{"id":91956,"date":"2026-02-09T12:28:57","date_gmt":"2026-02-09T15:28:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/?p=91956"},"modified":"2026-02-14T19:15:38","modified_gmt":"2026-02-14T22:15:38","slug":"cazarre-transplanta-personagem-em-brincadeira-seria-com-os-mestres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/cazarre-transplanta-personagem-em-brincadeira-seria-com-os-mestres\/","title":{"rendered":"Cazarr\u00e9 transplanta personagem em brincadeira (s\u00e9ria) com os mestres"},"content":{"rendered":"<p>Num feito sem precedentes na hist\u00f3ria da literatura mundial, a novela brasileira \u201cBreve Mem\u00f3ria de Sime\u00e3o Boa Morte\u201d, do escritor ga\u00facho-brasiliense Louren\u00e7o Cazarr\u00e9, foi publicada no Brasil em fins de 2025 somente depois de aparecer em Lisboa, onde ganhou 5 mil euros em concurso liter\u00e1rio patrocinado pelo governo portugu\u00eas.<\/p>\n<p>O mais surpreendente \u00e9 que se trata de uma corrosiva par\u00f3dia do festejado conto \u201cO Alienista\u201d (Rio, 1881), que explora com ironia a reviravolta na carreira do m\u00e9dico Sim\u00e3o Bacamarte, um dos mais famosos personagens de Joaquim Maria Machado de Assis, o jornalista-escritor que viveu no Rio de 1839 a 1908.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" data-attachment-id=\"91945\" data-permalink=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/cazzre-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/02\/cazzre-2.jpg\" data-orig-size=\"498,817\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Cazzr\u00e9 2\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/02\/cazzre-2.jpg\" class=\"alignnone wp-image-91945\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/02\/cazzre-2-183x300.jpg\" alt=\"\" width=\"393\" height=\"644\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/02\/cazzre-2-183x300.jpg 183w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/02\/cazzre-2.jpg 498w\" sizes=\"(max-width: 393px) 100vw, 393px\" \/><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Mais de um s\u00e9culo depois da consagra\u00e7\u00e3o de Machado como o maior escritor brasileiro, eis que um escritor contempor\u00e2neo tem a ousadia de inventar que o &#8220;m\u00e9dico psiqui\u00e1trico&#8221; Sim\u00e3o Bacamarte foi pl\u00e1gio de um personagem cuja cria\u00e7\u00e3o atribui a Jo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes Neto, jornalista-escritor pelotense que viveu a maior parte da vida em Pelotas entre 1865 e 1916.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Pode? Pode. Na fic\u00e7\u00e3o vale tudo, desde que a coisa seja bem feita.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Como fazem muitos escritores que n\u00e3o desistem de suas intui\u00e7\u00f5es, Cazarr\u00e9 come\u00e7ou devagar, como numa brincadeira; com o tempo, muito tempo, a hist\u00f3ria foi tomando corpo at\u00e9 que se abriu a brecha para fazer o que se pode tomar como um desagravo hist\u00f3rico ao pelotense Jo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes Neto, cuja qualidade liter\u00e1ria s\u00f3 foi reconhecida pelo fil\u00f3logo Aur\u00e9lio Buarque de Hollanda, que avisou o paulista M\u00e1rio de Andrade, que conversou com o ga\u00facho Augusto Meyer, amigo do ditador Get\u00falio Vargas \u2013 mais de trinta anos ap\u00f3s sua morte, ao contr\u00e1rio de Machado, que se tornou celebridade em vida.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Para alcan\u00e7ar o desfecho de sua hist\u00f3ria, Cazarr\u00e9 explorou coincid\u00eancias e contradi\u00e7\u00f5es entre os dois autores e seus personagens, de modo que pode criar um Sime\u00e3o Boa Morte espelhado em Sim\u00e3o Bacamarte, com direito a pegadinhas que h\u00e3o de ser gratas aos f\u00e3s do autor de \u201cContos e Lendas do Sul\u201d, brochura parcamente lan\u00e7ada (200 exemplares) em 1912 em Pelotas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Sem d\u00favida, aqui se pode falar de um protesto do Interior contra a Capital, onde mediocridades e\/ou nulidades alcan\u00e7am uma suposta imortalidade acad\u00eamica enquanto g\u00eanios da prov\u00edncia s\u00e3o descartados, quando n\u00e3o proscritos do cen\u00e1rio art\u00edstico. O fato \u00e9 que o criador de Sime\u00e3o Boa Morte caprichou na brincadeira, aprofundando a invers\u00e3o dos pap\u00e9is entre o Sim\u00e3o original e o Sime\u00e3o nele inspirado, tendo o desplante de inventar para seu personagem (Sime\u00e3o) uma morte parecida com a de Br\u00e1s Cubas, outro c\u00e9lebre personagem de Machado de Assis.