{"id":38448,"date":"2016-09-01T23:00:38","date_gmt":"2016-09-02T02:00:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=38448"},"modified":"2016-09-01T23:00:38","modified_gmt":"2016-09-02T02:00:38","slug":"senhor-e-escravo-casa-grande-e-senzala","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/senhor-e-escravo-casa-grande-e-senzala\/","title":{"rendered":"Senhor e Escravo\/ Casa Grande e Senzala"},"content":{"rendered":"<p><strong>Jo\u00e3o Alberto Wohlfart<\/strong> &#8211; Doutor em Filosofia pela PUCRS e professor de Filosofia no IFIBE<br \/>\nA crise pol\u00edtica brasileira e o golpe na Presidente Dilma Rousseff podem ser lidos a partir de muitos vieses te\u00f3ricos advindos da Filosofia, da Sociologia, da Economia, das Ci\u00eancias Pol\u00edticas e de outras \u00e1reas do saber. Podem ser lidos a partir de textos referenciais que a hist\u00f3ria do pensamento nos legou. O objeto do presente artigo \u00e9 uma aproxima\u00e7\u00e3o entre o texto da Dial\u00e9tica do Senhor e do Escravo, exposto por Hegel (1770-1831) no come\u00e7o da Fenomenologia do Esp\u00edrito, e a crise pol\u00edtica vivida pelo Brasil na atualidade. Pensamos que este seja um vi\u00e9s te\u00f3rico adequado para analisar criticamente o que est\u00e1 acontecendo no Brasil, principalmente no sentido de explicitar a l\u00f3gica interna do processo e a articula\u00e7\u00e3o dos seus componentes.<br \/>\nA Fenomenologia do Esp\u00edrito, uma obra que Hegel publicou no ano de 1807, exp\u00f5e uma s\u00e9rie de figuras que costuram o caminho pedag\u00f3gico e racional entre a certeza sens\u00edvel e conhecimento filos\u00f3fico, entre a sensibilidade e o processo hist\u00f3rico. Uma das figuras de destaque muito conhecida e de decidida influ\u00eancia hist\u00f3rica nas lutas sociais e na forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia hist\u00f3rica \u00e9 a Dial\u00e9tica do Senhor e do Escravo. \u00c9 uma figura que pode ser aplicada \u00e0 composi\u00e7\u00e3o te\u00f3rica do c\u00edrculo relacional entre o senhor capitalista e o empregado trabalhador, entre professor e aluno, entre mestre e disc\u00edpulo, entre necessidade e liberdade, entre capital e trabalho, entre dominador e dominado, entre Casa Grande e Senzala etc.<br \/>\nSenhor e escravo s\u00e3o duas figuras verticalmente relacionadas numa situa\u00e7\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o do escravo pelo senhor. Nesta exposi\u00e7\u00e3o, o senhor figura como o sujeito absolutamente livre, imediatamente relacionado consigo mesmo, autoconsciente de sua independ\u00eancia absoluta e algu\u00e9m que usufrui de uma vida material de alt\u00edssimo n\u00edvel. \u00c9 sujeito de uma conta banc\u00e1ria gorda, dono de um apartamento luxuoso, carr\u00e3o do ano na garagem e propriet\u00e1rio de uma grande fazenda. A sua independ\u00eancia e a sua capacidade de gerenciamento material lhe proporcionaram esta fortuna que adquiriu por merecimento pr\u00f3prio. Em raz\u00e3o disto, o senhor ostenta a consci\u00eancia de liberdade e autonomia e despreza a sua nega\u00e7\u00e3o absoluta, o escravo radicalmente incompat\u00edvel com a sua condi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO outro termo da rela\u00e7\u00e3o \u00e9 o escravo. N\u00e3o possui nenhuma intui\u00e7\u00e3o de sua liberdade, rejeita a sua pr\u00f3pria subjetividade e trabalha para o seu senhor. O trabalho dele lhe esgota fisicamente e somente recebe como recompensa de seu trabalho o suficiente para permanecer vivo, manter a sua for\u00e7a f\u00edsica de trabalho e continuar com a atividade de produzir para o seu senhor. N\u00e3o se trata apenas de um duro trabalho executado no limite das suas for\u00e7as f\u00edsicas, mas esvazia a sua autoconsci\u00eancia, a sua liberdade interior e interioriza a consci\u00eancia do seu senhor como modelo que jamais conseguir\u00e1 alcan\u00e7ar. No exerc\u00edcio do trabalho, o escravo n\u00e3o exerce a sua pr\u00f3pria atividade, como se ela fosse uma materializa\u00e7\u00e3o da subjetividade, mas exerce a atividade do senhor.