Projeto Arte Contemporânea apresenta o Catálogo do Acervo do MACRS

Está pronto e com lançamento confirmado o catálogo geral das obras do acervo do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul – MACRS, equipamento cultural público vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. O evento, respeitando as normas de controle sanitário e distanciamento social, será dia 26 de junho, das 16h às 18h, nas galerias do Museu, no 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736).

O projeto Arte Contemporânea RS, responsável por esta ação fundamental no campo das artes visuais, direcionou seu olhar para a catalogação do acervo do MACRS, resultando em uma publicação inédita em formato impresso e digital. O cuidadoso trabalho desenvolvido pela equipe de pesquisa, coordenado pela gestora e produtora cultural Vera Pellin, e orientado pela pesquisadora e curadora do projeto Maria Amélia Bulhões, catalogou 1813 obras de 921 artistas. Em edição trilíngue (português, espanhol e inglês), o catálogo também é apresentado em versão online gratuita para download no site www.acervomacrs.com.  A versão impressa é composta de 304 páginas e tem tiragem de 1.200 exemplares, a distribuição será administrada pela Associação de Amigos do MACRS – AAMACRS, conforme previsto pelo projeto, através do site: www.amigosdomacrs.com.br .

O processo de trabalho, realizado pelo conjunto de profissionais e colaboradores, incluiu as etapas de pesquisa, documentação, digitalização, edição e impressão, demandando intensa dedicação, atenção e aprendizado. Entre os possíveis desdobramentos do projeto está a difusão e divulgação em diferentes mídias deste acervo de arte contemporânea que vem se constituindo ao longo de quase três décadas. Diferentes visões de mundo e expressões a respeito do nosso tempo estarão disponíveis a partir de agora em condição permanente. A partir do olhar desta geração de artistas se manifesta a história da arte contemporânea no Rio Grande do Sul, sendo o MACRS o principal Museu do estado focado nas atividades de preservação e conservação desta memória para as gerações futuras.

   “A edição do Catálogo do Acervo do MACRS, com 1813 obras de 921 artistas, tem caráter inédito e viabilizará à comunidade artística a promoção, difusão, preservação e acesso à informação deste valioso patrimônio cultural, além de fonte de pesquisa ao público especializado e interessado. Sua edição impressa e digital possibilitará a emersão de novos processos de leitura e significação da arte ao conhecer, de forma ampliada, todas as obras que compõem este valioso acervo, suas linguagens, diversidade de técnicas e práticas artísticas”, afirma Vera Pellin.

Para o diretor do MACRS, André Venzon, a publicação é um forte indício da consistência desse caminho do Museu, de resgate da biografia desses artistas, doadores, gestores, servidores, estagiários e colaboradores que apontaram essa história, do seu início até hoje, para as novas gerações. Trata-se de uma publicação indispensável para todos que desejam conhecer mais sobre arte contemporânea, com toda a força e pluralidade que a sua produção representa.

 ‘É uma emoção finalizar o projeto Arte Contemporânea RS, destinado à catalogação do acervo do MACRS; foi um grande desafio e uma realização pessoal. O trabalho, desenvolvido no tempo recorde de quatro meses, incluiu a elaboração do Catálogo impresso de obras, a curadoria de uma exposição, a criação de um site, onde a versão online do catálogo está disponível, e a realização de um vídeo da exposição. Coordenar e acompanhar todas estas atividades demandou muita dedicação, e um enorme entusiasmo. Fico feliz na expectativa de que o resultado obtido concorra para o fortalecimento da credibilidade e respeitabilidade que esta instituição merece’, complementa a curadora Maria Amélia Bulhões.

O projeto ainda contempla uma significativa exposição do acervo no MACRS, em cartaz até 22 de agosto, com curadoria de Maria Amélia Bulhões, nas galerias Sotero Cosme e Xico Stockinger, além do espaço Vasco Prado, no 6º andar da CCMQ. De forma presencial e também virtual, o público pode conferir mais de setenta obras em diferentes suportes, marcando a multiplicidade e representatividade desse acervo.

 O Arte Contemporânea RS é um projeto realizado com recursos da Lei Aldir Blanc nº 14.017/2020, com o financiamento da Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal.

EQUIPE PROJETO ARTE CONTEMPORÂNEA RS

Produção/ Digrapho Produções Culturais – Carla Pellin D’ávila

Organização e Coordenação Geral – Vera Pellin

Pesquisa, catalogação e curadoria – Maria Amélia Bulhões

Auxiliares de pesquisa e catalogação – Caroline Ferreira, Luiz Felipe Schulte Quevedo, Nina Sanmatin, Malena Mendes, Mirele Pacheco, Kailã Isaias

Fotografia – Viva Foto – Fabio Del Re / Carlos Stein

Web Site – Laura Sander Klein

Design Catálogo – Janice Alves / Ângela Fayet

SERVIÇO:

Lançamento do Catálogo do Acervo do MACRS / Projeto Arte Contemporânea RS

Dia 26 de junho, das 16 às 18h no MACRS, 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico, Porto Alegre/RS.

Exposição coletiva do acervo MACRS / Arte Contemporânea RS

Visitação até 22 de agosto de 2021, de segunda a sexta, das 10h às 18h, sábado das 13h às 18h, galerias Sotero Cosme e Xico Stockinger e Espaço Vasco Prado, 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico, Porto Alegre/RS.

Bloco da Laje realiza “Terremoto Clandestino” com single, clipe, oficinas e outras atividades

O Projeto Circulação Bloco da Laje Quatro Estações – Terremoto Clandestino vai aquecer o inverno gaúcho com lançamento do vídeo clipe e single de Terremoto Clandestino, uma das músicas mais potentes do coletivo, além de oficinas e festa performática. Tudo vai acontecer no mês de junho, entre os dias 09 e 26 (confira no serviço abaixo). Realizado no formato virtual e acessível gratuitamente pelas redes do bloco, reforça o compromisso do coletivo de recolhimento de qualquer atividade presencial neste período, sem deixar de apresentar novidades para seu público.

