{"id":91969,"date":"2026-02-16T07:14:28","date_gmt":"2026-02-16T10:14:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/?p=91969"},"modified":"2026-02-23T18:25:36","modified_gmt":"2026-02-23T21:25:36","slug":"valter-sobreiro-o-dramaturgo-que-plantou-o-teatro-em-pelotas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/valter-sobreiro-o-dramaturgo-que-plantou-o-teatro-em-pelotas\/","title":{"rendered":"Valter Sobreiro, o dramaturgo que plantou o teatro em Pelotas\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>GERALDO HASSE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado em fins de 2025, o livro \u201c6 D\u00e9cadas de Teatro\u201d, contendo uma dezena de artigos acad\u00eamicos sobre a obra de Valter Sobreiro J\u00fanior, oferece uma nova e ampla dimens\u00e3o da carreira desse professor, cen\u00f3grafo, escritor e diretor teatral que fez toda vida profissional em Pelotas, de onde s\u00f3 saiu esporadicamente para encenar suas pe\u00e7as em outras cidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Editado pela Life Editora, de S\u00e3o Paulo, o livro de 198 p\u00e1ginas foi organizado por Jo\u00e3o Luiz Pereira Ourique, professor de teatro da UFPel que coordenou o trabalho de 15 acad\u00eamicos de universidades p\u00fablicas de Pelotas, Rio Grande, Santa Maria e Campo Grande.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um estudo profundo sobre a dramaturgia de Sobreiro, que escreveu nove pe\u00e7as, adaptou dezenas de outras e participou de cerca de 70 espet\u00e1culos teatrais ao longo de seus 60 anos de milit\u00e2ncia no teatro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nascido no dia do Natal de 1941 em Rio Grande, Sobreiro lembra da primeira vez em que foi a um espet\u00e1culo teatral na sua cidade natal: tinha menos de cinco anos quando assistiu \u201cI Piccoli de Podrecca\u201d, levado por uma trupe italiana de marionetes. Sua inf\u00e2ncia foi movimentada, em decorr\u00eancia da atividade itinerante do pai funcion\u00e1rio p\u00fablico federal (fiscal da Previd\u00eancia). \u00d3rf\u00e3o de m\u00e3e aos tr\u00eas anos, foi criado por uma tia que se tornaria sua madrasta.<\/p>\n\n\n\n<p>Dos cinco aos sete anos morou em Santana do Livramento, onde assistiu a teatro, cinema, dan\u00e7a e rinhas de galos. Tamb\u00e9m transitou por hot\u00e9is de Uruguaiana, Alegrete, S\u00e3o Francisco de Assis e Quara\u00ed. De 1950 a 1951 viveu em Passo Fundo, de onde certa vez foi levado a Erechim para cantar num programa de r\u00e1dio de um certo Maur\u00edcio Sirotsky Sobrinho, o mesmo que anos depois lan\u00e7aria Elis Regina no Clube do Guri em Porto Alegre. Passou o ano de 1952 em Porto Alegre. Em 1953 a fam\u00edlia se fixou em Pelotas, de onde nunca mais quis sair.<\/p>\n\n\n\n<p>Matriculado no tradicional Col\u00e9gio Pelotense, terminou o gin\u00e1sio em 1956 e, ao inv\u00e9s de continuar os estudos, passou a frequentar a R\u00e1dio Cultura, onde n\u00e3o faltavam op\u00e7\u00f5es para quem n\u00e3o tivesse medo do microfone. Ap\u00f3s se apresentar como cantor em programas de audit\u00f3rio, foi convidado a produzir um programa sobre cinema, tema de artigos que publicava no Di\u00e1rio Popular, como s\u00f3cio militante do clube de cinema local fundado em 1950 \u2013 na cidade havia ent\u00e3o pelo menos seis boas salas com uma oferta variada de filmes. Apoiado pelo diretor Elias Bainy, trabalhou na discoteca, no departamento de not\u00edcias e como diretor de elenco de r\u00e1dio-teatro at\u00e9 1960, quando as novelas passaram a chegar gravadas de S\u00e3o Paulo, obrigando os r\u00e1dio-atores a buscar novas atividades. <\/p>\n\n\n\n<p>Ele seguiu na r\u00e1dio, mas retomou os estudos e a partir de 1962 passou a trabalhar em banco. Findo o colegial, come\u00e7ou o curso de Direito, que lhe permitiria trabalhar como advogado trabalhista.