{"id":78117,"date":"2019-10-22T06:00:06","date_gmt":"2019-10-22T09:00:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/?p=78117"},"modified":"2019-10-22T06:00:06","modified_gmt":"2019-10-22T09:00:06","slug":"glenio-perez","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/glenio-perez\/","title":{"rendered":"Gl\u00eanio Perez"},"content":{"rendered":"<p>Jornalista, pol\u00edtico, poeta e ator, Gl\u00eanio Perez destacou-se na oposi\u00e7\u00e3o legal ao regime militar e na soli\u00addariedade aos presos pol\u00edticos. Eleito tr\u00eas vezes vereador em Porto Alegre, teve seu mandato cassado no come\u00e7o de 1977. Colaborando nos principais jornais do estado e em diversas revistas, foi tamb\u00e9m executivo de grupo de m\u00eddia e organizador de eventos culturais. Fundador do PDT, foi eleito vice-prefeito da cidade, cujo largo central leva hoje seu nome. Mesmo sob severa persegui\u00e7\u00e3o, publicou \u201cCaderno de noticias\u201d.<br \/>\n<figure id=\"attachment_78569\" aria-describedby=\"caption-attachment-78569\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-78569\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Gl\u00eanio-Perez-450x340.png\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"340\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-78569\" class=\"wp-caption-text\">Gl\u00eanio Perez<\/figcaption><\/figure><br \/>\n<span class=\"intertit\">Interrogat\u00f3rio<\/span><br \/>\nComo fazes<br \/>\npara exercer teu of\u00edcio?<br \/>\nBeijas tamb\u00e9m tuas crian\u00e7as<br \/>\nquando vais para o trabalho?<br \/>\nE quando acordas de noite,<br \/>\nlembras o que foi teu dia?<br \/>\nQue gosto \u00e9 que tem a carne<br \/>\nnos bra\u00e7os de tua mulher?<br \/>\nQuando a cobres com teu corpo<br \/>\ne ela geme \u2013 te perturbas?<br \/>\nTua m\u00e3e passando o ferro<br \/>\npara passar tua roupa<br \/>\nn\u00e3o te inquieta ante o perigo<br \/>\ndo choque ou da queimadura?<br \/>\nQuando ficas muito tempo de p\u00e9<br \/>\nnum s\u00f3 lugar n\u00e3o te cansas?<br \/>\nDormes num quarto sem ar<br \/>\nou frio como uma geladeira?<br \/>\nApagas todas as l\u00e2mpadas<br \/>\npara descansar teus olhos?<br \/>\nComes, sempre, muito bem<br \/>\nmesmo com tanto trabalho?<br \/>\nE qual a sensa\u00e7\u00e3o<br \/>\nde receber mensalmente<br \/>\na paga do teu servi\u00e7o?<br \/>\nTu amas, comes e dormes<br \/>\napesar do teu of\u00edcio?<br \/>\nDe que barro te fizeram<br \/>\n&#8211; torturador \u2013<br \/>\nafinal?<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span class=\"intertit\">Rua Pantale\u00e3o<\/span><br \/>\nPermitam que relembre aqui uma rua<br \/>\nPantale\u00e3o Teles<br \/>\n&#8211; hoje Washington Luiz.<br \/>\nHavia um bonde amarelo<br \/>\nque imitava Porto Alegre<br \/>\ncom sua Rua Pantale\u00e3o:<br \/>\nquando chegava na Bento<br \/>\n(Martins) dava volta<br \/>\nvirava o bancos de costas<br \/>\npara n\u00e3o ver o putedo&#8230;<br \/>\nE a Pantale\u00e3o, ali, firme:<br \/>\num bordel ao lado doutro<br \/>\nprostitutas marinheiros<br \/>\nsoldados e estudantes<br \/>\nos barcos<br \/>\nPonte de Pedra<br \/>\ncarro-motor<br \/>\nfutebol<br \/>\nsobre um campo de carv\u00e3o<br \/>\nda Usina do Gas\u00f4metro.