{"id":34251,"date":"2016-06-06T06:00:39","date_gmt":"2016-06-06T09:00:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=34251"},"modified":"2016-06-06T06:00:39","modified_gmt":"2016-06-06T09:00:39","slug":"discurso-politico-da-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/discurso-politico-da-midia\/","title":{"rendered":"Discurso pol\u00edtico da m\u00eddia"},"content":{"rendered":"<p>No imagin\u00e1rio popular, a informa\u00e7\u00e3o trazida pela grande m\u00eddia, seja escrita seja r\u00e1dio-televisiva, caracteriza-se pela objetividade e neutralidade. A pr\u00f3pria m\u00eddia reafirma reiteradamente o car\u00e1ter deontol\u00f3gico de sua atua\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNo entanto, a realidade \u00e9 bem diferente. Todas as sociedades, inclusive a brasileira, s\u00e3o compostas de classes com condi\u00e7\u00f5es de vida, interesses econ\u00f4micos e vis\u00f5es de mundo antag\u00f4nicos. Nelas, os aparelhos pol\u00edticos servem predominantemente para permitir que setores economicamente dominantes mantenham seu poder, o que implica a possibilidade de subalternizar e explorar outras classes. As grandes empresas, essencialmente dedicadas ao lucro e que vendem informa\u00e7\u00e3o, servem para manter essa \u201cordem constitu\u00edda\u201d.<br \/>\nPor\u00e9m o lucro dessas empresas, que adv\u00e9m, sobretudo, da venda de publicidade e propaganda, repousa essencialmente na audi\u00eancia. Audi\u00eancia que representa igualmente uma imensa massa de eleitores e consumidores potenciais cujas consci\u00eancias precisam ser moldadas. Para tanto, a m\u00eddia necessita apresentar os fatos de modo tal a convencer a maioria dessa massa de auditores, telespectadores e leitores da pertin\u00eancia de certos fatos e de certas ideias.<br \/>\nPara atingir esse objetivo, toda a grande m\u00eddia, esse verdadeiro \u201cpoder n\u00e3o eleito\u201d, tende a usar mais ou menos as mesmas t\u00e9cnicas: seleciona as not\u00edcias; enfatiza certos fatos em detrimento de outros; prestigia acontecimentos, discursos, eventos \u2013 dando-lhes muito espa\u00e7o \u2013 ou, ao contr\u00e1rio, minimiza-os, apresentando-os sob forma de flashes intercalados com not\u00edcias de menor interesse, etc.<br \/>\n<span class=\"intertit\">M\u00eddia e linguagem<\/span><br \/>\nNesse combate pol\u00edtico, cultural e ideol\u00f3gico, a linguagem em geral [imagens, m\u00edmicas&#8230;] e a linguagem verbal em particular t\u00eam um papel central. Entre os recursos lingu\u00edstico-discursivos usados, um dos mais relevantes \u2013 e que engloba muitos outros \u2013 \u00e9 o fato de ela produzir e reproduzir uma linguagem e um discurso \u201cde massa\u201d, empobrecido, no qual, sobretudo, palavras semanticamente complexas s\u00e3o usadas apenas com um de seus conte\u00fados referenciais. Na televis\u00e3o especialmente, isso se d\u00e1 at\u00e9 mesmo em programas de variedade ou de esporte.<br \/>\nAl\u00e9m disso, a m\u00eddia consegue, atrav\u00e9s da nomea\u00e7\u00e3o, criar fatos (as guerras de conquista de territ\u00f3rios e de mat\u00e9rias-primas passam a ser guerras humanit\u00e1rias) e categorias sociais (os rebeldes no Iraque ocupado pelos EUA, cong\u00eaneres dos partisans, r\u00e9sistants, partigiani da luta contra o nazi-fascismo na Europa, passaram a ser chamados de terroristas). Nomeando, ela cria sentimentos de avers\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a certos setores sociais. Ao chamar, sistematicamente, alguns moradores de bairros pobres que cometem ou s\u00e3o suspeitos de cometer atos il\u00edcitos, de sujeitos, indiv\u00edduos, elementos, ela aproxima-os dos marginais, ladr\u00f5es, foras da lei, dentre outros. Ao contr\u00e1rio, quando exponentes das classes dominantes cometem delitos, continuam sendo chamados de deputados, senadores, ju\u00edzes, executivos, diretores, etc. Retomando Bourdieu, em alguns contextos de enuncia\u00e7\u00e3o, as palavras \u201cfazem coisas, criam fantasias, medos, fobias ou, simplesmente, falsas representa\u00e7\u00f5es\u201d . (BOURDIEU, 1996, 19).