{"id":38750,"date":"2016-09-10T12:30:41","date_gmt":"2016-09-10T15:30:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=38750"},"modified":"2016-09-10T12:30:41","modified_gmt":"2016-09-10T15:30:41","slug":"alguns-pontos-a-sombra-autocritica-e-alternativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/alguns-pontos-a-sombra-autocritica-e-alternativas\/","title":{"rendered":"Alguns pontos \u00e0 sombra, autocr\u00edtica e alternativas"},"content":{"rendered":"<p>Guto Leite\u00a0 &#8211; Professor de Literatura Brasileira (UFRGS), poeta e compositor, parte do coletivo Frente de Professores da Letras em Defesa da Democracia<br \/>\nDe in\u00edcio esclare\u00e7o o leitor que n\u00e3o vou tentar repetir as t\u00e3o frequentes e imprescind\u00edveis an\u00e1lises que v\u00eam sendo feitas por historiadores, jornalistas, cientistas sociais, fil\u00f3sofos etc.[<sup>1<\/sup>]. Sou somente um professor de literatura e conto com a seguran\u00e7a desse lugar, recusando voos mais altos. Pretendo, contudo, indicar alguns aspectos da atual conjuntura que n\u00e3o t\u00eam surgido nos textos que leio ou novas facetas de aspectos comumente abordados, no intuito de tentar construir uma vis\u00e3o mais complexa do golpe de Estado, refletir um pouco sobre nossa posi\u00e7\u00e3o e responsabilidade diante do ocorrido, como pessoas que pensam o processo, e aventar algumas sa\u00eddas para recuperarmos as bases m\u00ednimas de um debate democr\u00e1tico.<br \/>\nVale dizer, primeiramente, que mais uma vez, como no golpe de 64[<sup>2<\/sup>], a burguesia brasileira preferiu o conforto subordinado ao capital internacional aos riscos de uma disputa por maior autonomia decorrente de arranjo interno. Isso torna evidente que s\u00e3o muito estreitas as possibilidades de concilia\u00e7\u00e3o entre classes e do modo como foi feito at\u00e9 hoje no pa\u00eds, notadamente a partir do governo Lula, ficamos \u00e0 merc\u00ea de uma reviravolta brutal que n\u00e3o s\u00f3 nos tome os direitos obtidos, mas avance no aumento da assimetria. CLT, Previd\u00eancia, SUS, Enem; est\u00e1 tudo em jogo. O combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o e uma reforma pol\u00edtica efetiva s\u00e3o alguns dos instrumentos que poderiam agir nessas rela\u00e7\u00f5es em favor dos mais oprimidos, no entanto a elite brasileira est\u00e1 sempre atenta na manuten\u00e7\u00e3o de seus privil\u00e9gios. Fica claro tamb\u00e9m que Dilma n\u00e3o errou mais ou menos do que outros presidentes, ou mais paradoxal do que isso, seu erro pol\u00edtico foi certa intransig\u00eancia a aspectos fisiol\u00f3gicos do Estado brasileiro. Em s\u00edntese: seu erro foi seu acerto, ou vice-versa. N\u00e3o t\u00e3o intransigente quanto a outras concilia\u00e7\u00f5es, como em rela\u00e7\u00e3o ao agroneg\u00f3cio e \u00e0s comunidades ind\u00edgenas ao lucro dos bancos, ao defender autonomia do Minist\u00e9rio P\u00fablico \u2013 afinal, ela n\u00e3o deve, nem Teme \u2013 ou bloquear as influ\u00eancias de Eduardo Cunha em Furnas, ela se tornou elemento estranho ao universo pol\u00edtico nacional, cercando-se de aliados que n\u00e3o lhe bastaram no processo de impedimento. Que golpes de Estado passem por dentro da constitui\u00e7\u00e3o cordial da Rep\u00fablica brasileira, tamb\u00e9m parece evidente na observa\u00e7\u00e3o de quantos governos eleitos conseguiram completar seus mandatos. Fica, portanto, a d\u00favida se estamos falando do fim de um projeto de esquerda ou do fim de um projeto de Rep\u00fablica, j\u00e1 que alian\u00e7as pragm\u00e1ticas, sempre mais fortes do que oposi\u00e7\u00f5es, demonstraram que mais cedo ou mais tarde fazem a serpente quebrar o ovo.