição, de estilo Clássico, transita de uma melodia alegre para um assombro romântico, chegando a um desfecho astuto, com conjuntos de eco. Já Quarteto de Cordas em Fá Maior, Op. 96, conhecido também como Quarteto Americano, é a principal música de câmara de Dvořák, cuja composição reúne elementos multiculturais, inspirado na cultura dos índios, dos negros e na própria nacionalidade tcheca do compositor..

OSPA Live

Projeto online da OSPA, busca conciliar isolamento social com cultura durante a pandemia do novo coronavírus. Aos sábados, às 17h, músicos da orquestra e convidados realizam recitais, em grupos de câmara, diretamente da Sala Sinfônica, na Casa da OSPA. As exibições são transmitidas ao vivo, através do canal do YouTube da orquestra, sem a presença física do público. Com direção artística de Evandro Matté, os eventos seguem criteriosamente todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 adotadas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Foto: Solange Brum-Sedac/ Divulgação

SERVIÇO: OSPA LIVE

Quando: 19 de setembro de 2020, às 17h

Onde: Ao vivo, pelo canal do YouTube da OSPA

Acesso em bit.ly/ospalive21

Programa:

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)

Quarteto em Dó Maior, K 285

I. Allegro

II. Andantino

III. Adagio

IV. Allegro

Antonín Leopold Dvořák (1841-1904)

Quarteto de Cordas em Fá Maior, Op. 96

I. Allegro ma non troppo

II. Lento

III. Molto Vivace

IV. Vivace ma non troppo

INTÉRPRETES:

Henrique Amado (flauta)

Bruno Esperon (violino)

Leonardo Bock (viola)

Philip Gastal Mayer (violoncelo)

Evandro Matté (Direção Artística)

 

 

“Luz Oriental”, exposição de Kenji Fukuda, no espaço virtual e físico da Galeria Bublitz

A Bublitz Galeria de Arte inaugura no próximo sábado, dia 12 ,  a exposição “Luz Oriental”, com obras do artista Kenji Fukuda, considerado o principal representante do abstracionismo no Brasil. A exposição estará disponível no link  virtual.galeriabublitz.com.br.

 A mostra apresenta 25 peças, entre clássicas e inéditas, do artista que conquistou o reconhecimento do Brasil e do mundo e hoje é um dos mais valorizados da atualidade. “Nas minhas obras, busco contemplar três características: a harmonia das cores, o equilíbrio das formas e a sensibilidade”, sintetiza Fukuda.

Fotos: Daniel Martins/ Divulgação

O artista foi responsável pela criação do monumento comemorativo dos jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro e a obra de 15 metros de altura e cinco toneladas ainda está na Barra da Tijuca, na capital fluminense. Suas peças já estiveram em diversos espaços no Brasil, na Alemanha, na França e nos Estados Unidos e podem ser conferidas em algumas das principais galerias de arte do País.

A exposição de Kenji Fukuda é a segunda da Bublitz Galeria Virtual de Arte, inaugurada em julho, com obras do artista gaúcho Marcelo Hübner.  É a primeira galeria do País a permitir uma experiência online imersiva, em que é possível passear pelos ambientes da exposição e ver detalhes e as informações de cada obra.

A versão virtual do espaço cultural tradicional de Porto Alegre, a Bublitz Galeria de Arte, fundada há mais de 30 anos, foi uma alternativa para continuar dando visibilidade a grandes nomes da arte nacional que fazem parte do acervo da galeria. Além de Fukuda e Hübner, já estão programadas exposições com Inos Corradin e Vitório Gheno, entre outros artistas contemporâneos.

Quem estiver na capital gaúcha também poderá conferir as obras pessoalmente. A galeria, localizada na Av. Neusa Goulart Brizola, 143, no Bairro Rio Branco, está funcionando, de segunda a sábado, de acordo com os protocolos de segurança definidos pelo município e pelo Estado.