 Este novo projeto, financiado pelo FAC RS, une várias frentes que marcam a atuação do Bloco da Laje ao longo da última década. Aqui está presente o projeto pedagógico, por meio de oficinas de fantasia, maquiagem e corpo brincante e o perfil performático, marca registrada da Laje, na festa virtual de Carninverno, com suas nuances e experimentações cênicas, fruto dos mergulhos do grupo em sua própria trajetória, reflexões e no resultado do trabalho nas oficinas que serão propostas ao longo do projeto.

O clipe Terremoto Clandestino, que terá lançamento dia 21 de junho nas redes do coletivo, tem como principal desafio trazer para as telas a potência que o Bloco da Laje transmite nas ruas e palcos. A música tema, de autoria de Thiago Lazeri, é uma das mais celebradas do grupo e põe o povo pra dançar nos cortejos do bloco, com seu maracatu pulsante. Desenvolvido de forma remota, o clipe conta com a direção Diego Machado e Martino Piccinini que já trabalharam juntos em diversos projetos, destacando-se a direção de “Deixa Brincar”, outro clipe do próprio Bloco da Laje.  A direção de arte e a animação são de Amanda Malheiros Trindade (Treze) e o roteiro original é assinado por Diego Machado, Julia Rodrigues e Ju Barros. Impedida de se encontrar presencialmente, a equipe optou por desenvolver a obra na linguagem da animação, que além de lúdica e de ir ao encontro da força e criatividade do grupo, resolve a questão do distanciamento social que a pandemia da COVID trouxe. Além da animação, os diretores também fazem um trabalho de resgate das memórias digitais do Bloco, trazendo imagens de arquivos, de ensaios, shows e saídas do Bloco mais querido de Porto Alegre. O clipe ainda conta com a participação de Robson Lima Duarte, que criou e dançou uma coreografia a ser animada no clipe.

Diego Machado é intérprete, brincante e co-diretor do Bloco da Laje, coletivo que já é um patrimônio imaterial do estado e que contribui para o desenvolvimento artístico da cidade de Porto Alegre. Artista multifacetado, Diego transita entre teatro, música, poesia e cinema. Na quarentena criou o experimento visual “O Urso que não Era Urso” inspirado no livro “O Urso que não era” de Frank Tashlin. Como ator trabalhou com diversos diretores e companhias teatrais de Porto Alegre, destacando-se alguns anos vividos na estrada com o Grupo Oigalê. Fez parte do elenco de “Yvonne, Princesa da Borgonha”, peça em comemoração aos 50 anos do Departamento de Arte Dramática da UFRGS com direção de Irion Nolasco. Foi ator e um dos diretores do Teatro Porcos com Asas, coletivo teatral que marcou sua história apresentando espetáculos em Galerias de Arte e no Palco OX do Bar Ocidente. Bacharel em Teatro com ênfase em interpretação formado pela UFRGS, é também professor de teatro, ministrando Oficinas no Col. João XXIII e na Escola Sta. Teresa de Jesus.

A paulistana Amanda Malheiros Trindade (Treze) sempre foi viciada em televisão, de onde pegou gosto por contar histórias. Em 2018 se graduou em cinema de animação pela Universidade Federal de Pelotas, e, de lá, saiu seu trabalho de conclusão de curso, “Céu da Boca” que agora concorre ao Grande Prêmio Brasileiro de Cinema. Em 2019 trabalhou como animadora motion e storyboarder na Fluído Filmes, estúdio de animação em São Paulo. No mesmo ano começou a expor quadrinhos em feiras gráficas como Ilustre Feira na Biblioteca Mário de Andrade e Crie como Uma Garota no MIS. Em novembro publicou de forma independente sua primeira HQ “Brisa Errada” que compôs a curadoria de eventos, dentre eles a CCXP19. No ano de 2020 animou um curta em 10 dias para o Festival do Minuto. “Ressaca”, que é uma adaptação da obra de Machado de Assis, ganhou melhor minuto animado no Festival Permanente do Minuto. Após o prêmio, o festival criou uma categoria exclusiva para a adaptação de obras literárias.

Martino Piccinini é graduado no curso de Design de Produto pela UFRGS e desenvolve projetos em cenografia, direção de arte, fotografia, vídeo e design. Realizou exposições individuais e coletivas em espaços culturais de Porto Alegre, com destaque para o projeto ‘Independente dos teus Olhos’, intervenção urbana em Porto Alegre. Trabalhou em dois curtas-metragens, ‘O Teto sobre Nós’, dirigido por Bruno Carboni, e ‘O Corpo’, de Lucas Cassales, além de ser cenógrafo das peças teatrais ‘A Coisa no Mar’, dirigida por Jessica Lusia e ‘Santo Qorpo ou o Louco da Província’, dirigida por Inês Marocco. Mais recentemente assinou a direção de arte da série Necrópolis, disponível na Netflix, produziu algumas peças publicitárias como diretor de arte, dirigiu um curta-metragem, assinou como diretor de arte o longa-metragem ‘Os bravos nunca se calam’, além de produzir projeções e cenografia para lançamento do disco ‘Tudo vai mudar’ da banda Dingo Bells. Em 2019, foi diretor de arte a série ‘O Complexo’, dirigiu o clipe ‘Deixa brincar’ do Bloco da Laje, o clipe ‘Tango Tempestade’ do músico Pedro Cassel, além de assinar como fotógrafo o fashion film do artista Pedro Ratsuo. No final de 2019, começou a trabalhar como assistente de direção de arte e diretor de arte em São Paulo, participando de comerciais de circulação nacional e internacional. Trabalhou com produtoras como Saigon, Corazon filmes, Alice, Iconoclast e Mymamma.

Oficinas de maquiagem, adereço e fantasia e corpo brincante estão em destaque nesse lindo projeto. Camila Falcão, Martina Fröhlich e Julia Ludwig ministrarão oficinas lúdicas e super lajudas, utilizando os conceitos, as brincadeiras e a criatividade do Bloco da Laje. E pra encerrar, a festa Carninverno, dia 26 de junho, promete aquecer até os corações mais desesperançados desses tempos bicudos.

