{"id":79597,"date":"2020-06-28T14:57:31","date_gmt":"2020-06-28T17:57:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/?p=84345"},"modified":"2026-02-19T13:42:22","modified_gmt":"2026-02-19T16:42:22","slug":"a-porto-alegre-de-12-mil-habitantes-que-saint-hilaire-viu-ha-200-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/especiais\/a-porto-alegre-de-12-mil-habitantes-que-saint-hilaire-viu-ha-200-anos\/","title":{"rendered":"A Porto Alegre de 12 mil habitantes que Saint Hilaire viu h\u00e1 200 anos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"assina\"><strong>Francisco Ribeiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na viagem que empreendeu pelo Rio Grande do Sul , h\u00e1 200 anos, o naturalista franc\u00eas, Auguste de Saint-Hilaire, ficou mais de um m\u00eas em Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<p>Tempo suficiente para escrever um dos mais importantes relatos sobre como era a vida na, ent\u00e3o, sede do governo da Capitania de S\u00e3o Pedro do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Como nas demais partes do Brasil em que percorreu ao longo de seis anos (1816-1822), Saint-Hilaire, al\u00e9m da bot\u00e2nica, teve um olhar arguto sobre usos e costumes, pessoas, pol\u00edtica e administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Suas anota\u00e7\u00f5es, em forma de di\u00e1rio, mais tarde transformadas em livros, constituem um importante documento hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>Porto Alegre, na \u00e9poca, segundo a estimativa apurada por&nbsp; Saint-Hilaire, contava entre 10 e 12 mil habitantes. Entre esses, ainda viviam muitos dos primeiros porto-alegrenses natos e, at\u00e9 mesmo, gente nascida bem antes da funda\u00e7\u00e3o da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, durante as suas perambula\u00e7\u00f5es, Saint-Hilaire pode ter encontrado pessoas que ainda denominassem o local como Porto de Viam\u00e3o ou Dorneles, ou, mais singelamente, Porto dos Casais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, fora alguns pioneiros sobreviventes, e seus descendentes, a Porto Alegre de 1820 j\u00e1 era bem diferente daquela de sua funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Rua da Praia, que Saint-Hilaire descreve como sendo a \u00fanica art\u00e9ria comercial, nada restava para lembrar a antiga col\u00f4nia de pescadores e suas choupanas, incluindo a primeira capela, ou seja, habita\u00e7\u00f5es parecidas como as encontradas por ele no litoral a partir de Torres.<\/p>\n\n\n\n<p>Saint-Hilaire descreve uma Porto Alegre cheia de constru\u00e7\u00f5es novas e com uma certa pujan\u00e7a econ\u00f4mica, porto e com\u00e9rcio movimentados, fadada \u201ca ficar rica\u201d, como ele projetou.<\/p>\n\n\n\n<p>O franc\u00eas tamb\u00e9m constatou que Porto Alegre era bonita: \u201c[&#8230;] Aqui lembramos o sul da Europa e tudo quanto ele tem de mais encantador\u201d, escreveu no seu di\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, achou que a cidade era mais suja que o Rio de Janeiro e lamentou que, apesar do frio intenso, as casas n\u00e3o tinham aquecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>E no que diz respeito a arquitetura, observou que, de t\u00e3o acanhados, os principais edif\u00edcios p\u00fablicos \u2013 Pal\u00e1cio, C\u00e2mara, Matriz, Pal\u00e1cio da Justi\u00e7a \u2013 n\u00e3o condiziam com a import\u00e2ncia da capital, nem com a riqueza da capitania.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que este desleixo, ou mesquinharia, com pr\u00e9dios que tem uma forte carga simb\u00f3lica?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignleft\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2020\/06\/saint-hilaire-sergio-costa-franco-450x338.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-84346\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Para responder esta e outras quest\u00f5es, o J\u00c1&nbsp; entrevistou o&nbsp; historiador S\u00e9rgio da Costa Franco. Autor de livros como &#8220;Porto Alegre Ano a Ano: uma cronologia hist\u00f3rica 1732-1950&#8221;, &#8220;Os viajantes olham Porto Alegre 1754-1890&#8221;, e &#8220;Porto Alegre Sitiada&#8221;&nbsp; sente-se a vontade para falar daquele que foi um dos primeiros cronistas da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>J\u00c1 &#8211; O que diferencia Saint-Hilaire dos demais viajantes que percorreram o Rio Grande do Sul, especialmente Porto Alegre, na primeira metade do s\u00e9culo XIX? Ars\u00e8ne Isabelle (1806-1888) e Nicolau Dreys (1781-1843), por exemplo, s\u00f3 para citar dois, franceses como ele.