{"id":33705,"date":"2016-05-31T01:00:48","date_gmt":"2016-05-31T04:00:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=33705"},"modified":"2016-05-31T01:00:48","modified_gmt":"2016-05-31T04:00:48","slug":"eu-e-jean-jean-e-eu-ou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/eu-e-jean-jean-e-eu-ou\/","title":{"rendered":"Eu e Jean, Jean e eu, ou:"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size: 22px;font-style: italic;color: #555;width: 100%;line-height: 120%;margin: 0px;padding: 10px 25px\">As trajet\u00f3rias de vida e a (im)possibilidade de desenvolver uma cosmovis\u00e3o cr\u00edtico-reflexiva<\/span><br \/>\n<span class=\"assina\">MAR\u00cdLIA VER\u00cdSSIMO VERONESE*<\/span><br \/>\nEu perguntava a mim mesma&#8230; de onde vem essa identifica\u00e7\u00e3o incr\u00edvel que tenho com o [deputado federal] Jean Wyllys? Tudo foi diferente em nossas vidas, pelo menos at\u00e9 a fase adulta. Ele homem, eu mulher. Ele gay, eu h\u00e9tero. Ele de Alagoinhas na Bahia, eu de Porto Alegre das plagas ga\u00fachas, mais pr\u00f3xima culturalmente de Uruguai e Argentina do que do resto do pa\u00eds. Ele de origem pobre e perif\u00e9rica, eu de classe m\u00e9dia, filha de m\u00e9dico e professora universit\u00e1ria. Ele passou fome, eu sempre desfrutei de uma boa alimenta\u00e7\u00e3o, sendo costumeiramente a fome resolvida assim que surgia. Mas eu me sentia quase que irmanada a ele, sentia uma identifica\u00e7\u00e3o enorme. Ele falava e parecia que eu mesma estava a emitir uma opini\u00e3o, de t\u00e3o parecido que pens\u00e1vamos o mundo e a pol\u00edtica! A idade \u00e9 pr\u00f3xima, nasci no final dos anos sessenta e ele no in\u00edcio dos setenta. Mas eu n\u00e3o entendia muito bem aquela semelhan\u00e7a das vis\u00f5es de mundo, at\u00e9 que li seu livro <em>TEMPO BOM TEMPO RUIM &#8211; Identidades, pol\u00edticas e afetos<\/em> (Cia. das Letras, 2013). A\u00ed comecei a identificar as semelhan\u00e7as ocultas a um olhar mais superficial. Tivemos em casa uma forma\u00e7\u00e3o religiosa cat\u00f3lica, o que nos aproximou da teologia da liberta\u00e7\u00e3o; estudamos numa escola p\u00fablica de qualidade, que nos deu uma forma\u00e7\u00e3o laica, humanista e politizada, eu no Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o da UFRGS, tendo feito um \u201cvestibular\u201d aos dez anos de idade para ingressar, ele com bolsa de estudos na Funda\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Carvalho, entidade filantr\u00f3pica que oferecia um ensino t\u00e9cnico de excel\u00eancia aos poucos escolhidos em uma rigorosa sele\u00e7\u00e3o de candidatos. Outra semelhan\u00e7a: bem antes da \u00e9poca, ambos enfrentamos um processo seletivo concorrido e dif\u00edcil, tipo \u201cvestibular\u201d! Alguns anos ap\u00f3s a data que ingressei, em 1978, o processo seletivo foi substitu\u00eddo por sorteio no Col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o, que apesar de p\u00fablico era de elite na \u00e9poca, justamente pela forma de ingresso. Ela reproduzia a mesma injusti\u00e7a da universidade p\u00fablica, sendo agora seu corpo discente bastante variado em termos de origem de classe. Quanto \u00e0 escola de Jean, segundo informa\u00e7\u00f5es do site da institui\u00e7\u00e3o, existe hoje o projeto\u00a0<em>Garipando Talentos,<\/em><em>\u00a0<\/em>criado h\u00e1 tr\u00eas anos, que tem o objetivo de selecionar e preparar jovens de 8\u00aa s\u00e9rie das escolas p\u00fablicas do munic\u00edpio de Pojuca para o ingresso no Col\u00e9gio T\u00e9cnico da Funda\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 Carvalho (FJC).