{"id":73808,"date":"2019-04-23T14:00:34","date_gmt":"2019-04-23T17:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=73808"},"modified":"2020-09-23T19:03:15","modified_gmt":"2020-09-23T22:03:15","slug":"a-imprensa-e-o-efeito-contagio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/a-imprensa-e-o-efeito-contagio\/","title":{"rendered":"A imprensa e o \u201cefeito cont\u00e1gio\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-74049 size-thumbnail\" src=\"http:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Selo-As-redes-do-\u00f3dio-190x190.jpg\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"190\" \/><span class=\"assina\">Por Tiago Lobo<\/span><\/p>\n<p><span class=\"olho\" style=\"font-weight: 400;\">O jornalismo brasileiro vem explorando exaustivamente casos de assassinatos em massa e, dependendo de como isso \u00e9 feito, pode ser muito nocivo. \u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde 1985 a American Psychological Association (APA) alerta para o fato de que crian\u00e7as e adolescentes podem tornar-se menos sens\u00edveis \u00e0 dor alheia ou sentir-se amedrontados ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o a programas violentos na televis\u00e3o. Em relat\u00f3rio a APA indicava que programas infantis freq\u00fcentemente apresentavam at\u00e9 vinte cenas contendo agress\u00f5es, a cada hora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para Donna Killingbeck, pesquisadora da Universidade do Leste do Michigan, nos E.U.A., medidas de seguran\u00e7a como revistas em estudantes, policiamento dentro das escolas e contrata\u00e7\u00e3o de empresas especializadas, como resposta adotadas ap\u00f3s tiroteios e amea\u00e7as, geram mais problemas e provocam uma percep\u00e7\u00e3o distorcida por parte da popula\u00e7\u00e3o que compreende as trag\u00e9dias atrav\u00e9s da m\u00eddia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Isso pode levar a popula\u00e7\u00e3o a superestimar o risco de morte que as crian\u00e7as e adolescentes correm nas escolas. A conclus\u00e3o do <\/span><a href=\"https:\/\/www.albany.edu\/scj\/jcjpc\/vol8is3\/killingbeck.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">estudo, publicado em 2001<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">The role of television news in the construction of school violence as a &#8220;moral panic&#8221;<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d (\u201cO papel do telejornalismo na constru\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia escolar como &#8220;p\u00e2nico moral&#8221;\u201d) \u00e9 que estas medidas n\u00e3o t\u00eam ajudado a evitar trag\u00e9dias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um ano depois de Killingbeck levantar o debate sobre a m\u00eddia e as medidas de seguran\u00e7a adotadas que seriam prejudiciais, tr\u00eas <\/span><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/240702472_Studying_Rare_Events_Through_Qualitative_Case_Studies\"><span style=\"font-weight: 400;\">pesquisadores de Harvard concluiram <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">que tiroteios em massa s\u00e3o eventos raros e representam um percentual muito baixo no leque de causas de mortes de crian\u00e7as e adolescentes em geral, e mesmo de crian\u00e7as e adolescentes na escola. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">David James Harding, Jal Mehta e Cybelle Fox em \u201c<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Studying rare events through qualitative case studies: Lessons from a study of rampage school shootings<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d (\u201cEstudando eventos raros atrav\u00e9s de estudos de caso qualitativos: Li\u00e7\u00f5es de um estudo de tiroteios na escola\u201d) chamam aten\u00e7\u00e3o ainda para os perigos de percep\u00e7\u00f5es distorcidas que podem refor\u00e7ar a justificativa de medidas extremas ineficientes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A f\u00edsica Sherry Towers, da Universidade do Estado do Arizona (E.U.A) estudou o \u201cefeito de cont\u00e1gio\u201d de tiroteios em massa e concluiu que a cobertura da m\u00eddia nacional acaba aumentando a frequ\u00eancia dessas trag\u00e9dias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cNossa pesquisa examinou se havia ou n\u00e3o evid\u00eancias de que assassinatos em massa podem inspirar c\u00f3pias. Encontramos evid\u00eancias de que os assassinatos que recebem aten\u00e7\u00e3o da m\u00eddia nacional ou internacional realmente inspiram eventos similares em uma fra\u00e7\u00e3o significativa do tempo\u201d, disse em entrevista ao site da Universidade do Arizona, em 2015.