Chico César e Duda Brack no show de aniversário da CCMQ , no sábado, dia 25

O paraibano Chico César faz o Casa Virtual Especial do mês de setembro ao lado de Duda Brack, jovem cantora e compositora gaúcha radicada no Rio de Janeiro. O show tem transmissão ao vivo pelo Instagram @ccmarioquintana, às 20h do sábado, 25 de setembro, data em que a Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), completa 31 anos. 

A CCMQ chegou a anunciar a participação de Lenine, mas o pernambucano precisou, de última hora, cancelar a agenda por motivo de força maior, plenamente justificável. “Foi com muita agilidade que conseguimos, em menos de 24h, viabilizar a participação de Chico César, artista da mesma grandeza de Lenine, que era nosso convidado inicial. Agradecemos o empenho de Lenine e a pronta disposição de Chico César em substituir o parceiro”, explica Diego Groisman, diretor da Casa de Cultura.

O evento mensal, que se tornou um dos principais projetos virtuais da CCMQ durante o período de distanciamento social, vem reunindo desde o ano passado músicos de diferentes gerações, promovendo o encontro de diversos jovens talentos da cena regional e nacional com artistas consagrados como Maria Rita, Adriana Calcanhotto, Filipe Catto, Marcelo Jeneci, Alice Caymmi e Moreno Veloso, entre outros.

O paraibano Francisco César Gonçalves nasceu em 26 de janeiro de 1964, no município de Catolé do Rocha, interior da Paraíba. Aos dezesseis anos, Chico César foi para a capital João Pessoa, onde se formou em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba. Nesse período, integrou o grupo Jaguaribe Carne, que fazia poesia de vanguarda. Mudou-se para São Paulo, aos 21 anos, trabalhando como jornalista e revisor de textos. Aperfeiçoou-se no violão, multiplicou suas composições e começou a formar o seu público. Suas canções são poesias de alto poder de encanto lingüístico e sua carreira artística tem repercussão internacional.

O sucesso da turnê pela Alemanha, em 1991, fez Chico César  deixar o jornalismo para se dedicar exclusivamente à música. Foi quando formou a banda Cuscuz Clã (que seria o nome de seu segundo álbum). Em 1995 lançava o primeiro CD “Aos Vivos” (Velas), acústico e ao vivo, com participações de Lenine e o lendário Lany Gordin. Em 1996, sucesso nacional e internacional com o álbum, “Cuscuz Clã” (MZA/PolyGram).

O quinto CD, “Respeitem Meus Cabelos, Brancos” (2002) começou a ser pré-produzido em Londres e teve participações especialíssimas de Nina Miranda e Chris Franck (integrantes da banda Smoke City), Naná Vasconcelos e Carlinhos Brown. “De uns tempos pra cá” (2005), trouxe 12 faixas autorais em formato camerístico com o Quinteto da Paraíba. Com “Francisco Forró y Frevo”, em 2008, Chico César mergulha no espírito das festas populares nordestinas (carnaval e festejos juninos) e estabelece o diálogo entre estes ritmos e batidas universais, como o reggae e o ska. O frevo ganha a novidade da mistura da linguagem das orquestras de metais de Pernambuco com a guitarra baiana dos trios elétricos da Salvador, criados por Dodô e Osmar. Depois do lançamento do DVD “Aos Vivos Agora” (2012), Chico César, que não lançava novo disco de inéditas há oito anos, trouxe à luz “Estado de Poesia” (2015), vencedor da 29ª edição do Prêmio da Música Brasileira (2018) na categoria melhor álbum de “Pop/Rock/Reggae/Hip hop/Funk”.

O trabalho de 2019 faz um comentário robusto das vivências político-sociais, no convulsionado momento brasileiro. Todas as 13 faixas de “O Amor É um Ato Revolucionário” têm letra e música, assinadas apenas por Chico César. O álbum traz alguns convidados, como a adolescente paraibana Agnes Nunes (com quem Chico César divide os vocais em “De Peito Aberto”), a jovem cantautora pernambucana Flaira Ferro (em “Cruviana”) e o guitarrista paulistano Luiz Carlini (em “O Amor é um Ato Revolucionário”), que em um longo improviso revisita seu mitológico solo da primeira gravação de “Ovelha Negra” com Rita Lee e Tutti Frutti.

Festejada pela crítica

Duda Brack. Fotos: Fábio Audi/ Divulgação

Aos 26 anos, radicada no Rio de Janeiro, a cantora e compositora gaúcha Duda Brack lançou em 2015 o primeiro disco solo, intitulado “É”. Desde então, vem sendo apontada como uma das grandes vozes femininas a emergir na cena musical contemporânea. Festejada pela crítica especializada como artista revelação, abriu shows de Elza Soares, Otto e Alceu Valença. Em 2017, a convite de Charles Gavin (ex-Titãs) e da gravadora Deck, Duda gravou o álbum “Primavera nos dentes – tributo aos Secos & Molhados”. Muito bem recebida pelos integrantes da banda original, a gravação recebeu elogios de Ney Matogrosso.

O segundo disco solo de Duda Brack, “CaCo de ViDRo”, pelos selos Matogrosso (de Ney Matogrosso) e Alá Comunicação e Cultura (de Jorginho Veloso), tem lançamento programado para 15 de outubro. Heterogêneo e diverso, o álbum passeia por muitos gêneros musicais como maculelê, pagodão baiano, cumbia, folk e funk. Produzido pela própria Duda, em parceria com Gabriel Ventura, “CaCo de ViDRo” conta com a colaboração de Lucio Maia (Nação Zumbi), do grupo de percussão Os Capoeira, arranjos de cordas de Maycon Ananias, arranjos de sopros de Vitor Tosta e participação especial de Ney Matogrosso, Baiana System e Francisco Gil. O repertório do trabalho apresenta canções autorais de Duda, em parcerias com os amigos Chico Chico e Gui Fleming, e de outros compositores como Alzira Espíndola, Bruna Caram, Julia Vargas e Ian Ramil.

