Morre o jornalista José Antônio Severo, em São Paulo

Faleceu na madrugada desta sexta-feira, 24, em São Paulo, o jornalista e escritor José Antônio Severo, aos 79 anos.

Gaúcho de Caçapava, teve atuação destacada nos principais veículos de comunicação do país, nos últimos 50 anos.

Começou no Correio do Povo, em Porto Alegre, passou pelas revistas Veja, Realidade, Exame, jornais O Estado de São Paulo, Folha da Manhã, Gazeta Mercantil e Rede Globo, onde foi o criador e editor do Jornal da Globo, nos anos iniciais do programa.

Como escritor publicou romances e ensaios históricos, destacando-se “Senhores da Guerra”, sobre a Revolução de 1923, no RS, que foi adaptado para o cinema, sob a direção de Tabajara Ruas, e o monumental “Osório”, obra de mais de mil páginas, sobre as guerras do Prata no século XIX.

Seu último trabalho, foi o roteiro para uma série sobre os 200 anos da Independência do Brasil, que está sendo produzida pela TV Cultura de São Paulo, para exibição no ano que vem.

Estava hospitalizado há três semanas, tratando de complicações decorrentes da Covid 19, que contraiu no início deste ano. D

Usina do Gasômetro: depois de oito anos, não há prazo para conclusão da reforma

Prevista para março deste ano, a restauração da Usina do Gasômetro deve sofrer um segundo atraso e dependerá de mais recursos para a sua conclusão. Um dos espaços culturais mais importantes de Porto Alegre, o local está fechado desde 2013.

O projeto contava com recursos na ordem de R$12,5 milhões conforme publicado no edital no dia 26 de agosto de 2019.

O consórcio vencedor, RAC- Arquibrasil lançou a proposta de R$ 11.449.325,82 milhões. A obra iniciou no dia 9 de janeiro de 2020 com previsão de conclusão de 14 meses, conforme o contrato.

Em janeiro deste ano, no dia 21, a obra ganhou o primeiro aditivo, que elevou o valor do contrato para R$ 13,9 milhões, um acréscimo de 22,6% no valor da execução.

Em março deste ano foi realizado o segundo aditivo que prorrogou a vigência do contrato até o dia 27 de abril de 2022.

Agora o governo Municipal decretou a criação de uma Força Tarefa envolvendo três secretarias (Obras, Planejamentos e Assuntos Estratégicos e Cultura) e PGM para que o prazo firmado seja cumprido, porém o secretário de Obras e Infraestrutura, Mendes Ribeiro admite que as chances de atraso são grandes: “Nós sabemos o nosso limite, há uma chance bem pequena de término no prazo”.

Falhas na execução do projeto começaram desde o inicio 

A atual gestão municipal admite as falhas na execução do projeto.

A obra foi licitada sem projetos estrutural e elétricos em condições executivas e vai necessitar de mais recursos  para ser concluída.

O governo calcula que sejam necessários ainda mais 50% do valor até agora orçado, o que faria chegar em mais de R$ 20 milhões ” Vou dar um exemplo: o reboco, no projeto, estava calculado para 10%  da Usina, e não em toda ela” explicou Mendes Ribeiro.

Obras da Usina do Gasômetro já duram 18 meses. Foto Giulian Serafim/PMPA

Para a conclusão da obra serão necessários os
serviços de paredes e divisórias, impermeabilizações, revestimentos
internos e externos, forros, mármores, basaltos e granitos, forros, esquadrias, louças e metais, pintura, instalações de climatização, instalações elétricas e administração da obra. Para isso será necessário
estabelecer outro aditamento contratual.

O andamento do atual contrato está na mão da PGM que irá definir qual o caminho a ser seguido. O governo admite três possibilidades:

  • Manter o contrato mediante as justificativas para os aditamentos;
  •  Rescindir o atual contrato e voltar a estaca zero licitando a obra
    novamente;
  •  Rescindir o contrato atual e realizar um contrato emergencial para a conclusão da obra haja vista tratar-se de obra de restauro em patrimônio histórico tombado, a qual não pode restar comprometida por situação de descontinuidade.