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ela compara crimes inspirados em trag\u00e9dias anteriores a uma doen\u00e7a, onde voc\u00ea geralmente precisa de um contato pr\u00f3ximo para espalh\u00e1-la e afirma que os meios de comunica\u00e7\u00e3o agem como um \u201cvetor\u201d que pode transmitir a infec\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de uma \u00e1rea muito grande. Mas ressalta que pessoas suscet\u00edveis \u00e0 idea\u00e7\u00e3o para cometer esses crimes s\u00e3o bastante raras na popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 por isso que ela conclui que \u00e9 necess\u00e1ria muita cobertura midi\u00e1tica sobre uma ampla \u00e1rea geogr\u00e1fica para que esse tipo de \u201ccont\u00e1gio\u201d ocorra.<\/span><br \/>\n<span class=\"intertit\"><strong>The Intercept Brasil prop\u00f5e caminho<\/strong><\/span><br \/>\nNo dia 23 de mar\u00e7o, o <a href=\"https:\/\/theintercept.com\/brasil\/\">The Intercept BR<\/a> enviou um editorial aos seus leitores via boletim semanal, por e-mail. Assinado pelos jornalistas <a href=\"https:\/\/theintercept.com\/staff\/tatianadias\/?utm_source=The+Intercept+Brasil+Newsletter&amp;utm_campaign=d237766617-EMAIL_CAMPAIGN_2019_03_23_01_23&amp;utm_medium=email&amp;utm_term=0_96fc3bd6d5-d237766617-131938065\">Tatiana Dias<\/a> e <a href=\"https:\/\/theintercept.com\/staff\/alexandresanti\/?utm_source=The+Intercept+Brasil+Newsletter&amp;utm_campaign=d237766617-EMAIL_CAMPAIGN_2019_03_23_01_23&amp;utm_medium=email&amp;utm_term=0_96fc3bd6d5-d237766617-131938065\">Alexandre de Santi<\/a>, o texto &#8220;<strong>Como derrubamos duas p\u00e1ginas de \u00f3dio sem dar audi\u00eancia para elas<\/strong>&#8221; compartilhou um autoexame pela equipe do ve\u00edculo e, ao mesmo tempo, sugeriu caminhos efetivos para a imprensa lidar com conte\u00fados de \u00f3dio e criminosos que buscam notoriedade.<\/p>\n<p>O Intercept decidiu abrir m\u00e3o da &#8220;not\u00edcia&#8221; e, de certa forma, se transformou nela: pressionaram Google e Facebook para remover duas p\u00e1ginas que disseminavam conte\u00fado de \u00f3dio e conseguiram.<br \/>\n&#8220;disseminar um conte\u00fado de \u00f3dio \u2013 ainda que for como den\u00fancia \u2013 n\u00e3o \u00e9 mais importante do que agir para que ele seja removido o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, cobrando responsabilidade de quem deve ser cobrado. Se Google e Facebook n\u00e3o tivessem derrubado os v\u00eddeos, publicar\u00edamos uma reportagem denunciando a omiss\u00e3o. Felizmente, n\u00e3o foi necess\u00e1rio. Esperamos que n\u00e3o seja necess\u00e1ria a press\u00e3o de um jornalista para que isso aconte\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p>A pol\u00edtica editorial adotada pelo ve\u00edculo pode ser ancorada em um sem n\u00famero de estudos que concluem que atiradores em massa e propagadores de \u00f3dio buscam fama e que a aus\u00eancia deste debate na cobertura da imprensa nacional \u00e9 extremamente perigosa. Grandes grupos de comunica\u00e7\u00e3o com seus r\u00e1dios, tvs e jornais repercutiram cada suposta novidade, ou meras especula\u00e7\u00f5es sobre Suzano sem observar crit\u00e9rios pr\u00e9-estabelecidos no c\u00f3digo de \u00e9tica do jornalismo brasileiro e recomenda\u00e7\u00f5es internacionais para lidar com este tipo de assunto. Ato falho, talvez, mas leviano.