Duda Brack. Foto: Fábio Audi / Divulgação

O diretor da CCMQ, Diego Groisman destaca o empenho da equipe curatorial ao definir as atrações desta edição especial do Casa Virtual, que celebra os 31 anos  do complexo cultural. “A obra musical de Chico César é fortemente alicerçada na poesia e faz com que a celebração dos 31 anos mantenha uma relação com Mario Quintana. A participação da gaúcha Duda Brack reforça uma ligação afetiva com a Casa de Cultura. A presença dos dois artistas reafirma nossa dedicação em proporcionar ao público o contato com grandes nomes ao mesmo tempo em que buscamos repercutir o trabalho de jovens talentos”, comenta Groisman.

Casa Virtual Especial 31 anos da CCMQ – Chico César e Duda Brack
Quando: 25 de setembro | sábado
Horário: 20h
Onde: Instagram @ccmarioquintana

Parceiro de vida e de música de Luiz Melodia, Renato Piau faz homenagem ao artista

 

Renato Piau canta e conta Luiz Melodia acontece nos dias 1º e 2 de outubro, sexta e sábado, às 21h, e contará com as participações especiais de Adriana Deffenti e Rita Zart. Ingressos pelo site da Eventbrite

O Espaço 373 apresenta Renato Piau canta e conta Luiz Melodia. Por quase 40 anos, o guitarrista foi um fiel escudeiro de Melodia. Além de acompanhá-lo em shows e gravações, Piau dividiu com ele a autoria de algumas músicas, entre elas: Fadas, Me Beija, Cuidando de Você, a famosa Cara a Cara e Este filme eu já vi, interpretada por Cássia Eller. O show acontece nos dias 1º e 2 de outubro, sexta e sábado, às 21h, e contará com as participações especiais de Adriana Deffenti e Rita Zart. Ingressos pelo site da Eventbrite.

Com mais de 200 músicas gravadas por diversos artistas, seu trabalho foi citado em dezenas de livros sobre a história MPB, por autores como Ricardo Cravo Albin, Nélson Motta, André Diniz, Rodrigo Moreira, Euclides Amaral e Antônio Carlos Miguel, além das biografias de Sérgio Sampaio, Tim Maia, Zé da Velha & Silvério Pontes, Cássia Eller e, claro, de Luiz Melodia.

O tributo no Espaço 373 terá as participações especiais das cantoras Adriana Deffenti e Rita Zart. Além de cantar, Piau contará algumas histórias que marcaram quatro décadas de parceria com Luiz Melodia. O show ocorre às 21h e os ingressos custam R$ 55, pelo site da Eventbrite: https://www.eventbrite.com.br/e/renato-piau-canta-e-conta-luiz-melodia-tickets-172830579917.

O músico Renato Piau – Foto Felipe Giubilei/ Divulgação

O início da parceria

Foi na plateia do show Fa-Tal, de Gal Costa, no Teatro Tereza Rachel – atual Theatro NET Rio em Copacabana – que Renato Piau conheceu Luiz Melodia. Gal interpretava Pérola Negra e fazia o lançamento do compositor, descoberto por Jards Macalé e Wali Salomão, no Morro do Estácio. A partir daí, se tornaram mais do que amigos.

Quando assinou contrato com a Philips, a gravadora ofereceu uma casa em Jacarepaguá para que Melodia se dedicasse integralmente ao seu primeiro disco, Pérola Negra. Piau foi morar com o artista.

Entre 1974 e 1976, o guitarrista viveu em Brasília. De volta ao Rio de Janeiro, Renato Piau trabalhou com Chico Anísio e Arnoud Rodrigues, com quem compôs várias músicas para a dupla Baiano e Os Novos Caetanos. Ele também dividiu os palcos com Fagner, Luiz Gonzaga, Raul Seixas, Sandra de Sá, Sérgio Sampaio, Tim Maia e sua Banda Vitória Régia, Zé Ramalho, Chuck Berry e Ron Carter.

A partir do Nós (1980), o guitarrista participou de todos os discos dele e shows, até Zerima (2015). “Melodia foi o homem mais lindo que conheci. Ele confiava muito em mim, cantava me olhando quando se sentia inseguro e eu dava as entradas (das músicas)”, relembra. Luiz Melodia morreu em 4 de agosto de 2017, em decorrência de um câncer.

SERVIÇO
Renato Piau canta e conta Luiz Melodia
Quando: 
1º e 2 de outubro | Sexta e sábado
Horário: 
21h (a casa abre às 19h)
Onde: Espaço 373 – Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta
Ingressos: R$ 55 antecipado
Reservas pela plataforma Eventbrite: https://www.eventbrite.com.br/e/renato-piau-canta-e-conta-luiz-melodia-tickets-172830579917

 

Evento cultural celebra, nesse sábado, 100 anos do Cais do Porto

 

Nesse sábado, dia 11, o coletivo “Cais Cultural Já” preparou um grande evento para celebrar os 100 anos do Cais do Porto, com a participação de grupos e entidades ligados à cultura de Porto Alegre. Ele acontece a partir das 15h, com concentração na Praça da Alfândega, cortejo pelo Pórtico do Porto, Rua Sete de Setembro e apoteose na Praça Elis Regina, ao lado do Gasômetro.

O evento será transmitido pela internet em link no facebook do grupo.

EMBARQUE COM A GENTE!

