{"id":61960,"date":"2018-05-06T10:07:02","date_gmt":"2018-05-06T13:07:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=61960"},"modified":"2026-03-27T09:43:35","modified_gmt":"2026-03-27T12:43:35","slug":"jardim-botanico-e-um-museu-vivo-com-mais-de-4-mil-plantas-nativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/jardim-botanico-e-um-museu-vivo-com-mais-de-4-mil-plantas-nativas\/","title":{"rendered":"Jardim Bot\u00e2nico \u00e9 um museu vivo com mais de 4 mil plantas nativas"},"content":{"rendered":"<p><em>Cleber Dioni Tentardini<\/em><\/p>\n<p>O Jardim Bot\u00e2nico de Porto Alegre possui 29 cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que somam mais de 4.300 plantas, incluindo esp\u00e9cies raras, amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o e end\u00eamicas, que s\u00e3o encontradas apenas no RS.<\/p>\n<p>\u00c9 um dos cinco melhores e maiores do Brasil, e serve de modelo para cria\u00e7\u00e3o de outros JBs por sua organiza\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o da flora riograndense.<\/p>\n<p>\u201cA nossa preocupa\u00e7\u00e3o maior \u00e9 com a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade do Rio Grande do Sul\u201d, afirma a bi\u00f3loga Andr\u00e9ia Maranh\u00e3o Carneiro, curadora das cole\u00e7\u00f5es do JB. Ela ressalta que o Brasil tem metas a cumprir, por ser signat\u00e1rio de acordos internacionais, especialmente atrav\u00e9s da Conven\u00e7\u00e3o da Diversidade Biol\u00f3gica (CDB)*, assinada durante a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro, em 1992, a ECO 92.<\/p>\n<p>Em 2002, houve a ado\u00e7\u00e3o da Estrat\u00e9gia Global para a Conserva\u00e7\u00e3o de Plantas GSPC \u2013 Global Strategy for PlantConservation) na 6\u00aa. reuni\u00e3o da confer\u00eancia das partes da conven\u00e7\u00e3o sobre diversidade biol\u00f3gica em Haia. Foram estabelecidas 16 metas, adotadas pelo Conama, \u00f3rg\u00e3o consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente \u2013 Sisnama.<\/p>\n<p>Uma das metas \u00e9 que os pa\u00edses disponibilizem 60% das esp\u00e9cies amea\u00e7adas de plantas em cole\u00e7\u00f5es ex-situ (fora do seu habitat natural), de prefer\u00eancia no pa\u00eds de origem, e inclus\u00e3o de 10% delas em programas de recupera\u00e7\u00e3o e reintrodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cE quem faz conserva\u00e7\u00e3o ex-situ \u00e9 jardim bot\u00e2nico\u201d, diz a doutora em Bot\u00e2nica, especialista em Ecologia Vegetal. Se n\u00e3o for preservado nas suas atuais condi\u00e7\u00f5es, provavelmente vai perder o registro, com preju\u00edzos irrepar\u00e1veis para conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade no Estado.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78913\" aria-describedby=\"caption-attachment-78913\" style=\"width: 725px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-78913 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/biologa-esta-preocupada-com-o-futuro-das-colecoes-andreia-esta-preocupada-com-o-futuro-das-colecoes-fotofernando-vargas.jpg\" alt=\"\" width=\"725\" height=\"408\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/biologa-esta-preocupada-com-o-futuro-das-colecoes-andreia-esta-preocupada-com-o-futuro-das-colecoes-fotofernando-vargas.jpg 725w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/biologa-esta-preocupada-com-o-futuro-das-colecoes-andreia-esta-preocupada-com-o-futuro-das-colecoes-fotofernando-vargas-300x169.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 725px) 100vw, 725px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78913\" class=\"wp-caption-text\">Andr\u00e9ia est\u00e1 preocupada com o futuro das cole\u00e7\u00f5es \/Jos\u00e9 Fernando Vargas\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>N\u00e3o foi por acaso que o juiz Eug\u00eanio Couto Terra, da\u00a010\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica do Foro Central de Porto Alegre, no dia 9 de abril, em seu \u00faltimo despacho na a\u00e7\u00e3o movida pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, ao travar a extin\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica do Rio Grande do Sul, refor\u00e7ou a ideia de que o Jardim Bot\u00e2nico de Porto Alegre \u00e9 um museu vivo com um patrim\u00f4nio p\u00fablico inalien\u00e1vel e que exige o m\u00e1ximo zelo dos gestores p\u00fablicos na sua preserva\u00e7\u00e3o para as gera\u00e7\u00f5es presentes e futuras.<\/p>\n<p>\u201cO ERGS foi devidamente cientificado do inteiro teor da decis\u00e3o em 09.01.2018 e n\u00e3o se tem qualquer not\u00edcia de que tenha se insurgido contra a decis\u00e3o, que \u00e9 absolutamente clara em estabelecer que, para que possa operar e materializar a transfer\u00eancia da gest\u00e3o para a Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, apresente, de forma minudente, clara e com indica\u00e7\u00e3o objetiva dos meios e modos de efetiva\u00e7\u00e3o da altera\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o, plano de a\u00e7\u00e3o que atenda, entre outros requisitos, a manuten\u00e7\u00e3o da classifica\u00e7\u00e3o A do Jardim Bot\u00e2nico de Porto Alegre, com o atendimento de todas as exig\u00eancias estabelecidas no art. 6\u00ba e respectivos incisos da Resolu\u00e7\u00e3o 339\/2003 do Conama\u201d, anotou.<\/p>\n<p>O Brasil possui 31 jardins bot\u00e2nicos: um distrital, dois privados, seis estaduais, oito federais e 13 municipais. Est\u00e3o nos estados do Rio Grande do Sul (5), Paran\u00e1 (1), S\u00e3o Paulo (7), Rio de Janeiro (4), Esp\u00edrito Santo (1), Minas Gerais (3), Goi\u00e1s (1), Bras\u00edlia (1), Bahia (1), Pernambuco (1), Para\u00edba (1), Rio Grande do Norte (1), Cear\u00e1 (1), Par\u00e1 (2) e Amazonas (1).<br \/>\nNo RS, existem dois JBs municipais, de Caxias do Sul e Lajeado, um privado, da Unisinos, um ligado \u00e0 Universidade Federal de Santa Maria, e o da FZB, o maior.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78914\" aria-describedby=\"caption-attachment-78914\" style=\"width: 2037px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-78914 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/jardim-botanico-fzb-cleberdionitentardini-4.jpg\" alt=\"\" width=\"2037\" height=\"940\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/jardim-botanico-fzb-cleberdionitentardini-4.jpg 2037w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/jardim-botanico-fzb-cleberdionitentardini-4-300x138.jpg 300w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/jardim-botanico-fzb-cleberdionitentardini-4-1024x473.