<\/p>\n<p>O c\u00f3digo de \u00e9tica do jornalismo brasileiro, documento m\u00e1ximo do profissional da imprensa, deixa claro em seu artigo 2\u00ba, incisos I e II que\u00a0 &#8220;a divulga\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o precisa e correta \u00e9 dever dos meios de comunica\u00e7\u00e3o (&#8230;) e que as informa\u00e7\u00f5es divulgadas &#8220;devem se pautar pela veracidade dos fatos e ter por finalidade o interesse p\u00fablico&#8221;.<\/p>\n<p>Interesse p\u00fablico \u00e9, antes de mais nada, uma norma jur\u00eddica e um princ\u00edpio do sistema constitucional brasileiro que significa que os direitos e garantias individuais de cada cidad\u00e3o conhecido como &#8220;interesse particular&#8221;, se somam e formam o que se entende por interesse p\u00fablico.<br \/>\nCelso Ant\u00f4nio Bandeira de Mello, jurista e professor da PUCSP, o define como &#8220;a soma de interesses individuais, a ser representado por uma institui\u00e7\u00e3o jur\u00eddica comum: o Estado, o Poder P\u00fablico&#8221;.<\/p>\n<p>Estes interesses individuais referem-se ao campo dos direitos constitucionais e adquiridos, como mais seguran\u00e7a nas ruas, 13\u00ba sal\u00e1rio e etc. N\u00e3o englobam desejos e anseios abstratos. E a\u00ed \u00e9 que mora a confus\u00e3o onde se confunde &#8220;interesse p\u00fablico&#8221; com interesse &#8220;do&#8221; p\u00fablico. Este \u00faltimo n\u00e3o representa coletividade, mas audi\u00eancia.<\/p>\n<p>Portanto, outro trecho do texto do The Intercept merece destaque:<br \/>\n<span style=\"font-weight: 300;\">&#8220;o papel da m\u00eddia e dos intermedi\u00e1rios que tamb\u00e9m funcionam como m\u00eddia, como Google e Facebook, precisa ser discutido. Se a sociedade valoriza a viol\u00eancia, <\/span><a style=\"font-weight: 300;\" href=\"https:\/\/theintercept.us11.list-manage.com\/track\/click?u=43fc0c0fce9292d8bed09ca27&amp;id=a5fc75e648&amp;e=74a9763464\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">n\u00f3s vamos dar a ela o que ela quer<\/a><span style=\"font-weight: 300;\"> ver, exacerbando o \u00f3dio? Ou assumir uma postura mais respons\u00e1vel?&#8221;, defende o The Intercept BR.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>O c\u00f3digo de \u00e9tica da profiss\u00e3o, novamente, indica em seu artigo 7\u00ba, inciso V, que o jornalista n\u00e3o pode &#8220;usar o jornalismo para incitar a viol\u00eancia, a intoler\u00e2ncia, o arb\u00edtrio e o crime&#8221;.<\/p>\n<p>O artigo 11\u00ba diz ainda que o jornalista n\u00e3o pode divulgar informa\u00e7\u00f5es &#8220;de car\u00e1ter m\u00f3rbido, sensacionalista ou contr\u00e1rio aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes&#8221;.<\/p>\n<p>Portanto, o efeito indireto da cobertura desregrada da imprensa \u00e9, de forma n\u00e3o intencional, uma afronta ao seu pr\u00f3prio documento deontol\u00f3gico.<br \/>\n<span class=\"intertit\"><b>Dont Name Them e No Notoriety<\/b><\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">Voc\u00ea deve ter percebido que a s\u00e9rie de reportagens \u201cAs redes do \u00f3dio\u201d n\u00e3o cita o nome de nenhum dos atiradores e isso \u00e9 proposital. <\/span><br \/>\n<span style=\"font-weight: 400;\">Decidimos aderir a algumas diretrizes de sites como <\/span><a href=\"http:\/\/www.dontnamethem.org\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Dont Name Them <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">(\u201cN\u00e3o nomeie-os\u201d), e <\/span><a href=\"https:\/\/nonotoriety.com\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">No Notoriety<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (\u201cSem notoriedade\u201d) para n\u00e3o darmos, justamente, o que eles queriam: fama, notoriedade, reconhecimento e valida\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sob autoriza\u00e7\u00e3o do psic\u00f3logo Dr. Daniel Reidenberg, diretor-executivo do <\/span><a href=\"https:\/\/save.org\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">SAVE.ORG<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (Suicide Awereness Voices of Education), gerente do <\/span><a href=\"https:\/\/www.thenationalcouncil.org\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Conselho Nacional de Preven\u00e7\u00e3o ao Suic\u00eddio<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> dos