São diversas atrações, com muita alegria e segurança, seguindo todos os protocolos anti-covid-19.
* USO DE MÁSCARA OBRIGATÓRIO
* DISTANCIAMENTO DE 2 MTS ENTRE OS PARTICIPANTES
* USO DE ÁLCOOL GEL

O roteiro do cortejo:

ROTEIRO DO CORTEJO CAIS CULTURAL JÁ – 100 ANOS DO CAIS DO PORTO, ALEGRE!
15;00: Concentração Praça da Alfandega
15:30 -Rua Sepúlveda – Quem somos e a que viemos.
15:45: Início das apresentações – Música- Dança e Teatro
Bloco Ai que Saudade do Meu EX
Dança e Música por “Bia da Ilha” – Quilombo da Resistência
CTG – Ilhas – Dança
Poesia, Teatro e Circo
16H30 – Trajeto: Partida do Cortejo rumo a Usina do Gasômetro, Praça Elis Regina, junto a Kombi de som, pela Rua Sete de Setembro.
17h30 – Chegada na Usina do Gasômetro. Apresentações Artísticas Teatro, Música, Circo.( Distribuição de Folders)
18h – Atraque do Cisne Branco no Pier do Gasômetro, trazendo os atores circenses.
O Cortejo recepciona o Cisne.
18h10 – Contemplação do Por do Sol – Aplausos – – Apresentação do Circo com Fogo formando 100 anos!
Apresentação de grupos de Hip hop.

Para os organizadores o evento não significa Encerramento… e sim,  Novo Início!

Três mulheres e a homenagem da Ospa a Stravinsky

 

No Brasil e no Exterior, as mulheres conquistam cada vez mais posições de destaque na música de concerto. Priscila Bomfim está na ponta desse movimento: foi a primeira mulher e diretora musical a reger óperas da temporada oficial do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No próximo sábado, ela é a regente convidada da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), instituição da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), no concerto Stravinsky 50. Ao seu lado no palco, estarão as solistas do dia: a violinista Brigitta Calloni e a oboísta Viktoria Tatour.

A apresentação começa às 17h, com público presencial limitado na Casa da OSPA e transmissão ao vivo pelo YouTube. O ingresso pode ser trocado por 1kg de alimento não perecível (mais detalhes abaixo).

A regente Priscila Bomfim. Foto: OSPA/ Divulgação

Priscila nasceu e iniciou seus estudos musicais em Portugal, onde venceu seu primeiro concurso, de piano, aos nove anos de idade. Hoje, com 46 anos, concilia a carreira de pianista com a regência. Também trabalha para que outras mulheres possam ter oportunidades no universo da música de concerto: é uma das fundadoras da Orquestra Sinfônica de Mulheres do Rio de Janeiro e regente convidada da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca Chiquinha Gonzaga, formada por alunas da rede municipal de escolas do Rio de Janeiro, no programa Orquestra nas Escolas.

Priscila é a primeira mulher a conduzir a OSPA nesta temporada, mas não será a única. Já no próximo sábado, a Casa da OSPA recebe a renomada maestra Ligia Amadio, que foi, inclusive, uma das referências de Priscila. “É importante, principalmente para o público jovem, ter a referência de uma mulher na regência. Eu tive a Ligia Amadio, que é uma grande líder e tem feito esse trabalho de valorização”, conta Priscila, que regerá a OSPA pela primeira vez. “Passamos por um período com poucas mulheres na regência orquestral. Agora sinto que há grandes movimentos internacionais dando destaque para maestras. Aqui no Brasil há uma geração de mulheres que têm buscado a regência e inevitavelmente vão assumir cargos de titular, assistente ou diretora artística e musical”, completa a regente. 

Priscila reforça a importância de ter ao seu lado duas mulheres como solistas: a violinista brasileira Brigitta Calloni e a oboísta russa Viktoria Tatour, ambas integrantes da OSPA. Elas interpretam “Concerto Duplo para Oboé e Violino”, de Johann Sebastian Bach. Brigitta assinala um traço interessante da peça: “O oboé e o violino têm um registro em comum, então eles são intercambiáveis em muitas situações… Este concerto que vamos tocar, por exemplo, também pode ser tocado com dois violinos. No segundo movimento, isso fica evidente porque os dois instrumentos tocam em diálogo, no mesmo registro, e as vozes ficam entrelaçadas”. 

O carro-chefe do concerto é “Pulcinella”, balé de Igor Stravinsky que será executado em versão suíte para orquestra (sem bailarinos), com oito movimentos e passagens instrumentais substituindo trechos cantados da obra original. Esta versão estreou em dezembro de 1922, com a Boston Symphony Orchestra regida por Pierre Monteux. Priscila observa que em 2021, ano em que se completam 50 anos da morte do gênio russo, esta obra não poderia faltar: “Sempre ouvia desde antes de sonhar em ser maestra e fazê-la agora é um sonho e um desafio”. “Pulcinella” é uma obra do período neoclássico do compositor e incorpora características rítmicas do classicismo.

“Árias e Danças Antigas, Suite nº 1”, de Ottorino Respighi, completa o programa. Assim como o balé de Stravinsky, esta obra do século XX remete à sonoridade de danças antigas. Respighi nutria grande interesse por peças italianas e francesas populares nos séculos XVI e XVII, que inspiram esse trabalho.

Agosto Laranja

O concerto “Stravinsky 50” é alusivo ao Agosto Laranja, mês comemorativo da superdotação. Segundo a AGAAHSD (Associação Gaúcha de Apoio às Altas Habilidades/Superdotação), a incidência de pessoas AH/SD pode chegar a mais de seis milhões no Brasil. A ONG criada em outubro de 1981 luta pelos direitos das Pessoas com Altas Habilidades/Superdotação, principalmente para que recebam a educação adequada às suas necessidades.

Priscila Bomfim (regente – Brasil)

Priscila Bomfim foi a primeira mulher e diretora musical a reger óperas da temporada oficial do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde atualmente é maestra assistente. Vem realizando concertos com diversas orquestras no Brasil e tem um trabalho voltado para a inclusão da mulher no mercado da música de concerto: participou da fundação da Orquestra Sinfônica de Mulheres do Rio de Janeiro e é regente convidada da Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca “Chiquinha Gonzaga”, formada por alunas da rede municipal de escolas do Rio de Janeiro, no programa “Orquestra nas Escolas”.Foi uma das seis maestras escolhidas para a 4ª Residência do “Linda and Mitch Hart Institute” para Mulheres Regentes, do The Dallas Opera (Texas/EUA). Graduou-se na UFRJ em Piano e Regência Orquestral e é Mestra em Performance em Piano, com um relevante trabalho sobre Leitura à Primeira Vista.