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/jardim-botanico-fzb-cleberdionitentardini-4-768x354.jpg 768w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/jardim-botanico-fzb-cleberdionitentardini-4-1536x709.jpg 1536w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/jardim-botanico-fzb-cleberdionitentardini-4-1200x554.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 2037px) 100vw, 2037px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78914\" class=\"wp-caption-text\">\u00c1rea de preserva\u00e7\u00e3o est\u00e1 reduzida a 36 hectares\/Cleber Dioni<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em junho de 2003, durante a Semana do Meio Ambiente, o Jardim Bot\u00e2nico da Capital passou a integrar o patrim\u00f4nio cultural do Estado, permitindo beneficiar-se das leis de incentivo \u00e0 cultura (federal, estadual ou municipal), para eventuais projetos de preserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o de seu patrim\u00f4nio, e estimulando a iniciativa privada para o desenvolvimento de projetos. Proposta semelhante est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara Municipal, cujo projeto de Lei, do vereador Marcelo Sgarbossa (PT) prop\u00f5e tombar o im\u00f3vel sede do JB como Patrim\u00f4nio Cultural e Hist\u00f3rico de Porto Alegre. J\u00e1 passou por duas comiss\u00f5es de vereadores, de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) e de Economia, Finan\u00e7as e Or\u00e7amento e do Mercosul (CEFOR), sendo que ambas deram parecer contr\u00e1rio ao PL por entenderem que a proposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria \u00e9 de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo municipal. O projeto aguarda parecer, agora, da Comiss\u00e3o de Urbanismo, Transporte e Habita\u00e7\u00e3o (CUTHAB).<br \/>\n<span class=\"intertit\">H\u00e1 110 esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o<\/span><br \/>\nModelo no Brasil em conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, o Jardim Bot\u00e2nico de Porto Alegre possui plantas envasadas (plantadas em vasos e abrigadas em casas de vegeta\u00e7\u00e3o) e do arboreto (plantadas na \u00e1rea do parque). H\u00e1 cerca de 2.250 exemplares de arb\u00f3reas, mais de 750 de orqu\u00eddeas e mais de 620 de brom\u00e9lias. Diversas plantas est\u00e3o na cole\u00e7\u00e3o h\u00e1 mais de 30 anos. A planta Cactaceae envasada n\u00famero 001 \u00e9 de 1974.<\/p>\n<p>Est\u00e3o preservadas no JB aproximadamente 110 esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o entre brom\u00e9lias, cactos, orqu\u00eddeas, palmeiras, diversas fam\u00edlias de arb\u00f3reas e pterid\u00f3fitas (v\u00e1rias fam\u00edlias de diversos tipos de samambaias e xaxins). Constam nas cole\u00e7\u00f5es, por exemplo, a esp\u00e9cie de orqu\u00eddea Cattleya intermedia, o cacto Parodia neohorstii, esp\u00e9cie end\u00eamica da Serra do Sudeste, no Estado, Callisthene inundata, \u00e1rvore end\u00eamica da Serra, e Dyckia maritima, esp\u00e9cie de brom\u00e9lia que ocorre no Litoral Norte do RS.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78915\" aria-describedby=\"caption-attachment-78915\" style=\"width: 2560px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-78915 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/especies-nativas-de-cactos-parodia-leninghausii-en-na-frente-e-parodia-magnifica-en-ao-fundo-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1419\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/especies-nativas-de-cactos-parodia-leninghausii-en-na-frente-e-parodia-magnifica-en-ao-fundo-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/especies-nativas-de-cactos-parodia-leninghausii-en-na-frente-e-parodia-magnifica-en-ao-fundo-300x166.jpg 300w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/especies-nativas-de-cactos-parodia-leninghausii-en-na-frente-e-parodia-magnifica-en-ao-fundo-1024x567.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/especies-nativas-de-cactos-parodia-leninghausii-en-na-frente-e-parodia-magnifica-en-ao-fundo-768x426.jpg 768w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/especies-nativas-de-cactos-parodia-leninghausii-en-na-frente-e-parodia-magnifica-en-ao-fundo-1536x851.jpg 1536w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/especies-nativas-de-cactos-parodia-leninghausii-en-na-frente-e-parodia-magnifica-en-ao-fundo-2048x1135.jpg 2048w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/especies-nativas-de-cactos-parodia-leninghausii-en-na-frente-e-parodia-magnifica-en-ao-fundo-1200x665.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78915\" class=\"wp-caption-text\">Esp\u00e9cies nativas de cactos consideradas em perigo de extin\u00e7\u00e3o: Parodia leninghausii (na frente) e Parodia magnifica (ao fundo)<\/figcaption><\/figure>\n<p>H\u00e1 cerca de 35 esp\u00e9cies amea\u00e7adas de cact\u00e1ceas, ou seja, 66% das esp\u00e9cies amea\u00e7adas de cactos do RS est\u00e3o preservadas no JB. E aproximadamente 29 esp\u00e9cies amea\u00e7adas de brom\u00e9lias, quase todas (80%) que constam no \u00faltimo levantamento da lista \u201cvermelha\u201d da flora riograndense, de 2014. Tamb\u00e9m est\u00e3o protegidas \u00e1rvores como o Butia yatay e o pinheiro-bravo.<\/p>\n<p>Quatro bot\u00e2nicas dividem as atividades de pesquisa e manejo das 4,3 mil plantas envasadas e arb\u00f3reas. Elas t\u00eam o apoio de tr\u00eas t\u00e9cnicos &#8211; Ari Delmo Nilson, Leandro da Silva Pacheco e Tomaz Vital Aguzzoli &#8211; e de jardineiros, parte destes terceirizados. Os est\u00e1gios foram cortados pela atual gest\u00e3o, mas h\u00e1 dois alunos da gradua\u00e7\u00e3o, bolsistas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica do CNPq.<\/p>\n<p>\u201cTemos mais de duas mil plantas envasadas, pertencentes a dez cole\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o dividimos por setores as atividades di\u00e1rias, mas o trabalho \u00e9 muito de equipe para podermos dar conta\u201d, ressalta Natividad Ferreira Fagundes, referindo-se tamb\u00e9m aos t\u00e9cnicos, que auxiliam no planejamento e execu\u00e7\u00e3o de todas as atividades da Se\u00e7\u00e3o de Cole\u00e7\u00f5es, incluindo os manejos do parque como plantios, podas e supress\u00f5es, pois possuem conhecimentos espec\u00edficos para a sua fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61969\" aria-describedby=\"caption-attachment-61969\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-61969\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/natividad-fagundees-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"676\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/natividad-fagundees-scaled.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/natividad-fagundees-300x198.jpg 300w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/natividad-fagundees-768x507.