<br \/>\nPercebi que o modo como constru\u00edmos uma vis\u00e3o de mundo semelhante, eu e Jean, vinha do fato de ambos termos experimentado na educa\u00e7\u00e3o familiar o melhor da tradi\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria crist\u00e3 \u2013 os valores da solidariedade, do poder do perd\u00e3o como reconstrutor de humanidades e v\u00ednculos, da comunidade como melhor forma de vida \u2013 minha m\u00e3e costumava nos repreender com a frase \u201ccolabora com a comunidade!\u201d, quando eu e meus irm\u00e3os ag\u00edamos de forma ego\u00edsta. Por outro lado, tivemos acesso a um ensino p\u00fablico laico e de excelente qualidade. No col\u00e9gio de Aplica\u00e7\u00e3o, tudo era calcado na no\u00e7\u00e3o de \u201cliberdade com responsabilidade\u201d, estimulava-se sempre a leitura e discuss\u00e3o cr\u00edtica dos conte\u00fados trabalhados em aula, fazendo-nos compreender em profundidade o que era a <em>justi\u00e7a<\/em>, e a crer, sobretudo, na sua efetiva\u00e7\u00e3o pelos humanos <em>em vida<\/em>, corroborando com a teologia da liberta\u00e7\u00e3o e evitando poss\u00edveis armadilhas da \u00e9tica humanista crist\u00e3. Esta tem l\u00e1 seus muitos aspectos contradit\u00f3rios, basta ver a \u201cdificuldade\u201d da Igreja com a homossexualidade, os direitos reprodutivos das mulheres etc. Com o papa Francisco, parecem piscar algumas luzes no fim do t\u00fanel, mas a igreja cat\u00f3lica continua sendo majoritariamente conservadora.<br \/>\nAprendemos o que significava a opress\u00e3o ao longo do processo civilizat\u00f3rio e sobre as contradi\u00e7\u00f5es e ambiguidades desse. No Aplica\u00e7\u00e3o t\u00ednhamos professores vindos das ditaduras vizinhas, acolhidos pela universidade federal para uma readapta\u00e7\u00e3o laboral no ex\u00edlio. Acessando a mem\u00f3ria afetiva, recordo aqui o querido professor Fructuoso Rivera, que chegou do Uruguai sem falar portugu\u00eas e foi dar aula para 30 agitados pr\u00e9-adolescentes (coitado!), a quem cham\u00e1vamos de \u201cGardel\u00f3n\u201d devido a um personagem humor\u00edstico da \u00e9poca, interpretado por J\u00f4 Soares. Dele temos uma lembran\u00e7a preciosa: no dia de seu anivers\u00e1rio ganhou de presente um pequeno bolo ingl\u00eas do tipo que se vendia nos bares estudantis. Pegou um canivete e dividiu-o em 16 min\u00fasculas fatias, para que todos ali presentes ganhassem um fragmento, ensinando que o certo \u00e9 n\u00e3o ficar ningu\u00e9m de fora, nunca.<br \/>\nDiscut\u00edamos e particip\u00e1vamos muito nas aulas de hist\u00f3ria, sempre em forma de debate cr\u00edtico, enquanto meus amigos de escolas privadas de classe m\u00e9dia decoravam datas e fatos da historiografia convencional \u2013 aquela dos \u201cvencedores\u201d que escreveram as narrativas, carregadas da colonialidade do poder\/saber e suas muitas distor\u00e7\u00f5es. T\u00ednhamos aula de teatro, m\u00fasica e artes pl\u00e1sticas, al\u00e9m de dois anos de franc\u00eas ou alem\u00e3o, \u00e0 escolha. Nas aulas de biologia, tamb\u00e9m discut\u00edamos sexualidade e livre express\u00e3o do desejo, acreditem? Coma professora Maria L\u00facia, linda e querid\u00edssima.<br \/>\nNuma educa\u00e7\u00e3o de excel\u00eancia, \u00e9 mais importante levar o\/a estudante a pensar com independ\u00eancia e criticidade do que faz\u00ea-lo\/a ter condi\u00e7\u00f5es de \u201ccompetir\u201d no mercado de trabalho e \u201csubir na vida\u201d para al\u00e9m de seus competidores, isto \u00e9, o resto do mundo. Percebe-se que cada vez mais uma educa\u00e7\u00e3o formal voltada obcecadamente para o \u201cmercado\u201d \u2013 uma posi\u00e7\u00e3o vantajosa neste seria o que realmente importa \u2013 impede-se o desenvolvimento, nos estudantes, de uma forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtico-reflexiva, plural, questionadora e que produza sujeitos capazes de indigna\u00e7\u00e3o perante injusti\u00e7as e desigualdades inaceit\u00e1veis.