<br \/>\nIsso pode culminar, em situa\u00e7\u00f5es de forte contraste social, pol\u00edtico e econ\u00f4mico, em um poder da m\u00eddia t\u00e3o grande que a \u201catualidade argumentativa passa a ser essencialmente tribut\u00e1ria das escolhas feitas pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o dominantes.\u201d (SCHEPENS, 2006, 1). Tivemos um exemplo paradigm\u00e1tico disso quando a m\u00eddia brasileira, com rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, promoveu e defendeu com unhas e dentes o impedimento da presidenta Dilma Roussef, eleita em final de 2014, com 54% dos votos. Nesse caso, a atualidade argumentativa criada pela m\u00eddia, e mais especificamente pela Rede Globo, deu-se atrav\u00e9s da imposi\u00e7\u00e3o da palavra inglesa impeachment, que refletiria uma a\u00e7\u00e3o prevista pela constitui\u00e7\u00e3o brasileira, em contraste com a realidade objetiva, descrita de modo mais pertinente pela palavra golpe.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Tend\u00eancias<\/span><br \/>\nAp\u00f3s a concretiza\u00e7\u00e3o desse processo anticonstitucional e a posse de um presidente e de um governo interinos, a m\u00eddia brasileira serve-se agora de outros recursos para confirmar o fundamento de suas escolhas anteriores e impedir que novas leituras possam ser feitas acerca do governo interino. Esses recursos dizem respeito n\u00e3o apenas ao uso de palavras, mas tamb\u00e9m a aspectos morfossint\u00e1ticos, paraverbais \u2013 como a entona\u00e7\u00e3o \u2013 e n\u00e3o verbais \u2013 tais como a m\u00edmica. Vejamos algumas das tend\u00eancias de constru\u00e7\u00e3o desse discurso.<br \/>\nA eufemiza\u00e7\u00e3o, que serve para relativizar, ocultar e justificar medidas antissociais, golpistas, ilegais, anticonstitucionais e antipopulares do governo interino, assim como dos setores econ\u00f4micos que os apoiam. Assim, o que est\u00e1 em curso n\u00e3o seria uma reforma trabalhista, mas uma moderniza\u00e7\u00e3o trabalhista, com uma diversifica\u00e7\u00e3o profissional do trabalhador, conforme anunciado na maior parte dos grandes ve\u00edculos. A manchete do jornal O GLOBO de 17 de maio anunciava que \u201cTemer vai propor flexibilizar jornada de trabalho e sal\u00e1rio\u201d, justificando essa medida no subt\u00edtulo \u201cReforma trabalhista daria mais for\u00e7a \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es coletivas\u201d, quando sabemos que \u00e9 exatamente o contr\u00e1rio que est\u00e1 sendo proposto.<br \/>\nA nova conjuntura pol\u00edtica e econ\u00f4mica decorrente do golpe institucional contra a presidenta Dilma \u00e9 positivada e supervalorizada, por meio do uso de palavras com conota\u00e7\u00e3o positiva, consideradas \u201cbonitas\u201d pelo sentimento lingu\u00edstico da maioria. Fala-se em novo governo, retomada econ\u00f4mica, retomada da confian\u00e7a, aumento dos investimentos, expectativa da sociedade e dos mercados, recupera\u00e7\u00e3o do poder de compra, salva\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, etc.