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61969\" class=\"wp-caption-text\">Natividad \u00e9 especialista em brom\u00e9lias\/Mariano Pairet\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>O ideal \u00e9 que, al\u00e9m dos t\u00e9cnicos, houvesse jardineiros fixos para saber coletar, armazenar e transportar as plantas de forma correta. Analisar o estado fitossanit\u00e1rio, reconhecer pragas, preparar o tipo de substrato, selecionar o vaso ou o suporte adequado para cada esp\u00e9cie.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61998\" aria-describedby=\"caption-attachment-61998\" style=\"width: 179px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-61998 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/tillandsia-duratii-cr-179x300.jpg\" alt=\"\" width=\"179\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/tillandsia-duratii-cr-179x300.jpg 179w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/tillandsia-duratii-cr-scaled.jpg 613w\" sizes=\"(max-width: 179px) 100vw, 179px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61998\" class=\"wp-caption-text\">Tillandsia duratii, criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o Tillandsia duratii, criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_61999\" aria-describedby=\"caption-attachment-61999\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-61999\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/vriesea-corcovadensis-cr-300x213.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"213\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/vriesea-corcovadensis-cr-300x213.jpg 300w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/vriesea-corcovadensis-cr-scaled.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/vriesea-corcovadensis-cr-768x546.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61999\" class=\"wp-caption-text\">Vriesea corcovadensis, brom\u00e9lia criticamente amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cCada esp\u00e9cie tem suas particularidades e demandam cuidados especiais. As brom\u00e9lias, por exemplo, se multiplicam bastante por reprodu\u00e7\u00e3o vegetativa, a equipe faz o manejo da cole\u00e7\u00e3o e, logo em seguida, surgem v\u00e1rios indiv\u00edduos novos, causando o adensamento das plantas, tornando-as mais suscet\u00edveis a pragas, por exemplo, ent\u00e3o a supervis\u00e3o \u00e9 di\u00e1ria para n\u00e3o corrermos o risco de haver perdas\u201d, explica. \u201cE como as brom\u00e9lias, em geral, s\u00e3o ep\u00edfitas, e absorvem a \u00e1gua principalmente pelas folhas, ent\u00e3o, nos vasos, \u00e9 preciso regar as folhas e n\u00e3o a terra porque, do contr\u00e1rio, elas apodrecem\u201d, ensina Nati, como \u00e9 chamada entre os colegas, especialista em brom\u00e9lias, com p\u00f3s-doutorado pela Ufrgs na \u00e1rea de Morfologia e Anatomia Vegetal. Ela ingressou na Zoobot\u00e2nica em agosto de 2014, mas durante toda a vida acad\u00eamica utilizou as cole\u00e7\u00f5es do Jardim Bot\u00e2nico em seus estudos.<\/p>\n<p>Sua colega, Priscila Porto Alegre Ferreira, ressalta que o manejo das cole\u00e7\u00f5es \u00e9 apenas uma parte do trabalho. \u201cTamb\u00e9m realizamos pesquisas, participamos de planos de manejo, sa\u00edmos a campo para coletar mudas, exsicatas e sementes, ficando todas as informa\u00e7\u00f5es armazenadas no banco de dados. Ap\u00f3s um per\u00edodo para o preparo e adapta\u00e7\u00e3o dos exemplares, eles s\u00e3o, ent\u00e3o, inseridos nas cole\u00e7\u00f5es\u201d, afirma a bi\u00f3loga.<\/p>\n<figure id=\"attachment_78919\" aria-describedby=\"caption-attachment-78919\" style=\"width: 1997px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-78919\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-e-o-tecnico-tomaz-aguzzoli-no-trabalho-com-a-colecao-de-pteridofitas-foto-julia-fialho.jpg\" alt=\"\" width=\"1997\" height=\"1322\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-e-o-tecnico-tomaz-aguzzoli-no-trabalho-com-a-colecao-de-pteridofitas-foto-julia-fialho.jpg 1997w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-e-o-tecnico-tomaz-aguzzoli-no-trabalho-com-a-colecao-de-pteridofitas-foto-julia-fialho-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-e-o-tecnico-tomaz-aguzzoli-no-trabalho-com-a-colecao-de-pteridofitas-foto-julia-fialho-1024x678.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-e-o-tecnico-tomaz-aguzzoli-no-trabalho-com-a-colecao-de-pteridofitas-foto-julia-fialho-768x508.jpg 768w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-e-o-tecnico-tomaz-aguzzoli-no-trabalho-com-a-colecao-de-pteridofitas-foto-julia-fialho-1536x1017.jpg 1536w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-e-o-tecnico-tomaz-aguzzoli-no-trabalho-com-a-colecao-de-pteridofitas-foto-julia-fialho-1200x794.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1997px) 100vw, 1997px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78919\" class=\"wp-caption-text\">A bi\u00f3loga Priscila Ferreira e o t\u00e9cnico Tomaz Aguzzoli no trabalho com a cole\u00e7\u00e3o de Pterid\u00f3fitas. Foto: J\u00falia Fialho\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_62005\" aria-describedby=\"caption-attachment-62005\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-62005\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/blechnum-penna-marina-vu-foto-priscila-ferreira-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/blechnum-penna-marina-vu-foto-priscila-ferreira-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/blechnum-penna-marina-vu-foto-priscila-ferreira-scaled.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/blechnum-penna-marina-vu-foto-priscila-ferreira-768x576.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-62005\" class=\"wp-caption-text\">Samambaia Blechnum penna-marina, classificada como vulner\u00e1vel\/Priscila Ferreira<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_62006\" aria-describedby=\"caption-attachment-62006\" style=\"width: 202px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-62006\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/dicksonia-sellowiana-xaxim-vu-202x300.jpg\" alt=\"\" width=\"202\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/dicksonia-sellowiana-xaxim-vu-202x300.jpg 202w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/dicksonia-sellowiana-xaxim-vu-scaled.jpg 688w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/dicksonia-sellowiana-xaxim-vu-768x1143.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 202px) 100vw, 202px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-62006\" class=\"wp-caption-text\">O xaxim Dicksonia sellowiana tamb\u00e9m \u00e9 considerado vulner\u00e1vel<\/figcaption><\/figure>\n<p>Priscila \u00e9 formada na Universidade Federal de Santa Maria, com Doutorado na UFRGS. Especializou-se na fam\u00edlia <em>Convolvulaceae<\/em> e em plantas trepadeiras. \u00c9 taxonomista, capacitada para descrever esp\u00e9cies. Tamb\u00e9m ingressou em agosto de 2014 na FZB.