Brigitta Calloni. Foto: Cícero Rodrigues- OSPA/ Divulgação

Brigitta Calloni (violino – Brasil)

Brigitta Calloni graduou-se na Universidade Mozarteum/Salzburg e é mestre pela Michigan State University. Foi membro da Salzburg Chamber Soloists, com a qual realizou diversas turnês internacionais e integrou as orquestras sinfônicas de Flint, West Michigan e Lansing, além do grupo International Chamber Soloists. De volta ao Brasil, foi violinista da Orquestra Sinfônica Brasileira e atualmente é segundo violino solista da OSPA. Apresentou-se como solista em frente à OSPA, Orquestra Unisinos-Anchieta e Sphaera Mundi. Mantém intensa atividade camerística, com destaque a diversas participações nos concertos da série de música de câmara da OSPA.

Viktoria Tatour- OSPA/ Divulgação.

Viktoria Tatour (oboé – Rússia)

Mestre pela Academia de Música da Bielorrússia, especializou-se em desempenho instrumental na fundação Musique Espérance da Unesco com Pierre Pierlot. Atuou como professora da cátedra de instrumentos de sopro de madeira da Academia de Música da Bielorrússia. Chegou ao Brasil em 1997, estabelecendo-se primeiramente em Manaus, onde foi o oboé principal da Orquestra Amazonas Filarmônica. Em 2004 mudou-se para Porto Alegre, onde trabalha como o primeiro oboé, leciona no Conservatório Pablo Komlós e tem atuado como convidada em outras orquestras.

Visita segura

Em acordo com as orientações do Governo do Estado do RS referentes à pandemia da Covid-19, o concerto seguirá os seguintes protocolos de segurança: ocupação reduzida da Casa da OSPA (menos de 30%), disponibilização de álcool gel aos visitantes, uso obrigatório da máscara, medição de temperatura na entrada, distanciamento social nos espaços de passagem e na ocupação das poltronas da Sala de Concerto. Também é possível acompanhar os concertos da OSPA gratuitamente e ao vivo pelo canal da orquestra no YouTube e pela plataforma #CulturaEmCasa.
Assista ao concerto!

O Escaler em livro, nas memórias e trajetória de seu dono, Toninho.

O texto abaixo é do jornalista Paulo César Teixeira:

“Poucos lugares simbolizaram tão bem a efervescência dos anos 1980 em
Porto Alegre quanto o bairro Bom Fim, principal reduto boêmio e cultural
da capital gaúcha nas últimas décadas do século 20. E, no Bom Fim, havia
um ponto de convergência – o Escaler, bar fundado em 1982 por um
marujo às margens do Parque da Redenção, em meio a jacarandás e sob
o brilho da lua.

Inscrito na memória afetiva de duas ou três gerações como espaço
privilegiado de diversão e arte, o Escaler acumulou milhares de histórias
na lembrança e na imaginação dos que por lá aportaram. Já estava na
hora de contá-las e revivê-las. É o que faz neste livro o dono do bar,
Antônio Carlos Ramos Calheiros, o Toninho do Escaler – antes de tudo, um agitador cultural, que soube direcionar energias plurais sem retirar-
lhes a fluidez e a espontaneidade –, em depoimento ao jornalista Paulo César Teixeira, autor de Esquina maldita, Nega Lu – Uma dama de barba
malfeita e Rua da Margem – Histórias de Porto Alegre.

Toninho do Escaler/ Foto: Divulgação

A live de lançamento do livro Escaler: quando o Bom Fim era nosso,
Senhor! acontece na 3a feira, dia 31/8, a partir das 20h, na página do
evento no Facebook (bit.ly/3kkExRr), com participação de convidados
especiais.

No Bom Fim, o Escaler reunia uma plêiade de tribos tão díspares quanto
punks, góticos e metaleiros, que se juntavam aos remanescentes da onda
hippie e aos primeiros rappers da praça.
– Tinha tudo a ver com a concentração de pessoas ligadas à arte e à
cultura – anota o saxofonista King Jim, um dos fundadores da banda
Garotas da Rua.
– Era o gueto underground da cidade – diz Marco Aurélio Lacerda, o Coié,
líder das bandas de blues Neon e Rabo de Galo.
– O Escaler foi o local mais libertário e revolucionário do Bom Fim. Em
parte, pela sensação de liberdade de se estar ao ar livre, junto à Redenção, mas também – e principalmente – pela proposta do bar, que
se somava à onda da contracultura – analisa o jornalista Emílio Chagas.
O Território Livre do Bom Fim consagrado no fumódromo durante o verão
da lata. O show do Bebeto Alves assistido por uma multidão que lotou a
avenida José Bonifácio, cancelando a missa dominical na Igreja Santa
Terezinha.

As campanhas Vote para Presidente (deu Brizola na cabeça!), Cometa
Amor no Escaler (Toninho instalou um telescópio para ver o cometa
Halley na porta do bar); Escaler e os Discos Voadores (lançando bandas
independentes) e tantas outras.
O circo Escaler Voador, que trouxe a Porto Alegre Rita Lee, Tetê Espíndola,
Titãs, Lobão, Ultraje a Rigor e muitos outros para apresentações sob a
lona junto ao Gigantinho. As reuniões dançantes aos domingos, que
deram origem ao Baile da Cidade.
O candidato Toninho do Escaler, o Verde Maduro. A Lei Seca no Bom Fim.
A repressão policial nas madrugadas da Osvaldo Aranha. O fim do sonho.
O exílio nas Bandas Orientais.
O Toninho conta todas essas histórias no livro mais esperado do ano!
Desfrutemo-las como se navegássemos num bote salva-vidas (significado
original do nome do bar) em meio a tempos caretas e sombrios.”