Secretários foram a Câmara para prestar esclarecimentos 

Para esclarecer os fatos e detalhar os andamentos da obra, os secretários Pablo Mendes Ribeiro, de Obras e Infraestrutura (Smoi); Rogério Baú, adjunto da Smoi; Gunter Axt, da Cultura (SMC); e Gustavo Ferenci, de Transparência e Controladoria (SMTC) estiveram na Câmara de Vereadores na última quarta-feira, 22.

Ferenci  afirmou que o papel de sua pasta “é colaborar com a fiscalização da prefeitura”. A secretaria de Transparência abriu uma IPS,  Instrução Preliminar Sumária, que irá investigar possíveis irregularidades. Caso seja apontado algum indício a pasta irá abrir uma sindicância. “Não há nada a esconder e precisamos deixar todas as informações bastante claras.” reiterou o secretário.

Gunter Axt afirmou “ser uma honra contribuir na formação do processo democrático, trazendo esclarecimento sobre uma das obras mais vitais de Porto Alegre”.

Prefeito pediu adoção do terreno ao Governo Federal 

Em viagem à Brasília na semana passada, o prefeito Sebastião Melo pediu formalmente a adoção do terreno da Usina do Gasômetro ao governo federal. Um pedido informal ao presidente Jair Bolsonaro já havia sido feito. Oficialmente o governo não deu maiores detalhes sobre como está o processo. Fontes internas garantem que esse é o menor dos problemas em relação à Usina.

Bilhetagem eletrônica: Prefeitura ainda não tem posicionamento sobre decisão judicial

Quase dez dias depois de receber a intimação da Justiça que determina a transferência do controle da bilhetagem eletrônica da ATP para a Prefeitura, a atual gestão ainda não tem um posicionamento oficial.

Por meio de sua assessoria, o Secretário Luiz Fernando Záchia informou que ainda não conversou com o tema com o prefeito Sebastião Melo e portanto “não tem nenhuma posição sobre o assunto”.

A ordem de transferir o controle da bilhetagem eletrônica veio do juiz Fernando Carlos Tomasi Diniz, da 4ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre e passou a contar desde o dia 14 deste mês.  Fernando acatou uma ação cível pública do Ministério Público (MP-RS) movida depois das denúncias ao MP da vereadora Karen Santos e do Economista André Augustin.

 

Juros mais altos e reajustes salariais abaixo da inflação: o trabalhador paga a conta da crise

No mês de agosto, o reajuste salarial mediano no país ficou 1,4 ponto percentual abaixo da inflação, considerando como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Apenas 9,5% das negociações resultaram em ganhos reais, de acordo com o boletim Salariômetro, divulgado hoje (23) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O reajuste médio negociado foi de 8,5% em agosto, enquanto o INPC, no acumulado de 12 meses, ficou em 9,9%. O piso salarial mediano – modelo que corrige discrepâncias – negociado foi de R$ 1.255 em agosto, enquanto o piso médio foi de R$ 1.396.

O Salariômetro analisa os resultados de 40 negociações salariais coletivas, que são depositados no Portal Medidor, do Ministério da Economia.

Não houve aumento mediano real como resultado das negociações em nenhum dos últimos 12 meses, conforme a fundação.

Desde setembro do ano passado, o índice tem oscilado de -1,4% a zero.

Segundo a Fipe, a inflação projetada para as próximas datas-base ficará perto dos 10%, o que deverá comprimir o espaço para ganhos reais no futuro.

Enquanto isso, para conter a alta de preços  dos alimentos, combustíveis e energia, o Banco Central (BC) aumentou os juros.

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic – juros básicos da economia – de 5,25% para 6,25% ao ano, decisão já esperada pelos analistas financeiros.

A taxa está no nível mais alto desde julho de 2019, quando estava em 6,5% ao ano. Esse foi o quinto reajuste consecutivo na taxa Selic.

De março a junho, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião.

Em comunicado, o Copom informou que deverá elevar novamente a Selic em um ponto percentual na próxima reunião, no fim de outubro. Com o teto da meta de inflação estourado em 2021, o órgão informou que trabalha para trazer a inflação de volta para o intervalo da meta em 2022 e, “em algum grau”, em 2023.

“O Copom considera que, no atual estágio do ciclo de elevação de juros, esse ritmo de ajuste [um ponto percentual por reunião] é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e, simultaneamente, permitir que o Comitê obtenha mais informações sobre o estado da economia e o grau de persistência dos choques”, destacou o texto.