<br \/>\nOs trope\u00e7os, irregularidades, a\u00e7\u00f5es il\u00edcitas, etc. do governo interino s\u00e3o amenizados e apresentados de modo a torn\u00e1-los menos transparentes e a confundir o telespectador ou leitor. Logo ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o das conversas comprometedoras entre o ent\u00e3o ministro Romero Juc\u00e1 com S\u00e9rgio Machado, o Jornal Nacional da Globo, de 23 de maio, noticiou: \u201cRomero Juc\u00e1 \u00e9 levado a se licenciar\u201d. A forma passiva tem como efeito retirar ou diminuir a responsabilidade do sujeito da frase, colocando-o quase numa posi\u00e7\u00e3o de v\u00edtima da a\u00e7\u00e3o de outra entidade. E, na sequ\u00eancia, o \u00e2ncora relatou que Juc\u00e1 foi elogiado por Temer por sua atua\u00e7\u00e3o enquanto ministro, numa tentativa de amenizar a poss\u00edvel culpa do personagem. Ainda durante os poucos minutos em que divulgou a not\u00edcia ainda recente da revela\u00e7\u00e3o da conversa entre Juc\u00e1 e Machado, o \u00e2ncora do JN acentuou a m\u00e1 qualidade do \u00e1udio e o fato de a Folha de S\u00e3o Paulo n\u00e3o ter publicado a totalidade da conversa, fragilizando assim o enunciado e fortalecendo o enunciador das \u201cconversas gravadas [que] derruba[ra]m o ministro do planejamento do PMDB\u201d.<br \/>\nOs malfeitos do governo interino s\u00e3o acobertados pela m\u00eddia dispersando seu registro em meio a not\u00edcias de prov\u00e1vel forte efeito sobre a grande massa dos telespectadores ou contrapondo aqueles malfeitos aos de partidos da agora oposi\u00e7\u00e3o. No mesmo programa de not\u00edcias do dia 23 de maio, as revela\u00e7\u00f5es da Folha de S\u00e3o Paulo foram rapidamente anunciadas em flashes dispersos, em meio a outras not\u00edcias, entre elas a den\u00fancia contra o governador de Minas Gerais, do PT.<br \/>\nAssim como aconteceu com essa \u00faltima not\u00edcia sobre o governador Fernando Pimentel, que quase se sobrep\u00f4s \u00e0 grava\u00e7\u00e3o de conversas comprometedoras do ministro do planejamento Juc\u00e1, muito mais relevantes no atual contexto pol\u00edtico, tende a haver, na m\u00eddia, um transbordamento dos trope\u00e7os, atuais e passados, da presidenta Dilma, de seus ministros e aliados. Not\u00edcias sobre esses erros ou supostos erros invadem todas as inst\u00e2ncias das not\u00edcias. O governo destitu\u00eddo, tamb\u00e9m gra\u00e7as \u00e0 a\u00e7\u00e3o da m\u00eddia, como vimos, continua sendo demonizado e desprestigiado, assim como seus membros e seu entorno (CUT, MST, etc.), por meio de palavras negativamente conotadas, inseridas em contextos enunciativos relacionados sobretudo \u00e0 crise econ\u00f4mica. A m\u00eddia focaliza situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, fen\u00f4menos negativos, etc. como exclusivamente decorrentes dos governos do PT. Fala-se, por exemplo, da perda de leitos nos hospitais, durante o governo da Dilma; da queda de confian\u00e7a, nas \u00faltimas d\u00e9cadas; da situa\u00e7\u00e3o complicada comparada com outros pa\u00edses do Mercosul; do esgotamento de um modelo, etc.<br \/>\nEm muitos casos, o descr\u00e9dito recai, covardemente, sobre a individualidade dos protagonistas do governo destitu\u00eddo. Durante o processo de impeachment, a revista Isto \u00c9 (abril 2016) apresentou, numa reportagem que atingiu o auge da misoginia, a presidenta Dilma como uma \u201chist\u00e9rica\u201d, propensa a \u201cexplos\u00f5es nervosas\u201d, a \u201csurtos de descontrole\u201d, por causa da imin\u00eancia de seu afastamento (sic), que grita, xinga, ataca, tendo perdido condi\u00e7\u00f5es emocionais para conduzir o pa\u00eds\u201d.