SERVIÇO
Obra: Escaler: quando o Bom Fim era nosso, Senhor!
Autor: Antônio Calheiros, em depoimento a Paulo César Teixeira
Editora: Ballejo Cultura & Comunicação
Formato: 16×23
Páginas: 196
R$: 71,00
CONTATOS – WhatsApp/ e-mails
Toninho (53) 98143-4473 ([email protected])
Paulo César Teixeira (51) 999185863 ([email protected])

“Vida de Cadeirante”, um drama do cotidiano nas fotos de Jorge Aguiar

“Meio Fio – Vida de Cadeirante” é o título da exposição do fotojornalista Jorge Aguiar, que está até o dia 27 de agosto,  na Câmara Municipal de Alvorada (RS).
Trata-se de uma “imersão fotográfica e social”, segundo  o autor.
A exposição  registra o dia a dia de moradores de Alvorada e região, todos com problemas de mobilidade, cadeirantes, que apesar de inúmeros problemas, fazem da falta de oportunidade e intolerância, sua força para lutar e resistir.
Fotojornalista há 45 anos, Jorge Aguiar participou de exposições internacionais na Espanha, França, Portugal, Japão e Iraque. É fundador do Instituto Luz Reveladora Photo da Lata, instituição sem fins lucrativos que ministra oficinas de pinhole a jovens e adultos em áreas de vulnerabilidade social, e idealizador do Projeto Click da Kombi – Escola de Fotografia Itinerante.

Teatro está de luto com a morte de Paulo José

Sérgio Lagranha

Morreu nesta quarta-feira (11), no Rio de Janeiro, aos 84 anos, o ator e diretor gaúcho Paulo José. Ele estava internado havia 20 dias e faleceu em decorrência de uma pneumonia.

Mesmo durante a pandemia ele não parou. Declamava versos de poetas como Fernando Pessoa no esquete “A arte nunca dorme”, criado pela filha Clara, em um perfil do Instagram. Convivia com o Mal de Parkinson há 28 anos sem parar de trabalhar.

Paulo José Gómez de Souza nasceu em Lavras do Sul (RS), no dia 20 de março de 1937.  Sua trajetória é de uma pessoa inquieta. Ainda na juventude deixou sua cidade natal para estudar em Porto Alegre.

Em meados dos anos 1950 abandona no segundo ano o curso de Arquitetura da UFRGS para se dedicar ao teatro. Entre 1955 e 1961, participou de grupos de teatro como o Teatro Universitário do Rio Grande do Sul, da União Nacional dos Estudantes (UNE), ao lado de nomes como Antônio Abujamra, Lineu Dias, Fernando Peixoto e Luís Carlos Maciel.

Ele foi um dos fundadores do Teatro de Equipe, em 1958, juntamente com Paulo César Peréio, Ivette Brandalise, Mario de Almeida e Ittala Nandi, entre outros.

A primeira produção do grupo foi Esperando Godot, do irlandês Samuel Beckett, que estreou no mesmo ano no Theatro São Pedro. Com o grupo dirigiu sua primeira peça, Rondó 58.

Em 1961, vai para São Paulo e se envolve com a efervescência do teatro Arena, que tinha influência de Stanislavski e do teatro político de Bertolt Brecht, segundo o qual o texto deveria ser um processo aberto capaz de servir à ideia do autor do espetáculo.

No Arena ele foi ator, contrarregra, assistente de direção, produtor, diretor musical, cenógrafo e figurinista. Sua estreia nos palcos paulistanos foi em 1961, na peça “Testamento de um cangaceiro”.

Com o fechamento político do País, em 1968, viaja para Europa. Na volta, nos anos 1970, continua fazendo teatro, como em A Mandrágora, de Maquiavel, como ator e diretor, e Gata em Telhado de Zinco Quente, de Tennessee Williams.

No cinema, estreou em 1965, no filme “O padre e a moça”, de Joaquim Pedro de Andrade. Atuou em diversos filmes fundamentais para o Cinema Novo, como “Macunaíma”, de Joaquim Pedro de Andrade, e “Todas as mulheres do mundo”, de Domingos Oliveira. O cineasta gaúcho Jorge Furtado o dirigiu em dois filmes: Saneamento Básico e O homem que copiava. Sob a direção de Selton Mello fez O Palhaço, representante do Brasil no Oscar de 2013, na categoria Melhor Filme Estrangeiro.

Em 1969, Paulo José estreou na TV Globo onde, com Flávio Migliaccio, fez sucesso com os personagens Shazan e Xerife, nos anos 1970, além de uma série de trabalhos marcantes como ator e diretor de novelas por mais de quatro décadas.

Em 1986, ele recebeu o prêmio “Coral Negro”, como melhor vídeo no Festival de Cinema e Vídeo de Havana – por seu trabalho de direção na minissérie O Tempo e o Vento, exibida em 1985 na TV Globo, baseada em O Continente, primeira parte da trilogia O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo.  O roteiro foi de Doc Comparato e a trilha sonora de Tom Jobim. Em 1987, ganha o prêmio Molière por sua atuação na peça Delicadas Torturas, de Harry Kondoleon, sob a direção de Ticiana Studart.

Foi casado com a atriz Dina Sfat, com quem teve as filhas Ana e Bel Kutner, atrizes, e Clara, diretora de teatro. Paulo, filho de um relacionamento com a atriz Beth Caruso, trabalha em edição na televisão. Ainda se casaria com as atrizes Carla Camurati e Zezé Polessa e a figurinista Kika Lopes.

Entrevista de Paulo José ao jornal JÁ

No momento em que a cultura está sob ataque, as artes que inquietam têm suas exibições dificultadas e verbas oficiais são cortadas pelo governo de Jair Bolsonaro, é importante resgatar a entrevista que o ator e diretor Paulo José concedeu ao jornal Já em 1988, publicada na edição de agosto daquele ano.

O Brasil estava deixando para trás 21 anos de ditadura militar. Um mês depois a Assembleia Nacional Constituinte, em 22 de setembro, aprovou a nova Constituição, promulgada em 5 de outubro de 1988.