Confira a programação:

Martina Frohlich. Foto: Afrovulto/ Divulgação

Martina Fröhlich: Oficina de Adereço e Fantasia

09 de junho às 20h – disponível nas redes do bloco (YouTube e Facebook)

A fantasia expressa a essência do Carnaval em nossos corpos. São vestes e adereços repletos de desejos e significâncias. Na oficina de adereço e fantasia, Martina Fröhlich compartilha um pouco da sua experiência com o Bloco da Laje na criação de fantasias carnavalescas. O encontro irá trazer um apanhado da construção coletiva da estética “lajuda”, da experiência dos “barracões” e do ritual criativo de construção da figura carnavalesca. Martina traz ao encontro referências, dicas e exercícios de construção de adereços para provocar a criatividade e avivar o espírito carnavalesco dentro de cada um de nó.

Martina Fröhlich é multiartista das artes cênicas e da música. Durante a pandemia tem se desdobrado em projetos de teatro online, em produções musicais e de vídeo. Se mantém buscando alternativas para a sua profissão e seu sustento, sempre criando, sempre em movimento para buscar alento em tempos tão assombrosos e manter a chama acesa.

Camila Falcão: Oficina de Maquiagem

16 de junho, às 20h – disponível nas redes do Bloco (YouTube e Facebook)

A maquiagem artística passa por criação de personagem ou persona, cores, tintas e aplicação ou não de acessórios. Nessa oficina a proposta é experimentar a maquiagem como complemento da figura brincante do carnaval do Bloco da Laje e como essa “máscara” traz um grande acréscimo à imagem da brincadeira individual de cada participante.

Camila Falcão atriz, cantora, maquiadora, mãe e sobrevivente tem tentado se reinventar dentro das novas possibilidades do fazer artístico online. Atualmente vivencia o ser artista nesses tempos atuais, que consiste em  se permitir e estar aberta ao abraço distante e ao olhar virtual.

Julia Ludwig. Foto : Elizabeth Thiel / Divulgação

Júlia Ludwig: Oficina Corpo Brincante

23 de junho, às 20h na plataforma Zoom / 20 vagas / Link de inscrição disponível nas redes do Bloco da Laje a partir de 01 de junho

Na oficina de corpo brincante “Terremoto Clandestino” os participantes serão convidados a respirar profundamente e encontrar um tempo para o contato e experimentação a partir do próprio corpo. Jogando com estímulos musicais os participantes mobilizarão as articulações e atentarão às histórias, imagens e sensações que cada parte do corpo desperta, para depois permitir que um terremoto clandestino interior sacuda a poeira e reconfigure sua própria geografia. Num segundo momento a oficina trará o conceito de performance, criando cenas e situações coletivas que serão apresentadas, posteriormente, na festa online que encerra o projeto.

Júlia é mãe e artista. Na pandemia inventou muitas brincadeiras e testemunhou os primeiros passos e palavras da Nina. Em busca de caminhos alternativos ao sistema vigente, mirando em distribuição de renda e respeito aos recursos naturais, começou a estudar Economia Circular e criou a Cia Circular, que busca alinhar estes conceitos com realizações artísticas e pedagógicas. Com a Cia dirigiu o espetáculo virtual “Avenida das Maravilhas” e lançou o projeto de lives e podcasts “Bendita Sois Voz” em parceria com o Coletivo Das Flor. Bacharel em Direção Teatral pela UFRGS, é uma das fundadoras e diretoras artísticas do Bloco da Laje.

Projeto Circulação Bloco da Laje Quatro Estações – TERREMOTO CLANDESTINO

* Lançamento de single e vídeo clipe de Terremoto Clandestino – 21 de junho, às 10h

No YouTube da Laje

* Oficinas: entre os dias 09 e 23 de junho

Nas plataformas YouTube e Facebook (Adereço e fantasia / Maquiagem)

Plataforma Zoom – Oficina de Corpo Brincante / 20 vagas

* Festa Carninverno – 26 de junho às 20h / na plataforma Zoom / Inscrições pelo sympla.com.br/blocodalaje

O projeto Circulação Bloco da Laje 4 Estações está sendo realizado com recursos do Governo do Estado  do Rio Grande do Sul por meio do Pró-Cultura RS FAC – Fundo de Apoio à Cultura

Realização: Bloco da Laje e Marquise 51

Bíbi Jazz Band e Nicola Spolidoro Quarteto, em shows ao pôr do sol no Butiá

O Butiá recebe neste sábado (29) o show de Bíbi Jazz Band. Com cinco anos de existência e influenciada por diversas vertentes, o grupo resgata toda a linguagem do jazz canção e standards que marcaram época. Além de nomes já consagrados da cultura norte-americana, o repertório apresenta clássicos da cultura popular latina. A banda é formada por Bibiana Dulce (vocal), Antonio Flores (guitarra), Rodrigo Arnold (baixo) e Mateus Mussatto (bateria).

No domingo (30) tem Nicola Spolidoro Quarteto. Acompanhado de Caio Maurente (baixo), Cristian Sperandir (teclados) e Rafa Marques (bateria), Nicola (guitarra) apresenta composições próprias e algumas baladas, em versões instrumentais, de compositores como Gilberto Gil, Brad Mehldau e Chico Buarque.

Nicola Spolidoro e quarteto se apresentam domingo, dia 30. Foto Zé Carlos de Andrade/Divulgação

As apresentações ao ar livre iniciam às 16h30 até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com. A localização e como chegar são informadas por e-mail após a reserva.