<\/p>\n<p>A bot\u00e2nica j\u00e1 descreveu sete esp\u00e9cies novas para a Ci\u00eancia. Uma das plantas, do g\u00eanero Ipomoea, ela encontrou no munic\u00edpio de Manoel Viana, e como de praxe, teve agregado seu nome, ficando ent\u00e3o Ipomoea pampeana P.P.A. Ferreira &amp; Miotto.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-78924\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-mostrando-a-foto-de-ipomoea-mirabilis-especie-em-erigo-de-extincao-en-descrita-por-ela-durante-o-doutorado-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1438\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-mostrando-a-foto-de-ipomoea-mirabilis-especie-em-erigo-de-extincao-en-descrita-por-ela-durante-o-doutorado-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-mostrando-a-foto-de-ipomoea-mirabilis-especie-em-erigo-de-extincao-en-descrita-por-ela-durante-o-doutorado-300x168.jpg 300w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-mostrando-a-foto-de-ipomoea-mirabilis-especie-em-erigo-de-extincao-en-descrita-por-ela-durante-o-doutorado-1024x575.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-mostrando-a-foto-de-ipomoea-mirabilis-especie-em-erigo-de-extincao-en-descrita-por-ela-durante-o-doutorado-768x431.jpg 768w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-mostrando-a-foto-de-ipomoea-mirabilis-especie-em-erigo-de-extincao-en-descrita-por-ela-durante-o-doutorado-1536x863.jpg 1536w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-mostrando-a-foto-de-ipomoea-mirabilis-especie-em-erigo-de-extincao-en-descrita-por-ela-durante-o-doutorado-2048x1150.jpg 2048w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-mostrando-a-foto-de-ipomoea-mirabilis-especie-em-erigo-de-extincao-en-descrita-por-ela-durante-o-doutorado-1200x674.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<p>Priscila destaca os cuidados com as plantas bulbosas \u2013 exemplo das fam\u00edlias Amarylliaceae, Asparagaceae e Iridaceae \u2013, que perdem a parte externa em determinadas \u00e9pocas do ano, mas n\u00e3o ficam menos suscet\u00edveis a infesta\u00e7\u00f5es, pois lagartas podem ainda atacar o bulbo (caule subterr\u00e2neo). \u201cAssim, o cuidado \u00e9 intensificado\u201d, diz a bot\u00e2nica.<\/p>\n<p>A bi\u00f3loga Rosana Farias Singer lembra que, al\u00e9m das cole\u00e7\u00f5es arb\u00f3reas e s, jardins bot\u00e2nicos como o de Porto Alegre s\u00e3o muito visitados por pesquisadores de outros estados e pa\u00edses, al\u00e9m dos estudantes, o que demanda tempo e disponibilidade para auxili\u00e1-los.<\/p>\n<div class=\"mceTemp\"><\/div>\n<figure id=\"attachment_58200\" aria-describedby=\"caption-attachment-58200\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-58200\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/12\/20171210-155342-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"673\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/12\/20171210-155342-scaled.jpg 1024w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/12\/20171210-155342-300x197.jpg 300w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2017\/12\/20171210-155342-768x505.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58200\" class=\"wp-caption-text\">A bi\u00f3loga Rosana Singer entre espinilhos do Jardim Bot\u00e2nico\/Cleber Dioni<\/figcaption><\/figure>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-58200 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/20171210_155342-400x263.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"263\" \/><\/p>\n<p>Formada pela Universidade Estadual de Campinas, com p\u00f3s-doutorado em Biologia Molecular pela Ufrgs, a bot\u00e2nica sul-matogrossense \u00e9 taxonomista, identifica e descreve as plantas.<br \/>\n\u201cSem especialistas, t\u00e9cnicos e jardineiros, n\u00e3o consigo vislumbrar a manuten\u00e7\u00e3o do Jardim Bot\u00e2nico. N\u00e3o h\u00e1 a m\u00ednima condi\u00e7\u00e3o de um \u00fanico profissional ficar respons\u00e1vel pelas cole\u00e7\u00f5es, ou um pesquisador e um jardineiro, por exemplo. Porque o trabalho n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 dar \u00e1gua \u00e0s plantas, elas precisam dos nutrientes, cuidados contra as pragas, o manejo correto, feito por pessoas qualificadas, sem isso \u00e9 muito dif\u00edcil que as esp\u00e9cies sobrevivam\u201d, diz Rosana.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61973\" aria-describedby=\"caption-attachment-61973\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-61973 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Pesquisadora-do-JB-Rosana-Singer-...-no-ref\u00fagio-Banhado-dos-Pachecos-9marco2017.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"727\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61973\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisadora do JB Rosana Singer no ref\u00fagio Banhado dos Pachecos\/Mariano Pairet\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>A bot\u00e2nica chama a aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para o Banco de Sementes do JB, amea\u00e7ado de ficar sem pesquisadores e na imin\u00eancia de encerrar as atividades de an\u00e1lise fisiol\u00f3gica e morfol\u00f3gica de sementes de esp\u00e9cies arb\u00f3reas e arbustivas nativas do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61974\" aria-describedby=\"caption-attachment-61974\" style=\"width: 294px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-61974 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Dal-Ri-na-c\u00e2mara-seca-294x400.jpg\" alt=\"\" width=\"294\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61974\" class=\"wp-caption-text\">Dal Ri com sementes conservadas na c\u00e2mara seca do laborat\u00f3rio no JB\/Cleber Dioni<\/figcaption><\/figure>\n<p>O engenheiro florestal Leandro Dal Ri, analista do Banco de Sementes diz que o laborat\u00f3rio \u00e9 um dos poucos no Estado que realiza essas fun\u00e7\u00f5es, inclusive com as esp\u00e9cies amea\u00e7adas. \u201cEventuais danos ser\u00e3o incomensur\u00e1veis, com perda em termos de sistematiza\u00e7\u00e3o de dados gerados em experimentos nos \u00faltimos 20 anos, podendo comprometer a lista de Index Seminum, pois n\u00e3o existir\u00e3o sementes armazenadas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Andr\u00e9ia, a curadora das cole\u00e7\u00f5es, refor\u00e7a outro ponto que normalmente as pessoas desconhecem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s fun\u00e7\u00f5es de um jardim bot\u00e2nico, por acharem que \u201cse n\u00e3o der lucro tem que fechar\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTem v\u00e1rias atividades, presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os que s\u00e3o dever do Estado, est\u00e1 na legisla\u00e7\u00e3o, e se n\u00e3o tiver profissionais para prestar esse servi\u00e7o, o governo ter\u00e1 que contratar junto \u00e0 iniciativa privada e vai gastar muito mais, isso j\u00e1 est\u00e1 provado. Posso dar v\u00e1rios exemplos, como os estudos em \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental, os planos de manejo, mapa e\u00f3lico, zoneamento da silvicultura, as revis\u00f5es das listas de esp\u00e9cies amea\u00e7adas\u201d, exemplifica.