{"id":37451,"date":"2016-08-03T15:29:46","date_gmt":"2016-08-03T18:29:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=37451"},"modified":"2016-08-03T15:29:46","modified_gmt":"2016-08-03T18:29:46","slug":"nos-no-mundo-o-mundo-em-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/nos-no-mundo-o-mundo-em-nos\/","title":{"rendered":"N\u00f3s no mundo, o mundo em n\u00f3s?"},"content":{"rendered":"<p>Paulo Timm \u2013 Julho, 21 &#8211; 2016<br \/>\nAgora, est\u00e1 de moda falar em dic\u00e7\u00e3o, para um enunciado ou m\u00e1xima. \u00c9 bonito. Antigamente, a palavra se referia apenas ao bem ou mal falar: O fulano tem boa dic\u00e7\u00e3o, devia fazer teatro. Tudo muda, se movimenta, a l\u00edngua tem vida. Pois, Paulinho da Viola tem uma \u201cdic\u00e7\u00e3o\u201d que gosto muito:<br \/>\n\u201c<a href=\"http:\/\/www.kboing.com.br\/paulinho-da-viola\/1-1161128\/\">Costumo dizer que o meu tempo \u00e9 hoje.\u00a0Eu n\u00e3o vivo no passado, o passado vive em mim.<\/a>\u201d<br \/>\nNa verdade, n\u00e3o s\u00f3 o passado, como Hist\u00f3ria,\u00a0 vive em cada um de n\u00f3s. Tamb\u00e9m a Geografia, envolta pela Ecologia. E n\u00e3o se trata apenas de globaliza\u00e7\u00e3o. Trata-se da consolida\u00e7\u00e3o da Aldeia Global, nesta era de conectividade total on line. Estamos mergulhados, at\u00e9 o pesco\u00e7o no planeta. E como se vive\u00a0 uma fase de grande efervesc\u00eancia,\u00a0\u00a0 h\u00e1 que se conviver, tamb\u00e9m,\u00a0 com suas tens\u00f5es. O isolamento \u00e9 dif\u00edcil.<br \/>\nA Cor\u00e9ia do Norte, \u00a0por exemplo, insiste em se isolar, no tempo e no espa\u00e7o. Agora, tudo indica que \u00a0a Turquia envereda por esse campo, diante das rea\u00e7\u00f5es extremadas de seu Presidente Erdogan. Ao sufocar um suposto golpe contra a democracia, que alguns at\u00e9 dizem que foi um \u201cautogolpe\u201d, manda prender e arrebentar cerca de 100.000 opositores, dentre os quais militares de alta patente, ju\u00edzes, professores e servidores. Renasce na extremidade oriental da \u00a0Europa, o fantasma de Hitler. Turquia: outro pa\u00eds candidato ao isolamento. \u00c0 direita.<br \/>\nMas, no geral, tudo segue no passo e compasso da integra\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a sa\u00edda da Gr\u00e3 Bretanha da Uni\u00e3o Europeia \u00e9 diger\u00edvel. A indica\u00e7\u00e3o de Donald Trump, pelo Partido Repubicano, \u00e0 Casa Branca, tamb\u00e9m.<br \/>\nMas o que est\u00e1 havendo mesmo?<br \/>\nNada demais. Apenas a roda do grande moinho da vida girando e moendo seus gr\u00e3os para alimentar o futuro.<br \/>\nO mundo contempor\u00e2nea teve um momento crucial, que foi a II Grande Guerra\u00a0 (1939-45), do qual sa\u00edram os Aliados vencedores contra os pa\u00edses do Eixo \u2013 Alemanha, It\u00e1lia e Jap\u00e3o &#8211; . A festa durou pouco, porque entre estes Aliados estavam duas pot\u00eancias em confronto, Estados Unidos e Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, que logo mergulharam \u00a0na Guerra Fria, que s\u00f3 n\u00e3o explodiu em armas em raz\u00e3o do risco nuclear \u00e0 humanidade. Disputando virtudes e resultados estes dois blocos dominaram a cena do mundo na segunda metade do s\u00e9culo XX. Em 1989 caiu o Muro de Berlim, s\u00edmbolo desta disputa, e em 1991, desintegrou-se a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e todo seu bloco. Desde ent\u00e3o, os Estados Unidos pontificaram soberanos e ditam as regras do \u201cConsenso de Washington\u201d, sobre como governar, aos quatro cantos da Terra.