Com a decisão de hoje (22), a Selic continua num ciclo de alta. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018.

A Selic voltou a ser reduzida em agosto de 2019 até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse era o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

Inflação
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Em agosto, o indicador fechou no maior nível para o mês desde 2000 e acumula 9,68% em 12 meses, pressionado pelo dólar, pelos combustíveis e pela alta da energia elétrica.

O valor está acima do teto da meta de inflação. Para 2021, o Conselho Monetário Nacional (CMN) tinha fixado meta de inflação de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5,25%.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que, em 2021, o IPCA fecharia o ano em 5,82% no cenário base.

Crédito mais caro
A elevação da taxa Selic encarece o crédito e desestimula a produção e o consumo. Além disso, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia.

 

Porto Alegre vai gastar R$ 21 milhões para limpar arroios, valas e canais

A prefeitura de Porto Alegre anunciou investimentos que chegaram a R$ 21 milhões, para dragar e desassorear mais de 73,9 quilômetros de arroios, valas e canais em um ano no município.

Através de pregões eletrônicos,  três empresas foram escolhidas para os serviços: Komak Máquinas e Euipamentos Ltda, Dratec Engenharia Ltda e Construtora Minosso Ltda.

São três contratos que contemplam a Bacia do Arroio Dilúvio, as zonas Norte, Sul e Extremo Sul da Capital. Os serviços devem começar em novembro.

Bacia do Arroio Dilúvio

A Komal será responsável pela Bacia do Arroio Dilúvio  que compreende, além do Dilúvio, os arroios Cascata, Mato Grande, Moinho, Taquara e Mem de Sá, reservatórios e bacias de amortecimento localizados nas zonas Leste e Centro de Porto Alegre, abrangendo aproximadamente 450 mil habitantes. O valor da obra ficou em  R$ 8.999.999,99 (praticamente nove milhões de reais.)

A previsão de remoção anual é de 250 mil metros cúbicos, o que equivale a 100 piscinas olímpicas com 2 milhões e 500 mil litros, em 10 quilômetros de arroios.

O contrato também contempla o desassoreamento de 15 quilômetros de valas na Zona Leste, mais as bacias de detenção abertas no Parque Marinha do Brasil e Rossi 1 e 2. Só no Arroio Dilúvio, desde a avenida Antônio de Carvalho até a foz no Lago Guaíba, está prevista a dragagem em 6 mil dos 14 mil metros de extensão e remoção de um volume estimado em 199 mil metros cúbicos de resíduos.

Dragagem na Zona Norte

Na Zona Norte, que fará o serviço será feito pela Dratec Engenharia Ltda. Serão 143 mil metros cúbicos e mais de 32,2 quilômetros de extensão de arroios, canais e valas. Contempla os arroios Passo das Pedras (popularmente conhecido como Sarandi), Passo da Mangueira, Santo Agostinho e Vila Dique; os canais da Severo Dullius, Mena Barreto, Estações de Bombeamento de Águas Pluviais (casas de bombas) de número 5 (na Voluntários da Pátria, junto à Vila Farrapos), 6 (na avenida dos Estados) e 10 (na Vila Nova Brasília, Sarandi). Também prevê o desassoreamento de valas e bacias de detenção abertas da Ecoville, Porto Seco A, B, C e Canal do Porto Seco.

No arroio Passo das Pedras serão dragados ao menos 5,5 mil metros e removidos cerca de 46,6 mil metros cúbicos, da alameda General Raphael Zippin até a foz no Rio Gravataí. O  valor do pregão foi estimado em de R$ 6.850.000,00.

Dragagem nas zonas Sul e Extremo Sul

Para as zonas Sul e Extremo Sul estão previstas ações em 16,7 quilômetros de arroios nas bacias de detenção abertas do Loteamento Hípica Boulevard e da Moradas do Sul 1 e 2. A Construtora Minosso Ltda fará o serviço por R$ 5.249.500,00. No total, serão 87 mil metros cúbicos de resíduos removidos. Nestas regiões estão programados os arroios do Salso, Cavalhada e Cedro, Taquara, Sanga da Morte, Guarujá, Lami, Manecão e Guabiroba.