Exposição “Luz Oriental” – Kenji Fukuda

Período: 12 de setembro a 12 de outubro

Bublitz Galeria Virtual de Arte: virtual.galeriabublitz.com.br

Endereço: Av. Neusa Goulart Brizola, 143 – Porto Alegre – RS

Horário: 10h às 18h de 2a a 6a-feira, 10h às 13h aos sábados

 

 

Márcio Machado denuncia “Dinastia Bolsonaro” com trono feito com ossos, em Paris

 

O artista visual brasileiro Márcio Machado, que vive em Paris desde 1972, criou a escultura de um trono totalmente construído com ossos e denominado por ele “O Trono Obsceno e Mórbido da Dinastia Bolsonaro”. A obra critica a postura do presidente brasileiro Jair Bolsonaro diante da pandemia do novo coronavírus. Ela fica exposta em Paris durante três dias.

O mandatário adotou atitudes anticientíficas que contribuíram para que o país seja o segundo mais atingido no mundo pela Covid-19 em números absolutos, atrás apenas dos Estados Unidos, cujo presidente, Donald Trump, tem em Bolsonaro um aliado. O Brasil chega ao mês de setembro somando mais de 121 mil mortos e rondando os 4 milhões de contaminados confirmados.

Márcio Machado também produziu uma pintura a partir da escultura do trono feita com ossos. Foto de divulgação do arquivo do artista

O trono que o gaúcho Márcio Machado está expondo na Praça Saint-Michel é composto por tíbias e omoplatas de boi. Sua visualização causa impacto não só pelo inusitado do suporte, como também pelo tamanho de 2 metros de altura e pelo resultado estético. As articulações são folheadas a ouro.

“O trono é um símbolo representativo do poder político e, feito com ossos, evoca a morte”, diz o artista, que também mostrará na praça uma tela pintada a partir da escultura do trono. Sempre que produz uma escultura, ele a retrata em tela, e vice-versa. Márcio tem no currículo a distinção de ter sido o primeiro brasileiro convidado a expor uma obra de arte no Centro Beaubourg-Georges Pompidou, em 1977.

A denominação “O Trono Obsceno e Mórbido da Dinastia Bolsonaro” alude ao presidente e seus três filhos políticos, o senador Flávio (investigado pela prática de “rachadinha”), o deputado federal Eduardo (investigado por fake news) e o vereador Carlos (investigado por “rachadinha” e fake news).

Fonte São Michel – Foto Carlos Delgado/ Divulgação

Escultor e pintor, Márcio amplia ainda mais seu protesto na praça por meio de um caixão de defunto que decorou com uma “parafernália” de acessórios dourados e que reforça a reprovação do morticínio causado pela má gestão da Covid-19 no Brasil. “Estou apresentando a série Obras Engajadas e Recentes a convite da Fundação Julieta Vargas de Lima, de Paris, São Paulo e New York, sendo que mostras na capital paulista e na cidade norte-americana estão em discussão”, diz ele.

Impeachment

Márcio mobilizou a comunidade brasileira residente na capital francesa para os três dias do Manifesto contra a Dinastia Bolsonaro: sábado 5, domingo 6 e segunda, o 7 de Setembro, data da Independência do Brasil. Nos três dias, serão coletadas assinaturas em favor do impeachment de Bolsonaro. No dia 7, em razão da efeméride nacional, o protesto também abrirá espaço para a celebração ao melhor estilo brasileiro, com música e dança e a reivindicação de uma “nova e verdadeira independência, sem submissão aos Estados Unidos de Donald Trump”, defende Márcio.

No início da crise sanitária, Bolsonaro classificou o coronavírus de “gripezinha”, depois não respeitou o distanciamento social e o uso de máscara e propagandeou o uso da hidroxicocloroquina – droga sem comprovação científica -, além de ter exonerado dois médicos do cargo de ministro da Saúde e colocado na vaga um general sem especialização, entre outros equívocos apontados por seus críticos.  No campo político, o presidente apoiou atos públicos antidemocráticos a favor do fechamento dos poderes Legislativo e Judiciário, é hostil ao trabalho da imprensa e despreza a cultura e as artes.