\u00a0 Foi t\u00e3o forte este processo que velhos oponentes, liberais e social-democratas, \u00e0 que se converteram at\u00e9 velhos Partidos Comunistas e movimentos de esquerda como o peronismo, em v\u00e1rios pa\u00edses,\u00a0 se uniram nesta s\u00edntese convergente:<br \/>\n1. H\u00e1 uma s\u00e9rie de princ\u00edpios estrat\u00e9gicos principais, bem diferenciados do pensamento da esquerda tradicional. O primeiro \u00e9: apoderar-se do centro pol\u00edtico. Nenhum partido social-democrata pode hoje triunfar se pretender atrair uma determinada classe. O importante \u00e9 tratar de mover o centro da gravidade pol\u00edtica para a esquerda. Nos \u00faltimos dez anos, o trabalhismo soube faz\u00ea-lo.<br \/>\n2. O segundo princ\u00edpio \u00e9: assegurar a solidez da economia. Garantir mais justi\u00e7a social significa contar com uma economia mais s\u00f3lida, n\u00e3o o contr\u00e1rio. Os governos trabalhistas anteriores, quase sem exce\u00e7\u00e3o, acabaram em crise econ\u00f4mica aos poucos anos de deter o poder.<br \/>\n3. O terceiro princ\u00edpio \u00e9 o de realizar grandes\u00a0 investimentos nos servi\u00e7os<br \/>\np\u00fablicos, mas insistindo em que sejam acompanhados de reformas destinadas a fazer com que tais servi\u00e7os sejam mais eficientes e transparentes e tenham maior capacidade de rea\u00e7\u00e3o. Para isso s\u00e3o essenciais a possibilidade de escolha e a compet\u00eancia.<br \/>\n4. O quarto princ\u00edpio \u00e9 o de criar um novo contrato entre o Estado e os cidad\u00e3os, que inclua tanto direitos, quanto responsabilidades. O governo deve proporcionar os recursos necess\u00e1rios para ajudar a gente a construir sua pr\u00f3pria vida, mas a gente deve cumprir sua parte no pacto. Por exemplo, at\u00e9 agora, as indeniza\u00e7\u00f5es por desemprego eram um direito incondicional.<br \/>\nMas agora, essa situa\u00e7\u00e3o convida a n\u00e3o assumir nenhuma responsabilidade e tem o efeito de impedir o acesso dos trabalhadores a certos postos de trabalho. As pessoas que perdem seus empregos devem responsabilizar-se pela<br \/>\nprocura de trabalho e, ao mesmo tempo, devem ter a possibilidade de atualizar sua forma\u00e7\u00e3o quando o necessitem.<br \/>\n5. Por \u00faltimo, o princ\u00edpio mais controvertido &#8211; embora crucial para o \u00eaxito do trabalhismo &#8211; n\u00e3o permitir que a direita pol\u00edtica monopolize nenhuma quest\u00e3o. A direita tende a prevalecer sempre em \u00e1reas, como a ordem p\u00fablica, a imigra\u00e7\u00e3o e o terrorismo; temos de buscar solu\u00e7\u00f5es de centro esquerda para estes problemas. Dadas as repercuss\u00f5es de viver num mundo mais globalizado, \u00e9 preciso que encontremos um novo equil\u00edbrio entre as liberdades civis e a seguran\u00e7a.<br \/>\n(A.Giddens in Trabalhistas e Conservadores-\u00a0 El Pa\u00eds -25\/07\/2007)<br \/>\nO modelo da Pax Americana come\u00e7ava, pois, \u00a0a funcionar, a pleno vapor, sem contesta\u00e7\u00f5es expressivas.