<br \/>\nEntre o senhor e o escravo n\u00e3o se estabelece uma rela\u00e7\u00e3o direta, pois entre eles est\u00e1 interposta a natureza. Ela aparece em dois momentos diferenciados. O primeiro, na condi\u00e7\u00e3o positiva, \u00e9 a natureza imediata tal como ela se estruturou como universo material; e o segundo, na condi\u00e7\u00e3o negativa, enquanto transformada pelo trabalho humano e destinada ao consumo. Neste processo, o escravo se relaciona diretamente com a natureza positiva, pois com ela se confronta no ato do trabalho e de transforma\u00e7\u00e3o. O escravo se depara com a dureza do objeto natural que necessita de muita for\u00e7a para ser superado. O senhor, em contrapartida, n\u00e3o se relaciona com a natureza imediata, mas apenas com a negativa porque a consome. O escravo n\u00e3o se relaciona com a natureza negativa porque ele n\u00e3o a consome, e quando ela est\u00e1 trabalhada escapa por completo de suas m\u00e3os.<br \/>\nNa Dial\u00e9tica do Senhor e do Escravo, o escravo reconhece e o senhor \u00e9 o reconhecido. O senhor atribui a si mesmo a liberdade e a autonomia absolutas, enquanto nega o escravo e o rebaixa \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de coisa. O escravo se nega a si mesmo atrav\u00e9s do esgotamento de suas for\u00e7as f\u00edsicas e o esvaziamento de sua liberdade ao confirmar a absoluticidade do senhor. Por\u00e9m, nesta rela\u00e7\u00e3o assim\u00e9trica, o escravo trabalha e o senhor apenas consome. O alto grau de vida material do senhor se deve ao trabalho do escravo, e n\u00e3o aos m\u00e9ritos do senhor.<br \/>\nConforme afirmamos, entre o senhor e o escravo est\u00e1 a natureza, assinalada com os sinais do positivo e do negativo. H\u00e1 um espa\u00e7o n\u00e3o diretamente dominado pelo senhor, o ato sist\u00eamico de enfrentamento da dureza da natureza pelo trabalho do escravo. Na sua dura atividade, o escravo passa por um processo de aprendizagem no qual se d\u00e1 conta de que a liberdade e o alto n\u00edvel de vida material do senhor somente s\u00e3o poss\u00edveis mediante o seu reconhecimento e o seu trabalho. Nesta pedagogia da aprendizagem atrav\u00e9s do trabalho e da intui\u00e7\u00e3o da liberdade pessoal, o escravo passa da heteronomia para a autonomia, da depend\u00eancia para a liberdade. Ao conquistar a liberdade, o escravo desmistifica e dissolve a pretensa absoluticidade do senhor que recai na condi\u00e7\u00e3o de escravo e \u00e9 rebaixado \u00e0 animalidade.<br \/>\nPara Hegel, o exerc\u00edcio do trabalho e a transforma\u00e7\u00e3o da natureza constituem passos fundamentais para a humaniza\u00e7\u00e3o. Como o senhor n\u00e3o trabalha, apenas recebe pronto e consome o resultado do trabalho de outrem, ele vira animal e n\u00e3o disp\u00f5e da media\u00e7\u00e3o fundamental de humaniza\u00e7\u00e3o. O que absolutamente desprezou e jamais quis para si mesmo, agora passa a ser a sua pr\u00f3pria caracteriza\u00e7\u00e3o essencial. Neste n\u00edvel, invertem-se as fun\u00e7\u00f5es quando o senhor se torna escravo e o escravo se torna livre. Mas n\u00e3o \u00e9 uma invers\u00e3o simples na qual um assume a condi\u00e7\u00e3o do outro e a rela\u00e7\u00e3o social permanece exatamente a mesma, mas o senhor \u00e9 desmistificado na sua posi\u00e7\u00e3o de dominador absoluto e o escravo segue o seu caminho de humaniza\u00e7\u00e3o e liberta\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso destacar que o senhor aposta na incondicionalidade de seu dom\u00ednio diante da qual o escravo n\u00e3o teria condi\u00e7\u00f5es de esbo\u00e7ar qualquer caminho de liberdade e de consci\u00eancia.