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61975\" aria-describedby=\"caption-attachment-61975\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-61975\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/A-bi\u00f3loga-Andr\u00e9ia-Carneiro-durante-coleta-em-Ca\u00e7apava-do-Sul_-Foto-Rosana-Singer.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"727\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61975\" class=\"wp-caption-text\">A bi\u00f3loga Andr\u00e9ia Carneiro durante coleta em Ca\u00e7apava do Sul\/ Foto Rosana Singer\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Andr\u00e9ia lembra que est\u00e1 sendo constru\u00eddo um novo orquid\u00e1rio, sem gastos p\u00fablicos. \u201cEsse dinheiro \u00e9 da empresa Taurus, que fez um acordo com o Minist\u00e9rio P\u00fablico e reverteu uma multa na recupera\u00e7\u00e3o do telhado do bromeli\u00e1rio e na constru\u00e7\u00e3o de um novo orquid\u00e1rio\u201d, explica.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61977\" aria-describedby=\"caption-attachment-61977\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-61977\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/A-bi\u00f3loga-Andr\u00e9ia-Carneiro-e-os-t\u00e9cnicos-Ari-Nilson-e-Leandro-Pacheco-no-Parque-Estadual-do-Turvo_Foto-Priscila-Ferreira.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"727\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61977\" class=\"wp-caption-text\">Andr\u00e9ia e os t\u00e9cnicos Ari e Leandro no Parque Estadual do Turvo\/Foto Priscila Ferreira\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>A bot\u00e2nica destaca tamb\u00e9m que as cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas t\u00eam valor para diversas \u00e1reas, e n\u00e3o s\u00f3 para a biologia. \u201cEngenheiros agr\u00f4nomos e florestais, farmac\u00eauticos, m\u00e9dicos, todos pesquisam aqui. Isto \u00e9 patrim\u00f4nio do Estado\u201d, completa.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Casa de Vegeta\u00e7\u00e3o fica pronta em julho<\/span><br \/>\nEm dezembro de 2017, o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Rio Grande do Sul, atrav\u00e9s da Promotoria de Justi\u00e7a de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre, e a empresa Taurus S.A. participaram da reinaugura\u00e7\u00e3o do bromeli\u00e1rio do Jardim Bot\u00e2nico de Porto Alegre, que foi restaurado com parte dos recursos provenientes de uma multa ambiental aplicada \u00e0 fabricante brasileira de armas.<\/p>\n<p>A arquiteta Rosa Maria Pacheco, da Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica, diz que foi substitu\u00eddo o telhado, restauradas as estruturas de ferro, de concreto e das mesas, e foram feitas pinturas em geral no bromeli\u00e1rio.<\/p>\n<figure id=\"attachment_58412\" aria-describedby=\"caption-attachment-58412\" style=\"width: 286px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-58412 \" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Promotora-marchesan-com-o-advogado-e-a-supervisora-de-meio-ambiente-da-Taurus-200x112.jpg\" alt=\"\" width=\"286\" height=\"166\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58412\" class=\"wp-caption-text\">Promotora com advogado e a supervisora ambiental da Taurus\/Cleber Dioni<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_58414\" aria-describedby=\"caption-attachment-58414\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-58414\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/25433997_1562405950502890_122602009_o-200x138.jpg\" alt=\"\" width=\"210\" height=\"147\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-58414\" class=\"wp-caption-text\">Bromeli\u00e1rio foi todo restaurado\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>O ato celebrou tamb\u00e9m a entrega de v\u00e1rios equipamentos \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Estadual de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (Fepam) e o an\u00fancio da constru\u00e7\u00e3o de uma nova casa de vegeta\u00e7\u00e3o, que abrigar\u00e1 orqu\u00eddeas, samambaias, entre outras plantas.\u00a0As obras come\u00e7am em mar\u00e7o, com prazo de entrega em 120 dias.<br \/>\nA multa revertida em benfeitorias ao JB e na compra de materiais para a Fepam resultam de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o MP e a Taurus, devido a um acidente em sua unidade na Capital que provocou contamina\u00e7\u00e3o do solo.<\/p>\n<p>Segundo o advogado Neandro Bagatini Lazaron, representante da empresa, dos cerca de R$ 200 mil da multa, foram gastos R$ 25,9 mil no bromeli\u00e1rio, R$ 79,6 mil na aquisi\u00e7\u00e3o dos equipamentos para a Fepam e ser\u00e3o aplicados R$ 95 mil na nova casa de vegeta\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Miss\u00e3o do JB \u00e9 conservar a biodiversidade nativa<\/span><br \/>\nPoucos conhecem as matas e campos no Estado como o t\u00e9cnico agr\u00edcola Ari Delmo Nilson, um dos funcion\u00e1rios mais antigos do JB de Porto Alegre. Come\u00e7ou a trabalhar em 1975, tr\u00eas anos ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica do RS.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61980\" aria-describedby=\"caption-attachment-61980\" style=\"width: 267px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-61980\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Ari-Delmo-Nilson-o-mateiro3-267x400.jpg\" alt=\"\" width=\"267\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61980\" class=\"wp-caption-text\">Ari Delmo Nilson, o mateiro<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ele ajudou a plantar uma grande parte da cole\u00e7\u00e3o arb\u00f3rea do Jardim Bot\u00e2nico. \u201cEst\u00e1 tudo registrado nestes caderninhos\u201d, aponta Ari, com orgulho por ter seguido \u00e0 risca os ensinamentos dos naturalistas com quem conviveu no JB, como os professores Albano Backes e Jos\u00e9 Willibaldo Thom\u00e9.<\/p>\n<p>Chegou a conhecer o fundador, irm\u00e3o Theodoro Luis, mas logo o jesu\u00edta espanhol retornou \u00e0 Europa para continuar os estudos.