{"id":78100,"date":"2019-10-17T06:00:49","date_gmt":"2019-10-17T09:00:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=78100"},"modified":"2019-10-17T06:00:49","modified_gmt":"2019-10-17T09:00:49","slug":"antonio-pinheiro-salles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/antonio-pinheiro-salles\/","title":{"rendered":"Antonio Pinheiro Salles"},"content":{"rendered":"<p><figure id=\"attachment_78358\" aria-describedby=\"caption-attachment-78358\" style=\"width: 190px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"size-thumbnail wp-image-78358\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Antonio-Pinheiro-Salles2-190x126.jpg\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"126\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78358\" class=\"wp-caption-text\">Antonio Pinheiro Salles<\/figcaption><\/figure><br \/>\nNascido em Estrela, Minas Gerais, Antonio Pinheiro Salles j\u00e1 na adolesc\u00eancia militou no movimento estudantil. Iniciando como jornalista, foi vereador e l\u00edder universit\u00e1rio, sofrendo reiteradas pris\u00f5es. Procurando preservar-se, pas\u00adsou \u00e0 vida clandestina na Bahia, S\u00e3o Paulo e Rio Grande do Sul. Como membro do POC, foi sequestrado neste estado, sofrendo inomin\u00e1veis torturas. Anistiado, retomou a a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, publicou v\u00e1rios livros de mem\u00f3ria e \u00e9 ativista de Direitos Humanos por Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a.<br \/>\n<span class=\"intertit\">O Adeus a Porto Alegre<\/span><br \/>\nN\u00e3o mais serei levado para o pa\u00eds do sul<br \/>\nOnde, apesar dos pesares, pude sobreviver<br \/>\nE te ver, te conhecer, te amar, te desejar<br \/>\nComo se n\u00e3o fossem tantas as turbul\u00eancias<br \/>\nComo se o adeus ao porto de Porto Alegre<br \/>\nN\u00e3o estivesse na posse das possibilidades.<br \/>\n\u00c9 incrivel, mas sempre eu sabia da beleza,<br \/>\nAt\u00e9 se a tristeza e a dor n\u00e3o adormeciam.<br \/>\nTu decidiste ser a minha serenidade<br \/>\nEm cada visita me apresentando a vida<br \/>\nPlena de nuan\u00e7as novas, de esperan\u00e7as<br \/>\nRessuscitadas e gra\u00e7as sem agradecimentos.<br \/>\nCoisas que n\u00e3o te disse, macias p\u00e9talas<br \/>\nGuardadas para te oferecer no amanhecer<br \/>\nTalvez nunca possam mesmo ultrapassar<br \/>\nSustos, solu\u00e7os e solid\u00f5es da minha cela.<br \/>\nMas o amor n\u00e3o tem data nem concordata,<br \/>\nAinda que o terror n\u00e3o reconhe\u00e7a o amor.<br \/>\nN\u00e3o mais serei levado para o pa\u00eds do sul,<br \/>\nN\u00e3o nos veremos ap\u00f3s a espera desesperada<br \/>\nHavia n\u00e9voa no voo da velha aeronave<br \/>\nE uma n\u00edvea revolta na volta das algemas.<br \/>\nO perfil de Porto Alegre foi fenecendo<br \/>\nEnquanto tu sonhavas sem saber de mim.<br \/>\nTudo ficou distante&#8230; Teus olhos verdes<br \/>\nEu n\u00e3o vou conseguir mais ver de perto<br \/>\nEm teus pagos peleamos; desafiamos o fogo,<br \/>\nO frio, o minuano, a imensid\u00e3o do mundo.<br \/>\nHoje, o Gua\u00edba nasce e desce em minha face<br \/>\nQuando penso em ti, tua for\u00e7a, tua cidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascido em Estrela, Minas Gerais, Antonio Pinheiro Salles j\u00e1 na adolesc\u00eancia militou no movimento estudantil. 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