<br \/>\nUm dia a puta chamou:<br \/>\n&#8211; voc\u00ea menino moreno<br \/>\ncompra uma ceva pra mim?<br \/>\ncomprei voltei entrei nela<br \/>\n&#8211; a primeira da minha vida.<br \/>\nQuando um len\u00e7ol de cimento<br \/>\ncobriu a Pantale\u00e3o Teles<br \/>\npensei que a prostitui\u00e7\u00e3o acabara em Porto Alegre.<br \/>\nPara logo descobrir<br \/>\nque a antiga Pantale\u00e3o<br \/>\n\u00e9 agora muitas ruas<br \/>\nda cidade<br \/>\ne do Brasil.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span class=\"intertit\">Tomara que tu morras<\/span><br \/>\nSe grita o meu poema<br \/>\na fome dos roubados<br \/>\nmorram ele<br \/>\ne seu tema<br \/>\nna hora da comida.<br \/>\nPodre realidade<br \/>\na que esculpe esta poesia<br \/>\nda qual sou int\u00e9rprete<br \/>\ne inimigo.<br \/>\n&#8211; Tomara que tu morras<br \/>\nCom meus versos.<br \/>\nN\u00e3o quero ser poeta<br \/>\nde torpezas.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span class=\"intertit\">Retrato de pintor<\/span><br \/>\nPermiti<br \/>\nsenhoras e senhores<br \/>\nque vos apresente<br \/>\na mais am\u00e1vel<br \/>\na mais terna<br \/>\ncompreensiva<br \/>\nE sofrida pessoa que conhe\u00e7o<br \/>\nj\u00e1 est\u00e1 morta<br \/>\n(pior para a cidade<br \/>\nque vai morrendo<br \/>\nsem mem\u00f3ria de Edgar Koetz<br \/>\nseu amante e pintor)<br \/>\nt\u00e3o delicado de gestos<br \/>\nt\u00e3o desligado na terra<br \/>\ndo que n\u00e3o fosse a beleza do perene<br \/>\nno cora\u00e7\u00e3o do homem libertado.<br \/>\nPor exemplo: foi a \u00faltima pessoa que deu festa<br \/>\npara saudar o nascimento de uma flor<br \/>\nno vaso de lata de azeite no seu p\u00e1tio<br \/>\ne que certa vez no Jockey passou fome<br \/>\nrecusando-se \u00e0 disputa do buffet.<br \/>\nEle achava<br \/>\n&#8211; era artista o meu amigo \u2013<br \/>\nque a todo homem corresponde<br \/>\nnaturalmente<br \/>\no direito de comer.<br \/>\nEdgar amava com suas cores<br \/>\nmulheres de ateli\u00ea<br \/>\ncasas nas ruas<br \/>\no rio<br \/>\nas pra\u00e7as as crian\u00e7as<br \/>\nmas o tra\u00e7o principal de sua grandeza<br \/>\nera a suprema delicadeza em cada gesto<br \/>\ntanto que um dia<br \/>\nchegando de repente<br \/>\nVi Edgar a conversar com as tintas.<br \/>\nEle dizia:<br \/>\n&#8211; Desculpai que vos misture<br \/>\nSenhoras<br \/>\nOcorre que j\u00e1 est\u00e1 amanhecendo<br \/>\nE eu tenho de pintar<br \/>\nA Aurora.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span class=\"intertit\">Uma can\u00e7\u00e3o para a noite do exilado<\/span><br \/>\n\u00c9 preciso mais:<br \/>\n\u00e9 absolutamente necess\u00e1ria<br \/>\nalguma experi\u00eancia de saudade<br \/>\nacrescentada \u00e0 poss\u00edvel sensa\u00e7\u00e3o<br \/>\nde uma planta arrancada pelo caule<br \/>\nE n\u00e3o seria demais<br \/>\na lembran\u00e7a dos seios que perdemos<br \/>\nda m\u00e3e e das amadas para o tempo<br \/>\nPara entender-se o ex\u00edlio<br \/>\nh\u00e1 que um dia ter-se dormido<br \/>\nsob um len\u00e7ol de c\u00e9u<br \/>\nque n\u00e3o \u00e9 nosso<br \/>\ne sobre uma terra-<br \/>\ncolch\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 ventre<br \/>\nAve submarina<br \/>\num ser fora do cosmos<br \/>\n\u00e1rvore no ar<br \/>\nbarco no ch\u00e3o<br \/>\nou feto na proveta<br \/>\nassim morrem na vida<br \/>\nos exilados.