Amazônia e índios dizimados

Na opinião de Márcio, a situação do país “é surreal”. Afora a pandemia, “a Amazônia queima por todos os lados e os índios são dizimados no mapa do genocídio, ao mesmo tempo que a população é reduzida ao simples papel estatístico de velhos, pobres e negros, isso tudo em um ambiente de desprezo à Constituição”. Para o artista, os filhos de Bolsonaro “brincam de presidente, dão instruções absurdas e alimentam mentiras, fake news, com os ministros militares às suas ordens e submissos”.

O artista gaúcho Márcio Machado em seu ateliê. Foto: Divulgação

Vida e carreira

Márcio trocou o Brasil pela França em meio ao regime militar que vigorou em seu país de origem durante 21 anos (1964/1985). Ele emigrou junto com um grupo de amigos, entre eles o jornalista e escritor Caio Fernando Abreu (1948/1996).

O artista manteve-se informado sobre a política nacional. Suas preocupações quanto à estabilidade democrática aumentaram a partir da eleição de Bolsonaro, que tomou posse em janeiro do ano passado. O risco de retrocesso institucional no Brasil tornou-se uma séria possibilidade, embora a maioria da população preze a democracia.

Paralelamente às artes plásticas, Márcio Machado trilhou carreira também nas artes dramáticas, iniciada em Porto Alegre, no então Centro de Artes Dramáticas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e desenvolvida em Paris como produtor, diretor, ator e formador de atores.

Durante 15 anos, ele manteve em Paris a sua própria escola de arte dramática, na qual recebia alunos locais e de outros países, como Estados Unidos e Japão. Como convidado, ministrou masterclasses na conceituada Unirio, no Rio de Janeiro, por exemplo.

SERVIÇO

 O quê: Manifesto contra a Dinastia Bolsonaro

Quando: 5, 6 e 7 de setembro de 2020, das 10h às 19h

Onde: Praça Saint-Michel, em frente à Fonte Saint-Michel, no bairro Quartier Latin

 


Quatro grande nomes da artes visuais do sul conversam com Liana Timm

A série especial GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDE DO SUL estreia no dia 8 de setembro, às 15 horas, com o curador e crítico de arte Jacob Klintowitz no podcast ARTEemSINTONIA, produzido e apresentado pela artista multimídia Liana Timm. Serão quatro episódios com artistas gaúchos e um crítico de arte. Além de Klintowitz, participam Simone Michelin, Walmor Corrêa e Carlos Vergara. Para conferir os episódios, basta acessar o link: salvesintonia.com.

O podcast ARTEemSINTONIA iniciou em dezembro de 2019 e sua programação é integralmente voltada às artes visuais. “A série GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDE DO SUL é uma forma de homenagear os artistas que levam a produção artística do Estado para o Brasil e para o mundo”, destaca Liana Timm.

Jacob Klintowitz é o primeiro entrevistado. Foto: Divulgação

Jacob Klintowitz, que abre a série no dia 8 de setembro, nasceu em Porto Alegre e alcançou notoriedade como curador e crítico de arte.

Já escreveu perto de 5.000 artigos para jornais e revistas e mais 150 livros sobre arte e artistas. Foi conselheiro do Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi e do Museu Judaíco de São Paulo. Ganhou duas vezes o “Prêmio Gonzaga Duque”, da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA), e foi homenageado duas vezes pela instituição por sua intensa atividade cultural.

Simone Michelin falará de seu trabalho com arte eletrônica. Foto: Divulgação

Simone Michelin será a entrevistada do dia 22 de setembro, às 15 horas.