<br \/>\nDiferente de 1964, no entanto, dessa vez o conluio externo-interno contava com a m\u00e1quina da grande m\u00eddia para se impor, ali\u00e1s, boa parte dela, formada justamente quando da flagrante obstru\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria anterior. Essa terceira perna midi\u00e1tica foi fundamental porque constru\u00eda consensos e fazia querer a derrubada da presidenta, como publicidade pol\u00edtica, ou simplesmente propaganda, aos moldes do que houve na R\u00fassia, na Alemanha ou nos Estados Unidos em quadros semelhantes. Milhares de pobres diabos canarinhos foram \u00e0s ruas achando que queriam estar ali e que falavam por si \u2013 uma parte desses experimentam agora aquela sensa\u00e7\u00e3o conhecida de propaganda enganosa, constrangendo-se ou silenciando suas participa\u00e7\u00f5es. Cabe acrescentar que o papel da m\u00eddia no golpe est\u00e1 ligado a, pelo menos, dois pontos importantes do Brasil p\u00f3s-1985 e, tamb\u00e9m, do capitalismo, razoavelmente a partir do mesmo marco. No primeiro caso, parte da conta precisa ser paga pelo regime civil-empresarial-militar que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985, provocando transforma\u00e7\u00f5es importantes no Ensino B\u00e1sico, como tamb\u00e9m na composi\u00e7\u00e3o geral do imagin\u00e1rio do brasileiro \u2013 houve tempo que em certos hor\u00e1rios a Globo contava com Ibope de 100%![<sup>3<\/sup>]. Em geral, essa gera\u00e7\u00e3o que hoje tem entre 20 e 50 anos, aproximadamente, portanto, formada entre a Reforma Educacional de 1971 e o Governo Fernando Henrique Cardoso, \u00e9 pouco educada politicamente, nacionalista, familista e religiosa, facilmente influenci\u00e1vel por discursos que mobilizem esses valores, que se esquivem da realidade material para manipul\u00e1veis abstra\u00e7\u00f5es. No segundo caso, parte da ilus\u00e3o contempor\u00e2nea constr\u00f3i-se por certa liberdade absoluta do sujeito diante do mercado, visto que esse mercado, ultrarramificado, se movimenta com bastante facilidade para atender \u00e0s mais variadas demandas[<sup>4<\/sup>]. Assim, n\u00e3o basta dizer o que deve ser feito, mas \u00e9 necess\u00e1rio que o consumidor, tamb\u00e9m das not\u00edcias, acredite ser autor e protagonista daquela ideia. Creio n\u00e3o ser necess\u00e1rio mergulhar nas rela\u00e7\u00f5es entre narcisismo, superficialidade, espet\u00e1culo, fetichismo, falso gozo e ang\u00fastia permanente para analisar os fogos de artif\u00edcio ouvidos quando da grotesca sess\u00e3o do Congresso de vota\u00e7\u00e3o do impeachment[<sup>5<\/sup>].<br \/>\nDiscriminados esses n\u00f3s, avancemos um pouco pela dimens\u00e3o internacional da interven\u00e7\u00e3o em nossa democracia. N\u00e3o hesito em dizer que h\u00e1 um duplo despiste sobre a palavra \u201cimpeachment\u201d. Evidentemente n\u00e3o \u00e9 impeachment. N\u00e3o houve crime de responsabilidade e, se houve algum eventual equ\u00edvoco da presidenta, ele n\u00e3o justifica a perda de mandato. S\u00f3 canalhas, ing\u00eanuos ou ineptos defendem a tese de impedimento. Os senadores \u201cjulgaram\u201d pela volta da impunidade, com o fim da Lava-Jato, e\/ou por sinecuras para si ou para os seus, apoios eleitorais etc. Indo adiante, defendo, entretanto, que tamb\u00e9m a palavra \u201cgolpe\u201d