<br \/>\nMas os americanos trope\u00e7ariam em 2008, numa crise que reeditou a recess\u00e3o dos anos 30, provocando dist\u00farbios em cadeia ainda sens\u00edveis, particularmente no maior bloco associado, com 28 pa\u00edses membros e alto n\u00edveis de renda e consumo, no alto de seus 500 milh\u00f5es de habitantes ,\u00a0\u00a0 a Uni\u00e3o Europeia: crise s\u00f3cio-econ\u00f4mica, d\u00e9ficits fiscais recorrentes, tens\u00f5es pol\u00edticas e, principalmente, ruptura da converg\u00eancia ideol\u00f3gica em torno de uma \u201cTerceira Via\u201d. Desde ent\u00e3o, o mundo e, sobretudo a Europa,\u00a0 est\u00e3o convulsionados . Os ideais igualit\u00e1rios da esquerda reacendem.\u00a0 Os conservadores se inquietam. A \u201cTerceira Via\u201d desmorona. Aquela era uma \u00e9poca de forte decl\u00ednio da ideologia socializante no mundo inteiro, na antev\u00e9spera do fim da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. Favoreceu a converg\u00eancia. Agora mudou.<br \/>\nSe j\u00e1 estava afastada a hip\u00f3tese radical de uma revolu\u00e7\u00e3o social como alternativa aos males do capitalismo, agora est\u00e1 afastada, tamb\u00e9m, a ideia de que a Hist\u00f3ria acabou. E com o fim do Fim da Hist\u00f3ria, foi-se a ideia de que s\u00f3 h\u00e1 uma maneira de governar: \u00e0 la neoliberal. \u00c9 o neoliberalismo ladeira abaixo.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Tempo de mudan\u00e7as<\/span><br \/>\nA Europa tenta se recuperar da sa\u00edda da Gr\u00e2 Bretanha da Uni\u00e3o Europeia, aprovada em junho deste ano (2016), enquanto continua se debatendo ,\u00a0 no seu interior, \u00a0com as sequelas da Crise de 2008. Seu maior Banco, o Deutsch Bank, d\u00e1 sinais de que est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, muito parecida \u00e0quela do Lehmann Brothers, nos Estados Unidos.\u00a0 Acabou o sossego, ainda que a vida, em geral, muito interiorana em toda Europa, seja bastante tranquila. Portugal, por exemplo, \u00e9 o quinto pa\u00eds mais pac\u00edfico do mundo. Neste quesito, n\u00f3s, brasileiros, nada herdamos&#8230;<br \/>\nA primeira mudan\u00e7a\u00a0 se faz na Gr\u00e3 Bretanha, com a posse de nova Primeira Ministra Thereza May, em meio a um cen\u00e1rio de brutal queda do valor da libra esterlina, provocada pelo an\u00fancio da sa\u00edda da Uni\u00e3o Europeia,\u00a0 e riscos de separa\u00e7\u00e3o da Esc\u00f3cia &#8211; talvez Irlanda do Norte &#8211; , para n\u00e3o falar da forte rea\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o londrina que chegou, at\u00e9, em falar de se constituir em Cidade Estado. (J\u00e1 pensou se a moda pega no Brasil? Pod\u00edamos deflagrar um Movimento pela Rep\u00fablica Solar de Torres&#8230;! )<br \/>\nThereza May ter\u00e1, entretanto,\u00a0 que lidar com todos os velhos e novos problemas, come\u00e7ando pelos procedimentos para o retorno \u00e0 economia de um s\u00f3 e soberano pa\u00eds. Tem, ela, contudo, a seu favor, o ter recolocado o Partido Conservador fora do alcance das figuras apote\u00f3ticas e demag\u00f3gicas,\u00a0 que pesaram a favor do BREXIT (sa\u00edda do pa\u00eds da Uni\u00e3o Europeia). Est\u00e1 empoderada, sem constrangimentos aliados, no centro do Partido e do Governo.