Natural de Bento Gonçalves, Simone é mestre em Artes Visuais pela UFRJ e doutorando do Centro de Ciência, Tecnologia e Pesquisa da Universidade de Plymouth, na Inglaterra.

Foi uma das pioneiras do videoarte no Brasil. Conquistou o Prêmio de Fotografia do “X Salão Carioca, Rio Arte” e o prêmio “Artista Pesquisador”, pelo Museu de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro.

Artista multimídia, desenvolve pesquisas e curadorias no campo da arte eletrônica.

Walmor Corrêa tem um trabalho que faz interação entre arte e ciência.Foto: Divulgação

Walmor Corrêa participa do podcast no dia 6 de outubro, às 15 horas.

Natural de Santa Catarina, Corrêa fez sua carreira no Rio Grande do Sul, e é um dos artistas brasileiros contemporâneos mais reconhecidos, nacional e internacionalmente, por desenvolver um trabalho norteado pela interação entre arte e ciência.

Nos corpos estranhos, poeticamente produzidos em sua arte, apresenta, entre outros, uma possível materialização dos mitos e personagens do folclore que povoam o imaginário do Brasil há mais de 500 anos.

Carlos Vergara encerra a série. Foto: Divulgação

Carlos Vergara encerra a série GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDO SUL no dia 20 de outubro, às 15 horas.

Natural de Santa Maria, gravador, fotógrafo e pintor, Vergara transferiu-se para o Rio de Janeiro, na década de 50. É conhecido como um dos principais representates do movimento artístico da Nova Figuração do Brasil.

Em sua trajetória, acumula prêmios, atua como artesão de joias, cenógrafo de peças teatrais, observa o Carnaval como objeto de pesquisa e atua em colaboração com arquitetos realizando painéis para edifícios, aplicando técnicas de artesanato popular.

Para a série GRANDES NOMES DA ARTE DO RIO GRANDE DO SUL, Liana Timm une duas de suas grandes paixões: as artes visuais e o rádio.

Artista multimídia reconhecida pela aplicação de técnicas digitais em suas obras, Liana iniciou sua história com rádio fazendo comentários semanais sobre artes visuais no Centro de Difusão da UFRGS. Depois, produziu e apresentou o programa Itapema Arte, da Rádio Itapema, aos sábados, às 11 horas. Foi também editora de artes visuais da Rede Bandeirantes, onde produziu dois programas: Artnews e Rádio Arte.

Desde dezembro de 2019, produz e apresenta o podcast ARTEemSINTONIA no link salvesintonia.com.

Série Grandes Nomes da Arte do Rio Grande do Sul

  • 8 de setembro, às 15 horas – Jacob Klintowitz
  • 22 de setembro, às 15 horas – Simone Michelin
  • 6 de outubro, às 15 horas – Walmor Corrêa
  • 20 de outubro, às 15 horas – Carlos Vergada

 

Hique Gomez lança a web série “Sbórnia em Revista”

O músico Hique Gomez lançou em agosto seu novo canal no You Tube. E na segunda quinzena de setembro exibe a web série “Sbórnia em Revista”, que reunirá performances musicais, trechos de espetáculos e novos quadros com convidados especiais. O texto abaixo é da divulgação do canal.

Em meio ao isolamento social que se impõe no mundo inteiro, a Sbørnia vive um inusitado momento de abertura. A ilha flutuante, cuja história foi contada durante 30 anos por seus embaixadores culturais Kraunus Sang (Hique Gomez) e o Maestro Pletskaya (Nico Nicolaiewsky) no premiado espetáculo Tangos e Tragédias, segue trazendo novidades.