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Nascido em Pelotas em 1953, Louren\u00e7o Cazarr\u00e9 passou a vida labutando como jornalista e usando as horas vagas para, igual a Machado, escrever fic\u00e7\u00f5es de reconhecida qualidade liter\u00e1ria, tanto que ganhou v\u00e1rios pr\u00eamios, a come\u00e7ar pela I Bienal Nestl\u00e9 de Literatura, em 1982. Seu romance \u201cO Calidosc\u00f3pio e a Ampulheta\u201d ganhou de 445 candidatos. J\u00e1 nesse livro premiado pela banca de cinco jurados da Nestl\u00e9 \u2013 Adonias Filho, Dirce Riedel, Flavio Loureiro Chaves, Let\u00edcia Malard e Marisa Lajolo \u2013, ele usa como refer\u00eancia textos de Jo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes Neto, que lhe forneceu as ep\u00edgrafes para cada uma das cinco partes do livro.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Tem mais: como o Bacamarte machadiano, o Boa Morte cazarresco \u00e9 apresentado como um m\u00e9dico que largou o of\u00edcio para abra\u00e7ar outras atividades. No caso de Sime\u00e3o Boa Morte, a escolha teria sido o jornalismo, o teatro e pequenos neg\u00f3cios, o que corresponde efetivamente \u00e0 trajet\u00f3ria pessoal de Jo\u00e3o Sim\u00f5es Lopes Neto, que na juventude passada no Rio teria estudado medicina, mas sem chegar sequer \u00e0 metade do curso \u2013 hist\u00f3ria nunca comprovada, como esclarece Carlos Francisco Sica Diniz, autor da mais completa biografia do maior escritor pelotense, publicada em 2023 pela Editora Coragem, de Porto Alegre.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Em anos recentes, Cazarr\u00e9 esmerou-se em escrever fic\u00e7\u00f5es inspiradas em grandes autores nacionais, como Euclides da Cunha (\u201cOs Sert\u00f5es\u201d) e Graciliano Ramos (\u201cVidas Secas\u201d). No caso de Machado, a bronca come\u00e7ou durante um curso de mestrado em literatura brasileira na UnB no final dos anos 80, quando lhe tocou analisar a obra de Machado de Assis.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Para fundamentar sua cr\u00edtica, Cazarr\u00e9 dissecou, por anos, os 30 melhores contos de Machado (t\u00edtulo de um livro do s\u00e9culo XX), al\u00e9m de passar os olhos por seus romances, poemas, cr\u00f4nicas e sueltos de imprensa. Tanto fez que se cansou do estilo do escritor carioca. No trabalho universit\u00e1rio escrito em 1987, se destacam alguns trechos de gritante sinceridade:<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u201cO que me afastou de Machado foi a falta de a\u00e7\u00e3o nos seus romances. \u00c9 tudo arrastado como a vida no Imp\u00e9rio. Burocratas sem sal satisfeitos com suas vidinhas med\u00edocres. Trambiqueiros ociosos, parasitas empenhados em dar o golpe do ba\u00fa\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Ele prossegue, impiedoso: \u201cNo romance \u2018Dom Casmurro\u2019 (que plantou no imagin\u00e1rio brasileiro a d\u00favida sobre a fidelidade da jovem esposa Capitu ao marido Bentinho), \u201cos ricos s\u00e3o apresentados em linguagem s\u00f3bria\u201d, enquanto \u201ca galhofa sobra para os trabalhadores como Jo\u00e3o P\u00e1dua ou parasitas pobres que almejam ficar ricos para viver como os ricos\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Aprofundando sua cr\u00edtica, o p\u00f3s-graduando da UnB observou ainda que os personagens machadianos \u201ccarecem de transcend\u00eancia para o bem ou para o mal\u201d, ficando longe, por exemplo, de escritores da mesma \u00e9poca, como os russos Dostoievski ou Tchekov ou franceses que se dividiam entre a