<\/p>\n\n\n\n<p>No meio da vida de banc\u00e1rio e estudante, sobreviveu a op\u00e7\u00e3o pelo teatro, incentivada por professores como Aldyr Garcia Schlee, Angenor Gomes e Luiz Carlos Correa da Silva, fundadores da Sociedade de Teatro Escola de Pelotas (STEP, 1962) e do Teatro dos Gatos Pelados (TGP), criado em 1963 por alunos e mestres do Pelotense (\u201cgato pelado\u201d \u00e9 o apelido dos estudantes dessa centen\u00e1ria escola p\u00fablica municipal). Esses dois grupos teatrais deram resson\u00e2ncia nacional \u00e0s atividades c\u00eanicas em Pelotas, onde desde a segunda metade do s\u00e9culo XIX se formou um p\u00fablico apreciador das artes exibidas nos teatros Sete de Abril, Guarany e nos audit\u00f3rios de escolas e clubes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de sua atividade como animador do teatro, Sobreiro fez a cenografia de pe\u00e7as infantis, mas, j\u00e1 em 1962, escreveu seu primeiro texto teatral, \u201cO Infeliz Jovem Rei\u201d, apresentado pela primeira vez no ano seguinte. Em 1966, se tornou oficialmente professor do Pelotense.<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo,<strong> AS NOVE PE\u00c7AS<\/strong> analisadas e\/ou comentadas no livro \u201c6 D\u00e9cadas de Teatro\u201d:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>O INFELIZ JOVEM REI (1962\/63), drama inspirado em \u201cHamlet\u201d, do dramaturgo ingl\u00eas William Shakespeare.<\/li>\n\n\n\n<li>BIRA &amp; CONCEI\u00c7\u00c3O, escrita em 1966, \u00e9 uma \u00f3pera popular cantada cuja primeira encena\u00e7\u00e3o, dirigida por Angenor Gomes e auxiliado por Jos\u00e9 Luiz Marasco, do TGP, desencadeou o convite para concorrer ao Festival Nacional de Teatro de Estudantes em 1968 no Rio. Uma das exig\u00eancias do festival, como \u201ccontrapartida social\u201d, era encena\u00e7\u00e3o de uma pe\u00e7a infantil em uma comunidade perif\u00e9rica da capital carioca. Ocupado na produ\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a maior, Sobreiro pediu ao professor Aldyr Schlee que o cobrisse na emerg\u00eancia. Inspirado no cl\u00e1ssico \u201cChapeuzinho Vermelho\u201d, o amigo criou uma vers\u00e3o moderna levada numa favela \u2013 os originais se perderam na voragem do AI-5, que escancarou a ditadura em 13 de dezembro de 1968. \u201cBira &amp; Concei\u00e7\u00e3o\u201d ganhou o pr\u00eamio de melhor m\u00fasica, superando 32 concorrentes \u2013 as can\u00e7\u00f5es foram compostas pelo pr\u00f3prio dramaturgo, que n\u00e3o estudou m\u00fasica formalmente, mas tinha o que, no popular, se chama de \u201cbom ouvido\u201d. Segundo o doutor em m\u00fasica e professor Leandro Maia, que analisou Bira &amp; Concei\u00e7\u00e3o, \u201cValter Sobreiro tem consci\u00eancia mel\u00f3dica e no\u00e7\u00e3o harm\u00f4nica\u201d. Em consequ\u00eancia dessa pioneira excurs\u00e3o ao Rio, a equipe pelotense ficaria desfalcada do cen\u00f3grafo Fernando Mello da Costa, que se mudou para o Rio algum tempo depois de abrir espa\u00e7o profissional em Porto Alegre. D\u00e9cadas depois, sempre no Rio, o pr\u00f3prio Mello da Costa cobrou o resgate da pe\u00e7a, principalmente da trilha musical, da qual n\u00e3o havia grava\u00e7\u00e3o nem partitura. Mesmo achando que a pe\u00e7a estava superada pela evolu\u00e7\u00e3o dos temas do teatro moderno, Sobreiro o atendeu em 2012, com a ajuda do m\u00fasico Leonardo Oxley Rodrigues, mas a pe\u00e7a n\u00e3o chegou a ser remontada porque o cen\u00f3grafo faleceu em 2019. As partituras transcritas pelo acad\u00eamico Alinson Alaniz est\u00e3o salvas no livro \u201c6 D\u00e9cadas\u201d. A \u00f3pera tem apenas quatro personagens (uma mulher, dois homens e a m\u00e3e deles) e um coro de oito vozes presente o tempo todo em cena e amparado por um&nbsp; grupo de m\u00fasicos.