Sendo uma ilha flutuante, Sbørnia sempre esteve em isolamento social. Pela primeira vez, o Gøverno Provisørio da Sbørnia permitiu em seu território o acesso à plataforma de vídeos YouTube. O resultado foi a inédita divulgação para o mundo de muitos aspectos antes desconhecidos da cultura, do povo e da geografia do país. Essas novidades fazem parte do mais novo projeto da saga sbørniana:

Sbørnia em Revista

Produzida de modo totalmente remoto, e combinando material inédito com décadas de um longo arquivo, a web série traz para o ambiente virtual as estórias da ilha flutuante em um formato que remonta à atmosfera dos clássicos programas humorísticos de TV. Com transmissões semanais pelo YouTube, no canal A Sbørnia Kontr’Atracka, os episódios promovem uma fusão de tempos e espaços, apresentando quadros inéditos e revivendo momentos marcantes dos mais de 35 anos da chegada dos sbørnianos ao Brasil.

Personagens

Além de Kraunus, Nabiha (Simone Rasslan) e o Professor Kanflutz (Claudio Levitan), a série marca também a estreia do mais novo integrante da trupe: Abustradamus (André Abujamra).

Os episódios se passam na terra natal dos personagens, que também estão confinados em suas casas, esperando pela chegada da pandemia que se recusa a aportar na ilha flutuante. “É um verdadeiro acidente geográfico e o único a seguir rigorosamente as regras de isolamento continental desde sempre”, confirma Kraunus (Hique Gomez).

Confinados

As gravações seguem todos os protocolos de segurança exigidos pelos órgãos de saúde. Os técnicos, de som e vídeo, trabalharam de modo remoto, com acesso aos equipamentos, instalados nas casas dos artistas.

Peculiaridades da Sbørnia

A Sbørnia é uma ilha que se desprendeu do continente após sucessivas explosões nucleares e passou a flutuar errante pelos mares do mundo.

Seu maior patrimônio é a Recykla Gran Rechebuchyn, a Grande Lixeira Cultural de onde são extraídos e reciclados os dejetos artísticos esquecidos por outras nações.

Seu regime político é o Anarquismo Hiperbølico, o que faz com que todos os seus governos sejam provisórios.

A religião oficialdo país é o Votørantismo, pois os sbørnianos são radicalmente sonhadores e precisam muito acreditar no concreto.

O esporte nacional é o Machadoboll, mas não existem ídolos como os jogadores de futebol brasileiros, pois é muito raro que algum atleta sobreviva por mais de três partidas.

Kraunus e Pletskaya imigraram para o Brasil em 1984, devido aos ataques de tribos hostis, como os Menudos, ao seu país, e se tornaram embaixadores da cultura sbørniana com seu espetáculo do estilo do Teatro Hiperbølico.

Em 2014, Pletskaya retornou em definitivo à sua terra natal, e dois anos mais tarde, Kraunus se juntou à pianista sbørniana Nabiha vivida pela maestrina, pianista e atriz Simone Rasslan para dar continuidade à saga com A Sbørnia Kontr’Atracka.

Além dos tradicionais espetáculos, que desde 1984 conquistaram fãs no Brasil e no exterior, a saga sbørniana invadiu outros formatos artísticos. Em 1990, Tangos e Tragédias em Quadrinhos, com criação de Cláudio Levitan e desenhos de Edgar Vasques, foi lançada pela editora L&PM, e ganhou duas novas edições em 2007 e 2017.

Em 2013, a Sbørnia chegou às telas do cinema, com o longa de animação Até “Que a Sbørnia nos Separe”, dirigido por Otto Guerra e Ennio Torrezan, hoje os dois únicos brasileiros membros da academia de cinema de Holywood.

Autobiografia

Em 2019, Hique Gomez publicou sua autobiografia, Para Além da Sbørnia (Ed. BesouroBox), na qual são contadas pela primeira vez ao público histórias sobre as origens e os bastidores da trajetória sbørniana.