Mesmo no momento de abertura política, Paulo José alertava: “Se um grupo quiser apoiar sua produção em benefícios fiscais, nas grandes empresas, ficará difícil. Quem patrocina os trabalhos como ‘Eles não usam black-tie’, ‘Arena contra Zumbi’, ‘O Rei da vela’? A Coca Cola, a Shell, a Esso, ou qualquer outra deste nível? É claro que não. Quem pode patrocinar o teatro? O público”.

Paulo José foi entrevistado pelo jornalista Sérgio Lagranha durante o 3º Encontro Renner de Teatro, realizado no Theatro São Pedro, em Porto Alegre:

“A força vem do público”

JÁ – Nos anos 1960 houve uma resistência dos intelectuais brasileiros contra a ditadura, com a participação decisiva dos grupos de teatro. Você vai para São Paulo e ingressa no Arena, que na época tinha a frente Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Como foi participar daquele momento?

Paulo José – Foi um momento de grande vitalidade do teatro. O País vivia um clima de otimismo, abertura de perspectivas, espaço muito amplo para a cultura. O espaço teatral passou a ser um dos lugares principais de protesto, de denúncia até chegar a 1968, o auge desse movimento. Esse momento se caracteriza no mundo pelo Movimento de Paris, a Imaginação no Poder. Nós chegamos no limite e isto fez com que a reação decidisse utilizar todas as suas armas para liquidar o movimento que estava perigoso demais para o sistema. Em todo mundo aconteceu isso.

JÁ – Naquele momento, a televisão tornou-se um veículo fortíssimo…

Paulo José – É um fenômeno novo em substituição à vitalidade do teatro. A TV Globo nasce em 1964. É um produto muito identificado com a Revolução de 1964. Ela passa a cobrir o espaço da produção artística da expressão teatral, substituindo a atividade do teatro. Por isso, os anos 1970 são de vitalidade e crescimento da televisão. Nos anos 1980, a gente sente que as coisas estão começando a acontecer de novo. Por um lado, o esgotamento da televisão. Ela está extremamente redundante. Repete as fórmulas, não investe mais no novo. Nos anos 1970, ela cooptou toda a criação brasileira, os atores de teatro, os autores. Ela aproveitou a criatividade nacional. Isso já se esgotou.

JÁ – E como está o teatro neste momento? 

Paulo José – Apesar da transição lenta e tal, os espaços estão sendo abertos para a atividade teatral. Sinto que hoje estamos vivendo de novo um bom momento. Falam em crise, mas no Rio Grande do Sul, por exemplo, novos grupos estão surgindo em número maior do que nos anos 1950.  E até mesmo com um acabamento, resultados de produção excepcionais. “A Fonte”, com direção de Luiz Arthur Nunes, que assisti na mostra do Encontro de Teatro, é um espetáculo primoroso do ponto de vista de realização. Isso está acontecendo no Brasil todo.

JÁ – Os novos grupos estão muito preocupados em viabilizar os espetáculos através do patrocínio do Estado ou das empresas privadas. E o custo político desses patrocínios?

Paulo José – O teatro tem que fugir da relação com a sociedade e se concentrar na relação com a comunidade. É a maneira dele não se tornar dependente. A sociedade produz um teatro que lhe convém. É a expressão dos grupos dominantes. Qual é a primeira comunidade do teatro? A juventude. Identificada como juventude estudantil. Como foi nos anos 50 e 60, o teatro hoje tem que buscar seu público específico. Não adianta querer fazer teatro para toda a sociedade. Ele deve estar dirigido para o seu público ativo, vivo, que é o jovem. A ideia dos anos 50 foi toda embasada nesta relação. Se um grupo quiser apoiar sua produção nos benefícios fiscais da Lei Sarney, nas grandes empresas, ficará difícil. Quem patrocinaria os trabalhos do Arena “Eles não usam black-tie”, “Revolução na América do Sul”, “Arena contra Zumbi”, ou do teatro Oficina, “O Rei da vela”, “Os pequenos burgueses”? A Coca Cola, a Shell, a Esso, ou qualquer outra deste nível? É claro que não. Quem pode patrocinar o teatro? O público. É necessário motivar este público, que volto a repetir, é o estudante.

JÁ – Uma frase muito ouvida hoje nos meios teatrais é que não se pode mais brincar de fazer teatro. É necessária uma empresa por trás, uma estrutura. Como unir esta estrutura com a busca da vitalidade teatral?

Paulo José – O grupo tem que estar bem estruturado, mas não pode supor que é um grande grupo empresarial que vai patrocinar o teatro. Um grande grupo até pode patrocinar bons espetáculos, mas há um limite. Talvez, diante do teatro clássico. Um caso típico em Buenos Aires é o teatro San Martin, que é da municipalidade, ligado a uma fundação, e patrocinado pela iniciativa privada. A Coca Cola patrocina teatro lá também. E o que você assiste no San Martin? Bons espetáculos, mas desprovidos de qualquer possibilidade de inquietação, provocação, que incomode as pessoas. É um teatro clássico, acadêmico.

JÁ – Como você está vendo o teatro hoje em termos de linguagem: inquietante ou um vídeo clipe sem conteúdo?

Paulo José – Houve uma tendência de o teatro ser mais sensorial e menos conceitual. Até mesmo a palavra começou a perder muito a significação no teatro com o desenvolvimento corporal, o sensorial. Esse caminho foi importante, mas não há dúvida que o sensorial tende a provocar uma relação imediata, de fruição e prazer. É importante que toda a sensação possa se transformar em algum conceito. Agora, não podemos ser puristas. Em determinados espetáculos a linguagem do videoclipe pode ser um fator de aquecimento. Na peça “Eu te amo”, que fiz recentemente com a Bruna Lombardi, havia em cena aparelhos de tevê ligados. Mas reduzimos o número de aparelhos durante a temporada. É perigoso que o teatro pense em se modernizar com recursos eletrônicos, pois pode virar mais do produtor do que do ator.

JÁ – Por que você abandonou a televisão?