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SCF &#8211;<\/strong> O que diferencia Saint Hilaire dos demais viajantes contempor\u00e2neos \u00e9 tanto a quantidade quanto a qualidade da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora fosse um autodidata, Saint-Hilaire exibe uma massa de informa\u00e7\u00e3o respeit\u00e1vel em bot\u00e2nica, zoologia e outras ci\u00eancias naturais. O Abeillard Barreto, nosso melhor bibli\u00f3grafo, escreveu (Bibliografia Sul-Riograndense) sobre sua enorme capacidade de trabalho na coleta zool\u00f3gica, a precis\u00e3o e min\u00facia do seu di\u00e1rio. Chama-o de \u201cinigual\u00e1vel visitante\u201d, que al\u00e9m de tudo, ainda achava tempo para redigir monografias e comunica\u00e7\u00f5es para v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es da Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto a mais alentada de suas obras, a \u201cVoyage \u00e0 Rio Grande do Sul\u201d, ele escreveu que ainda era o \u201cmanancial\u201d mais sadio e mais profundo para o estudo dos homens e das coisas rio-grandenses\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>J\u00c1 &#8211; Nicolau Dreys, inclusive, morava na cidade quando Saint-Hilaire esteve em Porto Alegre. No entanto, o naturalista n\u00e3o o menciona. Por qu\u00ea? Afinal, n\u00e3o havia tantos franceses na cidade. E Dreys era um comerciante e homem de iniciativa.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SCF &#8211;<\/strong> H\u00e1 em Nicholas Dreys uma refer\u00eancia a Saint Hilaire: encontraram-se num almo\u00e7o em Rio Grande. Mas fora serem ambos franceses, talvez n\u00e3o houvesse muita sintonia entre os dois. Dreys era um bonapartista refugiado e, num tempo de \u201crestaura\u00e7\u00e3o\u201d bourb\u00f4nica, talvez n\u00e3o conviesse a Saint Hilaire a aproxima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No di\u00e1rio, em 12 de julho, ele alude a um negociante franc\u00eas que o convidara para uma festa. N\u00e3o seria o Dreys?<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>J\u00c1 &#8211; Trata-se, Saint-Hilaire, do primeiro cronista de Porto Alegre que, aquela altura, apesar de capital, ainda era uma vila?<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SCF &#8211; <\/strong>Parece-me que a primazia entre os cronistas cabe a dois portugueses: Domingos Jos\u00e9 Fernandes, autor da Descri\u00e7\u00e3o Cronol\u00f3gica, Pol\u00edtica, Civil e Militar da Capitania do Rio Grande do Sul (Lisboa, 1804) e a Manoel Ant\u00f4nio de Magalh\u00e3es, autor de Almanaque da Vila de Porto Alegre. O primeiro fez observa\u00e7\u00f5es muito interessantes sobre as ruas da vila nascente, assim como o Magalh\u00e3es, que era comerciante estabelecido na esquina da Rua do Cotovelo (hoje Riachuelo), com o Beco do Fanha (hoje Caldas J\u00fanior). O Almanaque \u00e9 de 1808.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>J\u00c1 &#8211; Apesar de achar a cidade mais suja do que o Rio de Janeiro, ele faz observa\u00e7\u00f5es bastante elogiosas.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SCF &#8211;<\/strong> Deve-se considerar que o Rio de Janeiro j\u00e1 era mais urbanizada que Porto Alegre, aqui ainda circulavam muitos cavalos e cabe\u00e7as de gado. Por isso seria mais suja, suponho.<\/p>\n\n\n\n<p><em><strong>J\u00c1 \u2013 Saint-Hilaire compara, por exemplo, o Caminho Novo (atual Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria), ao que existe de mais agrad\u00e1vel na Europa.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SCF &#8211;<\/strong> Lembro que o Caminho Novo era rec\u00e9m aberto e local apraz\u00edvel, \u00e0 beira do Gua\u00edba, ocupado por ch\u00e1caras. Nicholas Dreys lhe fez uma descri\u00e7\u00e3o muito lisonjeira. \u201cDepois de se ter passado o fundeadouro da cidade, segue-se a NO um bairro pitoresco, ao qual se deu o nome de Para\u00edso (atual Pra\u00e7a Quinze); depois deste, na mesma dire\u00e7\u00e3o, principia uma bela alameda plantada, na beira do rio de \u00e1rvores frondosas, chamada CAMINHO NOVO que prolonga-se quase sempre com os mesmos ornatos, at\u00e9 perto da embocadura do Rio Gravata\u00ed, \u00e9 certamente dos mais excelentes passeios que se pode ver\u201d. \u00c9 claro que era o Caminho Novo antes da ferrovia, das ind\u00fastrias e do com\u00e9rcio atacadista que viriam bem mais tarde. A descri\u00e7\u00e3o de Nicolau Dreys me parece mais expressiva que a de Saint Hilaire.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>J\u00c1 &#8211; Uma das cr\u00edticas que faz \u00e9 que, embora o Gua\u00edba seja uma das fontes de \u00e1gua pot\u00e1vel da cidade, jogavam nele toda a sorte de imund\u00edcies. A popula\u00e7\u00e3o era t\u00e3o inconsciente?