<br \/>\nParece-nos claro que o texto hegeliano aqui reconstru\u00eddo em seus componentes fundamentais \u00e9 um referencial para a leitura do cen\u00e1rio pol\u00edtico atual. Na exposi\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica que aqui empreendemos, na Hist\u00f3ria do Brasil identificamos a figura do Senhor com a Casa Grande e o Escravo com a Senzala. Na verdade, a Dial\u00e9tica do Senhor e do Escravo representa situa\u00e7\u00f5es de rela\u00e7\u00f5es historicamente situadas. Sob este vi\u00e9s, a Hist\u00f3ria do Brasil \u00e9 fortemente marcada pela presen\u00e7a de uma elite patriarcal, machista, patrimonialista, imperialista centrada no dom\u00ednio e na acumula\u00e7\u00e3o capitalista. Por outro lado, temos uma massa de escravos impossibilitados de liberdade e exclu\u00eddos das decis\u00f5es, na condi\u00e7\u00e3o de sujeitos sociais. Os escravos, atualmente os trabalhadores e o povo em geral, a massa de empobrecidos pelo sistema capitalista, sempre foram exclu\u00eddos do processo pol\u00edtico, das decis\u00f5es e dos bens produzidos pela sociedade, e ainda rotulados de bagabundos, pregui\u00e7osos e objetos de assistencialismos por parte do Estado.<br \/>\nAo longo da Hist\u00f3ria do Brasil uma grande massa ficou exclu\u00edda da frui\u00e7\u00e3o dos resultados econ\u00f4micos e n\u00e3o participou dos rumos do pa\u00eds. A Economia, a Pol\u00edtica, a Religi\u00e3o e o Direito estiveram voltados para a sustenta\u00e7\u00e3o e a eterniza\u00e7\u00e3o de uma pequena elite patriarcal naturalmente considerada como dona do poder e das riquezas do pa\u00eds. O fen\u00f4meno que atravessa a Hist\u00f3ria pode ser caracterizado a partir da oligarquia imperial que jamais abriu m\u00e3o do dom\u00ednio absoluto, invisivelmente sustentado por uma massa de escravos, trabalhadores e pela exclus\u00e3o social. \u00c9 toda uma base social que sustentou no topo da pir\u00e2mide uma elite dominadora, raivosa, autorit\u00e1ria, intolerante, ultraconservadora, branca e machista.<br \/>\nDentro do grande contexto hist\u00f3rico de meio mil\u00eanio houve um fen\u00f4meno no qual a grande maioria exclu\u00edda e empobrecida se transformou em vi\u00e9s de pol\u00edticas governamentais para tir\u00e1-las da mis\u00e9ria e inclu\u00ed-las socialmente. Durante os governos de Lula e Dilma, talvez num fen\u00f4meno jamais visto na Hist\u00f3ria da Humanidade, milh\u00f5es de miser\u00e1veis foram resgatados e entraram na classe m\u00e9dia. Diante desta constata\u00e7\u00e3o vis\u00edvel durante v\u00e1rios anos, a elite patriarcal n\u00e3o se conformou com os avan\u00e7os e ficou furiosa e enraivecida diante dos desdobramentos deste fen\u00f4meno. Ela ficou incomodada como o aparecimento social de classes historicamente recalcadas \u00e0 exclus\u00e3o social porque come\u00e7aram a ocupar os espa\u00e7os exclusivamente deles, de sua propriedade. Ficaram brabos com a presen\u00e7a de negros e pobres nas Universidades, com os mais humildes que viajam de avi\u00e3o, com a necessidade de compartilhamento dos mesmos espa\u00e7os como ruas, supermercados, bancos, pra\u00e7as p\u00fablicas etc. A tradicional elite dominante, com diversas roupagens ao longo da Hist\u00f3ria, raivosamente se posicionou diante de alguns acontecimentos estruturais que jamais se incluem em seus projetos e agendas tem\u00e1ticas. Com certeza, o golpe na Presidente Dilma Rousseff se deve muito mais em fun\u00e7\u00e3o dos avan\u00e7os, das conquistas sociais e da nova posi\u00e7\u00e3o do Brasil no cen\u00e1rio global das rela\u00e7\u00f5es internacionais do que propriamente os erros.