Paulo José –  A televisão é um meio extremamente complexo, do qual o ator, o realizador, o autor, têm a mínima possibilidade de influir no processo. O diretor tem que ser ditatorial e eu não sei trabalhar assim. Além disso, queria voltar a ser ator. No teatro os atores são donos do processo de criação, de realização. As pessoas descobrem as estratégias de fazer teatro. E sinto que por tudo isso, o teatro vive um momento de vitalidade. É difícil, mas quem quer realmente, está fazendo.

JÁ – O último trabalho que você fez como diretor na televisão foi a minissérie “O Tempo e o Vento”, do Érico Veríssimo. Parece que não saiu como você queria, não é?

Paulo José – É, super dimensionamos a produção. Tentamos abranger mais do que a produção poderia abranger. Talvez por ser um trabalho que eu tinha muita vontade de fazer. Daria certo se pegássemos só a parte da Ana Terra ou do Capitão Rodrigo, por exemplo.

JÁ – E o cinema?

Paulo José – Ao contrário do teatro, que é extremamente artesanal, o cinema sofre com o empobrecimento do País. O filme é arte e o cinema é indústria. Hoje em dia, o filme brasileiro se tornou inviável. Atualmente, não é possível fazer cinema no Brasil. Os custos de produção são muito mais altos do que o retorno de bilheteria. O cinema está inviabilizado. A inviabilização do cinema, de certa maneira, aumenta a produção teatral. Todo o investimento da arte da interpretação, que poderia ser canalizado para o cinema, voltará a ser aproveitada pelo teatro.

 

Sax e trombone direto de NY, no Espaço 373, com Diego Ferreira e Nana Sakamoto

 

O Espaço 373 recebe no próximo dia 20 (sexta-feira), Diego Ferreira/Nana Sakamoto Quarteto. Radicados em Nova Iorque, Diego e Nana apresentam um repertório de standards “lado B” em releituras no estilo latin jazz e bossa nova. Completam a banda o contrabaixista Miguel Tejera e o baterista Dani Vargas.

Nana Sakamoto. Foto Kuro-Chan /Divulgação

A trombonista japonesa Nana Sakamoto é uma das grandes revelações do jazz nova-iorquino. Aos 25 anos, já tocou com os mais importantes músicos da atualidade: os trompetistas Freddie Hendrix e Terell Stafford e lendas como Louis Hayes (baterista de Cannonball Adderley), Rufus Reid, Steve Davis, John Lee (baixista de Dizzy Gillespie), Dave Kikoski e Kenny Washington. Ativa na cena musical, Nana se apresenta regularmente com as big bands Birdland Big Band, David Berger Big Band, Greg Ruvolo Big Band e Seth Weaver Big Band.

 

Foto: Nabor Goulart/ Divulgação

O gaúcho Diego Ferreira é mestre em Jazz Performance e em Composição Erudita, pela New Jersey City University. Se apresentou ao lado de nomes como Bibi Ferreira, Catherine Russell, Emilio Valdés, Di Steffano, Julio “Chumbinho” Herrlein, e Peter Slavov. Entre discos lançados, destacam-se suas participações em “O Encontro,” do baixista Ricardo Baumgarten; “Arquitetônicos,” do trompetista brasiliense Marcos Santos; e “Angico”, do baterista Graciliano Zambonin, gravado no Samurai Studios (Brooklyn, NY).

O 373 remete às famosas casas de jazz de New York pelas paredes de tijolos à vista, madeiras de demolição, cortina vermelha no palco e um charmoso piano de parede. Localizado 4º Distrito, o casarão construído em 1925 é tido como Patrimônio Cultural do Município

SERVIÇO
Diego Ferreira/Nana Sakamoto Quarteto
Quando: 20 de agosto | Sexta-feira | 21h | Casa abre às 19h
Local: Espaço 373 (Rua Comendador Coruja, 373 – Bairro Floresta)
Ingressos para show presencial: R$ 45
Reservas pela plataforma Eventbrite:https://www.eventbrite.com.br/e/diego-ferreira-e-nana-sakamoto-quarteto-tickets-166107681547

Transmissão ao vivo online
Ingressos:  R$ 20 valor mínimo | R$ 30 ingresso amigo | R$ 50 ingresso admirador da arte | R$ 100 ingresso financiador da arte
Link: http://cuboplay.com.br/diego-ferreira/

 

 

 

Fotógrafa portuguesa Fernanda Carvalho expõe “Fora de Cena” na Galeria Escadaria

Higino Barros

A Galeria Escadaria faz o lançamento oficial nesse sábado, dia sete, da exposição “Fora de Cena” da fotógrafa portuguesa Fernanda Carvalho. A galeria fica no viaduto Otávio Rocha, escadaria Verão, Centro Histórico. Nascida em Lisboa, Fernanda transita pelo teatro, arquitetura e principalmente a fotografia, onde realizou mais de 20 exposições individuais em Portugal e Espanha e participou de outras dezenas de exposições coletivas pela Europa.

Em Porto Alegre participou das exposições de rua, Street Expo Photo, no viaduto Otávio Rocha e da exposição Mosaicografia, no largo Glenio Peres.

Segundo Lidiane Back, que apresenta a mostra e é autora dos textos que acompanham cada fotografia, “a exposição da Fernanda Carvalho nos convida a adentrar num mundo cheio de cor, de fantasia e nos faz passear pelas memórias afetivas. Costumamos dizer que a fotografia é a arte de parar o tempo, mas a Fernanda foi além, subverteu essa ideia e nos faz passear no tempo, não aquele tempo histórico que aprendemos na escola, mas o tempo das emoções, o tempo da arte …

É como se a artista nos perguntasse a cada foto o que estamos deixando transbordar em nós? Como nossos olhos têm enxergado o mundo a nossa volta? A beleza da vida nasce da nossa capacidade de enxergá-la bela e é assim que a Fernanda nos envolve retirando os elementos de sua fotografia do seu lugar comum, tirando-os de cena, e nos convidando a recriar histórias, poesias através do seu olhar … Uma verdadeira pausa no tempo e espaço no meio do caos urbano no centro de uma grande cidade!”