<br \/>\nA pol\u00edtica externa dos governos do PT, ainda que n\u00e3o tenha sofrido varia\u00e7\u00f5es ao longo desses 14 anos, \u00e9 hoje chamada de pol\u00edtica \u201cpartid\u00e1ria\u201d, irrespons\u00e1vel\u201d; al\u00e9m disso, muitos dos governos da Am\u00e9rica Latina com os quais o Brasil mantinha rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o chamados agora de governos esquerdistas.<br \/>\nO que a m\u00eddia tem procurado mais escamotear, menosprezar e desqualificar, ap\u00f3s o in\u00edcio do processo de golpe institucional contra a presidenta Dilma, s\u00e3o os in\u00fameros e variados atos promovidos pela popula\u00e7\u00e3o em protesto contra o golpe e, agora, contra o governo usurpador. As t\u00e9cnicas usadas s\u00e3o mais sutis porque, at\u00e9 recentemente, atos p\u00fablicos a favor do impeachment eram supervalorizados e apresentados como democr\u00e1ticos e populares. As atuais manifesta\u00e7\u00f5es, apesar de serem mais frequentes, maiores e mais universais, ganham muito pouco espa\u00e7o na m\u00eddia, quando n\u00e3o s\u00e3o literalmente ignoradas. \u00c9 mais uma vez atrav\u00e9s da manipula\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados referenciais de determinadas palavras que a m\u00eddia tem conseguido desqualificar esse movimento multitudin\u00e1rio. A m\u00eddia tem desqualificado sistematicamente essas manifesta\u00e7\u00f5es por advirem de movimentos sociais, especificando tratar-se de sindicatos (CUT), partidos (PT, entre outros) e outras organiza\u00e7\u00f5es, como o MST e o MTST. \u00c9 mais uma estrat\u00e9gia para impor \u00e0 massa de telespectadores e leitores apenas uma acep\u00e7\u00e3o do lexema \u201cmovimento social\u201d, muito mais amplo, cunhado como foi atrav\u00e9s da hist\u00f3ria das a\u00e7\u00f5es coletivas de homens e mulheres na defesa de seus direitos, na luta contra as injusti\u00e7as e os desequil\u00edbrios sociais.<br \/>\nEssa estrat\u00e9gia da m\u00eddia n\u00e3o s\u00f3 desqualifica os homens e as mulheres que saem \u00e0s ruas para protestar, mas menospreza toda a esquerda, assimilando-a a uma grande massa de manobra, alienada, de um partido pol\u00edtico ou de organiza\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. Por outro lado, esses atos s\u00e3o mostrados a partir de \u00e2ngulos geralmente desfavor\u00e1veis e sem jamais entrevistar os participantes e dar a eles a possibilidade de evidenciar sua heterogeneidade, a seriedade de suas reivindica\u00e7\u00f5es e a riqueza de seus pontos de vista sobre os fatos pol\u00edticos em curso.<br \/>\nDo conjunto dessas estrat\u00e9gias de manipula\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es, o que fica para o telespectador desinformado \u00e9 uma vis\u00e3o simplista, generalizante, preconceituosa da situa\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica do Brasil.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-34250\" src=\"http:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/florence.jpg\" alt=\"Florence Carboni\" width=\"200\" height=\"171\" \/>Florence Carboni &#8211; Linguista.\u00a0Professora do Departamento de L\u00ednguas Modernas e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-34249\" src=\"http:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/Reuillard-211x300.jpg\" alt=\"Patr\u00edcia Reuillard\" width=\"211\" height=\"300\" \/>Patr\u00edcia Reuillard &#8211; Linguista.\u00a0Professora do Departamento de L\u00ednguas Modernas e do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No imagin\u00e1rio popular, a informa\u00e7\u00e3o trazida pela grande m\u00eddia, seja escrita seja r\u00e1dio-televisiva, caracteriza-se pela objetividade e neutralidade. 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