SERVIÇO

O que: Sbørnia em Revista

Onde: Canal do YouTube A Sbørnia Kontr’Atracka

FICHA TÉCNICA:

Personagens

Hique Gomez: Como Kraunus Sang

Simone Rasslan: Como Nabiha

Cláudio Levitan: Como Prof. Frederick Ubaldo Kanflutz

André Abujanra: Como Abustradamus

Arranjos: Simone Rasslan e Hique Gomez

Coordenação de Iluminação: Heloiza Averbuck

Mixagem: Edu Coelho

Textos e Conteúdos: Cláudio Levitan

Cenários virtuais e criação peças promocionais: Rique Barbo

Criação arte tema: OXI COMUNICAÇÂO

Captação de imagens: Álvaro RosaCosta e Matheus Monbelli

Captação de som direto (Prof Kanflutz): Carina Levitan

Assistente de produção: Rafael Pacheco

Direção de imagens, edição, montagem e roteiro: Rafael Berlezi

Administração projeto: Daniela Ramirez

Produção Geral:  Marilourdes Franarin

Concepção e Direção Geral:  Hique Gomez

 

 

 

André Damasceno revive o Magro do Bonfá para plateia virtual

Depois de estrear em janeiro deste ano com o show “Não Me Faz Te Pegar Nojo!”, André Damasceno, um dos grandes nomes da comédia brasileira, retorna com o espetáculo em um formato totalmente diferente. Na maior parte sozinho , o humorista vai relembrar para uma plateia online conectada via streaming, a paineis de alta definição, na frente do palco, os 35 anos do Magro do Bonfa e outros personagens que fizeram sucesso ao longo da carreira do artista.  A apresentação será ao vivo no dia 03 de setembro, às 21h, no www.claq.com.br, dentro do projeto Claq do Poa Comedy Club. Os ingressos custam R$ 10,00.

“Será uma experiência diferente e empolgante estar sozinho num espaço cênico falando para o público que estará no telão”, afirma Damasceno.  Em tempo real, os espectadores terão a possibilidade de interagir com o comediante e, também, com a humorista Dedé Leitão, convidada especial da noite, integrante do Grupo Cinco Muito e uma das novas revelações do humor gaúcho.

André trabalhou na Escolinha do Professor Raimundo, do Chico Anysio, na Rede Globo, e  atuou ao lado de grandes nomes do humor como Agildo Ribeiro, Lúcio Mauro, Brandão Filho, Walter D´Ávila, Costinha, entre outros.  Também na emissora carioca, esteve de 2003 a 2015, no Zorra Total, atuando ao lado dos novos nomes do humor como Fábio Porchat, Marcus Melhem, Leandro Hassum, Fabiana Karla, Heloísa Périssé, Katiuscia Canoro e Marcos Veras. “O público vai conhecer a história do Magro do Bonfa e histórias hilariantes da minha carreira e do convívio que tive com a velha e nova geração do humor”, afirma Damasceno.

 André Damasceno iniciou no humor em 1985. De lá para cá, já realizou mais de 3 mil espetáculos e já foi assistido por mais de dois milhões de pessoas.

Dedé Leitão é convidada especial do espetáculo on line. Foto; Divulgação

Serviço:

O que:  show online Não Me Faz Te Pegar Nojo!, com André Damasceno

Quando: 03 de setembro de 2020

Horário: 21h

Onde: www.claq.com.br

Ingressos: R$ 10,00

Informações: http://www.portoalegrecomedyclub.com.br/

Classificação: 14 anos

Duração: 70 minutos

Participação Especial: Humorista Dedé Leitão

ARTE NA RUA: MAM expõe reproduções digitais em pontos de ônibus

O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) começou a colocar reproduções de obras do seu acervo em 140 pontos de ônibus da capital paulista.

No centro da cidade, as obras também serão projetadas em edifícios. A ação, com trabalhos de 16 artistas brasileiros, ocorrerá por duas semanas.

Serão mostradas obras emblemáticas de artistas como Amélia Toledo, Bárbara Wagner, Berna Reale, Cildo Meireles, Cláudia Andujar, e José Antônio da Silva.