SERVIÇO
Bíbi Jazz Band
Quando:
 29 de maio | Sábado
Hora do show: 16h30

Nicola Spolidoro Quarteto
Quando:
 30 de maio | Domingo
Hora do show: 16h30

Ingresso: R$ 40 | Crianças até 10 anos não pagam | Consumação mínima: R$ 30
Reservas somente pelo site www.obutia.com
Cão são bem-vindos, desde que em suas guias

O Pantanal ameaçado, em seu máximo esplendor, nova exposição na Galeria Escadaria

Higino Barros

A terceira exposição a ocupar a Galeria Escadaria, no alto do viaduto Otávio Rocha, Centro Histórico de Porto Alegre, traz um tema que está na ordem do dia no Brasil e no mundo todo A proteção ao meio ambiente. Chama-se “Pantanal, a beleza ameaçada”. E não traz imagens da devastação realizada na região, ao longo dos tempos. E sim fotos da natureza, os animais e a paisagem exuberante que caracteriza o Pantanal.

Foto Daisson Flach/ Divulgação

É um olhar duplo, dos fotógrafos Daisson Flach e Douglas Fischer. No texto de apresentação da exposição, eles explicam a motivação do trabalho, cujo valores das vendas de fotos serão integralmente repassados a instituição Banco de Alimentos.

Foto Daisson Flach/ Divulgação

O curador da mostra, fotógrafo Marcos Monteiro e responsável pela Galeria da Escadaria, respondeu às perguntas enviadas por email pelo JÁ Porto Alegre.

PERGUNTA: Como defines a próxima exposição da Escadaria?

RESPOSTA: A Exposição Pantanal vem sendo planejada desde janeiro juntamente com o Douglas e o Daisson. As imagens retratam de forma brilhante esse mundo pouco conhecido que é o pantanal brasileiro .

PERGUNTA: Como tu conheceu o trabalho dos fotógrafos.RESPOSTA:

RESPOSTA: O Douglas Fischer é um amigo que conheço e admiro  há alguns anos e o Daisson Flack me foi apresentado em janeiro e seu trabalho me impactou pela excelente qualidade artística.

PERGUNTA: Qual foi critério na escolha das fotos?
RESPOSTA: Os dois fotógrafos me apresentaram dezenas de fotos resultantes das duas expedições que realizaram de 2018 para cá. Nossa ambição foi mostrar um Pantanal em seu esplendor máximo, a partir daí fiz uma seleção rigorosa combinando o trabalho dos dois artistas, o resultado estarão na exposição em breve.
Foto Douglas Fischer  / Divulgação
PERGUNTA: Dessa vez fica dois meses. Porque?
RESPOSTA: Pela relevância do trabalho e seu apelo ecológico num momento de devastação de nossas matas em detrimento de um falso progresso. A exposição  mostra o que pode não mais existir daqui alguns anos.
PERGUNTA:  Depois dessa exposição, qual a próxima?
RESPOSTA: Em agosto vamos exibir o trabalho da artista portuguesa Fernanda Carvalho, um trabalho impactante e totalmente original, tenho certeza do seu sucesso.
 
Foto Douglas Fischer/ Divulgação

A exposição, nas palavras dos seus autores:

Pantanal, a beleza ameaçada

“A exposição “Pantanal, a beleza ameaçada” nasce de uma grande e
longa e amizade, construída a partir de muitas afinidades, entre elas a
fotografia. Em 2018, decidimos que era o momento de realizar uma viagem com o objetivo específico de fotografar vida natural. O destino escolhido foi o Pantanal mato-grossense, maior planície alagável do mundo, com uma biodiversidade riquíssima, que se espalha pelos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, adentrando também território paraguaio e boliviano.

A primeira expedição, em 2018, levou-nos ao Parque Estadual do
Encontro das Águas, em Porto Jofre, ponto final da Transpantaneira, estrada- parque que inicia em Poconé, no Mato Grosso. Logo ao cruzar o portal da Transpantaneira, um grande e preguiçoso jacaré e um sobrevoo de araras azuis anunciou a força e a diversidade daquele maravilhoso, raro e frágil bioma brasileiro

Em uma curta expedição de quatro dias, fizemos cerca de doze
avistamentos de onças em ambiente natural. Deslizando de voadeira pelas
águas do rio Piquiri e seus corixos, encontramos vida, vida e mais vida, com
seus contrastes, seus tantos cantos e sons. Tudo ali, simplesmente existindo diante de fotógrafos extasiados. Não há como falar do Pantanal sem hipérboles, sem os clichês que acompanham o vislumbre de uma beleza que parece tão irreal, onírica.

Foto: Douglas Fischer/ Divulgação

Voltando para casa, com milhares de imagens feitas e outras milhares
na memória, tínhamos a certeza de que fora apenas a primeira visita nossa. E foi. No setembro seguinte, partimos para a nossa segunda incursão pelo pantanal. Entramos pelo Mato Grasso do Sul, explorando a região do Pantanal de Corumbá, mais especificamente as regiões do Passo do Lontra e Nhecolândia, andando pela Estrada-parque do Pantanal, na área banhada por águas do Rio Miranda.

Dessa vez, fomos recebidos na entrada da estrada por um sobrevoo de
colhereiros, com seus inconfundíveis bicos e plumagem rósea.
Toda a beleza e a potência da natureza pantaneira estava novamente lá,
mas havia um outro componente, tangível, perigoso, desolador: a fumaça
nublava o céu pantaneiro, o azul se diluía em cinzas. Na estrada, podíamos ver as queimadas nas fazendas, gaviões e aves de rapina em grande atividade, um estranho halo em torno do sol. Mais de uma vez a fumaça envolveu toda a paisagem. À noite, o noticiário trazia tristes notícias do fogo que vinha queimando extensas áreas, inclusive no parque que visitáramos um ano antes.
O fogo quando chega, queima tudo: a onça, o cervo, o gavião, a garça-moura, o macaco, o lobito, o tuiuiú, o cardeal, a capivara, a sucuri, o pato, a
biguatinhga, o tamanduá. A beleza tenta fugir e, aprisionada, sucumbe. Os que escapam, começam de novo, esperançosos na chuva que há de encher o Pantanal novamente e trazer esperança para tudo o que vem. Como milagre, a beleza rebrota, resiliente, o ar vai ganhando cores, mas as cicatrizes ficam. Essa exposição, realiza o sonho de soltar os bichos na urbe, ocupar a cidade com a beleza ameaçada, trazer aos olhos o que lá existe e precisa de cuidado. É o vislumbre de um Brasil de antes do Brasil, uma conexão íntima com a natureza pujante que persiste e grita.