<br \/>\nMuitos h\u00e1 suspirando pelo fim<br \/>\n&#8211; tarifa que lhes cobram para a volta \u2013<br \/>\noutros contam o tempo em gr\u00e3os de ang\u00fastia<br \/>\nchorados na ampulheta da saudade<br \/>\nMas sabemos:<br \/>\nest\u00e3o todos acordados<br \/>\nenquanto n\u00f3s<br \/>\nos exilados que ficamos<br \/>\nfazemos para eles<br \/>\na cama do regresso.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span class=\"intertit\">Aquarela do Brasil<\/span><br \/>\nHon\u00f3rio Nardin<br \/>\nesse teu quadro<br \/>\nme faz um mal<br \/>\nao cora\u00e7\u00e3o<br \/>\nque nem te conto.<br \/>\nOu conto, sim:<br \/>\n&#8212; Na moldura, entardece<br \/>\n(h\u00e1 quanto tempo o sol n\u00e3o amanhece?)<br \/>\nna pra\u00e7a o dia morre<br \/>\numa menina corre<br \/>\nrodando um aro<br \/>\nna areia do jardim.<br \/>\nQue mal me faz agora<br \/>\nHon\u00f3rio<br \/>\no teu poema em cores<br \/>\nque foi sempre<br \/>\npara\u00edso de amostra na parede.<br \/>\nPorque essa pra\u00e7a<br \/>\nde teu quadro, Hon\u00f3rio<br \/>\nme lembra outras<br \/>\nlonge, neste mundo<br \/>\nonde, na hora morna<br \/>\nem que a luz reflui,<br \/>\nbrincam crian\u00e7as que n\u00e3o t\u00eam pa\u00eds.<br \/>\nPequeninos brasileiros exilados<br \/>\npelas pra\u00e7as do mundo em debandada<br \/>\nque existem<br \/>\ncorrem<br \/>\nbrincam<br \/>\n&#8212; como as nossas \u2013<br \/>\nmas s\u00e3o filhos e netos de exilados<br \/>\nn\u00e3o conhecem o c\u00e9u que lhes pertence<br \/>\nnem as pra\u00e7as e a terra que s\u00e3o suas.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span class=\"intertit\">Brava Gente<\/span><br \/>\nMulheres<br \/>\nsois perigosas<br \/>\nguerrilheiras desarmadas<br \/>\nDe noite agitais o sono<br \/>\npesadelo dos tiranos<br \/>\nde dia agitais o len\u00e7o<br \/>\nda paz pelos torturados<br \/>\n&#8212; De onde tirais a for\u00e7a<br \/>\npara lutar com palavras<br \/>\ne f\u00e9 contra as ditaduras?<br \/>\nPor certo do vosso ventre<br \/>\nonde se gera a crian\u00e7a<br \/>\nlivre que o mundo ter\u00e1<br \/>\nQuando n\u00e3o houver ex\u00edlios<br \/>\nnem prisioneiros de ideias<br \/>\nalgozes espancadores<br \/>\nespi\u00f5es da viol\u00eancia<br \/>\nexploradores de homens<br \/>\n&#8211; que fareis, bravas mulheres?<br \/>\nDescansareis da guerrilha<br \/>\npela Anistia no mundo<br \/>\nembalando em vossos bra\u00e7os<br \/>\nos filhos da Liberdade.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span class=\"intertit\">Hist\u00f3ria para cordel<\/span><br \/>\nSenhor Doutor Sobral Pinto<br \/>\nque gosta de escrever cartas<br \/>\naos poderosos do dia<br \/>\ndefendendo os inocentes<br \/>\nfique sabendo<br \/>\npor estas mal tra\u00e7adas linhas<br \/>\nque n\u00e3o creio em suas fotos<br \/>\nnem na certid\u00e3o de idade.<br \/>\n&#8212; Por favor, n\u00e3o se apoquente<br \/>\n(Epa, isso \u00e9 palavra de antanho<br \/>\ne antanho tamb\u00e9m j\u00e1 era&#8230;)<br \/>\nn\u00e3o se p\u00f5e aqui em d\u00favida<br \/>\na certeza do que diz<br \/>\ne a beleza do que faz.