<br \/>\nO objeto do artigo \u00e9 avaliar, dentro do contexto da crise e da atual configura\u00e7\u00e3o social brasileira, a rela\u00e7\u00e3o entre a Casa Grande e a Senzala, entre a atual elite dominante e o povo da base \u00e0 luz da Dial\u00e9tica do Senhor e do Escravo hegeliana, uma das fontes de inspira\u00e7\u00e3o de tantos movimentos sociais e de transforma\u00e7\u00e3o social dos \u00faltimos dois s\u00e9culos. Talvez, o problema maior dos governos petistas foi subir a rampa do Pal\u00e1cio do Planalto e afastar-se da grande base social e popular do pa\u00eds, cuja mobiliza\u00e7\u00e3o constitui a raz\u00e3o hist\u00f3rica de sua exist\u00eancia. Em palavras simples, substituiu-se a liga\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do Partido dos Trabalhadores com o povo pela governabilidade e pelo PMDB.<br \/>\nA ascens\u00e3o social de milh\u00f5es de seres humanos e o mergulho do Brasil na crise econ\u00f4mica e pol\u00edtica revela um fen\u00f4meno diferente da estrutura l\u00f3gica da Dial\u00e9tica do Senhor e do Escravo, mas facilmente explic\u00e1vel a partir dela. O texto hegeliano aqui referido exp\u00f5e a oposi\u00e7\u00e3o radical entre duas figuras, a do Senhor e a do Escravo, em cuja l\u00f3gica uma representa o inverso de si mesma, uma \u00e9 a outra em si mesma e uma \u00e9 ela mesma na outra. O fen\u00f4meno da ascens\u00e3o social produziu um fen\u00f4meno contradit\u00f3rio cujo processo n\u00e3o foi acompanhado pela forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia e desenvolvimento da intelig\u00eancia. Com acesso ao consumo e ao conjunto de bens b\u00e1sicos, ao inv\u00e9s de formar uma vis\u00e3o cr\u00edtica e uma consci\u00eancia esclarecida, constituiu-se uma esp\u00e9cie de mentalidade burguesa afinada \u00e0 l\u00f3gica capitalista do consumo.<br \/>\nO not\u00e1vel fato do escravo de ter produzido a sua liberdade e quebrado a sua depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao senhor, esta l\u00f3gica n\u00e3o aconteceu desta forma na pol\u00edtica brasileira. A ascens\u00e3o social, as pol\u00edticas p\u00fablicas e a significativa participa\u00e7\u00e3o dos mais pobres no processo de desenvolvimento econ\u00f4mico n\u00e3o produziu uma for\u00e7a pol\u00edtica capaz de quebrar com a l\u00f3gica da domina\u00e7\u00e3o imperial e com a classe dominante, mas a fortaleceu. N\u00e3o aconteceu um processo de liberta\u00e7\u00e3o social e um mergulho para dentro da consci\u00eancia popular enquanto potencialidade transformadora, mas uma esp\u00e9cie de mentalidade burguesa generalizada que anestesiou a popula\u00e7\u00e3o diante dos ataques da m\u00eddia golpista, do judici\u00e1rio, da classe dominante e do pr\u00f3prio congresso nacional. N\u00e3o foi produzida uma for\u00e7a popular cr\u00edtica capaz de superar o dom\u00ednio imperial, mas emergiu uma grande massa popular alinhada aos interesses pol\u00edticos da burguesia e com mentalidade capitalista, o que inviabiliza qualquer proposta de transforma\u00e7\u00e3o social e hist\u00f3rica mais profunda. Pelo vi\u00e9s do senhor e do escravo, a Grande Senzala n\u00e3o foi politizada e conscientizada, mas massificada e aliada ao poder dominante. Ela, ao inv\u00e9s de politizar-se e fortalecer-se como um bloco hist\u00f3rico cr\u00edtico e revolucion\u00e1rio, transformou-se numa massa indiferenciada que interiorizou a mentalidade da oligarquia colonial e engolida por esta.