n\u00e3o \u00e9 suficiente. Trata-se de um ataque do capital internacional, centrado nos EUA, \u00e0s nossas riquezas, nomeadamente: Pr\u00e9-sal, Aqu\u00edfero Guarani, Amaz\u00f4nia, mercado consumidor, entre outros. Por isso, tampouco \u00e9 golpe, mas \u201cguerra\u201d. A palavra mais precisa \u00e9 guerra. Estamos assistindo \u00e0 nova maneira de se fazer guerra a uma na\u00e7\u00e3o, modus operandi que j\u00e1 tinha sido testado com sucesso em na\u00e7\u00f5es menores \u2013 desestabiliza\u00e7\u00e3o, coopta\u00e7\u00e3o de agentes p\u00fablicos do executivo, do legislativo e do judici\u00e1rio, mudan\u00e7a conveniente de governo; tudo absolutamente \u201cdentro dos ritos legais\u201d. Se essa atualiza\u00e7\u00e3o do software da viol\u00eancia resulta de aumento de tecnologia ou de perda de uma hegemonia global clara por parte dos Estados Unidos, \u00e9 um tanto cedo pra dizer. Mas vale a reflex\u00e3o, novamente, de Chomsky, nos alertando de que os Estados podem conseguir impedir a a\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es em que resistem os modelos de servid\u00e3o e escravid\u00e3o do passado, as grandes corpora\u00e7\u00f5es[<sup>6<\/sup>]. A met\u00e1fora do linguista \u00e9 intrigante: de certa maneira o Estado nacional \u00e9 uma jaula que nos protege da selva das corpora\u00e7\u00f5es. Com o \u00eaxito do ataque, seremos explorados para a manuten\u00e7\u00e3o dos privil\u00e9gios dos mais ricos em escala global \u2013 sendo um \u201cpa\u00eds classe m\u00e9dia\u201d, digamos \u2013, e internamente os mais pobres ser\u00e3o explorados primeiro para a manuten\u00e7\u00e3o dos privil\u00e9gios da elite, mas, acreditem, tamb\u00e9m chegar\u00e1 a hora a classe m\u00e9dia manobrada.<br \/>\nComo citei no par\u00e1grafo anterior, j\u00e1 toco no assunto: \u00e9 n\u00edtido que a justi\u00e7a brasileira \u2013 ju\u00edzes, advogados e promotores \u2013, da porta da cadeia ao STF, est\u00e1 aparelhada, sem nem mesmo precisarmos aludir ao treinamento de ju\u00edzes e promotores nos EUA h\u00e1 alguns anos. N\u00e3o \u00e9 preciso que todos ajam tendenciosa ou politicamente. Aqueles que o fazem s\u00e3o numerosos o bastante para afirmarmos, angustiados, que atualmente n\u00e3o h\u00e1 justi\u00e7a no Brasil. Pode parecer que n\u00e3o, mas a Constitui\u00e7\u00e3o \u00e9 algo bastante t\u00eanue e deve contar com uma confian\u00e7a coletiva de que ela est\u00e1 sendo respeitada. Se vazam escutas telef\u00f4nicas, fazem condu\u00e7\u00f5es coercitivas arbitr\u00e1rias, manipulam depoimentos, alargam ou encurtam tempos de pris\u00e3o conforme interesses espec\u00edficos, que crimes realmente n\u00e3o podem ser praticados? Ou ent\u00e3o: se h\u00e1 tamanha e not\u00f3ria impunidade de pol\u00edticos e ju\u00edzes, por que eu devo ser o \u00fanico a seguir a lei? N\u00e3o temos hist\u00f3rico de guerra civil \u2013 como vaticinou o Senador Requi\u00e3o h\u00e1 alguns dias \u2013, mas a instabilidade que um regime de exce\u00e7\u00e3o provoca n\u00e3o \u00e9 de se desprezar.