<br \/>\nOcorre que h\u00e1 muito \u00e9 noite<br \/>\nno Brasil: quatorze anos<br \/>\n(nem na Ant\u00e1rtida \u00e9 t\u00e3o longo<br \/>\no sono do amigo Sol)<br \/>\ne o senhor sempre na sua<br \/>\ngritando pela Justi\u00e7a<br \/>\nmostrando os torturadores<br \/>\ncriticando as ditaduras.<br \/>\nPor isso n\u00e3o acredito<br \/>\nnessa idade que lhe d\u00e3o.<br \/>\n\u00c9 uma pena que eu n\u00e3o seja<br \/>\num poeta de cordel<br \/>\npara contar num livreto<br \/>\nessa hist\u00f3ria nunca vista<br \/>\nde quem \u2013 por ser justo e bom \u2013<br \/>\nvai ficando cada dia<br \/>\npor cond\u00e3o de sua madrinha<br \/>\na Senhora Liberdade<br \/>\nem vez de velho \u2013<br \/>\nmais mo\u00e7o.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span class=\"intertit\">Mem\u00f3ria<\/span><br \/>\no escuro<br \/>\nda sala<br \/>\nteu nome<br \/>\nna tela.<br \/>\nTua lembran\u00e7a<br \/>\nnas palmas<br \/>\ndas m\u00e3os<br \/>\nque se encontram.<br \/>\nTeu mart\u00edrio lembrado:<br \/>\nteu nome no filme.<br \/>\nTeu nome<br \/>\nna tela<br \/>\nilumina<br \/>\na mem\u00f3ria<br \/>\ndo teu sofrimento.<br \/>\nA censura n\u00e3o pode<br \/>\ncortar a lembran\u00e7a<br \/>\nde um tempo de horror<br \/>\nque se pode escrever<br \/>\ncom muitas palavras<br \/>\nou com teu nome<br \/>\nVladimir Herzog<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span class=\"intertit\">Nem favela<\/span><br \/>\nUm dia<br \/>\nVelha Restinga<br \/>\nvisitei o teu col\u00e9gio<br \/>\n&#8212; Tu sabes o que achei?<br \/>\npiolho e sarna<br \/>\nRestinga<br \/>\nnos cabelos das crian\u00e7as.<br \/>\nElas n\u00e3o passam na escola<br \/>\ncomo os meninos que comem.<br \/>\nJ\u00e1 nascem com a cabecinha<br \/>\nlesionada pela fome.<br \/>\nVelha Restinga<br \/>\nainda doem<br \/>\nteu barro nos meus sapatos<br \/>\ne a mem\u00f3ria dos casebres<br \/>\nresid\u00eancia da mis\u00e9ria.<br \/>\nTe falta tudo<br \/>\nRestinga<br \/>\nporque nem favela \u00e9s<br \/>\nte falta um morro de pobres<br \/>\npara ter ricos aos p\u00e9s.<br \/>\nMas n\u00e3o te falta um dancing<br \/>\ncom meninas de dez anos<br \/>\nnem cacha\u00e7a nos balc\u00f5es<br \/>\ndas tendas e armaz\u00e9ns.<br \/>\nTens demais algumas coisas<br \/>\nbrigas facadas pobreza<br \/>\ntristeza e merda nas ruas.<br \/>\nMas tu e eu bem sabemos<br \/>\nquanto te sobra Restinga:<br \/>\nindiferen\u00e7a e injusti\u00e7a<br \/>\nbem mais velhas do que tu.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span class=\"intertit\">No ex\u00edlio, em Berlim<\/span><br \/>\nO metr\u00f4<br \/>\nde Berlim Ocidental<br \/>\nh\u00e1 muito tempo<br \/>\nserve aos alem\u00e3es<br \/>\nleva crian\u00e7as aos col\u00e9gios<br \/>\nempregados \u00e0s f\u00e1bricas<br \/>\nfuncion\u00e1rios para os escrit\u00f3rios<br \/>\ne certamente<br \/>\namantes e amadas<br \/>\npara a hora do amor.<br \/>\nNuma tarde<br \/>\nde maio de 1976<br \/>\no metr\u00f4 de Berlim<br \/>\npassou por cima<br \/>\ndo corpo de Maria Auxiliadora<br \/>\nestudante<br \/>\nexilada<br \/>\nno Chile<br \/>\ne na Alemanha.