{"id":73793,"date":"2019-04-20T14:00:16","date_gmt":"2019-04-20T17:00:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=73793"},"modified":"2020-09-23T19:05:47","modified_gmt":"2020-09-23T22:05:47","slug":"rs-ocupa-o-4o-lugar-no-ranking-do-odio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/rs-ocupa-o-4o-lugar-no-ranking-do-odio\/","title":{"rendered":"RS ocupa o 4\u00ba lugar no \u201cranking do \u00f3dio\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-74049 size-thumbnail\" src=\"http:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Selo-As-redes-do-\u00f3dio-190x190.jpg\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"190\" \/><span class=\"assina\">Por Tiago Lobo<\/span><\/p>\n<p>Durante tr\u00eas meses \u2013 de abril a junho de 2016 \u2013 o Comunica Que Muda (CQM), uma iniciativa da ag\u00eancia de publicidade <a href=\"https:\/\/www.novasb.com.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">nova\/sb<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><a href=\"https:\/\/s18628.pcdn.co\/wp-content\/themes\/comunica\/dist\/dossie\/dossie_intolerancia.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">monitorou dez tipos de intoler\u00e2ncia nas redes sociais<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e lan\u00e7ou um dossi\u00ea. Foram analisadas 542.781 men\u00e7\u00f5es. Nos dez temas pesquisados, o percentual de abordagens negativas estava acima de 84%. A negatividade nos temas que tratam de racismo e pol\u00edtica era de 97,6% e 97,4%, respectivamente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A intoler\u00e2ncia de maior audi\u00eancia na \u00e9poca era a pol\u00edtica (quase 274 mil men\u00e7\u00f5es), mais de tr\u00eas vezes superior \u00e0 misoginia, que aparece em segundo lugar, com quase 80 mil men\u00e7\u00f5es. Vale lembrar que o pa\u00eds rec\u00e9m passara pelo processo de Impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A quantidade em n\u00fameros absolutos colocava o Rio Grande do Sul em 4\u00ba lugar com 14.479 men\u00e7\u00f5es. Analisando a proporcionalidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua popula\u00e7\u00e3o, que era de 11.247.972 segundo dados do IBGE de 2015, o estado ga\u00facho desce 2 posi\u00e7\u00f5es, ficando em 6\u00ba mais intolerante na internet. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Imagine que o Facebook recebe, por dia, cerca de 1 milh\u00e3o de den\u00fancias de postagens de \u00f3dio ou conte\u00fado ilegal. Devido ao aumento dos casos, em fevereiro de 2016 ele inaugurou no Brasil a Central de Preven\u00e7\u00e3o ao Bullying, que j\u00e1 existia em outros 50 pa\u00edses. Em maio do mesmo ano as gigantes Microsoft, Google, Twitter e Facebook assinaram um documento elaborado pela Uni\u00e3o Europeia para que o discurso de \u00f3dio fosse controlado com mais efici\u00eancia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde 2006 \u00a0A ONG SaferNet Brasil*, mant\u00e9m um canal para receber den\u00fancias relacionadas a crimes de \u00f3dio online. J\u00e1 foram mais de 2 milh\u00f5es de casos reportados. 28% s\u00e3o sobre racismo e 69% das v\u00edtimas que procuram ajuda s\u00e3o mulheres. E estes dados s\u00e3o apenas de uma iniciativa que monitora a surface web, a camada que todos n\u00f3s navegamos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com dados da ONG, entre 2010 e 2013 houve um aumento de mais de 200% no n\u00famero de den\u00fancias contra p\u00e1ginas que divulgaram conte\u00fados racistas, mis\u00f3ginos, homof\u00f3bicos, xenof\u00f3bicos, neonazistas, de intoler\u00e2ncia religiosa, entre outras formas de discrimina\u00e7\u00e3o contra minorias em geral. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cDe maneira geral, o discurso de \u00f3dio costuma ser definido como manifesta\u00e7\u00f5es que atacam e incitam \u00f3dio contra determinados grupos sociais baseadas em ra\u00e7a, etnia, g\u00eanero, orienta\u00e7\u00e3o sexual, religiosa ou origem nacional\u201d, diz o site da SaferNet Brasil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Protegidas, pelo suposto anonimato, pessoas se sentem seguras para ofender, atacar, criar boatos e propagar preconceitos contra minorias. Isso \u00e9 cyberbullying. Um crime. Mas como diria o escritor italiano Umberto Eco ao receber um t\u00edtulo de doutor <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">honoris causa<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> em comunica\u00e7\u00e3o e cultura na Universidade de Turim, em junho de 2015, \u201cas redes sociais deram voz a uma legi\u00e3o de imbecis\u201d. Em alguma medida ele pode ter raz\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><em>*Caso encontre imagens, v\u00eddeos, textos, m\u00fasicas ou qualquer tipo de material que seja atentat\u00f3rio aos Direitos Humanos, fa\u00e7a a sua den\u00fancia <a href=\"https:\/\/new.safernet.org.br\/denuncie\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n<p><span class=\"intertit\"><strong>Acompanhe as reportagens da s\u00e9rie:<\/strong><\/span><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/wp.me\/panyOw-jbS\">Parte 1:\u00a0Repress\u00e3o aos crimes virtuais desafia pol\u00edcia<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/wp.me\/panyOw-jbX\">Parte 2: H\u00e1 20 anos amea\u00e7as fermentam na internet<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Tiago Lobo Durante tr\u00eas meses \u2013 de abril a junho de 2016 \u2013 o Comunica Que Muda (CQM), uma iniciativa da ag\u00eancia de publicidade nova\/sb, monitorou dez tipos de intoler\u00e2ncia nas redes sociais e lan\u00e7ou um dossi\u00ea. Foram analisadas 542.781 men\u00e7\u00f5es. 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