Com a sensível curadoria de Marcos Monteiro, a exposição é aberta,
gratuita, democrática, livre e solidária. No coração de Porto Alegre, em um dos mais icônicos espaços públicos, o viaduto da Otávio Rocha, um convite ao olhar à sensibilidade e à urgente reflexão sobre o futuro dos biomas brasileiros e sobre a responsabilidade que temos em sua preservação.
“Pantanal, beleza ameaçada” é uma declaração de amor e um
manifesto.”

Daisson Flach e Douglas Fischer

Foto Daisson. Flach/ Divulgação

Quem são:

Daisson Flach: Advogado, professor universitário, tem como temas
fotográficos prediletos natureza e música. Realiza sua exposição de estreia

Fotógrafo Daisson Flack. Foto: Divulgação

Douglas Fischer, procurador regional da República, professor e fotógrafo, com ênfase em natureza e urbano.

Fotógrafo Douglas Fischer. Foto : Divulgação
SERVIÇO:
A exposição Pantanal, beleza ameaçada, fica em exibição durante os meses de junho e julho deste ano, 24 hrs por dia, na Galeria Escadaria no viaduto Otávio Rocha, escadaria Verão,
Foto de Douglas Fischer. Foto: Divulgação

LOS 3PLANTADOS lançam mini documentário, encerrando projeto sobre doação de órgãos

Encerrando em grande estilo o Melodias que Conscientizam a Doação de Órgãos, esse projeto tão importante quanto sensível, o grupo de milonga rock, LOS3PLANTADOS, formado pelos músicos Jimi Joe, King Jim e Bebeto Alves, lança um mini documentário, de mesmo nome. Ele chega numa importante hora, pois com a pandemia em curso se faz ainda mais necessário falar de solidariedade, amor ao próximo, empatia e a importância da doação de órgãos para salvar vidas. O documentário será lançado na quinta, dia 20 de maio, nas redes sociais da banda – youtube e facebook.

O projeto foi contemplado com o FAC/Movimento 2019 através do Pro-Cultura/RS e da SEDAC, e faz parte da campanha permanente de doação de órgãos de Los3Plantados. Incluiu a transmissão de três lives/show e bate-papo com especialistas nas cidades de Vacaria, Bento Gonçalves e Passo Fundo. O documentário, com 25 minutos, traz depoimentos dos músicos Jimi Joe, King Jim e Bebeto Alves, cinco músicas do show gravado ao vivo em fevereiro 2021 e os debates com três médicos patologistas, convidados. As três lives foram transmitidas no mês de março de 2021 nas redes sociais da banda, via rádios e TV local Universitárias do interior. Entre os temas abordados estão superação, solidariedade, a evolução dos estudos científicos e a importância do SUS para salvar vidas.

Estiveram presentes nos debates com a banda os médicos Spencer Camargo, cirurgião de transplantes da Santa Casa (live/Vacaria); Luiz Felipe Gonçalves da Unidade de Transplante Renal do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (live/Bento Gonçalves) e Paulo Reinchert hepatologista, cirurgião e coordenador do serviço de transplantes do Hospital São Vicente de Paula de Passo Fundo e diretor da faculdade de medicina da UPF (live/Passo Fundo). O documentário mostra os bastidores do projeto e traz para o foco essa importante discussão acerca da vida. A direção é de Mirza Reverbel, a montagem de Rodrigo Alencastro e a produção executiva do projeto de Paola Oliveira – Trilha Sonora Produções &Copyright.

O projeto inicial previa três shows presenciais nas três cidades do interior do RS, mas em função da COVID-19 teve que ser reformulado e passou a ser transmitido via lives. O show foi pré-gravado em vídeo-digital, no dia 13 de fevereiro de 2021 quando o RGS entrou em bandeira preta, mas todos os cuidados sanitários foram executados antes e, principalmente, na hora da gravação.

As apresentações previstas em teatros locais migraram para as ondas sonoras de quatro rádios FM’s e uma TV local. Assim, a mensagem de LOS3PLANTADOS atingiu um número muito superior de público e cidades do que era previsto no projeto inicial.

esse é o preview do doc: https://youtu.be/-Plj5ga8OyU

* dia 20 será enviada a versão final, com acessibilidade em LIBRAS

LOS3PLANTADOS – lançamento do documentário

Dia 20 de maio, às 18h

No YouTube e Facebook do grupo

Fotógrafo Jorge Aguiar põe o projeto Click da Kombi para rodar

 

Higino Barros

O fotógrafo Jorge Aguiar, natural de Porto Alegre, 65 Anos, coloca para funcionar no final de maio um sonho profissional que começou há 20 anos, fruto de sua experiência de 45 anos como fotógrafo. O projeto Click da Kombi, em que realiza oficina gratuita para moradores de comunidades carentes. Aguiar leva o Click da Kombi à Viamão, Cachoeirinha e Guaíba. Os detalhes e datas dos cursos estão no card de divulgação.

O JÁ Porto Alegre enviou perguntas ao fotógrafo , que respondeu por email.

PERGUNTA: Quem é Jorge Aguiar?

RESPOSTA: Eu me realizo nas periferias, documento as minhas guerras urbanas, eu sou de alto risco… sem lenço, sem documento, somente uma câmera nas mãos.” Esse é Jorge Aguiar por ele mesmo. Seria muita pretensão defini-lo, mas eu arriscaria afirmar que esse é um daqueles fotógrafos que capturam a riqueza onde ninguém a vê. É nas coisas simples e cotidianas, nas culturas e tradições que se extinguem, nos sofrimentos anônimos, na poeira da estrada, nas lutas silenciosas e na
explosão das batalhas que ele encontra sua expressão máxima. Ladrão de instantes, congela para sempre o presente na sua caixa de Pandora, para depois abri-la e nos surpreender com a sua dor. A velocidade perfeita, a abertura exata, a composição sensível, a emoção lapidada no latejar das veias, com o peito aos saltos, e eis que o presente, esse prisioneiro do nunca antes e do nunca mais, se faz eterno. Emoção e domínio. Esse é o Jorge Aguiar”. Texto Lidia Fabrício

Foto: Lidiane Heins/ Divulgação

Trabalho há 45 anos com Fotojornalismo. Há 25 anos desenvolvo o Projeto Luz Reveladora Photo da Lata em periferias ministrando oficinas pinhole para jovens e adultos em áreas de vulnerabilidades sociais. Ganhador do Prêmio Direitos Humanos UNESCO em 2003-Projeto Photo da Lata e autor do Projeto Click da Kombi Escola de Fotografia Itinerante.