<br \/>\nThereza May lembra muito sua antecessora, a Dama de Ferro, Margareth Thatcher, tamb\u00e9m conservadora, nos anos 1980, mas talvez se pare\u00e7a mais com Angela Merkel, chanceler da Alemanha. Os tempos correm e moldam novas personalidades afinadas com novos desafios. H\u00e1 uma nova gera\u00e7\u00e3o conservadora na Europa mais aberta ao di\u00e1logo com os costumes e com as demandas contempor\u00e2neas.<br \/>\nAlgu\u00e9m j\u00e1 disse esta \u00e9 uma Era da Incerteza, pontilhada de pessimismos, como o do ambientalista, James Lovelock, autor de \u201cGaia\u201d, para quem bilh\u00f5es de pessoas dever\u00e3o morrer at\u00e9 o final do s\u00e9culo em decorr\u00eancia das mudan\u00e7as clim\u00e1tica. O f\u00edsico S.Hwcks diz que temos que correr em busca de ref\u00fagio em outro planeta. O pr\u00f3prio FMI admite que o receitu\u00e1rio que vem impondo para consertar os vazamentos j\u00e1 n\u00e3o funciona adequadamente. E sua pr\u00f3pria Diretora , C. Lagarde exclama: &#8211; \u201cGostaria que o FMI tivesse uma face\u00a0 mais humano&#8230;\u201d \u00a0.<br \/>\nPara piorar, h\u00e1 a crise dos refugiados vindos aos milh\u00f5es das zonas de conflitos do Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Renasce a eterna indaga\u00e7\u00e3o diante de momentos de indefini\u00e7\u00e3o: Que fazer?<\/span><br \/>\nAo colapso da raz\u00e3o, viva a liberdade,\u00a0 uma das duas\u00a0 pernas\u00a0 sobre as quais se erigiu a modernidade.. Mas atr\u00e1s da liberdade aninham-se os irracionalismos, com sua sequ\u00eancia de voluntarismos pol\u00edticos. A paix\u00e3o est\u00e1 de volta!,\u00a0 proclamam eles.\u00a0 Como resultado, emerge o populismo , com promessas vazias de entregar o para\u00edso aqui na Terra: \u00c0 direita, tipos como Donald Trump e, \u00e0 esquerda, o namoro da Nova Esquerda Europeia com o \u201cbolivarismo\u201d latinoamericano.\u00a0 De permeio, o apelo \u00e0 viol\u00eancia espontane\u00edsta, no qual o terrorismo dos lobos solit\u00e1rios \u00e9 apenas an\u00fancio do que poder\u00e1 vir por a\u00ed.<br \/>\nO centro, por\u00e9m, com presen\u00e7a de personalidades, movimentos e partidos de direita e de esquerda,\u00a0 reage e tenta se reagrupar, n\u00e3o sem dificuldades, em torno de uma plataforma de defesa dos direitos humanos, como estrat\u00e9gia de pacifica\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo XXI. J\u00e1 n\u00e3o se trata da Terceira Via de Tony Blair , Clinton e FHC dos anos 90. O momento \u00e9 outro: de salvaguarda da democracia amea\u00e7ada. A plataforma n\u00e3o ser\u00e1 mais a da Pax Americana com seu \u201cConsenso\u201d- no alternatives-, embora n\u00e3o se saiba exatamente qual seja. Neste processo a direita civilizada parece mais acossada, embora mais unida, do que a esquerda, \u00a0sempre pr\u00f3diga em alternativas divisionistas.<br \/>\nHoje podemos visualizar cinco grandes n\u00facleos ideol\u00f3gicos \u00e0 esquerda, na Europa: O PARTIDO SOCIALISTA EUROPEU, o mais forte, que re\u00fane os social-democratas, no Governo em Portugal e outros pa\u00edses; O GRUPO CONFEDERAL DA ESQUERDA UNIT\u00c1RIA EUROPEIA no qual se situa, dentre outros,\u00a0 o PARTIDO DA ESQUERDA EUROPEIA, reunindo antigos Partidos Comunistas, eurocomunistas e socialistas democr\u00e1ticos, bem como o Syriza, da Gr\u00e9cia, \u00fanico no poder, mas j\u00e1\u00a0\u00a0 com uma dissid\u00eancia em busca de uma Frente Democr\u00e1tica,\u00a0 identificada pelo Manifesto DIEM-25, na defesa da democratiza\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia ;\u00a0 e uma ESQUERDA ANTICAPITALISTA EUROPEIA, informal, mais radical,\u00a0 de pouca representatividade, \u00e0 que se somam, na margem,\u00a0 os anarquistas, em franca ascens\u00e3o.