No Arroio do Salso, 5 mil metros devem receber os serviços de dragagem com a retirada de 34,8 mil metros cúbicos. Esta extensão contempla trechos das avenidas Juca Batista, Dorival Castilho Machado e Serraria. Neste pregão eletrônico de número 258/2021, realizado no dia 15 de setembro, a vencedora foi a Construtora Minosso Ltda, com o valor de

Os investimentos que totalizarão mais de R$ 21 milhões em um ano, poderão ter seus contratos prorrogados por até cinco anos. “Esses contratos para dragagem e desassoreamento de arroios, valas, canais e bacias abertas foram tratados como prioritários pela prefeitura e são fundamentais para evitar alagamentos em regiões críticas da cidade”, destaca o prefeito Sebastião Melo.

As últimas ações de desassoreamento do Dilúvio ocorreram em 2018 e 2019, em três trechos. Destes pontos foram removidas 23 toneladas de resíduos, tais como lodo, areia, mas também pneus e lixo doméstico. Os trabalhos iniciados pela Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSUrb) tiveram continuidade no Dmae – que incorporou os serviços pluviais em maio de 2019. O contrato com a FF Maraskin foi encerrado unilateralmente devido à má prestação do serviço no final de 2020.

“A próxima fase da contratação é o envio da documentação pelas empresas interessadas. Após, ocorre a análise técnica, a publicação do resultado do julgamento e é aberto prazo para recursos e contrarrazões, que são analisados pelas áreas de licitações, jurídica e técnica e pelo Conselho Deliberativo e, finalmente, é publicado o resultado final e efetivada a contratação. A estimativa é que até o final do ano estes contratos estejam em execução”, explica o diretor-geral do Dmae, Alexandre Garcia.

 

Novas regras permitem abertura de piscinas em hotéis e clubes em Porto Alegre

O novo regramento para atividades variáveis passa valer a partir desta terça-feira em Porto Alegre, conforme o decreto 21.165, publicado em edição extra do Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa), na última sexta-feira, 17.

Passa a ser permitido o  uso da área da piscina e águas, além da prática da atividade física em hotéis, alojamentos, áreas comuns de condomínios e clubes sociais, esportivos e similares.

O distanciamento mínimo de dois metros entre equipamentos (cadeiras, espreguiçadeiras e similares) e grupos deve ser respeitado.

Regras para eventos em espaços comuns de condomínios, como salões de festas, que devem seguir os protocolos específicos de eventos infantis, sociais e de entretenimento ou feiras e exposições corporativas, convenções e congressos também serão alterados.

Nos eventos infantis, sociais e de entretenimento, passam a ser permitidos alimentos e bebidas expostos (mesa de doces, salgados e bebidas) mediante lavagem prévia das mãos ou utilização de álcool 70% ou sanitizante similar por funcionário e público. Também é obrigatório distanciamento e uso de máscara de maneira adequada, conforme a regra estabelecida para operação do sistema de buffet em restaurantes e similares.

Segundo a Prefeitura, os protocolos estão alinhados com o Sistema 3As – Aviso, Alerta e Ação – do Governo do Estado e com os municípios que integram a R10 (Porto Alegre, Cachoeirinha, Gravataí, Viamão, Alvorada e Glorinha).

Pintura do Viaduto Otávio Rocha faz parte das intervenções de emergência no Centro Histórico

Quem passou pelo Viaduto Otávio Rocha não deixou de notar funcionários da Prefeitura limpando um dos símbolos do centro histórico de Porto Alegre.

Os trabalhos, iniciados na quarta-feira, prosseguirão por 60 dias, executados pelo Grupo de Intervenção Rápida (GIR), equipe de pronta resposta do projeto Centro+,  que efetua reparos e a manutenção diária no Centro Histórico da Capital.

Para o serviço não houve aporte de recursos extras, só direcionamento de material já existente no estoque da Prefeitura.

Serão retirados cartazes do viaduto e das escadarias e removidas as pichações.

Ainda na quarta-feira, 15, foram realizados os testes com as tonalidades de tintas na estrutura. Num primeiro momento, as pichações serão cobertas. Após esse processo, a pintura receberá uma nova camada..