imprensa e a literatura, caso de Balzac. J\u00e1 as mulheres machadianas sonham com casamento, conforto, jantares, posi\u00e7\u00e3o social e casa pr\u00f3pria bem decorada. Nesse aspecto, ao refletir o clima e o conte\u00fado de romances ambientados em Paris, Machado teria sido um fiel retratista da futilidade da vida na corte de D. Pedro II, cuja influ\u00eancia alcan\u00e7a hoje os dramalh\u00f5es apresentados toda noite desde 1950 nas telenovelas brasileiras. Em sua monografia engavetada, Cazarr\u00e9 lembra que o elogiado escritor carioca, al\u00e9m de escrever para jornais, era colaborador ass\u00edduo de revistas femininas que lhe pagavam \u201cpor linhas publicadas\u201d. Al\u00e9m de ter um emprego p\u00fablico, o sujeito era frila\u2026<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Naturalmente, Cazarr\u00e9 reconhece os m\u00e9ritos jornal\u00edsticos e liter\u00e1rios do Bruxo de Cosme Velho, autor de 200 contos, uma dezena de romances, 800 cr\u00f4nicas, al\u00e9m de poemas e artigos na imprensa carioca. Mas, depois de muitos anos, n\u00e3o resistiu \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de criar um personagem inspirado em Sim\u00e3o Bacamarte.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Manipulando um vocabul\u00e1rio rebuscado que lembra escritores como Jos\u00e9 Candido de Carvalho, Dias Gomes e Ariano Suassuna, Cazarr\u00e9 elabora em sua \u201cBreve Mem\u00f3ria de Sime\u00e3o Boa Morte\u201d um folhetim galhofeiro de 82 cap\u00edtulos curtos em que &#8212; em nome de Sime\u00e3o, claro &#8212; vergasta Machado de Assis como criador de personagens repetitivos: rapazes \u00e0 ca\u00e7a de sinecuras estatais e dotes de jovens casadoiras ou vi\u00favas abonadas. Assim, em cada p\u00e1gina de seu memorando, Sime\u00e3o trata o autor de \u201cDom Casmurro\u201d como \u201cmercen\u00e1rio\u201d, \u201ccasamenteiro liter\u00e1rio\u201d, \u201cp\u00e9rfido, matreiro e pernicioso\u201d, \u201camanuense do Imp\u00e9rio\u201d, \u201cpintor de fuxicos\u201d, \u201calfaiate de lengas lengas matrimoniais\u201d e assim por diante, num rol depreciativo nunca visto no jornalismo ou na literatura nacionais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Ao apontar Machado como \u201cmal\u00e9volo e ca\u00e7o\u00edsta\u201d, Cazarr\u00e9 se revela um baita iconoclasta. Sua ousadia foi abonada por um cr\u00edtico que, \u00e0 boca pequena, o considerou \u201cmuito corajoso\u201d por criticar o maior \u00edcone da literatura nacional, fundador da Academia Brasileira de Letras. \u00c9 uma irrever\u00eancia que confirma a habilidade do jornalista-escritor contempor\u00e2neo no manejo das palavras: desde seus primeiros escritos, ele carregou na ironia ao construir tramas compactas com personagens aut\u00eanticos movendo-se em ambientes quase sem enfeites.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Embora tenha escrito alguns romances para os p\u00fablicos adulto e juvenil, sua especialidade s\u00e3o contos inspirados em acontecimentos de sua terra natal, que chegou a ter codinome (Tapera) e, no caso da sua \u00faltima novela, \u00e9 S\u00e3o Francisco do Laranjal, um belo nome que evoca o padroeiro da cidade e seu balne\u00e1rio na Lagoa dos Patos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">V\u00e1rias de suas hist\u00f3rias s\u00e3o inspiradas em epis\u00f3dios da inf\u00e2ncia num arrabalde denominado Vila do Sapo, assim chamado por ocupar uma v\u00e1rzea \u00famida cortada pelo Arroio Pepino, que passa(va) atr\u00e1s do campo de futebol do GE Brasil, o bravo Xavante. Por a\u00ed fica claro que o escritor pelotense acolheu com gosto o conselho do russo Leon Tolst\u00f3i: \u201cSe queres ser universal, pinta tua aldeia\u201d. A aldeia natal do jovem pelotense era tipo uma favela de banhado.