PERGUNTA:  Conte um pouco da suas andanças pelo mundo.
RESPOSTA: É muito difícil falar em primeira pessoa, mas tenho uma caminhada de um flaner pelo mundo observando o comportamento humano, sem pressa de chegar.

PERGUNTA: É conhecida sua admiração pelo fotógrafo Sebastião Salgado. O que gosta no trabalho dele?

RESPOSTA: O trabalho Trabalhadores
E mais alguém? Cartier-Bresson

PERGUNTA: O que é o Projeto Click da Kombi? Apresente para quem não conhece.

RESPOSTA: Idealizado há mais de 20 anos quando fiz uma vaquinha virtual e com a ajuda de milhares de amigos consegui adquirir a kombi, surgindo assim, o Click da Kombi – Escola de Fotografia Itinerante, que é um laboratório itinerante e levo educação e cultura das artes da fotografia para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

PERGUNTA: Qual tua motivação?

RESPOSTA: É o resgate da alto-estima e a capacitação profissional dando
acesso à cultura e a arte de fotografar, promovendo solidariedade e expressão com base em valores humanos.
PERGUNTA: Qual público alvo?

RESPOSTA: Não tem limites de idade

PERGUNTA: Qual é a percepção dos alunos sobre fotografia?

RESPOSTA: Os alunos se encantam com a arte de fotografar, abrindo um novo olhar e muitos deles seguem a carreira de fotógrafos comunitários.

PERGUNTA: Tiveste recusas de financiamento cultural para esse projeto da Kombi. O que aconteceu? O que tens a dizer sobre júri, critério de julgamento e os projetos de financiamento cultural em si?

RESPOSTA: Não falarei sobre isso.
PERGUNTA: Como tem sido fazer fotografia de rua, presencial como a tua, em tempos de pandemia?.
RESPOSTA: Muito difícil porque não tem como para ir nas periferias. Todo o meu trabalho é presencial, caminhar nas vilas, falar com as pessoas É nesse momento humanamente impossível.

Da série Manaslisas da Periferia. Jorge aguiar/ Divulgação

A pegada jazzística do Bossa 50 e a guitarra de Pedro Tagliani, no fim de semana do Butiá

O Butiá recebe neste sábado (15) o Bossa 50, em uma homenagem ao movimento musical, com harmonia jazzística, que projetou a música brasileira para o mundo. No repertório do grupo, formado por Chico Paixão (voz e violão), Everton Velasquez (baixo e vocais), Leonardo Boff (piano e voz) e Diego Silveira (bateria), clássicos como: Água de Beber, Berimbau, Wave, Tarde em Itapoã, Lígia, Samba pra Vinícius, Samba de Orly e Samba da Benção.

Pedro Tagliani se apresenta com mais três músicos. Foto: Anibal Carneiro/ Divulgação

No domingo (16) tem Pedro Tagliani Quarteto. Acompanhado de Nico Bueno (baixo), Luis Mauro Filho (teclados) e Cesar Audi (bateria), Tagliani apresenta composições próprias, com raízes na música brasileira e elementos do jazz universal. Para este show, foi feita uma seleção com releituras de músicas compostas em diversas fases da sua carreira, desde o Grupo Raiz de Pedra, nos anos 1980, passando pelo período em que viveu na Europa, até músicas do seu novo álbum “Hemisférios”. Tagliani selecionou ainda algumas composições de Pat Metheny.

As apresentações ao ar livre iniciam às 16h30 até o pôr do sol. Os ingressos custam R$ 40 e, em cumprimento aos protocolos sanitários, as reservas devem ser feitas pelo site www.obutia.com. A localização e como chegar são informadas por e-mail após a reserva.

SERVIÇO
Jazz na Beira com Bossa 50
Quando: 15 de novembro | Sábado
Hora do show: 16h30
Jazz na Beira com Pedro Tagliani Quarteto

Exposição de obras em P&B, nos 30 anos do Instituto Estadual de Artes Visuais

Montada nos primeiros dias de abril mas impedida de receber visita presencial do público por causa da pandemia, a exposição Fora da Cor – Exercício 4 poderá ser vista a partir desta terça-feira, sob agendamento, na Galeria Augusto Meyer e no Espaço Maurício Rosenblatt, na Casa de Cultura Mario Quintana, graças às mudanças nos critérios sanitários pelo governo do estado. A mostra integra as comemorações dos 30 anos do IEAVi (Instituto Estadual de Artes Visuais) – com o apoio do MACRS.

Secretária da Cultura (de frente) fez visita a mostra Fora da Cor – Exercício e a elogia à curadora Ana Zavadil (de camisa amarela). Foto: Divulgação

A  exposição foi distinguida por uma única visita – ilustre – na última quinta-feira. A secretária da Cultura do Estado, Beatriz Araujo, que cumpriu agenda no prédio da CCMQ, acompanhada do presidente do Conselho Estadual de Cultura, Airton Ortiz, foi convidada a apreciar as obras pelo diretor do MAC, André Venzon.

Ela foi, viu e gostou, diz a curadora da mostra, Ana Zavadil, que estava no local e ficou feliz com os elogios da secretária a muitas das obras e ao projeto, lançado em 2018 e que envolveu três exposições (ou exercícios) anteriores. Os visitantes receberam o catálogo da Fora da Cor, que fica em exibição até 4 de julho.