\u00a0 \u201cLembro que, ao retornar a Porto Alegre, o irm\u00e3o Theodoro elogiou o doutor Albano por ter cumprido com a miss\u00e3o de manter o JB como uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o da flora nativa e isso sempre carreguei comigo\u201d, ressalta.<br \/>\nUma hora de caminhada pelo JB com Ari \u00e9 um aprendizado e um exerc\u00edcio de memoriza\u00e7\u00e3o. \u201cAqui temos uma floresta t\u00edpica da regi\u00e3o do Alto Uruguai, com exemplares de angico, louro, maria preta,\u00a0 canjerana, guatamb\u00fa, sassafr\u00e1s, camboat\u00e1,\u00a0 canela, cabre\u00fava, todas essas plantas est\u00e3o dispon\u00edveis, identificadas e catalogadas para pesquisadores e a popula\u00e7\u00e3o em geral que quiser conhecer. Esse angico vermelho ou curupa\u00ed, eu trouxe sementes do Alto Uruguai, fiz a germina\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o e plantio, em 1976\u201d.<\/p>\n<p>Agora, nenhum outro local d\u00e1 mais satisfa\u00e7\u00e3o a esse \u201cmateiro\u201d, como gosta de ser chamado, que a entrada do Jardim Bot\u00e2nico, simplesmente porque foi ele quem plantou quase todas as palmeiras, algumas sementes trazidas de sua terra natal, Marcelino Ramos. Todas as esp\u00e9cies nativas de palmeiras constam na \u00e1rea do JB, algumas est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, como o coqueiro, jeriv\u00e1, buti\u00e1, buriti, geonoma.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61979\" aria-describedby=\"caption-attachment-61979\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-61979 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Ari-Delmo-Nilson-o-mateiro-5.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"647\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61979\" class=\"wp-caption-text\">Ari ajudou a plantar quase todas as palmeiras na entrada do JB, algumas sementes trazidas de sua terra natal<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cAs palmeiras constituem a \u00e1rea frontal do Jardim Bot\u00e2nico, o cart\u00e3o de visitas. N\u00f3s priorizamos esp\u00e9cimes nativas, os coqueiros, jeriv\u00e1s, butiazeiros, que est\u00e3o bem representados aqui em exemplares com mais de 40 anos, mas nessa \u00e1rea h\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o porque a gente procurou plantar palmeiras de v\u00e1rios pa\u00edses\u201d, explica.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Uma hist\u00f3ria de vida com o Jardim Bot\u00e2nico<\/span><br \/>\nO Julio tem 42 dos 60 anos de idade dedicados ao Jardim Bot\u00e2nico de Porto Alegre. Come\u00e7ou a trabalhar em outubro de 1976, como jardineiro, participou da implanta\u00e7\u00e3o dos canteiros de flores e do arboreto. Foi para o viveiro faz uns 39 anos, e est\u00e1 l\u00e1 at\u00e9 hoje, onde organiza e vende as mudas de \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Mas sua hist\u00f3ria com o JB \u00e9 bem mais antiga, remonta \u00e0 inf\u00e2ncia. Julio Cesar Vianna do Prado \u00e9 filho do seu Juli\u00e3o, um dos primeiros jardineiros do parque. A fam\u00edlia chegou a morar numa das oito casas constru\u00eddas para os funcion\u00e1rios, por volta de 1958, a pedido do irm\u00e3o jesu\u00edta Theodoro Luiz (respons\u00e1vel pela implanta\u00e7\u00e3o do JB), para ajudar a cuidar o terreno, que na \u00e9poca era aberto, e a popula\u00e7\u00e3o transitava livremente pela \u00e1rea. A partir de 1972, com a cria\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica, os servidores foram indenizados para adquirir terrenos na cidade e as casas, transferidas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61981\" aria-describedby=\"caption-attachment-61981\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-61981 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Julio-Prado-e-o-pai-seu-Juli\u00e3o-Prado_Cleber.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"705\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61981\" class=\"wp-caption-text\">Julio Prado e o pai, seu Juli\u00e3o\/Cleber Dioni<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cLembro que, logo em seguida da instala\u00e7\u00e3o da FZB, o diretor do Jardim Bot\u00e2nico, o doutor Albano Backes, achou por bem que dever\u00edamos produzir as nossas pr\u00f3prias mudas, ent\u00e3o come\u00e7amos a produzir flores para os canteiros e coletar sementes de \u00e1rvores aqui pela volta mesmo para produzir as mudas. J\u00e1 chegamos a produzir 40 mil mudas num ano. Quando havia seis pessoas trabalhando no viveiro, chegamos a produzir duas mil mudas de flores para os canteiros, e como s\u00e3o flores de ciclo curto, tinha que trocar de tempos em tempos\u201d, lembra.<br \/>\nNo viveiro, h\u00e1 mudas de cerca de oito esp\u00e9cies arb\u00f3reas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, como o palmito, a margaritaria, o pau ferro, bicu\u00edba, pau alaz\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61982\" aria-describedby=\"caption-attachment-61982\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-61982 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Eugenia-multicostata_pau-alaz\u00e3o-2.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"665\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61982\" class=\"wp-caption-text\">Mudas de Pau alaz\u00e3o (Eugenia multicostata)\/Cleber Dioni<\/figcaption><\/figure>\n<p><span class=\"intertit\">Manejo agroecol\u00f3gico, uma solu\u00e7\u00e3o caseira<\/span><br \/>\nA bi\u00f3loga Josielma Hofman de Macedo e a graduanda em Geografia na Ufrgs Carina Richardt de Carvalho entraram por concurso em 2014 no Jardim Bot\u00e2nico para trabalhar como jardineiras, passaram por v\u00e1rios setores, e hoje cuidam da irriga\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o dos canteiros no parque.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61983\" aria-describedby=\"caption-attachment-61983\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-61983 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/DSCN6892.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"1040\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61983\" class=\"wp-caption-text\">Josielma, acompanhada de seu Pedro, aplica nas tarefas di\u00e1rias os conhecimentos cient\u00edficos\/Mariano Pairet<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo elas, o setor de jardinagem tem procurado trabalhar mais com manejo agroecol\u00f3gico, por ser de baixo custo e ambientalmente correto.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61984\" aria-describedby=\"caption-attachment-61984\" style=\"width: 320px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-61984 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Jardineiras-Ana-Emilia-Sander-e-Carina-Carvalho-320x400.