E.U.A. e secret\u00e1rio geral da <\/span><a href=\"https:\/\/www.iasp.info\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Associa\u00e7\u00e3o Internacional para a Preven\u00e7\u00e3o do Suic\u00eddio<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (IASP), a ONG de Jornalismo e Direitos Humanos Pensamento.org, traduziu um documento, antes dispon\u00edvel apenas em ingl\u00eas no site <\/span><a href=\"http:\/\/www.reportingonmassshootings.org\"><span style=\"font-weight: 400;\">www.reportingonmassshootings.org<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, que oferece recomenda\u00e7\u00f5es sobre como a m\u00eddia pode cobrir um incidente em que uma pessoa (ou um pequeno grupo) atira em v\u00e1rios outros em um ambiente p\u00fablico. Esse projeto foi liderado pelo SAVE e incluiu especialistas nacionais e internacionais do AFSP, do CDC, da Universidade de Columbia, da For\u00e7a-Tarefa de M\u00eddia do IASP, JED, NAMI-NH, SPRC e v\u00e1rios especialistas do setor de m\u00eddia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Voc\u00ea pode realizar o download, gratuitamente, no link <a href=\"http:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/Portuguese-BR-translation.pdf\">Portuguese (BR) translation<\/a><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p>Sinta-se livre para compartilhar este documento.<br \/>\n<span class=\"intertit\"><strong>Acompanhe as reportagens da s\u00e9rie:<\/strong><\/span><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/wp.me\/panyOw-jbS\">Parte 1: Repress\u00e3o aos crimes virtuais desafia pol\u00edcia ga\u00facha<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/wp.me\/panyOw-jbX\">Parte 2: H\u00e1 20 anos amea\u00e7as fermentam na internet<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/wp.me\/panyOw-jcd\">Parte 3:\u00a0RS ocupa o 4\u00ba lugar no \u201cranking do \u00f3dio\u201d<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.jornalja.com.br\/bullying-um-em-cada-dez-estudantes-e-vitima\">Parte 4:Bullying: um em cada dez estudantes \u00e9 v\u00edtima<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/wp.me\/panyOw-jcj\">Parte 5: Motiva\u00e7\u00e3o divide especialistas<\/a><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Tiago Lobo O jornalismo brasileiro vem explorando exaustivamente casos de assassinatos em massa e, dependendo de como isso \u00e9 feito, pode ser muito nocivo. \u00a0 Desde 1985 a American Psychological Association (APA) alerta para o fato de que crian\u00e7as e adolescentes podem tornar-se menos sens\u00edveis \u00e0 dor alheia ou sentir-se amedrontados ap\u00f3s a exposi\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":78882,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[11,64,12,42,65,66,67,68,69,70,34,35,71,36,72,74,75,30,22,76,77],"class_list":["post-73808","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-as-redes-do-odio","tag-ameacas","tag-american-psychological-association","tag-as-redes-do-odio","tag-bullying","tag-cybelle-fox","tag-david-james-harding","tag-donna-killingbeck","tag-dont-name-them","tag-dr-daniel-reidenberg","tag-efeito-contagio","tag-facebook","tag-google","tag-imprensa","tag-intolerancia","tag-jal-mehta","tag-no-notoriety","tag-sherry-towers","tag-suzano","tag-tiago-lobo","tag-tiroteios-em-massa","tag-www-reportingonmassshootings-org"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-content\/uploads\/sites\/14\/2020\/08\/reporters-interview-with-microphones-and-cameras-25-hq-jpg-25-scaled.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73808","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73808"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73808\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78968,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73808\/revisions\/78968"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/media\/78882"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73808"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73808"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73808"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}