<\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"font-size: revert;letter-spacing: -0.22px\">EM NOME DE FRANCISCO, sobre o poeta pelotense Francisco Lobo da Costa (1853-1888). Publicada pela Editora Tch\u00ea em 1987, teve 36 apresenta\u00e7\u00f5es no RS, PR, PB e no Uruguai, sendo premiada em Novo Hamburgo e Ponta Grossa. Um grupo de Pelotas montou-a posteriormente e, usando trechos da pe\u00e7a, fez um v\u00eddeo que acabou ganhando um pr\u00eamio.<\/span><\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"font-size: revert;letter-spacing: -0.22px\">MARAGATO \u2013 Publicada em 1995 pela editora da UFPel. Drama falado e cantado em torno da Revolu\u00e7\u00e3o Federalista de 1893, quando se defrontaram maragatos e ximangos, uma rivalidade hist\u00f3rica que at\u00e9 hoje ecoa no RS. Ganhou 30 pr\u00eamios entre 1988 e 1991. Foi apresentado em 31 cidades ga\u00fachas, em oito outras fora do Rio Grande e no Uruguai, incluindo o Teatro Solis de Montevid\u00e9u. Estima-se que tenha sido assistida por 45 mil pessoas. O autor recusou propostas de montagem por um grupo de Porto Alegre.<\/span><\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"font-size: revert;letter-spacing: -0.22px\">DON LEANDRO ou OS SENDEIROS DE SANGUE \u2013 Pe\u00e7a de 1999 inspirada no \u201cRei Lear\u201d de Shakespeare. Trata do poder na velhice, envolvendo disputas entre homens e mulheres.<\/span><\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"font-size: revert;letter-spacing: -0.22px\">DE PROD\u00cdGIOS E MARAVILHAS, de 2006, pe\u00e7a sobre sonhos, fantasias, desejos, conflitos e os sofrimentos resultantes de enganos e frustra\u00e7\u00f5es.<\/span><\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"font-size: revert;letter-spacing: -0.22px\">ENTREMEZ DA RAINHA MARIA , A LOUCA, E SEU CRIADO BELIS\u00c1RIO, 2011, sobre a hipocrisia entre as classes sociais, a escravid\u00e3o, o ex\u00edlio, e a saudade da terra natal.<\/span><\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"font-size: revert;letter-spacing: -0.22px\">PAI-DE-DEUS, de 2012, trata das rela\u00e7\u00f5es entre algoz e v\u00edtima (torturador e torturado) durante uma ditadura militar. Desde o in\u00edcio, a pe\u00e7a tem momentos que lembram o tradicional \u2018pas de deux\u2019 do bal\u00e9, que simula um di\u00e1logo em forma de dan\u00e7a, mas na realidade do palco se trata de um confronto, uma tentativa de ajuste de contas. Estreou em Pelotas em 2012, foi apresentada em Porto Alegre em 2016 e voltou a ser encenada em Pelotas em 2020. De 2023 a 2024, cedida ao Grupo Tholl, formado por ex-alunos de Sobreiro, a pe\u00e7a foi levada a Porto Alegre, S\u00e3o Paulo e Rio, sob a dire\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Schmidt, tamb\u00e9m ator nesse que \u00e9 o drama politicamente mais denso e atual de Sobreiro. No artigo em que analisa no livro \u201c6 D\u00e9cadas\u201d o contexto pol\u00edtico da pe\u00e7a, a atriz e professora de dramaturgia Fernanda Vieira Fernandes observa: \u201cA aus\u00eancia de julgamento e condena\u00e7\u00e3o dos crimes de tortura e morte de cidad\u00e3os brasileiros favorece a perda da mem\u00f3ria e, pior, mant\u00e9m \u00e0 espreita o autoritarismo com ares de solu\u00e7\u00e3o milagrosa\u201d.<\/span><\/li>\n\n\n\n<li><span style=\"font-size: revert;letter-spacing: -0.22px\">RESSOLANA (2014), ambientada numa \u00e1rea de fronteira luso-castelhana no s\u00e9culo XIX, trata de um tri\u00e2ngulo formado por um pai, seu filho e uma prostituta que se quer livre. O desfecho \u00e9 tr\u00e1gico: para se vingar do pai, que n\u00e3o cumpre a promessa de libert\u00e1-la, a mulher envenena o jovem. Ci\u00fame, posse e vingan\u00e7a tecem o enredo fronteiri\u00e7o que ecoa as trag\u00e9dias gregas. \u00danica pe\u00e7a de Sobreiro in\u00e9dita em palcos.