{"id":88240,"date":"2023-08-04T22:52:48","date_gmt":"2023-08-05T01:52:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/?p=88240"},"modified":"2023-08-04T22:52:48","modified_gmt":"2023-08-05T01:52:48","slug":"jeronimo-jardim-1944-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/jeronimo-jardim-1944-2023\/","title":{"rendered":"Jer\u00f4nimo Jardim (1944-2023)"},"content":{"rendered":"<p><strong>GERALDO HASSE\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Se estivesse em Porto Alegre nesta data, eu n\u00e3o teria perdido vel\u00f3rio t\u00e3o honroso no palco anexo do Teatro S\u00e3o Pedro.<\/p>\n<p>Imaginei uma festa com muitas vozes cantando ao som do piano de Geraldo Flach e o sopapo de Giba Giba. Justa homenagem a um cara diferenciado.<\/p>\n<p>Sem purpurina, para conhecer esse artista basta ouvir Abolerado Blues, Cobra Luz ou Astro Haragano.<\/p>\n<p>Falecido no dia 3\/8 ap\u00f3s resistir por 15 anos \u00e0s dores de uma artrite reumatoide, o cantor, compositor musical e advogado Jer\u00f4nimo Jardim fundiu em si a rudeza do ga\u00facho do pampa com o refinamento cultural da<br \/>\nelite metropolitana.<\/p>\n<p>Aos 78 anos, chegou ao fim consagrado como grande<br \/>\nganhador de trof\u00e9us e de vaias pela ousadia de seus versos e acordes.<\/p>\n<p>Outra mescla t\u00edpica de JJ era a forma como temperava a timidez e a vaidade, caracter\u00edsticas de uma personalidade que foi se fortalecendo na<br \/>\nsupera\u00e7\u00e3o de dificuldades da vida.<\/p>\n<p>Admirado por homens e mulheres, tinha uma invej\u00e1vel melena mas a escondia sob um chapeuzinho de aba<br \/>\nestreita&#8230; Ao contr\u00e1rio do que sugeria seu sorriso franco, ele enfrentou muitos perrengues. O pior foi a enfermidade que o acometeu logo ap\u00f3s aposentar-se como funcion\u00e1rio p\u00fablico.<br \/>\nN\u00e3o posso lhe oferecer melhor homenagem do que copiar e colar (abaixo) o perfil publicado em janeiro de 2012 pelo site do Sul21.<\/p>\n<p>Eu j\u00e1 o conhecia pela TV gra\u00e7as ao bochincho de 1981 no Festival Shell de MPB no Rio, mas me descobri vizinho dele no quarteir\u00e3o da Dr. Tim\u00f3teo, em Porto Alegre.<\/p>\n<p>Apesar de caminhar com dificuldade, a ponto de recorrer a uma bengala, ele sa\u00eda \u00e0 avenida Crist\u00f3v\u00e3o Colombo para pegar um assado no Espet\u00e3o (na Bordini) ou bebericar uma losna na Felix da Cunha.<\/p>\n<p>Na sua simplicidade, ele sempre me saudava com alegria. Era assim com os amigos. Da \u00faltima vez que o vi, h\u00e1 quatro ou cinco anos, ele vinha pela cal\u00e7ada, se apoiou numa \u00e1rvore e sentou na mureta do canteiro para<br \/>\ndescansar: \u201cEssa artrite reumatoide \u00e9 uma merda!\u201d, disse, logo transformando a careta de dor num sorriso.<\/p>\n<p>Sua for\u00e7a de vontade era extraordin\u00e1ria.<br \/>\nAntes de despachar esse texto para a reda\u00e7\u00e3o do J\u00c1, consultei o Dicion\u00e1rio Brasileiro Contempor\u00e2neo de Francisco Fernandes (1967, Globo\/Melhoramentos, 1144 p\u00e1ginas) para tirar uma d\u00favida sobre se a<br \/>\npalavra haragano seria com h ou a. Vale qualquer um dos dois modos, mas os verbetes s\u00e3o diferentes.