<br \/>\nPor fim, o \u00faltimo aspecto que eu gostaria de comentar antes de algumas conclus\u00f5es \u00e9 que a parte progressista da comunidade internacional est\u00e1 atenta e preocupada com a ruptura na democracia brasileira. Se \u00e9 poss\u00edvel essa interven\u00e7\u00e3o no Brasil, com que na\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria poss\u00edvel fazer o mesmo? Ou uma segunda pergunta: em que medida um ataque \u00e0 democracia brasileira \u2013 a quarta maior do mundo em n\u00famero de eleitores (oxal\u00e1 tiv\u00e9ssemos o mesmo n\u00famero de leitores!) \u2013 n\u00e3o coloca em risco a viabilidade da democracia no capitalismo moderno, isto \u00e9, desvela certa incongru\u00eancia expl\u00edcita entre capitalismo e democracia plena: n\u00e3o \u00e9 desej\u00e1vel formar cidad\u00e3os emancipados numa sociedade que trabalha a partir de produtores e consumidores, afirmou Adorno h\u00e1 um pouco mais de quarenta anos; fazer pensar e fazer comprar seguem l\u00f3gicas contradit\u00f3rias. Complementarmente, com a opera\u00e7\u00e3o do capital nacional e internacional na pol\u00edtica, come\u00e7a a se desenhar a sensa\u00e7\u00e3o de que \u00e9 mais importante meu poder de compra do que meu poder de voto, ou melhor, de que ao comprar \u00e9 que estou realmente votando, estou votando nas marcas e empresas, j\u00e1 que governantes podem ser substitu\u00eddos caso contrariem interesses do mundo do capital. A se verificar qual ser\u00e1 o tamanho dessa perturba\u00e7\u00e3o no j\u00e1 turbulento sistema capitalista contempor\u00e2neo[<sup>7<\/sup>].<br \/>\nEspero ter conseguido apontar que, em certo sentido, n\u00e3o havia nada que pud\u00e9ssemos, n\u00f3s, ter feito, para evitar o colapso que se deu \u2013 algu\u00e9m precisa bancar a crise sist\u00eamica do final dos anos 2000 afinal! Mesmo para o governo Lula, a janela de realiza\u00e7\u00e3o era bastante ex\u00edgua. Conhe\u00e7o alguns bastidores que indicam concess\u00f5es importantes feitas pelo ex-presidente antes mesmo de seu primeiro mandato e da\u00ed dependeria de Lula ter efetuado uma guinada mais brusca e cir\u00fargica, amarrando firme a elite no financiamento do bem-estar social brasileiro, algo dif\u00edcil de se exigir a posteriori. Os dois mandatos de Lula avan\u00e7aram bastante dentro do modelo de que dispunham, ponto. Talvez, mas seria dif\u00edcil, pudessem alterar aspectos estruturais desse modelo, ponto. Mas isso n\u00e3o significa que n\u00e3o haveria um ataque, talvez at\u00e9 mais violento, \u00e0s riquezas brasileiras \u2013 desde o come\u00e7o dos anos 2000 j\u00e1 sab\u00edamos que grandes reservas deste s\u00e9culo estavam por aqui. Em 2010, o governo Dilma herda todos esses imbr\u00f3glios e sem contar com os quadros do PT para apoi\u00e1-la integralmente, como era o caso do Lula. N\u00e3o t\u00e3o amalucadamente, creio que Dilma tenha come\u00e7ado a perder a presid\u00eancia antes mesmo do primeiro mandato, mas quando j\u00e1 se sabia de sua candidatura, ali por 2009, pela retid\u00e3o, pela impossibilidade de fazer conchavos, pela intransig\u00eancia \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o. Isolada, torna-se sacrific\u00e1vel para que se \u201cdelimite onde est\u00e1\u201d, como disse o Senador Juc\u00e1, em grava\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAo mesmo tempo, n\u00e3o d\u00e1 para negar que o espelho em que n\u00e3o quisemos nos ver \u2013 televisionado desde o final de 2014, em sess\u00f5es da C\u00e2mara, Senado, STF \u2013 \u00e9 resultado de um abandono da cena pol\u00edtica de estadistas preparados. Houve debandada de intelectuais, sindicalistas incorrupt\u00edveis, l\u00edderes populares etc. da arena democr\u00e1tica (sinal de esgotamento desse modelo?). Isso somado ao projeto de exterm\u00ednio de lideran\u00e7as \u00e0 esquerda \u00e9 que faz Eduardo Cunha ser considero um \u201cg\u00eanio\u201d pol\u00edtico. Suas habilidades perversas