As obras, de 56 artistas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, são em preto e branco e nos tons de cinzas possíveis entre uma cor e outra. Os trabalhos, em diferentes linguagens e suportes, revelam a poética de cada artista, enriquecendo a investigação no campo do conhecimento e da experimentação. “O que dá unidade à exposição é justamente a pouca cor e o diálogo entre as obras, esse é forte e chama a atenção para nichos dentro do espaço expositivo” explica a curadora, que também é professora e mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Os artistas da mostra:

Alexandra Eckert, Andréa Bracher, Angela Plass, Beatriz Dagnese, Carmela Slavutzky, Clara Koppe, Cristie Boff, Cristina Luviza Battiston, Dani Remião, Dartanhan Baldez Figueiredo, Denise Giacomoni, Denise Wichmann, Edson Possamai, Esther Bianco, Felipe Ferla da Costa, Gelson Soares, Graça Craidy, Helena D’Avila, Heloísa Biasuz, Juliana Feyh, Kika Costa, Leonardo Loureiro, Leonice Araldi, Lisi Wendel, Lorena Steiner, Lucy Copstein, Mara Galvani, Maria Cristina, Maria Paula Giocomini, Maril Rodrigues, Marina Ramos, Maristel Nascimento, Marlon Viana, Mery Bavia, Milene Gensas, Mônica Furtado, Myra Gonçalves, Nadiamara Paim, Natalia Bianchi, Neca Sparta, Odilza Michelon, Priscila Sabka Thomassen, Rachel Fontoura, Ricardo Aguiar, Rosirene Mayer, Sandra Gonçalves, Sandra Kravetz, Sandra Lages, Selir Staliotto, Silvia Rodrigues, Sonia Loren, Sonia Rombaldi, Susan Mendes, Susane Kochhann, Vera Reichert e Wischral.

-Agendamento de visita pelo email:

[email protected]m

-Local:

IEAVi/MACRS (Casa de Cultura Mario Quintana, Rua dos Andradas, 736, 3º andar). Na Galeria Augusto Meyer e no Espaço Maurício Rosenblatt.

De segunda a sexta-feira, das 10h às 18h

 

 

 

 

 

 

 

“A Noite do Brasil” projetará obras de arte nos edifícios em São Paulo

Na noite de 4 de maio, diversas projeções acontecerão em São Paulo em pontos de grande visibilidade como no Vale do Anhangabaú e na Consolação.

A data assinala o primeiro ano da morte do cronista, compositor e letrista Aldir Blanc, e teem como homenageado especial o sociólogo Betinho (Hebert  José de Souza).

As empenas (paredes cegas) de alguns edifícios da cidade de São Paulo servirão de suporte para a primeira exposição virtual de artistas plásticos, chargistas e grafiteiros do Brasil.

O projeto, denominado “A Noite do Brasil”, resulta de uma associação entre o grupo “Projetemos” com vários artistas,  que farão  uma gigantesca mostra de artes visuais, cujo tema será um comentário  crítico sobre o atual momento brasileiro.

O sociólogo Betinho é um dos homenageados. Pìntura de Elifas Andreatto

Cerca de cem pessoas entre artistas visuais, e profissionais que trabalham com projetores de longo alcance, a mostra “A Noite do Brasil” que alude ao conhecido samba, “O Bêbado e a Equilibrista” de Aldir Blanc, será simultaneamente estendido à internet e poderá contar com a participação de projecionistas de várias cidades brasileiras.

Exposição virtual marca um ano da morte de Aldir Blanc

Segundo os organizadores, as mostras virtuais terão, no máximo, uma hora de duração. Os artistas convidados e selecionados para o lançamento da “A Noite do Brasil”, além de Elifas Andreato e Enio Squeff, o escultor Israel Kislansky, os chargistas Aroeira, Laerte, Cau Gomez,  Brum, Carol Cospe Fogo, Gilmar e o grafiteiro Bonga pretendem inaugurar um movimento, e também, uma espécie de procedimento estético que tenha continuidade, consolide uma relação longa entre artistas e projecionistas, e resulte em novos desdobramentos.

Charge de Cau Gomez é uma das obras projetadas

A lista de participantes de “A Noite do Brasil” não está encerrada. Os próximos artistas e projecionistas, contudo, – inclusive de outros países – que quiserem participar, numa segunda fase, deverão preencher o formulário e enviar suas obras neste link: bit.ly/a-noite-do-Brasil-FORMS A partir disso, os trabalhos passarão por uma nova curadoria que marcará a data da próxima versão da mostra.

Para o grupo “Projetemos”, as projeções poderão ser feitas de 15 em 15 dias.

 

 

 

 

Projeto Arte Contemporânea. RS lança catálogos com 1.843 obras de 928 artistas

Um projeto fundamental e de grande importância histórica desponta no horizonte da cultura do RS. Nesses tempos tão obscuros para o segmento cultural do país, o Arte Contemporânea.RSilumina o acervo do MACRS – Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul com o lançamento de um catálogo virtual e imprenso de suas obras. O lançamento do catálogo e a exposição serão simultâneos, dia 29 de abril, de forma presencial e/ou virtual, conforme o protocolo de restrições estabelecido pelas autoridades locais mediante o cenário de pandemia vigente.

O trabalho minucioso de uma equipe coordenada pela gestora cultural Vera Pellin e orientada pela pesquisadora e curadora do projeto Maria Amélia Bulhões, catalogou 1.843 obras de 928 artistas. Em edição trilíngue (português, espanhol e inglês), o catálogo terá versão digital hospedada em site específico do projeto (www.acervomacrs.com), e será disponibilizado em todas as redes sociais do MACRS e da SEDAC.

Pasquetti. Foto: Divulgação

Já a versão impressa, composta por 304 páginas, terá tiragem 1.200 exemplares e será distribuída entre instituições de artes visuais e a Associação dos Amigos do MACRS – AAMACRS. O projeto prevê ainda uma grande exposição com curadoria de Maria Amélia Bulhões no MACRS: galerias Xico Stockinger Sotero Cosme, e espaço Vasco Prado, no 6º andar da CCMQ. Serão apresentadas na mostra mais de sessenta obras em diferentes suportes, marcando a diversidade e representatividade desse acervo.

