{"id":84361,"date":"2021-08-12T12:55:45","date_gmt":"2021-08-12T15:55:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/?p=84361"},"modified":"2021-08-12T12:55:45","modified_gmt":"2021-08-12T15:55:45","slug":"teatro-esta-de-luto-com-a-morte-de-paulo-jose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/teatro-esta-de-luto-com-a-morte-de-paulo-jose\/","title":{"rendered":"Teatro est\u00e1 de luto com a morte de Paulo Jos\u00e9"},"content":{"rendered":"<p><strong>S\u00e9rgio Lagranha<\/strong><\/p>\n<p>Morreu nesta quarta-feira (11), no Rio de Janeiro, aos 84 anos, o ator e diretor ga\u00facho Paulo Jos\u00e9. Ele estava internado havia 20 dias e faleceu em decorr\u00eancia de uma pneumonia.<\/p>\n<p>Mesmo durante a pandemia ele n\u00e3o parou. Declamava versos de poetas como Fernando Pessoa no esquete \u201cA arte nunca dorme\u201d, criado pela filha Clara, em um perfil do Instagram. Convivia com o Mal de Parkinson h\u00e1 28 anos sem parar de trabalhar.<\/p>\n<p>Paulo Jos\u00e9 G\u00f3mez de Souza nasceu em Lavras do Sul (RS), no dia 20 de mar\u00e7o de 1937.\u00a0 Sua trajet\u00f3ria \u00e9 de uma pessoa inquieta. Ainda na juventude deixou sua cidade natal para estudar em Porto Alegre.<\/p>\n<p>Em meados dos anos 1950 abandona no segundo ano o curso de Arquitetura da UFRGS para se dedicar ao teatro. Entre 1955 e 1961, participou de grupos de teatro como o Teatro Universit\u00e1rio do Rio Grande do Sul, da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE), ao lado de nomes como Ant\u00f4nio Abujamra, Lineu Dias, Fernando Peixoto e Lu\u00eds Carlos Maciel.<\/p>\n<p>Ele foi um dos fundadores do Teatro de Equipe, em 1958, juntamente com Paulo C\u00e9sar Per\u00e9io, Ivette Brandalise, Mario de Almeida e Ittala Nandi, entre outros.<\/p>\n<p>A primeira produ\u00e7\u00e3o do grupo foi Esperando Godot, do irland\u00eas Samuel Beckett, que estreou no mesmo ano no Theatro S\u00e3o Pedro. Com o grupo dirigiu sua primeira pe\u00e7a, Rond\u00f3 58.<\/p>\n<p>Em 1961, vai para S\u00e3o Paulo e se envolve com a efervesc\u00eancia do teatro Arena, que tinha influ\u00eancia de Stanislavski e do teatro pol\u00edtico de Bertolt Brecht, segundo o qual o texto deveria ser um processo aberto capaz de servir \u00e0 ideia do autor do espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>No Arena ele foi ator, contrarregra, assistente de dire\u00e7\u00e3o, produtor, diretor musical, cen\u00f3grafo e figurinista. Sua estreia nos palcos paulistanos foi em 1961, na pe\u00e7a &#8220;Testamento de um cangaceiro&#8221;.<\/p>\n<p>Com o fechamento pol\u00edtico do Pa\u00eds, em 1968, viaja para Europa. Na volta, nos anos 1970, continua fazendo teatro, como em A Mandr\u00e1gora, de Maquiavel, como ator e diretor, e Gata em Telhado de Zinco Quente, de Tennessee Williams.<\/p>\n<p>No cinema, estreou em 1965, no filme &#8220;O padre e a mo\u00e7a&#8221;, de Joaquim Pedro de Andrade. Atuou em diversos filmes fundamentais para o Cinema Novo, como &#8220;Macuna\u00edma&#8221;, de Joaquim Pedro de Andrade, e &#8220;Todas as mulheres do mundo&#8221;, de Domingos Oliveira. O cineasta ga\u00facho Jorge Furtado o dirigiu em dois filmes: Saneamento B\u00e1sico e O homem que copiava. Sob a dire\u00e7\u00e3o de Selton Mello fez O Palha\u00e7o, representante do Brasil no Oscar de 2013, na categoria Melhor Filme Estrangeiro.<\/p>\n<p>Em 1969, Paulo Jos\u00e9 estreou na TV Globo onde, com Fl\u00e1vio Migliaccio, fez sucesso com os personagens Shazan e Xerife, nos anos 1970, al\u00e9m de uma s\u00e9rie de trabalhos marcantes como ator e diretor de novelas por mais de quatro d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Em 1986, ele recebeu o pr\u00eamio \u201cCoral Negro\u201d, como melhor v\u00eddeo no Festival de Cinema e V\u00eddeo de Havana &#8211; por seu trabalho de dire\u00e7\u00e3o na miniss\u00e9rie O Tempo e o Vento, exibida em 1985 na TV Globo, baseada em O Continente, primeira parte da trilogia O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo.\u00a0 O roteiro foi de Doc Comparato e a trilha sonora de Tom Jobim. Em 1987, ganha o pr\u00eamio Moli\u00e8re por sua atua\u00e7\u00e3o na pe\u00e7a Delicadas Torturas, de Harry Kondoleon, sob a dire\u00e7\u00e3o de Ticiana Studart.<\/p>\n<p>Foi casado com a atriz Dina Sfat, com quem teve as filhas Ana e Bel Kutner, atrizes, e Clara, diretora de teatro. Paulo, filho de um relacionamento com a atriz Beth Caruso, trabalha em edi\u00e7\u00e3o na televis\u00e3o. Ainda se casaria com as atrizes Carla Camurati e Zez\u00e9 Polessa e a figurinista Kika Lopes.<\/p>\n<p><strong>Entrevista de Paulo Jos\u00e9 ao jornal J\u00c1<\/strong><\/p>\n<p>No momento em que a cultura est\u00e1 sob ataque, as artes que inquietam t\u00eam suas exibi\u00e7\u00f5es dificultadas e verbas oficiais s\u00e3o cortadas pelo governo de Jair Bolsonaro, \u00e9 importante resgatar a entrevista que o ator e diretor Paulo Jos\u00e9 concedeu ao jornal J\u00e1 em 1988, publicada na edi\u00e7\u00e3o de agosto daquele ano.<\/p>\n<p>O Brasil estava deixando para tr\u00e1s 21 anos de ditadura militar. Um m\u00eas depois a Assembleia Nacional Constituinte, em 22 de setembro, aprovou a nova Constitui\u00e7\u00e3o, promulgada em 5 de outubro de 1988.<\/p>\n<p>Mesmo no momento de abertura pol\u00edtica, Paulo Jos\u00e9 alertava: \u201cSe um grupo quiser apoiar sua produ\u00e7\u00e3o em benef\u00edcios fiscais, nas grandes empresas, ficar\u00e1 dif\u00edcil. Quem patrocina os trabalhos como \u2018Eles n\u00e3o usam black-tie\u2019, \u2018Arena contra Zumbi\u2019, \u2018O Rei da vela\u2019? A Coca Cola, a Shell, a Esso, ou qualquer outra deste n\u00edvel? \u00c9 claro que n\u00e3o. Quem pode patrocinar o teatro? O p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p>Paulo Jos\u00e9\u00a0foi entrevistado pelo jornalista S\u00e9rgio Lagranha durante o 3\u00ba Encontro Renner de Teatro, realizado no Theatro S\u00e3o Pedro, em Porto Alegre:<\/p>\n<p><strong>\u201cA for\u00e7a vem do p\u00fablico\u201d<\/strong><\/p>\n<p><em>J\u00c1 \u2013 Nos anos 1960 houve uma resist\u00eancia dos intelectuais brasileiros contra a ditadura, com a participa\u00e7\u00e3o decisiva dos grupos de teatro. Voc\u00ea vai para S\u00e3o Paulo e ingressa no Arena, que na \u00e9poca tinha a frente Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Como foi participar daquele momento?<\/em><\/p>\n<p><strong>Paulo Jos\u00e9<\/strong> \u2013\u00a0Foi um momento de grande vitalidade do teatro. O Pa\u00eds vivia um clima de otimismo, abertura de perspectivas, espa\u00e7o muito amplo para a cultura. O espa\u00e7o teatral passou a ser um dos lugares principais de protesto, de den\u00fancia at\u00e9 chegar a 1968, o auge desse movimento. Esse momento se caracteriza no mundo pelo Movimento de Paris, a Imagina\u00e7\u00e3o no Poder. N\u00f3s chegamos no limite e isto fez com que a rea\u00e7\u00e3o decidisse utilizar todas as suas armas para liquidar o movimento que estava perigoso demais para o sistema. Em todo mundo aconteceu isso.