Serviço:

Lançamento Oficial 08.09.2021

Encerramento 31.09. 2021

Galaria Escadaria – viaduto Otávio Rocha, escadaria verão, Centro Histórico Porto Alegre-RS

Curadoria de Marcos Monteiro

Textos expositivos: Lidiane Back.

O curador da Galeria Escadaria, Marcos Monteiro, conversou com o repórter Higino Barros sobre a exposição

Pergunta: Como você conheceu a fotógrafa Fernanda Carvalho? Onde ela nasceu e qual sua idade?
Resposta: Conheci a Fernanda Carvalho após a exposição Mosaicografia realizada no largo Glênio Peres em 2016 através de seus colegas portugueses que expuseram na amostra. Este ano ela completará 69 anos.

Pergunta:  O que caracteriza o trabalho dela? Nesse, a ênfase é em retratos de pessoas e cenas criadas em estúdio. As outras fotos das exposições anteriores que ela participou aqui é a mesma temática?

Resposta: A Fernanda tem forte influência do teatro e sua fotografia
abrange projetos autorais de estúdio e fotografia street, seu olhar é refinado e suas fotos sempre tem uma história a contar, não consigo especificar seu estilo, para mim a fotografia da Fernanda é carregada de signos interpretativos e de uma originalidade impar.

 

Pergunta:  Essa foi a primeira exposição internacional da Galeria Escadaria. Há outras na frente?
Resposta: A galeria nasceu em março deste ano e em seu 5º mês de existência apresenta sua 4ª exposição, que é a “ Fora de Cena” da querida Fernanda Carvalho, isso para mim é uma enorme alegria e satisfação, pois o fato de levar a arte de qualidade para a rua, estabelece um diálogo com pessoas que nunca frequentaram um museu ou galeria, além de aproximar todos a arte acaba formando um novo interesse na vida dessas
pessoas.

Pergunta: Há toda uma preocupação no conteúdo das exposições, já que é um lugar público. Explica isso.
Resposta: Isso é uma questão super delicada, o fato da galeria estar na rua perto de crianças,jovens e o público em geral, faz com que tenhamos cuidados para não criar constrangimentos ou desinformação. A arte não pode ser tolhida, mas tem que ter responsabilidade social.

Pergunta: Como tem sido a reação do público expectador?

Resposta: A reação é a melhor possível, minha
maior recompensa é ver crianças ou pessoas menos favorecidas admirando as obras com encantamento no olhar.

Pergunta:  E como tem sido realizar exposições, em tempos pandêmicos?

Resposta: A Galeria Escadaria não tem vigilância e durantes as 4 exposições não houve sequer uma depredação, nosso povo é muito mais responsável e culto do que imaginamos. Em relação a
pandemia, a Galeria por ser num espaço aberto e sem aglomeração, permite que as pessoas transitem despreocupadas e seguras.

Pergunta:  O que projeta para quando as condições de segurança de saúde estiverem mais consolidadas?
Resposta: Acredito que estamos vivendo uma “nova ordem mundial” nunca será como antes, sempre teremos alguma variante nova, mas acredito que as pessoas vão buscar algo para preencher este espaço vazio que se criou com a pandemia e nessa busca a arte vai predominar.

Associação Chico Lisboa celebra 83 anos, virtualmente, com bate papo, dança e música

A Associação Chico Lisboa completa 83 anos e para celebrar, na próxima segunda-feira, dia 09 de agosto, às 19 horas, será realizado um encontro virtual de aniversário com convidados. O evento será transmitido pelo www.facebook.com/associacaochicolisboa.

 

Na programação, o bate-papo “Histórias da Chico que não estão nas atas” com Zoravia Bettiol, Francisco Alves e Liana Timm, além da performance de dança No-outro lugar, da Cia A Trupe Dosquatro, e apresentação musical de Liana Timm.

 Fundada em 1938, a Chico Lisboa é a mais antiga entidade cultural em funcionamento no Estado. Ao longo de sua história, a Chico Lisboa teve como diretores e presidentes grandes expoentes das artes plásticas do Rio Grande do Sul, tais como: Carlos Scliar, Guido Mondim, Francisco Stockinger, Vasco Prado, Zoravia Bettiol, Riopardense de Macedo, Carlos Alberto Petrucci, entre outros.

Zoravia Bettiol. Foto: Cássia Alexandra/ Divulgação

Zoravia Bettiol, artista plástica, designer e arte-educadora. Nasceu em Porto Alegre, RS, em 1935. Participou de 153 exposições individuais e mais de 400 coletivas, em Bienais, Trienais e exposições importantes internacionais entre 1959 e 2021 na América do Sul, Europa, EUA e Japão. A mais significativa foi a retrospectiva Zoravia Bettiol – O Lírico e o Onírico no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, em 2016. Suas obras estão em acervos dos principais museus e centros culturais do mundo como o Brooklyn Museum, de Nova Iorque; o Kunstindustriemuseet, de Oslo, Gabinet des Estampes Bibliothéque Nationale de Paris e o Museum of Modern Art, de Kyoto.

O Jose Francisco Alves. Foto: Denise Andrade e Iara Morselli/ Divulgação

José Francisco Alves – Graduado em Escultura, Doutor e mestre em História da Arte. Membro da Associação Internacional de Críticos de Arte e Conselho Internacional de Museus. Professor concursado do Atelier Livre Xico Stockinger, da Prefeitura de Porto Alegre.

Liana Timm. Foto Luis Ventura/ Divulgação

Liana Timm – Artista multimídia, arquiteta, poeta e designer. Transita pelas Artes Visuais, Literatura, Artes Cênicas e Música com atelier em constante ebulição. Tem participação em 44 publicações, 18 individuais de poesia, 18 textos de dramaturgia. Conta 76 exposições individuais e 15 prêmios recebidos. Produziu o projeto ‘Freud e os escritores’ em cartaz por 9 anos (2010/19), BossaJazz&Cia, shows de música e poesia e Experiências Cênicas Multimídia, performances cênicas de sua produção poética.

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