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading intertit\">\u00cdNTEGRA DAS PE\u00c7AS EM LIVRO<\/h2>\n\n\n\n<p>Em reconhecimento \u00e0 import\u00e2ncia do trabalho do dramaturgo Valter Sobreiro Junior, a UFPel planeja publicar a \u00edntegra de sua obra teatral, constitu\u00edda pelas nove pe\u00e7as analisadas e comentadas no livro \u201c6 D\u00e9cadas\u201d, em cuja introdu\u00e7\u00e3o a professora Lilian Becker de Oliveira, mestra em Mem\u00f3ria Social e Patrim\u00f4nio Cultural, escreveu: \u201cA import\u00e2ncia das obras de Valter Sobreiro J\u00fanior para a cidade de Pelotas transcende o \u00e2mbito teatral, configurando-se como um patrim\u00f4nio imaterial de valor inestim\u00e1vel para a mem\u00f3ria cultural da regi\u00e3o. (&#8230;) Sobreiro J\u00fanior \u00e9 considerado um formador de gera\u00e7\u00f5es de artistas e sua influ\u00eancia no teatro pelotense ressalta uma metodologia que introduziu conceitos como a \u2018unidade pl\u00e1stica do espet\u00e1culo\u2019, integrando cenografia, ilumina\u00e7\u00e3o, figurino e trilha sonora em uma proposta integradora, como destacou Joice Ester Ayres de Lima em trabalho de 2011 na UFPel.<\/p>\n\n\n\n<p>Para criar o que denomina \u201ccenografia de planos estruturados\u201d, Sobreiro trocou experi\u00eancias com diretores, atores e te\u00f3ricos, al\u00e9m de professores e jornalistas especializados \u2013 muita gente ao longo do tempo, cabendo por\u00e9m uma lembran\u00e7a especial a Gianni Ratto (1916-2005), diretor que coordenou a montagem da caixa c\u00eanica e do aparato de som e luz do Theatro Sete de Abril na reforma dos anos 1980, quando os dois tiveram uma f\u00e9rtil conviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Se for publicado, o livro da UFPel sobre as pe\u00e7as de Sobreiro pode ser sua consagra\u00e7\u00e3o final, j\u00e1 ensaiada em homenagens prestadas em anos recentes nas tr\u00eas maiores cidades costeiras da Lagoa dos Patos:&nbsp; em 2021, o ano em que completou 60 anos de teatro, Sobreiro recebeu do governo estadual a Medalha Sim\u00f5es Lopes Neto, por m\u00e9rito cultural; no mesmo ano, seu nome foi fixado em placa de bronze no sagu\u00e3o do Teatro 7 de Abril, fundado em 1831 no cora\u00e7\u00e3o de Pelotas; em 2022, a prefeitura de Rio Grande tamb\u00e9m inaugurou uma placa comemorativa no teatro municipal, fundado em 1929.<\/p>\n\n\n\n<p>DOIS ROMANCES<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tenha se dedicado prioritariamente ao teatro, encontrou tempo para escrever dois romances: \u201cPetrona Carrasco\u201d, premiado pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul em 1989, foi publicado pelo Instituto Estadual do Livro (IEL) em parceria com a Editora Tch\u00ea; e \u201cO Dem\u00f4nio a ser Pago no Est\u00fadio dos Fundos\u201d, publicado pela Editora Lerigou, lan\u00e7ado em 2024 em Pelotas e em 2025 em Porto Alegre. No depoimento ao signat\u00e1rio deste perfil, Sobreiro disse que pretende ainda escrever sobre sua vida: \u201cTem tantas perip\u00e9cias que pode dar uma novela\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>CENA FINAL<\/p>\n\n\n\n<p>Comentando sua ades\u00e3o incondicional ao teatro em Pelotas, Valter Sobreiro diz que cedo percebeu a necessidade de circular com os espet\u00e1culos, para justificar o investimento feito e divulg\u00e1-los, mas esbarrou nas limita\u00e7\u00f5es do tempo, pois tinha compromissos familiares (tr\u00eas filhos) e profissionais (trabalhar como professor e advogado) na cidade. Por isso recusou convites para levar suas pe\u00e7as a outros pa\u00edses. \u201cMas plantei a ideia de produzir em Pelotas\u201d, conclui, lembrando que nunca lhe faltaram patrocinadores porque \u201cmuitos empres\u00e1rios e pol\u00edticos eram frequentadores de espet\u00e1culos de m\u00fasica e artes c\u00eanicas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tenha alcan\u00e7ado notoriedade nacional e levado suas pe\u00e7as at\u00e9 ao Uruguai, o dramaturgo ficou toda a vida em Pelotas, sustentando-se como advogado trabalhista e dando aulas de teatro, sem se fazer notar sen\u00e3o pela dedica\u00e7\u00e3o ao meio onde as vaidades pessoais trombam nos camarins, nos palcos e at\u00e9 no sagu\u00e3o dos teatros. Por ironia da hist\u00f3ria, nenhum dos seus descendentes (tr\u00eas filhos, sete netos e dois bisnetos) mora em Pelotas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GERALDO HASSE Lan\u00e7ado em fins de 2025, o livro \u201c6 D\u00e9cadas de Teatro\u201d, contendo uma dezena de artigos acad\u00eamicos sobre a obra de Valter Sobreiro J\u00fanior, oferece uma nova e ampla dimens\u00e3o da carreira desse professor, cen\u00f3grafo, escritor e diretor teatral que fez toda vida profissional em Pelotas, de onde s\u00f3 saiu esporadicamente para encenar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":91973,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-91969","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-materiasecundaria"],"aioseo_notices":[],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/02\/sobreiro-cena-teatro.jpg","jetpack-related-posts":[{"id":91791,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/a-parabola-diabolica-de-valter-sobreiro-junior\/","url_meta":{"origin":91969,"position":0},"title":"A par\u00e1bola diab\u00f3lica de Valter Sobreiro Junior","author":"da Reda\u00e7\u00e3o","date":"3 de janeiro de 2026","format":false,"excerpt":"GERALDO HASSE O romance \u201cO Dem\u00f4nio a Ser Pago no Est\u00fadio dos Fundos\u201d, de Valter Sobreiro Junior, pode e deve ser lido como uma par\u00e1bola sobre o poder do Dinheiro em seu massacre habitual dos trabalhadores, especialmente os praticantes das Artes. \u00c9 narrado na primeira pessoa por um ex-programador musical\u2026","rel":"","context":"Em &quot;Cultura-MAT\u00c9RIA&quot;","block_context":{"text":"Cultura-MAT\u00c9RIA","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/category\/materiasecundaria\/"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/01\/cultura-valter-sobreiro-junior-foto-divulgacao-edited.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/01\/cultura-valter-sobreiro-junior-foto-divulgacao-edited.jpg?resize=350%2C200&ssl=1 1x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/01\/cultura-valter-sobreiro-junior-foto-divulgacao-edited.jpg?resize=525%2C300&ssl=1 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/01\/cultura-valter-sobreiro-junior-foto-divulgacao-edited.jpg?resize=700%2C400&ssl=1 2x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/01\/cultura-valter-sobreiro-junior-foto-divulgacao-edited.jpg?resize=1050%2C600&ssl=1 3x, https:\/\/i0.wp.com\/www.jornalja.com.br\/cultura\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2026\/01\/cultura-valter-sobreiro-junior-foto-divulgacao-edited.jpg?resize=1400%2C800&ssl=1 4x"},"classes":[]},{"id":91201,"url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/cultura\/uta-e-pretago-apresentam-mesa-farta-e-zaze-zaze-uma-festa-para-vavo-em-porto-alegre\/","url_meta":{"origin":91969,"position":1},"title":"UTA e Pretag\u00f4 apresentam Mesa Farta e Zaze Zaze: uma festa para Vav\u00f3,\u00a0em Porto Alegre","author":"Higino Barros","date":"16 de julho de 2025","format":false,"excerpt":"A troca e o encontro de dois grandes grupos de teatro do sul do Brasil, o UTA e o Pretag\u00f4, est\u00e1 sendo celebrada com uma circula\u00e7\u00e3o de seus mais recentes espet\u00e1culos pelo RS. 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