<\/p>\n<p>J<em>\u00c1 \u2013 Naquele momento, a televis\u00e3o tornou-se um ve\u00edculo fort\u00edssimo&#8230;<\/em><\/p>\n<p>Paulo Jos\u00e9 &#8211;\u00a0\u00c9 um fen\u00f4meno novo em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 vitalidade do teatro. A TV Globo nasce em 1964. \u00c9 um produto muito identificado com a Revolu\u00e7\u00e3o de 1964. Ela passa a cobrir o espa\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica da express\u00e3o teatral, substituindo a atividade do teatro. Por isso, os anos 1970 s\u00e3o de vitalidade e crescimento da televis\u00e3o. Nos anos 1980, a gente sente que as coisas est\u00e3o come\u00e7ando a acontecer de novo. Por um lado, o esgotamento da televis\u00e3o. Ela est\u00e1 extremamente redundante. Repete as f\u00f3rmulas, n\u00e3o investe mais no novo. Nos anos 1970, ela cooptou toda a cria\u00e7\u00e3o brasileira, os atores de teatro, os autores. Ela aproveitou a criatividade nacional. Isso j\u00e1 se esgotou.<\/p>\n<p><em>J\u00c1 \u2013 E como est\u00e1 o teatro neste momento?\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Paulo Jos\u00e9 \u2013\u00a0Apesar da transi\u00e7\u00e3o lenta e tal, os espa\u00e7os est\u00e3o sendo abertos para a atividade teatral. Sinto que hoje estamos vivendo de novo um bom momento. Falam em crise, mas no Rio Grande do Sul, por exemplo, novos grupos est\u00e3o surgindo em n\u00famero maior do que nos anos 1950.\u00a0 E at\u00e9 mesmo com um acabamento, resultados de produ\u00e7\u00e3o excepcionais. \u201cA Fonte\u201d, com dire\u00e7\u00e3o de Luiz Arthur Nunes, que assisti na mostra do Encontro de Teatro, \u00e9 um espet\u00e1culo primoroso do ponto de vista de realiza\u00e7\u00e3o. Isso est\u00e1 acontecendo no Brasil todo.<\/p>\n<p><em>J\u00c1 \u2013 Os novos grupos est\u00e3o muito preocupados em viabilizar os espet\u00e1culos atrav\u00e9s do patroc\u00ednio do Estado ou das empresas privadas. E o custo pol\u00edtico desses patroc\u00ednios?<\/em><\/p>\n<p>Paulo Jos\u00e9 \u2013\u00a0O teatro tem que fugir da rela\u00e7\u00e3o com a sociedade e se concentrar na rela\u00e7\u00e3o com a comunidade. \u00c9 a maneira dele n\u00e3o se tornar dependente. A sociedade produz um teatro que lhe conv\u00e9m. \u00c9 a express\u00e3o dos grupos dominantes. Qual \u00e9 a primeira comunidade do teatro? A juventude. Identificada como juventude estudantil. Como foi nos anos 50 e 60, o teatro hoje tem que buscar seu p\u00fablico espec\u00edfico. N\u00e3o adianta querer fazer teatro para toda a sociedade. Ele deve estar dirigido para o seu p\u00fablico ativo, vivo, que \u00e9 o jovem. A ideia dos anos 50 foi toda embasada nesta rela\u00e7\u00e3o. Se um grupo quiser apoiar sua produ\u00e7\u00e3o nos benef\u00edcios fiscais da Lei Sarney, nas grandes empresas, ficar\u00e1 dif\u00edcil. Quem patrocinaria os trabalhos do Arena \u201cEles n\u00e3o usam black-tie\u201d, \u201cRevolu\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica do Sul\u201d, \u201cArena contra Zumbi\u201d, ou do teatro Oficina, \u201cO Rei da vela\u201d, \u201cOs pequenos burgueses\u201d? A Coca Cola, a Shell, a Esso, ou qualquer outra deste n\u00edvel? \u00c9 claro que n\u00e3o. Quem pode patrocinar o teatro? O p\u00fablico. \u00c9 necess\u00e1rio motivar este p\u00fablico, que volto a repetir, \u00e9 o estudante.<\/p>\n<p><em>J\u00c1 \u2013 Uma frase muito ouvida hoje nos meios teatrais \u00e9 que n\u00e3o se pode mais brincar de fazer teatro. \u00c9 necess\u00e1ria uma empresa por tr\u00e1s, uma estrutura. Como unir esta estrutura com a busca da vitalidade teatral?<\/em><\/p>\n<p>Paulo Jos\u00e9 \u2013\u00a0O grupo tem que estar bem estruturado, mas n\u00e3o pode supor que \u00e9 um grande grupo empresarial que vai patrocinar o teatro. Um grande grupo at\u00e9 pode patrocinar bons espet\u00e1culos, mas h\u00e1 um limite. Talvez, diante do teatro cl\u00e1ssico. Um caso t\u00edpico em Buenos Aires \u00e9 o teatro San Martin, que \u00e9 da municipalidade, ligado a uma funda\u00e7\u00e3o, e patrocinado pela iniciativa privada. A Coca Cola patrocina teatro l\u00e1 tamb\u00e9m. E o que voc\u00ea assiste no San Martin? Bons espet\u00e1culos, mas desprovidos de qualquer possibilidade de inquieta\u00e7\u00e3o, provoca\u00e7\u00e3o, que incomode as pessoas. \u00c9 um teatro cl\u00e1ssico, acad\u00eamico.