Também poderão ser vistos os trabalhos de Maureen Bisilliat, Mário Cravo Neto, Mídia Ninja, Nelson Leirner, Regina Silveira, Rosana Paulino, Rosângela Rennó, Tarsila do Amaral, Tomie Ohtake e Waltércio Caldas

Ao lado das reproduções nas paradas de ônibus, serão disponibilizados QR Codes, que podem ser lidos pela maioria dos aparelhos celulares.

A partir da leitura do QR Code, o espectador será direcionado para um podcast no Spotify.

Nos áudios, personalidades como Gilberto Gil, Arnaldo Antunes e Laerte Coutinho fazem breves locuções da história dos trabalhos exibidos, dos artistas, o contexto histórico em que foram criados e demais informações sobre as obras.

“A ação reforça a missão do museu de democratizar o acesso à arte e surge como resposta às novas dinâmicas sociais impostas pela pandemia. Incentivar e difundir a arte moderna e contemporânea brasileira e torná-la acessível ao maior número possível de pessoas é um dos pilares que regem o Museu de Arte Moderna de São Paulo, e é também o cerne da ação inédita que a instituição promove nas ruas da cidade”, destacou o MAM em comunicado.

Projeções

Os trabalhos de artistas como Cildo Meireles, Maureen Bisilliat e Tomie Ohtake serão projetados em escala monumental, em três empenas cegas (a parte sem janelas) de edifícios do centro de São Paulo.

A exposição a céu aberto acontecerá nos dias 22, 23 e 29 de agosto, sempre das 19h às 20h.

A estreia será feita na Rua da Consolação, número 753, na esquina com a Rua Caio Prado, na região central da capital; a segunda projeção acorrerá na Rua Santa Isabel, número 44, no bairro Santa Cecília; e a última será na Rua Maria Antônia, número 77, na região da Consolação.

(Com Agência Brasil)

Clara Pechansky é homenageada, no México, em exposição internacional

Clara Pechansky é a artista homenageada da exposição “Um Minuto de Reflexão na Arte Internacional”, promovida pela Universidade Autónoma de Sinaloa, no México. Participam da mostra artistas do Brasil, Colômbia, Cuba, México e Venezuela. A exposição “Um minuto de Reflexão na Arte Internacional” estará incluída na programação oficial da 39ª edição do Projeto Miniarte Internacional e 7ª edição do Projeto Fiesta de Paz Brasil.

As obras, que incluem desenho, pintura, escultura, fotografia e gravura, trazem uma diversidade de técnicas, e serão reunidas em um catálogo virtual, produzido por Liana Timm, que será lançado no dia 17 de agosto, no site www.miniartex.org.

Clara recebeu com surpresa a homenagem dos organizadores da mostra, que vai reunir entidades de vários países da América. “Venho há alguns anos promovendo, sempre que possível, a arte produzida no Rio Grande do Sul e no Brasil. O Projeto Miniarte Internacional já tem 17 anos, tendo realizado 38 edições, e o Projeto Fiesta de Paz Brasil já está na 7ª edição. Essa foi a maneira que encontrei de divulgar nossos artistas e suas produções, e me sinto muito honrada em receber esta homenagem, que divido com todos os participantes das exposições que produzo”, destaca.

CARLOS DE BRITTO VELHO. SIN TITULO.
Obra de CLARA PECHANSKY

A mostra foi organizada em tempo recorde, entre os dias 15 e 25 de julho, a convite do Professor e Curador mexicano Jorge Luis Hurtado Reyes, Coordenador Geral da exposição. O critério de Clara Pechansky, coordenadora do braço brasileiro, foi reunir um grupo significativo de artistas, muitos deles gaúchos, entre iniciantes e consagrados. Afirma Clara: “Artistas profissionais estão acostumados a receber encomendas e a cumprir prazos, por isso foi possível reunir 53 artistas com obras de alta qualidade.