<\/p>\n<p>Veja: ARAGANO, adj. (bras). Diz-se do cavalo espantadi\u00e7o ou dif\u00edcil de ser domado (do cast. harag\u00e1n)<br \/>\nHARAGANO, adj. (bras. do sul). Diz-se do animal que foge e dificilmente se deixa pegar; (fig.) vadio; mandri\u00e3o; velhaco (do esp. harag\u00e1n)<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline\">(Segue o perfil publicado pelo Sul 21)<\/span><\/p>\n<p><strong>O brilho haragano do astro Jer\u00f4nimo Jardim<\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos quatro anos, depois de se aposentar como alto funcion\u00e1rio da\u00a0 Justi\u00e7a do Trabalho, o bacharel em leis Jer\u00f4nimo Jardim vem peleando com uma tropilha de males, rem\u00e9dios e interna\u00e7\u00f5es hospitalares. Ainda na<br \/>\n\u00faltima quinta (5\/1), foi ao hospital marcar mais uma cirurgia, mas continua levando a vida com o \u00edmpeto juvenil do centroavante que pintou como profissional na v\u00e1rzea de Bag\u00e9 no in\u00edcio dos anos 1960, quando os<br \/>\nbambas da posi\u00e7\u00e3o eram o \u201ccerebral\u201d Larri no Internacional e o \u201ctanque\u201d Juarez no Gr\u00eamio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de deixar sequelas dolorosas, a artrite reumatoide, que se instalou de repente numa manh\u00e3 dos seus 63 anos, exige doses cavalares de analg\u00e9sicos, inclusive morfina, de tal forma que o veterano autor de<br \/>\nsucessos da m\u00fasica popular como Purpurina e Astro Haragano precisou usar bengala por mais de um ano. Numa manh\u00e3 dessas, ao sair para caminhar cedinho, j\u00e1 sem bengala, cambaleou ao atravessar a rua no bairro<br \/>\nFloresta e teve de ouvir um \u201cTe cuida, gamb\u00e1!\u201d lan\u00e7ado por um motorista.<br \/>\nContra seus h\u00e1bitos ancestrais engoliu o desaforo, consciente de que o jogo est\u00e1 numa esp\u00e9cie de prorroga\u00e7\u00e3o. \u201cMe salvei por muito pouco\u201d, diz ele, lembrando que esteve sob os cuidados de 12 m\u00e9dicos da Unimed e do anjo-da-guarda que mora com ele, Clair Jardim, sua mulher nos \u00faltimos dez anos. Quando foi levado ao hospital, sua press\u00e3o arterial estava em<br \/>\n6\/3. Ficou 15 dias na UTI e depois passou um ano na cama.<\/p>\n<p>Na apar\u00eancia, tudo bem. Ele continua com sua bela estampa de Mastroianni caboclo, bem aprumado, vasta cabeleira de poucos fios brancos. Na realidade, sofre de dores e alguma insensibilidade, mas o astro n\u00e3o se entrega. A m\u00fasica emana naturalmente, \u00e9 uma forma de<br \/>\nexpress\u00e3o incorporada ao seu modo de vida. Ap\u00f3s encostar o viol\u00e3o durante os anos de tratamento m\u00e9dico, voltou a compor e na virada do ano aprontou uma can\u00e7\u00e3o que premedita\u00a0 inscrever num dos festivais remanescentes da m\u00fasica nativa ga\u00facha.<\/p>\n<p>H\u00e1 exatamente um ano, fiel \u00e0 compuls\u00e3o musical, gravou ao vivo com casa cheia na Sala \u00c1lvaro Moreyra em Porto Alegre o CD De Viva Voz, com m\u00fasicas suas e letras pr\u00f3prias e de parceiros diversos como Luiz Coronel, Greice Morelli e Clair Jardim. Tr\u00eas dias antes do show havia morrido o pianista Geraldo Flach (1945-2011), seu amigo de mais de 30 anos e parceiro em Abolerado Blues, inspirado pela cantora Cida Moreira.