<br \/>\nMas isso tudo \u00e9 para dizer que, para desenvolver uma cosmovis\u00e3o cr\u00edtica e reflexiva, precisamos ter experi\u00eancias que alimentem\/enrique\u00e7am aspectos sociais, pol\u00edticos, cognitivos, intelectuais, art\u00edsticos, emocionais e afetivos da nossa subjetividade. E que isso independe de classe social ou das trajet\u00f3rias de vida distintas que eventualmente tivermos, embora possamos dizer que o menino Jean teve uma boa dose de sorte tamb\u00e9m, para al\u00e9m de seus muitos m\u00e9ritos. O soci\u00f3logo Jess\u00e9 de Souza, baseando-se nas ideias de Pierre Bordieu, afirma que a reprodu\u00e7\u00e3o das desigualdades e injusti\u00e7as vem \u201cde ber\u00e7o\u201d, da obten\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de capitais simb\u00f3licos importantes para a vida em sociedade: uma crian\u00e7a pobre que \u00e9 desde muito cedo expulsa da escola para trabalhar precariamente n\u00e3o desenvolve as qualidades necess\u00e1rias para ter sucesso na vida acad\u00eamica e profissional, tais como disciplina, capacidade de concentra\u00e7\u00e3o e simboliza\u00e7\u00e3o, racioc\u00ednio abstrato etc. E n\u00e3o porque haja algo errado com ela, mas porque n\u00e3o tem em casa uma m\u00e3e que l\u00ea jornais e livros e fala franc\u00eas, ou n\u00e3o v\u00ea o tio falando ingl\u00eas, ou n\u00e3o tem um pai m\u00e9dico tratando de suas doen\u00e7as infantis em casa mesmo, ajudando a preveni-las, ou um irm\u00e3o que ajuda nos estudos; n\u00e3o viaja ao exterior, n\u00e3o vai ao cinema, teatros e museus, n\u00e3o tem muito tempo dispon\u00edvel para estudar, n\u00e3o tem livros \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o teve o \u201ctreino\u201d de passar horas em sala de aula, concentrada e focada em atividades intelectuais. Depois de adulto\/a, ou ainda muito jovem, passa a trabalhar em atividades prec\u00e1rias e mal pagas, como servi\u00e7os dom\u00e9sticos ou gerais, proporcionando ainda mais tempo aos sujeitos da classe m\u00e9dia para estudarem e se qualificarem, galgando melhores cargos e ganhando mais, enquanto eles permanecer\u00e3o no mesmo emprego por falta de condi\u00e7\u00f5es de aperfei\u00e7oamento pessoal. Ent\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es concretas de exist\u00eancia determinam muito mais os modos de vida de cada um\/a de n\u00f3s \u2013 apesar de n\u00e3o haver determina\u00e7\u00f5es absolutas \u2013 do que o simples esfor\u00e7o individual, ou m\u00e9ritos pessoais.<br \/>\nA fal\u00e1cia da meritocracia constr\u00f3i, contudo, uma representa\u00e7\u00e3o social bastante difundida da pobreza como dem\u00e9rito e da riqueza como m\u00e9rito. Nada mais enganador e reprodutor de injusti\u00e7as e desigualdades. Meritocracia \u00e9 um conceito que serve bem, por exemplo, no momento da composi\u00e7\u00e3o de uma equipe econ\u00f4mica, ou para a forma\u00e7\u00e3o de um minist\u00e9rio de Estado&#8230; A escolha e a indica\u00e7\u00e3o, nesses casos, devem ser por m\u00e9rito, pela excel\u00eancia demonstrada pelo\/a indicado\/a para ocupar aquela posi\u00e7\u00e3o (tudo, ali\u00e1s, o que <strong>n\u00e3o <\/strong>estamos vendo agora, nesse governo interino que assumiu ilegitimamente, a meu ver).<br \/>\nNas situa\u00e7\u00f5es de ingresso e posi\u00e7\u00e3o no mundo escolar e laboral, ou do julgamento de indiv\u00edduos comuns de diferentes origens, ele pouco ajuda e ainda atrapalha muito a vis\u00e3o clara sobre os modos de reprodu\u00e7\u00e3o das desigualdades de classe, g\u00eanero, ra\u00e7a\/etnia etc. A vergonha pelo fracasso dos desfavorecidos, inculcada neles desde cedo pela sociedade de entorno, tamb\u00e9m contribui para que persista o imoral abismo social, al\u00e9m de ser uma pervers\u00e3o\/crueldade institucionalizada e amplamente aceite. O \u201cesfor\u00e7o pessoal\u201d e a \u201cvoca\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 tidos como causas do sucesso ou fracasso, &#8211; n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas nem as principais causas de resultados obtidos na vida dos cidad\u00e3os\/\u00e3s, em situa\u00e7\u00f5es de alta desigualdade. H\u00e1 processos de estratifica\u00e7\u00e3o social, complexos e multicausais, a serem considerados. Mas o senso comum n\u00e3o costuma querer saber disso, na sua tend\u00eancia a enxergar os pobres como pregui\u00e7osos e n\u00e3o possuidores de qualidades morais positivas.