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SCF &#8211;<\/strong> Nessa \u00e9poca, antes das descobertas&nbsp; da microbiologia, n\u00e3o havia muita preocupa\u00e7\u00e3o com a sujeira dos rios. A primeira hidr\u00e1ulica &#8211; a Porto-Alegrense \u2013 captava \u00e1gua nas nascentes do Arroio Dil\u00favio e a distribu\u00eda sem tratamento. A segunda, que foi a Guaibense, captava direto no Gua\u00edba e&nbsp; a distribu\u00eda sem filtragem ou qualquer tratamento. O que importava era descartar o lixo grosso: animais mortos, fezes humanas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>J\u00c1 \u2013 Saint-Hilaire foi, realmente, o primeiro a constatar que o Gua\u00edba era um lago? Controv\u00e9rsia, rio ou lago, que dura at\u00e9 hoje.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SCF &#8211;<\/strong> Se foi o primeiro n\u00e3o se pode afirmar com certeza. \u00c9 poss\u00edvel que sim.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>J\u00c1 &#8211; Uma das raz\u00f5es da sujeira era o fato da maioria das casas n\u00e3o terem jardins ou p\u00e1tios e, por isso, o lixo ser arremessado diretamente na rua. Procede?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SCF &#8211;<\/strong> Provavelmente sim. Ademais, \u00e9 bom lembrar o gado e os cavalos que frequentavam as ruas com abund\u00e2ncia. Se n\u00e3o havia p\u00e1tios ou jardins, abundavam os terrenos baldios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>J\u00c1 &#8211; Ele elogia o local onde estava sendo constru\u00edda a Santa Casa, nos limites da cidade, o que separaria os doentes dos s\u00e3os, evitando cont\u00e1gios. Sinal que, na administra\u00e7\u00e3o, havia gente bem preparada. A cidade j\u00e1 contava com bons m\u00e9dicos? Era um tempo que, embora j\u00e1 existisse a vacina, grassava a var\u00edola.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SCF &#8211;<\/strong> Parece que essa ideia de cont\u00e1gio de doen\u00e7a j\u00e1 existia, mas sem no\u00e7\u00e3o exata de como ocorria. A microbiologia s\u00f3 nasceu com os trabalhos de Pasteur e Koch, quase no fim do s\u00e9culo 19 (d\u00e9cada de 1870).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>J\u00c1 &#8211; Ele n\u00e3o fala bem das constru\u00e7\u00f5es da cidade: concep\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, materiais inadequados, espa\u00e7os ex\u00edguos como o pal\u00e1cio do governador, ou a matriz.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SCF &#8211;<\/strong> Envolvida em guerras e revolu\u00e7\u00f5es, a sociedade ga\u00facha n\u00e3o se preocupou muito com a est\u00e9tica arquitet\u00f4nica. De resto o Rio Grande ainda era uma prov\u00edncia pobre, que s\u00f3 prosperou depois da Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha, o que explica a demoli\u00e7\u00e3o de quase tudo o que era antigo: a velha Matriz, o pal\u00e1cio dos governadores, a igreja do Ros\u00e1rio, a Bailante da Pra\u00e7a da Matriz, o pr\u00e9dio antigo da Caixa Econ\u00f4mica, a \u201cCasa de Corre\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp; Por muito pouco escaparam a igreja da Concei\u00e7\u00e3o, o Mercado Central e outras raridades.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>J\u00c1 &#8211; Em contrapartida, ele diz que se percebe que Porto Alegre era uma cidade nova, cheia de constru\u00e7\u00f5es. Era um momento pujante na hist\u00f3ria da cidade?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SCF &#8211;<\/strong> Ao tempo de Saint Hilaire, a cidade estava em crescimento. Mas ainda era muito pequena. Ele lhe atribuiu 10 a 12 mil habitantes, talvez com algum exagero, pois o Governador Paulo da Gama, em 1804, calculou em pouco menos de 4 mil os habitantes da freguesia.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se pode falar em \u201cpujante\u201d uma cidade que ainda n\u00e3o tinha ind\u00fastria. Mas impressionava bem os visitantes e tinha boas constru\u00e7\u00f5es em andamento.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>J\u00c1 &#8211; Tamb\u00e9m, como sugest\u00e3o, fala em esplanadas. Porto Alegre j\u00e1 tinha recursos, do governo ou de particulares, para projetos arquitet\u00f4nicos mais ousados?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SCF &#8211;<\/strong> N\u00e3o havia recursos para iniciativas grandiosas. Nem do governo, nem dos&nbsp; particulares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>J\u00c1 &#8211; Apesar de todas as cr\u00edticas, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que ele achou Porto Alegre muito bonita. Ela continua?<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>SCF &#8211;<\/strong> Continua bonita, mas eu n\u00e3o a conhe\u00e7o mais.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco Ribeiro Na viagem que empreendeu pelo Rio Grande do Sul , h\u00e1 200 anos, o naturalista franc\u00eas, Auguste de Saint-Hilaire, ficou mais de um m\u00eas em Porto Alegre. 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