<br \/>\nAinda no ano passado, perdeu outro parceiro, Rui Biriva (1958-2011), cujo \u00faltimo CD trouxera cinco parcerias deles.<\/p>\n<p>Vida <em>marvada<\/em> que ele atravessa sem queixas, apenas com algumas broncas, a maior delas contra a m\u00eddia ga\u00facha, mais aberta para os forasteiros do que para a qualidade art\u00edstica existente em Porto Alegre. \u201cNunca o Rio<br \/>\nGrande do Sul teve uma gera\u00e7\u00e3o musical t\u00e3o boa quanto essa que est\u00e1 atuando aqui\u201d, diz Jardim, \u201cmas a m\u00eddia \u00e9 t\u00e3o provinciana que s\u00f3 fala do que vem de fora\u201d. Saudoso de outros tempos, ele acha que ao ignorar ou esconder os artistas ga\u00fachos o di\u00e1rio Zero Hora trai a mem\u00f3ria do seu<br \/>\nfundador, Maur\u00edcio Sirotsky. \u201cEle circulava na noite e mandava abrir espa\u00e7o para os artistas.\u201d<\/p>\n<p>Nesse seu oitavo disco, em que se destacam belos arranjos e execu\u00e7\u00f5es de sax de Pedrinho Figueiredo, o compositor sobrevivente percorre 14 can\u00e7\u00f5es singelas em ritmo de choro e samba. O veterano cr\u00edtico musical<br \/>\nJuarez Fonseca, que acompanhou toda sua carreira, qualificou-o como seu melhor show em palco. Com esse CD, ele completou 98 m\u00fasicas gravadas, que se dividem entre temas campeiros e urbanos. Em todas, aparecem suas marcas registradas: letras fortes com boas rimas, melodias singelas e arranjos rebuscados, muitos deles buscando harmonias do jazz.<\/p>\n<p>Filho mais velho de pai militar, Jer\u00f4nimo tem cinco irm\u00e3os nascidos em diferentes cidades do Rio Grande do Sul. Viu a luz em Jaguar\u00e3o, mas se achou adolescente em Bag\u00e9, onde come\u00e7ou a tocar viol\u00e3o e participar de<br \/>\nconjuntos musicais que animavam bailinhos juvenis. Amador na m\u00fasica,<br \/>\ncantou muita serenata diante dos sobrados da Rainha da Fronteira. Quase<br \/>\nprofissional no futebol em Rio Grande, concluiu ali o curso de direito e<br \/>\nvoltou para Bag\u00e9 casado com a riograndina Mara Ferreira, com quem abriu<br \/>\num escrit\u00f3rio de advocacia. Tinha tanta gana profissional que em apenas<br \/>\num ano participou de cinco j\u00faris. Nas viagens de servi\u00e7o a Porto Alegre,<br \/>\nentretanto, caiu nas rodas da boemia, tanto que acabou trocando a<br \/>\ncarreira jur\u00eddica pela vida art\u00edstica.<\/p>\n<p>Para sobreviver na capital come\u00e7ou fazendo jingles para a ag\u00eancia do<br \/>\namigo Luiz Coronel. Em pleno \u201cmilagre econ\u00f4mico brasileiro\u201d (1967\/1973),<br \/>\nconheceu o compositor Lupic\u00ednio Rodrigues (1914-1974), apresentado pelo<br \/>\nradioator Walter Ferreira. J\u00e1 em fim de carreira, o velho Lupi vivia na<br \/>\nnoite mas sobrevivia gra\u00e7as aos proventos do emprego p\u00fablico como bedel<br \/>\nda Faculdade de Direito da UFRGS. Era um exemplo de sobreviv\u00eancia que JJ<br \/>\nseguiria\u00a0 muitos anos mais tarde, mas enquanto sentiu pulsar a juventude<br \/>\nem suas art\u00e9rias o garot\u00e3o de Bag\u00e9 foi tocando a vida como se n\u00e3o<br \/>\nhouvesse diferen\u00e7a entre o dia e a noite.