<br \/>\nFortalece-se, contudo, um centro democr\u00e1tico. No esfor\u00e7o de construir\u00a0 prescri\u00e7\u00f5es comuns para uma Nova Era j\u00e1 inscrita na cultura do s\u00e9culo XXI, mas ainda desarticulada de for\u00e7as pol\u00edticas e sociais de suporte, ouvem-se, muitas vozes, poucas dignas de men\u00e7\u00e3o, como, por exemplo, a\u00a0 do Soci\u00f3logo Boaventura de Souza Santos, que preconiza a constru\u00e7\u00e3o de um projeto hegem\u00f4nico civilizat\u00f3rio a partir de novas inscri\u00e7\u00e3o constitucional , do Fil\u00f3sofo Y. Habermas, para quem h\u00e1 que se reafirmar o direito da cidadania acima dos poderes do sistema financeiro ou S. Zizek, que reclama\u00a0 um retorno dos marxistas \u00e0 Hegel. \u00a0\u00a0N\u00e3o chegou a ter repercuss\u00e3o, mas deve ser registrada pelo fato de que o autor \u00e9 um brasileiro de nomeado reconhecimento acad\u00eamico, a entrevista de Mangabeira Unger , arauto de uma \u201cRevolu\u00e7\u00e3o Vindoura\u201d, \u00e0 TV The Economist &#8211;<br \/>\n<a href=\"https:\/\/youtu.be\/llrC70C1Bl0\">https:\/\/www.youtube.com\/watch? v=llrC70C1Bl0<\/a><br \/>\nNeste entrevista, Mangabeira alinha alguns\u00a0 passos para a reconstru\u00e7\u00e3o centrista da democracia e reforma do\u00a0 capitalismo: revolu\u00e7\u00e3o na\u00a0 Educa\u00e7\u00e3o, ruptura com a financeiriza\u00e7\u00e3o do sistema econ\u00f4mico, dissemina\u00e7\u00e3o das economias criativas e inovadoras das pequenas e m\u00e9dias empresas, re-energiza\u00e7\u00e3o da democracia de baixo para cima , novas formas de garantias \u00e0 seguran\u00e7a do trabalho e rearranjo institucional para o desenvolvimento de uma nova economia.<br \/>\nTudo muito diferente, como se v\u00ea, do que \u00a0se discute no Brasil. Mergulhados na Geografia do futuro, agarramo-nos ao passado, \u00a0fruto daquilo que, de um lado, o Senador Cristovam Buarque acredita ser o resultado do envelhecimento da esquerda, e de outro, digo eu, \u00a0de uma tamb\u00e9m velha, direita, embora de cara nova e desajeitada no Governo do PMDB, com a m\u00e3o cheia de recomenda\u00e7\u00f5es neoliberais caducas. Digo desajeitada porque o Plano \u201cPonte para o Futuro\u201d, que orienta o atual Pres. Temer, \u00e9 o oposto do Plano \u201cEsperan\u00e7a e Mudan\u00e7a\u201d, do mesmo PMDB, na d\u00e9cada de 80, sob a \u00e9gide de\u00a0 Ulysses Guimaraes.<br \/>\nAqui polarizamos, enfim, \u00a0o presente, sem dar espa\u00e7o \u00e0 cr\u00edtica capaz de abrir caminhos para o futuro. N\u00e3o \u00e9 o passado, pois, que parece viver \u00a0em n\u00f3s. N\u00f3s \u00e9 que vivemos no passado&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paulo Timm \u2013 Julho, 21 &#8211; 2016 Agora, est\u00e1 de moda falar em dic\u00e7\u00e3o, para um enunciado ou m\u00e1xima. \u00c9 bonito. Antigamente, a palavra se referia apenas ao bem ou mal falar: O fulano tem boa dic\u00e7\u00e3o, devia fazer teatro. Tudo muda, se movimenta, a l\u00edngua tem vida. 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