s\u00e3o inquestion\u00e1veis, mas n\u00e3o seria o mesmo quadro com pol\u00edticos da estatura de Brizola ou Ulysses Guimar\u00e3es ainda em atividade. Se o que passou nos canais p\u00fablicos \u00e9 um inferno, o inferno somos n\u00f3s, tamb\u00e9m em nosso recolhimento para outras \u00e1reas do debate p\u00fablico, como a universidade, os jornais etc.. Creio que seja imperativo retomarmos esses espa\u00e7os de representa\u00e7\u00e3o. Reclamar da qualidade de nossos pol\u00edticos \u00e9 antes reclamar de nossas escolhas.<br \/>\nPara al\u00e9m disso, me parece, cabe continuar fazendo pol\u00edtica noutros espa\u00e7os sim. Dentro dos limites \u00e9ticos da profiss\u00e3o de cada um, abrir sempre a porta aos oprimidos, fechar sempre a porta aos opressores. N\u00e3o \u00e9 mais tempo de isonomia. N\u00e3o h\u00e1 como haver um governo golpisto como o de Temer \u2013 entendo que pmdbista n\u00e3o quer ser chamado de golpista pelo \u201ca\u201d final, seguindo decorativo da leg\u00edtima presidenta \u2013 com uma base plenamente libert\u00e1ria, democr\u00e1tica. E n\u00e3o se enganem: Temer \u00e9 s\u00f3 o boneco vaidoso de interesses maiores, como o da grande m\u00eddia brasileira, do capital nacional, do capital internacional, como procurei demonstrar. Ser radical e revolucion\u00e1rio cotidianamente, fechando a porta para os de cima, abrindo a porta para os de baixo, desvelando as injusti\u00e7as e assimetrias, promovendo cultura e educa\u00e7\u00e3o, ocupando as ruas, as plen\u00e1rias e os plen\u00e1rios, praticando a boa e velha desobedi\u00eancia civil. Estou com Guilherme Boulos, o golpe est\u00e1 apenas come\u00e7ando, e a luta tamb\u00e9m. Vamos \u00e0 luta!<br \/>\n[1] Dentre v\u00e1rias boas leituras, sugiro duas recentes: \u201cO golpe de Estado de 2016 no Brasil\u201d, do cientista social Michael L\u00f6wy, e uma entrevista ao fil\u00f3sofo Anselm Jappe; ambas no blog da Boitempo.<br \/>\n[2] Acompanho a an\u00e1lise de Roberto Schwarz em \u201cCultura e pol\u00edtica 1964-69\u201d.<br \/>\n[3] Vale conferir o document\u00e1rio Muito al\u00e9m do Cidad\u00e3o Kane, de Simon Hartog.<br \/>\n[4] Sugiro o document\u00e1rio \u201cRequiem for the American Drem\u201d, pela excelente s\u00edntese de nossos tempos feita por Noam Chomsky.<br \/>\n[5] Mas recomendo sempre as reflex\u00f5es do psicanalista da USP, Christian Dunker, a respeito da composi\u00e7\u00e3o do Brasil contempor\u00e2neo, especialmente em Mal-estar, sofrimento e sintoma.<br \/>\n[6] Tamb\u00e9m recomendo as rela\u00e7\u00f5es aventadas por Paulo Arantes entre o modelo de servid\u00e3o nazista dos campos de concentra\u00e7\u00e3o e certas pr\u00e1ticas neoliberais em \u201cSale boulot: uma janela sobre o mais colossal trabalho sujo da hist\u00f3ria\u201d.<br \/>\n[7] Recomendo a leitura do artigo \u201cComo vai acabar o capitalismo?\u201d, do soci\u00f3logo Wolfgang Streeck, ou do livro 24\/7: capitalismo tardio e os fins do sono, do historiador da arte Jonathan Crary.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guto Leite\u00a0 &#8211; Professor de Literatura Brasileira (UFRGS), poeta e compositor, parte do coletivo Frente de Professores da Letras em Defesa da Democracia De in\u00edcio esclare\u00e7o o leitor que n\u00e3o vou tentar repetir as t\u00e3o frequentes e imprescind\u00edveis an\u00e1lises que v\u00eam sendo feitas por historiadores, jornalistas, cientistas sociais, fil\u00f3sofos etc.[1]. 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