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Transbordando ironia, a hist\u00f3ria de Sime\u00e3o Boa Morte combina avalia\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria e cr\u00edtica social, a qual se estende sem perd\u00e3o da corte imperial carioca \u00e0 atual ciranda de Bras\u00edlia, onde o novelista vive h\u00e1 quase 50 anos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">No Brasil, o livro passou at\u00e9 agora em branco, ressalvada a aprecia\u00e7\u00e3o positiva de Adelton Gon\u00e7alves, ensa\u00edsta renomado, com v\u00e1rios livros publicados. Para ele, a novela \u00e9 t\u00e3o boa que pode ser considerada uma grande homenagem ao autor de \u201cO Alienista\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Na orelha da edi\u00e7\u00e3o brasileira, o cr\u00edtico Andr\u00e9 Seffrin afirma que Sime\u00e3o \u00e9 uma obra-prima e, como tal, poderia ser, \u201cgaiatamente\u201d, assinada pelo pr\u00f3prio Machado de Assis.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">\u00c8 claro que as tiradas carrazeanas n\u00e3o desfazem a aura que envolve o autor de \u201cMem\u00f3rias P\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas\u201d, mas na literatura ningu\u00e9m est\u00e1 imune \u00e0 cr\u00edtica, embora seja muito mais f\u00e1cil tecer elogios \u00e0s novidades bem escritas. Outros escritores brasileiros laureados como Jos\u00e9 de Alencar, Lima Barreto, Jorge Amado, Erico Verissimo, Graciliano Ramos, Guimar\u00e3es Rosa, Oswald de Andrade e Dalton Trevisan foram criticados por seus estilos narrativos, suas posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e at\u00e9 por suas manias pessoais.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">No auge da forma t\u00e9cnica, Cazarr\u00e9 n\u00e3o se cansa de trabalhar em projetos novos ou na revis\u00e3o de livros que relan\u00e7a com inova\u00e7\u00f5es formais, distribui aos amigos e p\u00f5e \u00e0 venda onde acredita que possam conquistar leitores. Em 2025, inaugurou uma parceria com Fernando Duval, consagrado artista pl\u00e1stico pelotense que mora h\u00e1 d\u00e9cadas no Rio e lhe forneceu ilustra\u00e7\u00f5es para a capa de seus dois \u00faltimos livros, \u201cContos Pelotenses\u201d e \u201cBreve Mem\u00f3ria de Sime\u00e3o Boa Morte\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Com mais de meio s\u00e9culo de milit\u00e2ncia no jornalismo e na literatura, Cazarr\u00e9 tem cacife para ser convidado a tomar ch\u00e1 na ABL. \u00c9 duvidoso que se interesse por envergar o rid\u00edculo fard\u00e3o dos acad\u00eamicos. De louros liter\u00e1rios, a esta altura do campeonato, talvez aprecie ser indicado ao Nobel de Literatura.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Sim, teria caf\u00e9 no bule, mas para chegar \u00e0 Academia Sueca precisaria enfrentar outros bons usu\u00e1rios da l\u00edngua portuguesa no Brasil, na \u00c1frica e em Portugal. De Milton Hatoun a Mia Couto, \u00e9 cada vez maior a lista de candidatos potenciais a pr\u00eamios liter\u00e1rios internacionais, com o agravante de que o idioma portugu\u00eas somente \u00e9 falado, lido e escrito por n\u00e3o mais do que 4% da popula\u00e7\u00e3o do planeta. Cazarr\u00e9 leva alguma vantagem por ser dos mais jovens. Em julho completar\u00e1 73 anos.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">SERVI\u00c7O FINAL<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400\">Lan\u00e7ada no Brasil pela Faria e Silva, editora do Rio ligada ao grupo Alta Books, a novela sobre Sime\u00e3o Boa Morte ocupa pouco mais da metade de um livro de 180 de p\u00e1ginas enriquecido com cinco outros contos t\u00edpicos da verve cazarreana, difundida em dezenas de livros pr\u00f3prios, colet\u00e2neas e textos avulsos publicados em sites brasileiros e de Portugal. Est\u00e1 \u00e0 venda na Amazon por R$ 44.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num feito sem precedentes na hist\u00f3ria da literatura mundial, a novela brasileira \u201cBreve Mem\u00f3ria de Sime\u00e3o Boa Morte\u201d, do escritor ga\u00facho-brasiliense Louren\u00e7o Cazarr\u00e9, foi publicada no Brasil em fins de 2025 somente depois de aparecer em Lisboa, onde ganhou 5 mil euros em concurso liter\u00e1rio patrocinado pelo governo portugu\u00eas. 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