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61984\" class=\"wp-caption-text\">Carina com sua colega jardineira Ana Emilia Sander\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cA gente \u00e9 quase aut\u00f4nomo aqui, em termos de materiais, produzimos o nosso composto, que pode ser utilizado na cobertura dos canteiros, no paisagismo, a \u00e1gua vem da vertente l\u00e1 de baixo, as madeiras vem das sobras das podas. T\u00ednhamos um projeto de reaproveitamento da \u00e1gua da chuva ali no pr\u00e9dio do museu, espero que retomem\u201d, diz Josielma.<br \/>\n\u201cS\u00e3o tecnologias de baixo impacto e custo\u201d, complementa Carina. A futura ge\u00f3grafa, espera que o cen\u00e1rio melhore, o Jardim Bot\u00e2nico permane\u00e7a funcionando e at\u00e9 contrate mais jardineiros. \u201cQuando entramos havia 21 jardineiros, contando com os terceirizados, e hoje s\u00e3o 17, o que eu acho insuficiente para a manuten\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o arb\u00f3rea e do paisagismo\u201d, completa.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Bolsistas pesquisam flora espont\u00e2nea no JB<\/span><br \/>\nCom as vagas de est\u00e1gio cortadas pela atual gest\u00e3o da Fundac\u00e3o Zoobot\u00e2nica, os estudantes J\u00falia Soares e Willian Piovesani est\u00e3o entre os alunos bolsistas privilegiados por desenvolverem pesquisas no Jardim Bot\u00e2nico.<br \/>\nOs bolsistas desenvolvem projetos de levantamento das esp\u00e9cies de plantas ep\u00edfitas e trepadeiras espont\u00e2neas do JB.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61985\" aria-describedby=\"caption-attachment-61985\" style=\"width: 696px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-61985 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/31945001_10216683592469291_1192187263857983488_n.jpg\" alt=\"\" width=\"696\" height=\"933\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61985\" class=\"wp-caption-text\">J\u00falia e Willian realizam pesquisas no pr\u00f3prio Jardim Bot\u00e2nico\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ambos s\u00e3o alunos do curso de bacharelado em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da UFRGS. Pesquisam desde janeiro de 2016 e j\u00e1 tiveram oportunidade de apresentar um estudo parcial na Jornada de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica e no Sal\u00e3o de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da UFRGS.<\/p>\n<figure id=\"attachment_62002\" aria-describedby=\"caption-attachment-62002\" style=\"width: 251px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-62002 size-medium\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/20180321_161423-1-251x400.jpg\" alt=\"\" width=\"251\" height=\"400\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-62002\" class=\"wp-caption-text\">Levantamento \u00e9 feito durante todo ano<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cEstamos identificando essa flora nas quatro esta\u00e7\u00f5es do ano para termos um levantamento completo\u201d, diz J\u00falia, que se formou em licenciatura no fim de 2017. Ela encontrou 40 esp\u00e9cies de ep\u00edfitas at\u00e9 agora, mas acredita que h\u00e1 muito mais dessas plantas.<br \/>\nWillian constatou um n\u00famero mais elevado do que esperava de esp\u00e9cies de trepadeiras, 65 at\u00e9 o momento. Ele destaca como um dos desafios do seu trabalho a observa\u00e7\u00e3o e a coleta dessas plantas que, na maioria das vezes, portam suas folhas, flores e frutos no alto das \u00e1rvores.<\/p>\n<p><span class=\"intertit\">Cen\u00e1rio de incertezas prejudica educa\u00e7\u00e3o ambiental<\/span><br \/>\nJ\u00falia dedicou seu trabalho de conclus\u00e3o de curso, em licenciatura, no inicio deste ano, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ambiental no Jardim Bot\u00e2nico de Porto Alegre e contextualizou as atividades com o cen\u00e1rio de incertezas da Zoobot\u00e2nica, institui\u00e7\u00e3o a qual o JB est\u00e1 vinculado. Ela acompanhou algumas edi\u00e7\u00f5es do Curso de Forma\u00e7\u00e3o para Educadores, ministrado pelo engenheiro agr\u00f4nomo Jos\u00e9 Fernando Vargas, que foi seu coorientador. A professora Russel Dutra da Rosa, da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do RS foi sua orientadora.<br \/>\nA bi\u00f3loga constatou uma rela\u00e7\u00e3o indissoci\u00e1vel dos jardins bot\u00e2nicos com a educa\u00e7\u00e3o ambiental, e desta atividade multidisciplinar com a popula\u00e7\u00e3o. E verificou uma queda dr\u00e1stica tanto nas visitas de escolas como da popula\u00e7\u00e3o em geral. Os dados s\u00e3o de 2013 e 2016.<br \/>\n<img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-61987\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG-20180328-WA0003.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"863\" \/><br \/>\n\u201cEm 2013, foram registrados quase 71 mil visitantes e, em 2014, mais de 67 mil, mas a partir da metade de 2015, quando \u00e9 anunciado o plano de extin\u00e7\u00e3o da FZB, a procura caiu para 60 mil visitantes, justamente quando a possibilidade de encerrar a institui\u00e7\u00e3o foi anunciada e muitas pessoas passaram a achar que o Jardim Bot\u00e2nico estava fechado\u201d, registra.<br \/>\nO n\u00famero de visitas escolares ao Jardim Bot\u00e2nico tamb\u00e9m reduziu diante desse cen\u00e1rio de incertezas. Nos anos de 2013 e 2014, a m\u00e9dia de visitas foi de 549 escolas e, em 2016, caiu para 327 agendamentos.<br \/>\nJ\u00falia levantou dados sobre os cursos: de setembro de 2016 a outubro de 2017, ocorreram 11 cursos de bot\u00e2nica aplicada no Jardim Bot\u00e2nico &#8211; Cactos e suculentas, Compostagem dom\u00e9stica, Cultivo de brom\u00e9lias, Cultivo de orqu\u00eddeas, Hortas em pequenos espa\u00e7os e Propaga\u00e7\u00e3o de plantas -, que disponibilizaram, no total, 335 vagas, das quais 205 foram ocupadas. Nesse mesmo intervalo, ocorreram 10 Cursos de Forma\u00e7\u00e3o de Educadores, que disponibilizaram 330 vagas, sendo que 100 foram ocupadas. Tamb\u00e9m foram oferecidas atividades como Ci\u00eancia na Pra\u00e7a, de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e educa\u00e7\u00e3o ambiental organizado pelo Museu de Ci\u00eancias Naturais, e o JardinA\u00e7\u00e3o, evento que ocorre desde 2007.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61986\" aria-describedby=\"caption-attachment-61986\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-61986 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/IMG-20180328-WA0007.