<\/p>\n<p>Ganhou muito, muito dinheiro como diretor da house agency da Rainha das<br \/>\nNoivas ao longo da maior parte da d\u00e9cada de 1970.\u00a0 Quando as tr\u00eas lojas<br \/>\ndo come\u00e7o chegaram a 12, JJ ganhava mais do que os diretores gra\u00e7as a<br \/>\numa participa\u00e7\u00e3o de 0,25% nas vendas da rede. Teria ficado rico nessa<br \/>\nrendosa atividade se n\u00e3o tivesse cedido ao desafio lan\u00e7ado por uma<br \/>\ncantora ga\u00facha que fazia sucesso no Rio de Janeiro no final dos anos<br \/>\n1970. Quem tivesse sangue nas veias e m\u00fasica na alma n\u00e3o resistiria ao<br \/>\nsotaque acariocado de Elis Regina. No auge, ela tinha acabado de gravar<br \/>\nos melhores discos de sua carreira. Aos 36 anos, ap\u00f3s instalar a fam\u00edlia<br \/>\n(mulher e um casal de filhos) num apartamento rec\u00e9m-comprado em Porto<br \/>\nAlegre, o artista sonhador foi morar numa pens\u00e3o do Leblon, onde se<br \/>\nhospedou num quarto com meia d\u00fazia de marmanjos.<\/p>\n<p>Animado, ligou para Elis. A amiga estava na fossa. Bad trip. Tinha sido<br \/>\ndispensada pela gravadora por vender muito pouco, apenas 30 mil discos<br \/>\nenquanto outras rec\u00e9m-chegadas do Nordeste passavam de 200 mil. \u201cN\u00e3o<br \/>\nposso te arranjar nada\u201d, disse a estrela, \u201cmas vou te apresentar a umas<br \/>\npessoas\u201d. Foi assim que conheceu o casal Lucinha-Ivan Lins. Eles<br \/>\ngravavam jingles e participavam de shows no Rio e arredores. Havia<br \/>\noutros ga\u00fachos lutando por um lugar na ribalta carioca. Kleiton e<br \/>\nKledir. Bebeto Alves. Sem contar estrelas cadentes como Nelson<br \/>\nGon\u00e7alves. Pouco tempo depois de chegar, JJ j\u00e1 jogava bola com a turma<br \/>\nde Chico Buarque.<\/p>\n<p>No batid\u00e3o das rodas de samba morou por cerca de quatro anos no Rio de<br \/>\nJaneiro, entre 1980 e 1984, voltando a Porto Alegre ap\u00f3s concluir que<br \/>\nhavia embarcado tarde demais no trem da MPB. \u201cQuando eu procurava meu<br \/>\nlugar, o p\u00fablico virou para o rock\u201d, explica ele. Enquanto os artistas<br \/>\nconsagrados como Chico Buarque e Tom Jobim refugiavam-se no exterior,<br \/>\nonde tinham demanda, o espa\u00e7o em discos, palcos e emissoras de r\u00e1dio e<br \/>\nTV era ocupado pelo Bar\u00e3o Vermelho, Blitz, Legi\u00e3o Urbana e diversas<br \/>\npersonalidades do rock, de Erasmo Carlos a Rita Lee passando por Cazuza<br \/>\ne Renato Russo.<\/p>\n<p>Aos tempor\u00f5es como JJ sobravam migalhas do banquete do showbiz da<br \/>\nCidade Maravilhosa. Um dos saldos positivos de sua vida no Rio foram<br \/>\ngrava\u00e7\u00f5es de m\u00fasicas suas por Elis Regina (1945-1982), uma delas (Roda<br \/>\nde Sangue) usada como trilha de duas novelas da TV Globo. O maior brilho<br \/>\ncarioca foi a vit\u00f3ria no Festival MPB Shell da TV Globo de 1981 com a<br \/>\ncan\u00e7\u00e3o Purpurina. Cantada por Lucinha Lins, a composi\u00e7\u00e3o classificou-se<br \/>\nnaturalmente entre as finalistas mas foi recebida por uma vaia<br \/>\nintermin\u00e1vel ap\u00f3s o an\u00fancio dos vencedores (a can\u00e7\u00e3o preferida do<br \/>\np\u00fablico era Planeta \u00c1gua de Guilherme Arantes).