<br \/>\nA casa grande est\u00e1 viva e ativa. Reapareceu com toda a sua f\u00faria dominadora, com a pose machista patriarcal, com uma organiza\u00e7\u00e3o absoluta e perfeita, com tudo incorporado \u00e0 sua l\u00f3gica. Todas as formas hist\u00f3ricas de machismo, patriarcalismo, patrimonialismo, colonialismo e imperialismo est\u00e3o integradas e plenamente atualizadas. As conversas entre as pessoas, a opini\u00e3o p\u00fablica de base, a l\u00f3gica dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, as for\u00e7as pol\u00edticas do congresso nacional, o grande capital, os alvos do judici\u00e1rio e a criminaliza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais, o governo golpista, o criacionismo nas escolas, a escola sem partido, tudo concorre para o fortalecimento da casa grande. Estes componentes constituem gigantescos tent\u00e1culos do mesmo e \u00fanico pandem\u00f4nio que dissolveu a for\u00e7a transformadora do povo e tem como alvo direto devorar Lula e o PT. Quase n\u00e3o nos sobra nada al\u00e9m deste monstro que dos domina por todos os lados. Contra o monstro que se instalou, novos movimentos dever\u00e3o ser constru\u00eddos.<br \/>\nUma cr\u00edtica poss\u00edvel de ser formulada a partir da l\u00f3gica da Dial\u00e9tica do Senhor e do Escravo, no conhecido paradigma social da Fenomenologia do Esp\u00edrito, \u00e9 o desaparecimento da for\u00e7a de contradi\u00e7\u00e3o e de articula\u00e7\u00e3o destas inst\u00e2ncias no cen\u00e1rio social e pol\u00edtico brasileiros. Inclusive muitas das manifesta\u00e7\u00f5es pr\u00f3-golpe amplamente articuladas pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o social foram favorecidas pela ascens\u00e3o social e conquistaram significativa qualidade de vida com os governos de Lula e de Dilma. Tornaram-se inimigos dos governos que lhes proporcionaram uma situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica privilegiada, com ruptura pol\u00edtica de base e com alinhamento \u00e0 grande burguesia dominante. Ao inv\u00e9s da oportunidade hist\u00f3rica de supera\u00e7\u00e3o da grande oligarquia patriarcal presente ao longo de toda a Hist\u00f3ria do Brasil, os meios de comunica\u00e7\u00e3o conseguiram manipular de tal maneira a popula\u00e7\u00e3o que boa parte da popula\u00e7\u00e3o vincula a corrup\u00e7\u00e3o ao PT.<br \/>\n\u00c9 vis\u00edvel que o momento atual \u00e9 de reviravolta conservadora em \u00e2mbito mundial e nacional. Parece que andamos na contram\u00e3o das potencialidades revolucion\u00e1rias e transformadoras inscritas na Dial\u00e9tica do Senhor e do Escravo tecnicamente formulada por Hegel h\u00e1 um pouco mais de dois s\u00e9culos atr\u00e1s. Parece que as for\u00e7as transformadoras recolheram e cederam amplo espa\u00e7o para todas as formas poss\u00edveis de conservadorismo econ\u00f4mico, pol\u00edtico, religioso e ideol\u00f3gico. Estamos num conservadorismo tal que falar do Senhor e do Escravo, e de todas as produ\u00e7\u00f5es inspiradas nela, poder\u00e1 ser pass\u00edvel de condena\u00e7\u00e3o e pris\u00e3o. Mas a farsa do golpe aplicado contra a Presidente Dilma Rousseff n\u00e3o ter\u00e1 vida longa e duradoura. O golpe n\u00e3o esmagar\u00e1 definitivamente a Democracia, as for\u00e7as de resist\u00eancia e os movimentos populares. Em breve h\u00e3o de eclodir novas for\u00e7as de resist\u00eancia capazes de contrapor \u00e0 oligarquia patriarcal dominante. Com a destitui\u00e7\u00e3o da Presidente Dilma Rousseff, as esquerdas dever\u00e3o se rearticular, produzir novas for\u00e7as pol\u00edticas e novos caminhos de transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Alberto Wohlfart &#8211; Doutor em Filosofia pela PUCRS e professor de Filosofia no IFIBE A crise pol\u00edtica brasileira e o golpe na Presidente Dilma Rousseff podem ser lidos a partir de muitos vieses te\u00f3ricos advindos da Filosofia, da Sociologia, da Economia, das Ci\u00eancias Pol\u00edticas e de outras \u00e1reas do saber. 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