Papel Social

“A sociedade se organiza em torno da arte e da cultura, este bem material e imaterial a que todo cidadão tem o direito e necessita usufruir. A arte torna a sociedade mais humana e viva. Os artistas, através de suas vivências sensíveis e estéticas, cumprem o seu papel social. Esta foi a principal motivação para organizarmos o projeto ‘Arte Contemporânea.RS’, através da Digrapho Produções Culturais em conjunto com uma equipe de excelência, por intermédio do Edital de Concurso – Produções Culturais e Artísticas, promovido pela SEDAC, por intermédio da Lei Aldir Blanc. Neste momento de tantas restrições, é muito gratificante editar o primeiro Catálogo Geral do Acervo do MACRS, impresso e digital, e disponibilizar para a sociedade este importante documento da história da arte contemporânea”, afirma Vera Pellin, organizadora e coordenadora do projeto.

Sandro Ka- Venus. Foto : Divulgação

Muito além de entregar ao público este patrimônio das artes visuais que habitam o MACRS, esta iniciativa proporcionará o crescimento e o desenvolvimento do setor, agregando legitimidade e valor às obras dos artistas em relação ao campo da arte e possibilitando que sejam conhecidos com profundidade, tanto pela sociedade, como por pesquisadores, galeristas e colecionadores “Considero este projeto muito importante para as artes visuais no RS e no Brasil e me sinto super feliz por fazer parte dele. Foi um grande desafio realizá-lo no prazo exíguo que tivemos, mas tenho certeza que o resultado compensará. Nossa equipe de trabalho foi muito dedicada e eficiente, foi bonito ver como mergulharam e se envolveram no projeto. Dar visibilidade a sua coleção é uma das mais importantes tarefas de um museu de arte. Poder me debruçar sobre este acervo para compreendê-lo e valorizá-lo é uma travessia plena de emoção”, afirma Maria Amélia Bulhões, pesquisadora e curador responsável pela catalogação.

Walmor Correa. Foto: Divulgação

A importância dessa publicação para as artes visuais é imensa. Por meio dela será possível ampliar estudos sobre a produção artística contemporânea no RS, mediante o fomento de novas pesquisas acadêmicas e escolares, dissertações e teses, curadorias e exposições, bem como estimular a política de empréstimo de obras para outras instituições no RS, no país e no exterior. “O catálogo geral de obras é resultado de um projeto cultural tão corajoso quanto responsável, que lançou um olhar de lupa sobre o Museu, colocando em evidência a totalidade das obras do seu acervo e tornando esse patrimônio artístico acessível, de modo permanente, em toda sua amplitude, por meio impresso e digital”, afirma André Venzon, diretor do MACRS. “As publicações desse trabalho de catalogação e pesquisa, além de essenciais para todos que desejam conhecer mais sobre a arte contemporânea brasileira, também são um forte testemunho da consistência do caminho do MACRS, de resgate da importância da trajetória desses artistas, gestores, servidores, estagiários e colaboradores, que construíram a história da instituição, ao longo de três décadas, para as futuras gerações”, complementa.

Alfredo Nicolaiewsky. Histórias Hércules. Foto: Divulgação

Próxima etapa

O processo, realizado em etapas pela equipe – pesquisar, documentar, digitalizar, editar e imprimir – demandou grande dedicação e aprendizado. A próxima etapa envolve expor e apresentar em diferentes mídias este acervo de arte contemporânea que vem se constituindo ao longo dos anos e que expressa diferentes visões poéticas, sentimentos e opiniões a respeito do nosso tempo. A partir do olhar desta geração de artistas se manifesta a história da arte contemporânea no Rio Grande do Sul, sendo o MACRS o principal Museu do RS focado nas atividades de preservação e conservação desta memória para as gerações futuras. Todo esse processo de produção e catalogação das obras será apresentado em duas lives com a participação de toda a equipe envolvida. As lives serão divulgadas nas redes do projeto oportunamente.

O ARTE CONTEMPORÂNEA.RS celebra essa conquista, possível por meio da Lei Aldir Blanc, e antecede as comemorações dos 30 anos do MACRS e os novos tempos que virão na nova sede do Museu no 4ª Distrito.

Itaú Cultural – Instalação: Ocupação de Regina Silveira
Foto: Rubens Chiri/Perspectiva

Projeto Arte Contemporânea.RS – equipe

Produção/ Digrapho: Carla Pellin D’ávila. Organização e Coordenação Geral: Vera Pellin. Pesquisa e Curadoria da Exposição :Maria Amélia Bulhões

Bolsistas – Auxiliares de Pesquisa e Catalogação

Caroline Ferreira, Luiz Felipe Schulte Quevedo, Nina Sanmatin, Malena Mendes, Mirele Pacheco, Kailã Isaias

Com o apoio da equipe de estagiárias de museologia do MACRS: Bárbara Hoch, Catarina Petter e Gabriela Mattia

Fotografia: Viva Foto – Fabio Del Re / Carlos Stein

Web Site: Laura Sander Klein

Design Catalogo
Janice Alves E Ângela Fayet

Expografia da Exposição

Carla Pellin D’ávila

ARTE CONTEMPORÂNEA.RS

Abertura dia 29 de abril de 2021

Lançamento do catálogo impresso e digital e exposição presencial nas galerias do MACRS: Xico Stockinger, Sotero Cosme e Espaços Vasco Prado

No 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736, Centro Histórico, Porto Alegre/RS

Visitação até 04 de julho de 2021, de segunda a sexta, das 10h às 18h, mediante agendamento por e-mail: [email protected]

Este projeto tem o financiamento da Secretaria de Estado da Cultura do RS, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo do Governo Federal # LEI ALDIR BLANC – edital 09/2020 da SEDAC RS para ser realizado com recursos da Lei n. 14.017/2020