<\/p>\n<p>Jer\u00f4nimo Jardim ganhou US$ 300 mil, remeteu a maior parte para a<br \/>\nfam\u00edlia e ficou na Cidade Maravilhosa, agora num apartamento, tentando<br \/>\nvirar estrela. Gravou um disco produzido por Ivan Lins e concorreu<br \/>\nnovamente ao Festival Shell de 1982, mas desta vez, neca. Quando as<br \/>\nreservas acabaram, ele n\u00e3o teve outra sa\u00edda sen\u00e3o voltar para o antigo<br \/>\nninho. Bem nessa \u00e9poca os irm\u00e3os K&amp;K emplacaram \u201cDeu Pra Ti\/Baixo<br \/>\nAstral\/Vou pra Porto Alegre\/Tchau\u201d. Era o fim de uma \u00e9poca.<\/p>\n<p>Insistindo em viajar na contram\u00e3o do convencional, montou com Ivaldo<br \/>\nRoque e outros parceiros a Pentagrama, um produtora de m\u00fasica com que se<br \/>\nlan\u00e7ou a novos desafios. Foi marcante mas durou apenas tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Com a garra de sempre, JJ comp\u00f4s solito a can\u00e7\u00e3o Astro Haragano, cuja<br \/>\nletra recordava a passagem do cometa de Halley &#8212; uma decep\u00e7\u00e3o para a<br \/>\nmaioria das pessoas. Na noite de 7 de dezembro de 1985, o cometa<br \/>\naparecia no c\u00e9u como um pequenino chuma\u00e7o de algod\u00e3o no c\u00e9u; no palco ao<br \/>\nar livre da XV Calif\u00f3rnia da Can\u00e7\u00e3o Nativa em Uruguaiana, Jer\u00f4nimo<br \/>\nJardim soltou o vozeir\u00e3o ao cantar uma de suas melhores obras musicais.<\/p>\n<p>Astro Haragano<br \/>\n(Jer\u00f4nimo Jardim)<\/p>\n<p>\u00c9 fogo, \u00e9 gelo, verdade, ilus\u00e3o<br \/>\nVento de prata\/escarc\u00e9u<br \/>\nVarando a noite campeira<br \/>\nrepontando estrelas<br \/>\nna est\u00e2ncia do c\u00e9u<br \/>\nChispa de sonho,<br \/>\ngalope de luz,<br \/>\nmist\u00e9rio na imensid\u00e3o<br \/>\npingo tordilho cigano<br \/>\nqual boitat\u00e1 na escurid\u00e3o<br \/>\nAstro haragano<br \/>\nesperan\u00e7a fugaz<br \/>\npassando em meu cora\u00e7\u00e3o<br \/>\nde encontrar meu menino<br \/>\ntropa de osso<br \/>\nroda pi\u00e3o<br \/>\nroda pi\u00e3o<\/p>\n<p>Com acordes dissonantes e um arranjo sofisticado, Astro Haragano foi<br \/>\nrecebido em sil\u00eancio pelas 15 mil pessoas presentes na Cidade de Lona, a<br \/>\nseis quil\u00f4metros do centro de Uruguaiana. Quando se proclamou o<br \/>\nresultado final e JJ ficou com o primeiro lugar, o p\u00fablico vaiou e<br \/>\ncome\u00e7ou um bochincho que se estendeu at\u00e9 de madrugada. A maioria foi<br \/>\nembora, mas um grupo de pessoas cercou o palco, exigindo que o<br \/>\ncompositor devolvesse o trof\u00e9u, representado pela calhandra, ave<br \/>\ngalhofeira qui\u00e7\u00e1 lembrada por Atahualpa Yupanqui nos versos \u201cyo soy<br \/>\npajaro corsario que no conoce el alpiste\u201d.