<br \/>\nA desigualdade socioecon\u00f4mica n\u00e3o \u00e9 merecida, n\u00e3o \u00e9 causada por fatores individuais e sim de reprodu\u00e7\u00e3o social, atrav\u00e9s de decis\u00f5es pol\u00edticas e econ\u00f4micas, tomadas por grandes agentes com poder institucional, que afetam milh\u00f5es de pessoas. Assim como as viol\u00eancias de que a mulher \u00e9 v\u00edtima \u2013 estamos todos impactados pelo estupro coletivo havido na semana passada \u2013 n\u00e3o s\u00e3o culpa de seu comportamento, mas sim de s\u00e9culos de patriarcado operando e formando uma densa camada subjetiva de machismo em boa parte dos homens (e tamb\u00e9m em boa parte das mulheres). N\u00e3o falta quem ache, em ambos os sexos e em todos os g\u00eaneros, que a culpa pela pobreza e vulnerabilidade \u00e9 do pobre e a culpa do estupro \u00e9 da mulher, que de algum modo \u201cprovocou\u201d ou \u201cpermitiu\u201d.<br \/>\nAssim que voltamos \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e seu potencial de formar reflex\u00e3o cr\u00edtica. Mais do que nunca precisamos de debates em sala de aula, sobre rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, sobre pobreza e desigualdades, sobre estratifica\u00e7\u00e3o social, porque tudo \u00e9 pol\u00edtica, inclusive a ci\u00eancia. O modo como queremos viver nossas vidas, o que consideramos uma boa sociedade, faz parte de um projeto pol\u00edtico, de um projeto de vida, que envolve inst\u00e2ncias coletivas, institucionais, grupais, culturais e individuais. Refere-se, amplo modo, ao que queremos para o mundo em que vivemos e o que queremos para n\u00f3s e os que nos rodeiam. Ao reduzirmos a no\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica \u00e0 sua dimens\u00e3o partid\u00e1ria ou mesmo institucional, ela se esvazia de sentido e ainda ganha, no senso comum, uma conota\u00e7\u00e3o negativa ligada \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. Esta geralmente tem agentes do mercado envolvidos, o que costuma ser cuidadosamente ocultado; portanto, \u00e9 preciso politizar a educa\u00e7\u00e3o, no melhor sentido que concebo o termo: torn\u00e1-la ve\u00edculo de problematiza\u00e7\u00e3o e troca de ideias em todas as dimens\u00f5es da exist\u00eancia humana e planet\u00e1ria. Projetos como o tal \u201cEscola sem partido\u201d \u2013 que parte da mais torpe e equivocada concep\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica -, se aprovados, ir\u00e3o decretar o descalabro do sistema educativo no Brasil, j\u00e1 t\u00e3o debilitado. E impedir\u00e3o que Jeans e Mar\u00edlias, independente da origem de classe, de sexo e de identidade de g\u00eanero, possam eventualmente vir a experimentar formas de empatia que sirvam para construir pontes, identifica\u00e7\u00f5es e di\u00e1logos mundo afora, ampliando e pluralizando formas de subjetividade social (e consequentemente de vida) cr\u00edtico-reflexivas.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As trajet\u00f3rias de vida e a (im)possibilidade de desenvolver uma cosmovis\u00e3o cr\u00edtico-reflexiva MAR\u00cdLIA VER\u00cdSSIMO VERONESE* Eu perguntava a mim mesma&#8230; de onde vem essa identifica\u00e7\u00e3o incr\u00edvel que tenho com o [deputado federal] Jean Wyllys? 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