<br \/>\nDora Dorinha ou Doralice<br \/>\nmineirinha<br \/>\nagora no ex\u00edlio<br \/>\npara sempre.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span class=\"intertit\">Para S\u00f4nia Prisioneira<\/span><br \/>\nS\u00f4nia: dez anos!<br \/>\nQuase quatro mil dias na pris\u00e3o.<br \/>\ntu estavas livre<br \/>\npresa \u00e0 enfermaria<br \/>\ndos hospitais<br \/>\nonde trocavas<br \/>\nteu amor aos outros<br \/>\npela escassa ra\u00e7\u00e3o<br \/>\nde p\u00e3o aos teus.<br \/>\nBendito p\u00e3o<br \/>\n&#8211; pois ganho em liberdade \u2013<br \/>\ndividindo o que tinhas<br \/>\npara dar.<br \/>\nCada noite<br \/>\nte pagava a faina<br \/>\ncom beijos<br \/>\nda tua filha<br \/>\nE da tua m\u00e3e.<br \/>\nN\u00e3o do marido<br \/>\nque teu homem fora<br \/>\ntamb\u00e9m jogado<br \/>\n\u00e0s lajes da pris\u00e3o.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span class=\"intertit\">Quando o rio mudar de rumo<\/span><br \/>\nUm dia esse rio que passa<br \/>\no bra\u00e7o das suas \u00e1guas<br \/>\nna cintura da cidade<br \/>\ne depois vai ser lagoa<br \/>\ne dormir enfim no mar<br \/>\npor artes de seu destino<br \/>\nde ser caminho no tempo<br \/>\nvai navegar para tr\u00e1s.<br \/>\nAs suas \u00e1guas que levam<br \/>\nbarcos e homens aos peixes<br \/>\ntamb\u00e9m s\u00e3o de retornar:<br \/>\nforam rio-lagoa-mar<br \/>\nser\u00e3o mar-lagoa-rio<br \/>\nE esse rio vai ser mais<br \/>\ndo que foi desde que \u00e9 rio:<br \/>\numa avenida de \u00e1guas<br \/>\npara a volta dos banidos<br \/>\nregresso dos exilados.<br \/>\nE a Senhora dos Navegantes<br \/>\nvai bendizer o Gua\u00edba<br \/>\ncomo o faz em fevereiro<br \/>\nenquanto o povo far\u00e1<br \/>\n&#8211; por ent\u00e3o ser soberano \u2013<br \/>\na festa de Iemanj\u00e1<br \/>\nestender-se o ano inteiro.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<span class=\"intertit\">Raul Sendic<\/span><br \/>\nUma grossa parede<br \/>\nde vidro entre n\u00f3s dois<br \/>\nno Pres\u00eddio Central del Uruguay<br \/>\nEra um tempo de respeito<br \/>\naos prisioneiros<br \/>\ne parecias cansado<br \/>\nn\u00e3o ferido<br \/>\nEstava contigo<br \/>\na Topolanski<br \/>\nUma feia campe\u00e3<br \/>\nde pontaria<br \/>\ne outros mais<br \/>\ntupamaros<br \/>\nna pris\u00e3o.<br \/>\nTe vi, Sendic<br \/>\ncom esse jeito<br \/>\nde t\u00edmido colono<br \/>\ndos que preferem<br \/>\npor dentro ser le\u00e3o.<br \/>\nQuanto tempo, Sendic,<br \/>\ndesde aquilo?<br \/>\nHouve a liberta\u00e7\u00e3o<br \/>\nDo c\u00f4nsul brasileiro<br \/>\num t\u00fanel em Punta Carretas<br \/>\npara a liberdade<br \/>\na morte de Mitrioni<br \/>\ne esse pesado v\u00e9u<br \/>\nda ditadura<br \/>\nque desceu tamb\u00e9m sobre voc\u00eas<br \/>\nno Uruguai.<br \/>\nCa\u00edste com um tiro<br \/>\nna boca em Ciudad Vieja<br \/>\ne nunca mais se ouviu<br \/>\nfalar de ti.<br \/>\nEm que tumba<br \/>\nou masmorra<br \/>\nte enterraram?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornalista, pol\u00edtico, poeta e ator, Gl\u00eanio Perez destacou-se na oposi\u00e7\u00e3o legal ao regime militar e na soli\u00addariedade aos presos pol\u00edticos. 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