BERNARDETE CONTE. MI ABUELA/
RITA GIL. INFÂNCIA. PINTURA.

Assim que as circunstâncias permitirem, as fotos dos trabalhos enviados, impressas em giclée, serão expostas na Galeria Frida Kahlo, pertencente à Universidade Autónoma de Sinaloa, no México.

RAFAEL DAMBROS, título ESPADA DE SAN JORGE, técnica BORDADO SOBRE TEJIDO,

A lista completa dos artistas brasileiros convidados para a exposição “Um Minuto de Reflexão na Arte Internacional” é formada por:

Alfredo Nicolaiewsky, Anico Herskovits, Arlete Santarosa, Arminda Lopes, Beatriz Balen Susin, Bebete Luz, Bernadete Conte, Britto Velho, Carlos Tenius, Carlos Wladimirsky, Clara Pechansky, Cleusa Rossetto, Cris Ioschpe,Cylene Dallegrave, Débora Irion, Débora Lora, Eliane Santos Rocha, Ena Lautert, Erminia Marasca Soccol, Esther Bianco, Fátima Nunes Pinto, Flávia de Albuquerque, Flávio Wild, Glória Corbetta, Graça Craidy, Gustavo Nakle, Helena Schwalbe, Imeritta Passos, José Carlos Moura, Juliane Mai, Liana Timm, Lilia Manfroi, Mabel Fontana, Marcelo Spolaor, Marcia Marostega, Marise Zimmermann, Mariza Carpes, Marta Loguercio, Miriam Tolpolar, Nara B. Sirotsky, Patricia Viale, Rafael Dambros, Rita Gil, Rodrigo Correa, Silvana Perez, Silvia Marsson, Suzel Neubarth, Teresa Poester, Vera Reichert e Zoravia Bettiol.

Nair Teresinha e Paulinho Parada apresentam a Live “Cantares”, pelo Facebook

Segundo os organizadores será uma live diferente e com “cara” de show, já que o áudio será tratado em estúdio profissional por técnicos especialistas e com cenário adequado.

O depoimento é de Paulinho Parada:

“Teremos 3 câmeras, terá jeito de gravação de Dvd, é nossa expectativa. É a primeira vez, depois de muitos anos, que Nair Teresinha investe sua performance na Música Popular Brasileira (a cantora é conhecida por interpretar o repertório da música nativista)”.

Paulinho Parada / Foto: Divulgação

Paulinho Parada é professor de violão de Nair, motivo que uniu essa parceria e que garante o embalo da musicalidade dessa performance.

Haverá canções de Vinícius de Moraes, Raul Ellwanger e Mauro Moraes, releituras de sucessos de Adriana Calcanhotto, Marisa Monte, Kleiton & Kledir, além de outros grandes nomes da música brasileira.

Nair Teresinha / Foto: Divulgação

Nair Teresinha é cantora natural de Uruguaiana, radicada em Porto Alegre. Tem três CDs gravados, “Canções do Coração “, De Luz e Sombra ” e “Interiorana”, com participação no Prêmio Açorianos de Música.

Paulinho Parada é natural de Porto Alegre, nascido em 1989. Formado em Música pela UFRGS, com ênfase no bacharelado em composição e doutorando em etnomusicologia, lançou três discos autorais.

A live será transmitida através do Facebook, aberto ao público nas redes sociais de Nair Teresinha e Paulinho Parada. Os espectadores poderão apoiar os artistas comprando suas músicas em formato mp3 .

Para contribuições e compra de mp3 por emails:
https://www.sympla.com.br/live-cantares—nair-teresinha-e-paulinho-parada__927952

Serviço: 

Live “Cantares”: Nair Teresinha e Paulinho Parada

Quando: quinta-feira às 20h30, 6 de agosto de 2020

Duração: 1h30

Onde Facebook (redes sociais de Nair Teresinha e Paulinho Parada, aberto ao público)