<\/p>\n<p>JJ n\u00e3o entregou a Calhandra de Ouro. Houve um momento em que,<br \/>\nestimulado por um fot\u00f3grafo \u00e1vido de sangue, esbo\u00e7ou sair no bra\u00e7o com<br \/>\nos revoltosos,\u00a0 mas foi contido por outros m\u00fasicos. \u201cFica quieto, esses<br \/>\ncaras te matam\u201d, disse-lhe o escritor Dilan Camargo. De madrugada, os<br \/>\n\u00e2nimos mais serenos, ele saiu da Cidade de Lona abra\u00e7ado por duas<br \/>\nprendas e escoltado por dois brigadianos. No caminho para a cidade, teve<br \/>\nde ouvir do representante da sua gravadora: \u201cEstou aqui porque me<br \/>\nmandaram, mas tua m\u00fasica \u00e9 uma merda\u201d. Acabou indo dormir na casa de<br \/>\namigos, pois tamb\u00e9m mo hotel os revoltosos haviam armado um piquete<br \/>\ncontra o autor do Astro Haragano.<\/p>\n<p>Contado assim, 26 anos depois, parece tranquilo, mas foi um baita<br \/>\ntrauma. Dias depois, em Porto Alegre, o her\u00f3i da XV Calif\u00f3rnia teve uma<br \/>\ntremedeira antes de subir a um palco, seu habitat predileto ao longo da<br \/>\nvida. Por pouco n\u00e3o fugiu da raia. Cumpriu o compromisso, mas resolveu<br \/>\ndar um tempo. Depois daquele show do final de 1985 na capital, ficou<br \/>\noito anos sem tocar viol\u00e3o, sem compor e sem se apresentar publicamente.<br \/>\nVoltou a dedicar-se ao lado B &#8212; de bacharel em direito, atividade que<br \/>\ncombinaria com bicos em vendas e publicidade. S\u00f3 reassumiu o lado A \u2013 de<br \/>\nartista &#8212; em 1993, quando a milonga Portal, composta em 1984 durante<br \/>\numa viagem a Bag\u00e9 e apresentada pela cantora Muni, ganhou um festival<br \/>\nregional patrocinado pelo Carrefour.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1990, o lado B se imp\u00f4s. Em busca de estabilidade, ele<br \/>\npassou num concurso para servidor da Justi\u00e7a do Trabalho, onde trabalhou<br \/>\ndez anos nos bastidores das disputas trabalhistas, assessorando juizes,<br \/>\nprocuradores e desembargadores. Foi nesse of\u00edcio espinhoso que ele legou<br \/>\n\u00e0 Justi\u00e7a do Trabalho um manual de procedimentos que zerou a pilha de<br \/>\nrecursos n\u00e3o julgados em tribunais regionais. Com esse trabalho<br \/>\ndesenvolvido em Porto Alegre nos primeiros anos do s\u00e9culo XXI, Jer\u00f4nimo<br \/>\nJardim ganhou o respeito dos pares e a gratid\u00e3o da desembargadora Rosa<br \/>\nMaria Weber, recentemente elevada ao cargo de ministra do TST.<\/p>\n<p>Nesses anos hard na JT, faltou tempo para as atividades light, at\u00e9 que<br \/>\nvenceu o tempo da aposentadoria. A partir de 2005, JJ acabou organizando<br \/>\nsuas mem\u00f3rias, abertas ao p\u00fablico no site\u00a0<a href=\"http:\/\/www.jeronimojardim.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/www.jeronimojardim.com&amp;source=gmail&amp;ust=1691283977909000&amp;usg=AOvVaw0nzki5jpoiRpF1jUr-SPh1\">www.jeronimojardim.com<\/a>. J\u00e1 sua<br \/>\nvida cotidiana est\u00e1 exposta no blog\u00a0<a href=\"http:\/\/jeronimojardim.zip.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/jeronimojardim.zip.net&amp;source=gmail&amp;ust=1691283977909000&amp;usg=AOvVaw2umAY35eCzVdIgINUYUTY7\">http:\/\/jeronimojardim.zip.net<\/a>. Aqui<br \/>\ne ali ele vem brigando pelo pagamento de direitos autorais sobre obras<br \/>\nveiculadas na Internet. N\u00e3o pensa s\u00f3 na sua centena de can\u00e7\u00f5es, mas nos<br \/>\nseus cinco livros infantis e dois livros de fic\u00e7\u00e3o para adultos, o<br \/>\n\u00faltimo deles \u2013 Serafim de Serafim (Editora Alcance) \u2013 lan\u00e7ado na Feira<br \/>\ndo Livro de Porto Alegre em novembro de 2011.