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"706\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61986\" class=\"wp-caption-text\">Vargas com uma turma do Curso de Forma\u00e7\u00e3o de Educadores realizado este ano\/Mariano Pairet<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para o coordenador da Educa\u00e7\u00e3o Ambiental do Jardim Bot\u00e2nico, Fernando Vargas, o JB tem potencial para incentivar muito mais atividades, basta ter vontade e disposi\u00e7\u00e3o para que as iniciativas deem certo. \u201cTemos agenda para oferecermos muitos mais cursos ao ano e outras alternativas\u201d, diz o agr\u00f4nomo.<br \/>\n<span class=\"intertit\">Museu tem Ci\u00eancia na Pra\u00e7a e exposi\u00e7\u00f5es em escolas <\/span><br \/>\nO Museu de Ci\u00eancias Naturais, da FZB, tem sua pr\u00f3pria Se\u00e7\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental e Museologia e oferece exposi\u00e7\u00f5es fixas, itinerantes e atividades como Ci\u00eancia na Pra\u00e7a e Museu vai \u00e0 Escola. &#8220;A ideia\u00a0\u00e9 popularizar e socializar o conhecimento cient\u00edfico&#8221;, explica a bi\u00f3loga Laura Gomes Tavares.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61989\" aria-describedby=\"caption-attachment-61989\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-61989 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/20180417_142849.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"703\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61989\" class=\"wp-caption-text\">Ideia\u00a0\u00e9 popularizar o conhecimento cient\u00edfico, diz bi\u00f3loga, na entrada do Museu de Ci\u00eancias Naturais<\/figcaption><\/figure>\n<p>&#8220;O objetivo primordial da Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica \u00e9 a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, e as pesquisas, as cole\u00e7\u00f5es, os estudos em laborat\u00f3rios s\u00e3o fundamentais para o trabalho, ent\u00e3o, o papel da educa\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 explicar ao p\u00fablico, por exemplo, o que \u00e9 biodiversidade, mostrar o que \u00e9 feito na Funda\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Laura, que \u00e9 mestre em Zoologia e servidora da FZB h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas.<br \/>\nLaura chama a aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para as exposi\u00e7\u00f5es do Museu de Ci\u00eancias Naturais, com mostras permanentes, itinerantes e para convidados. \u201cCom o material do acervo, promovemos uma interlocu\u00e7\u00e3o entre o pesquisador e o p\u00fablico, um di\u00e1logo informal que desperta a curiosidade para a import\u00e2ncia do meio ambiente e estimula o pensamento cr\u00edtico dos visitantes, refor\u00e7ando que esse \u00e9 um tema multidisciplinar\u201d, ressalta.<br \/>\nSua colega na Se\u00e7\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental e Museologia, M\u00e1rcia Severo Spadoni, acredita que as atividades t\u00eam uma import\u00e2ncia muito grande tamb\u00e9m para os pesquisadores e acad\u00eamicos de biologia e de outros cursos, que levam esse aprendizado por toda a vida profissional.<\/p>\n<figure id=\"attachment_61990\" aria-describedby=\"caption-attachment-61990\" style=\"width: 1150px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-61990 size-full\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/atividade-ludica-EMEF-Porto-Novo.jpg\" alt=\"\" width=\"1150\" height=\"695\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-61990\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e1rcia (\u00e0 esquerda) em atividade l\u00fadica na Escola Municipal Porto Novo\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cNossas atividades externas como o projeto Ci\u00eancia na Pra\u00e7a, que acontece desde 1986 e \u00e9 direcionado prioritariamente para as escolas p\u00fablicas, eles saem um pouco do mundo da academia, da pesquisa, e entram em contato com a popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 o momento de passar seu conhecimento, ent\u00e3o eles v\u00e3o experimentar, adaptar, aprimorar, \u00e9 um aprendizado incr\u00edvel\u201d, garante.<br \/>\nM\u00e1rcia ingressou na Funda\u00e7\u00e3o Zoobot\u00e2nica em 1994, como t\u00e9cnica em qu\u00edmica. Passou por alguns setores como Ictiologia, Mastozoologia, auxiliou na opera\u00e7\u00e3o do microsc\u00f3pio eletr\u00f4nico de varredura e prestou apoio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da revista Iheringia. Nesse tempo, formou-se em Hist\u00f3ria, depois fez especializa\u00e7\u00e3o em Psicopedagogia e mestrado em Ensino de Ci\u00eancias e Matem\u00e1tica. Passou a trabalhar meio turno na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o ambiental, sob a coordena\u00e7\u00e3o da bi\u00f3loga Geneci Britto. A partir do ano de 2000, decidiu dedicar-se exclusivamente \u00e0s atividades de educa\u00e7\u00e3o ambiental, ajudando a organizar inclusive feiras e exposi\u00e7\u00f5es no Litoral Norte ga\u00facho.<br \/>\n\u201cAtrav\u00e9s dessas atividades, temos a oportunidade tamb\u00e9m de dar nossa contribui\u00e7\u00e3o social, porque um museu como o nosso, com trabalhos fant\u00e1sticos, tem um papel fundamental na sociedade e, portanto, tem que ir al\u00e9m das pesquisas e de suas cole\u00e7\u00f5es\u201d, completa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cleber Dioni Tentardini O Jardim Bot\u00e2nico de Porto Alegre possui 29 cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que somam mais de 4.300 plantas, incluindo esp\u00e9cies raras, amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o e end\u00eamicas, que s\u00e3o encontradas apenas no RS. \u00c9 um dos cinco melhores e maiores do Brasil, e serve de modelo para cria\u00e7\u00e3o de outros JBs por sua organiza\u00e7\u00e3o e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":78920,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[29],"class_list":["post-61960","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-patrimonio","tag-sao-paulo"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2018\/05\/a-biologa-priscila-ferreira-com-um-exemplar-da-colecao-de-amaryllidaceae-scaled.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61960","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61960"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61960\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":79656,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61960\/revisions\/79656"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/media\/78920"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61960"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61960"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61960"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}