<\/p>\n<p>J<em>\u00c1 \u2013 Como voc\u00ea est\u00e1 vendo o teatro hoje em termos de linguagem: inquietante ou um v\u00eddeo clipe sem conte\u00fado?<\/em><\/p>\n<p>Paulo Jos\u00e9 \u2013\u00a0Houve uma tend\u00eancia de o teatro ser mais sensorial e menos conceitual. At\u00e9 mesmo a palavra come\u00e7ou a perder muito a significa\u00e7\u00e3o no teatro com o desenvolvimento corporal, o sensorial. Esse caminho foi importante, mas n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que o sensorial tende a provocar uma rela\u00e7\u00e3o imediata, de frui\u00e7\u00e3o e prazer. \u00c9 importante que toda a sensa\u00e7\u00e3o possa se transformar em algum conceito. Agora, n\u00e3o podemos ser puristas. Em determinados espet\u00e1culos a linguagem do videoclipe pode ser um fator de aquecimento. Na pe\u00e7a \u201cEu te amo\u201d, que fiz recentemente com a Bruna Lombardi, havia em cena aparelhos de tev\u00ea ligados. Mas reduzimos o n\u00famero de aparelhos durante a temporada. \u00c9 perigoso que o teatro pense em se modernizar com recursos eletr\u00f4nicos, pois pode virar mais do produtor do que do ator.<\/p>\n<p><em>J\u00c1 \u2013 Por que voc\u00ea abandonou a televis\u00e3o?<\/em><\/p>\n<p>Paulo Jos\u00e9 &#8211;\u00a0 A televis\u00e3o \u00e9 um meio extremamente complexo, do qual o ator, o realizador, o autor, t\u00eam a m\u00ednima possibilidade de influir no processo. O diretor tem que ser ditatorial e eu n\u00e3o sei trabalhar assim. Al\u00e9m disso, queria voltar a ser ator. No teatro os atores s\u00e3o donos do processo de cria\u00e7\u00e3o, de realiza\u00e7\u00e3o. As pessoas descobrem as estrat\u00e9gias de fazer teatro. E sinto que por tudo isso, o teatro vive um momento de vitalidade. \u00c9 dif\u00edcil, mas quem quer realmente, est\u00e1 fazendo.<\/p>\n<p><em>J\u00c1 \u2013 O \u00faltimo trabalho que voc\u00ea fez como diretor na televis\u00e3o foi a miniss\u00e9rie \u201cO Tempo e o Vento\u201d, do \u00c9rico Ver\u00edssimo. Parece que n\u00e3o saiu como voc\u00ea queria, n\u00e3o \u00e9?<\/em><\/p>\n<p>Paulo Jos\u00e9 \u2013\u00a0\u00c9, super dimensionamos a produ\u00e7\u00e3o. Tentamos abranger mais do que a produ\u00e7\u00e3o poderia abranger. Talvez por ser um trabalho que eu tinha muita vontade de fazer. Daria certo se peg\u00e1ssemos s\u00f3 a parte da Ana Terra ou do Capit\u00e3o Rodrigo, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>J\u00c1 \u2013 E o cinema?<\/strong><\/p>\n<p>Paulo Jos\u00e9 \u2013\u00a0Ao contr\u00e1rio do teatro, que \u00e9 extremamente artesanal, o cinema sofre com o empobrecimento do Pa\u00eds. O filme \u00e9 arte e o cinema \u00e9 ind\u00fastria. Hoje em dia, o filme brasileiro se tornou invi\u00e1vel. Atualmente, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer cinema no Brasil. Os custos de produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito mais altos do que o retorno de bilheteria. O cinema est\u00e1 inviabilizado. A inviabiliza\u00e7\u00e3o do cinema, de certa maneira, aumenta a produ\u00e7\u00e3o teatral. Todo o investimento da arte da interpreta\u00e7\u00e3o, que poderia ser canalizado para o cinema, voltar\u00e1 a ser aproveitada pelo teatro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e9rgio Lagranha Morreu nesta quarta-feira (11), no Rio de Janeiro, aos 84 anos, o ator e diretor ga\u00facho Paulo Jos\u00e9. Ele estava internado havia 20 dias e faleceu em decorr\u00eancia de uma pneumonia. Mesmo durante a pandemia ele n\u00e3o parou. 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