<\/p>\n<p>No final do ano passado, participou de um semin\u00e1rio em Porto Alegre<br \/>\nsobre o assunto, mas acabou se retirando antes do final, revoltado com<br \/>\nos que defendem a liberdade de apropria\u00e7\u00e3o das obras art\u00edsticas. \u201cEu<br \/>\ntamb\u00e9m quero chegar na farm\u00e1cia e no supermercado e levar as coisas sem<br \/>\npagar\u201d, diz ele, ironizando os \u201ccomunistas \u00e1vidos pelo alheio\u201d. Nessa<br \/>\nbriga pessoal\/coletiva, um dos seus parceiros \u00e9 o m\u00fasico Raul Ellwanger.<\/p>\n<p>Na primeira semana de 2012, ele vibrou ao saber que a Espanha preparou<br \/>\no caminho para que se respeitem os direitos dos criadores de m\u00fasicas e<br \/>\nobras liter\u00e1rias. Se \u00e9 vi\u00e1vel l\u00e1, por que n\u00e3o faz\u00ea-lo aqui? H\u00e1 pouco ele<br \/>\nencaminhou ao Escrit\u00f3rio de Cobran\u00e7a de Direitos Autorais (ECAD) um<br \/>\nanteprojeto de lei impondo o pagamento de direitos autorais veiculados<br \/>\nna internet. Duvida que algum parlamentar tenha coragem de colocar o<br \/>\nguizo na cauda dos le\u00f5es da m\u00eddia digital, mas n\u00e3o desiste. \u201cAcho que o<br \/>\nprojeto vai ter de ser apresentado pelo Executivo ou pelo Judici\u00e1rio\u201d,<br \/>\ndiz ele.<\/p>\n<p>Nessa sua \u00faltima luta, Jer\u00f4nimo Jardim une finalmente os lados A e B: o<br \/>\nbacharel em ci\u00eancias jur\u00eddicas assume a defesa do(s) artista(s). Uma<br \/>\nbela s\u00edntese existencial para algu\u00e9m que levou a vida acolherando duas<br \/>\natividades fundamentais: a arte que gratifica e a lei que garante os<br \/>\ndireitos humanos.<\/p>\n<div class=\"yj6qo\"><\/div>\n<div class=\"adL\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GERALDO HASSE\u00a0 Se estivesse em Porto Alegre nesta data, eu n\u00e3o teria perdido vel\u00f3rio t\u00e3o honroso no palco anexo do Teatro S\u00e3o Pedro. Imaginei uma festa com muitas vozes cantando ao som do piano de Geraldo Flach e o sopapo de Giba Giba. Justa homenagem a um cara diferenciado. Sem purpurina, para conhecer esse artista [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":88241,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-88240","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-materiasecundaria"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2023\/08\/jeronimo-jardim-jusbr.jpg","jetpack-related-posts":[{"id":90886,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/gelson-oliveira-celebra-70-anos-de-vida-repassando-sua-obra-com-show-no-espaco-373\/","url_meta":{"origin":88240,"position":0},"title":"Gelson Oliveira celebra 70 anos de vida, repassando sua obra com show no Espa\u00e7o 373","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"5 de abril de 2025","format":false,"excerpt":"Um dos mais importantes compositores do Rio Grande do Sul, Gelson Oliveira vai celebrar seus 70 anos com show especial, dia 11 de abril (sexta-feira), no Espa\u00e7o 373. 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