A iniciativa ainda não é  revitalização da estrutura alertou o secretário  Cezar Schirmer, o prefeito do Centro : “Efetuamos serviços semelhantes na Travessa Mário Cinco Paus, no Mercado Público e no Paço Municipal. Agora damos mais um passo em direção ao Centro Histórico que a comunidade merece, atuando em uma das mais importantes obras arquitetônicas do nosso Estado”.

Ao todo, dez pessoas trabalharão no viaduto, entre servidores da prefeitura, trabalhadores da empresa de zeladoria contratada pelo Município e apenados que desenvolvem atividades laborais em troca da remissão de pena.

Datafolha: Reprovação de Bolsonaro é maior entre velhos, pobres e evangélicos

Instituto Datafolha divulgou nesta quinta-feira (16) a primeira pesquisa de opinião depois dos eventos de 7 de Setembro.

O governo Bolsonaro caiu 2 pontos em relação ao levantamento feito em julho: eram 51%, agora são 53% os que consideram o governo ruim ou péssimo, “o pior índice do mandato”.

A pesquisa ouviu 3.667 pessoas com mais de 16 anos, de 13 a 15 de setembro, em 190 municípios brasileiros.

A queda está dentro da margem de erro,  que é de dois pontos para mais ou para menos. Foi menos do que as expectativas da oposição, depois do recuo do 7 de setembro.

Segundo o Datafolha, se na média da população a reprovação a Bolsonaro subiu dois pontos percentuais, em alguns segmentos essa alta foi mais intensa.

“Foi o que aconteceu entre os mais velhos (de 45% para 51%), na parcela de menos escolarizados (de 49% para 55%), no grupo com renda familiar de 5 a 10 salários (de 41% para 50%) e no conjunto das regiões Norte e Centro-Oeste (de 41% para 48%)”.

Diminuiu, por outro lado, a reprovação entre os mais ricos, com renda superior a 10 salários (de 58% para 46%).

Os empresários se mantêm como o único segmento em que Bolsonaro tem índice de aprovação (47%) superior ao de reprovação (34%).

A rejeição também subiu entre os que ganham até 2 salários mínimos (54% para 56%). E também entre os que recebem de 2 a 5 mínimos (47% para 51%).

Entre os evangélicos, a diferença entre  aprovação e reprovação, era três pontos em julho (34% a 37%), saltou para 12 pontos em setembro (29% aprovam,  41% desaprovam).

A reprovação de Bolsonaro entre os evangélicos aumentou 11 pontos percentuais entre janeiro e setembro (de 30% para 41%).

Bolsonaro é mais rejeitado por quem tem ensino superior (85%), estudantes (73%), quem prefere o PSOL (63%), homossexuais/bissexuais (61%), quem tem de 16 a 24 anos (59%) e pretos (59%).

Síntese dos resultados da pesquisa:

  • Ótimo/bom: 22% (eram 24% no levantamento anterior)
  • Regular: 24% (eram 24%)
  • Ruim/péssimo: 53% (eram 51%)
  • Não sabe: 1% (era 1%)

(Com informações da Folha e do G1)

 

Empresário que gravou Temer em 2017 condenado a pagar R$ 300 mil de indenização

Mais uma vitória para o “volta Temer”:

Segundo o Metrópoles, “a 10ª Vara Cível de Brasília determinou que o empresário Joesley Batista pague R$ 300 mil ao ex-presidente Michel Temer (MDB)”.

Joesley é o empresário que gravou Temer “dando aval para comprar silêncio de Cunha”, segundo O Globo, em março de 2017.

Mas foi condenado a indenizar Temer após dizer, em entrevista à Revista Época, “que o emedebista era chefe de uma organização criminosa”.

A ajuíza Monike de Araújo Cardoso Machado autorizou a penhora de ativos financeiros em nome de Joesley, se o pagamento não for feito no prazo.

Também liberou previamente,  se a penhora não puder ser feita,  a pesquisa de veículos do empresário e a quebra do sigilo fiscal..

 

Eduardo Leite apresenta orçamento de 2022 com ICMS reduzido

O governador Eduardo Leite deu uma resposta indireta ao presidente Bolsonaro e à Petrobras que culpam o ICMS dos Estados pelo alto preço da gasolina,

No projeto de orçamento para 2022 que entregou à  Assembleia nesta terça-feira 14/09,  Leite abre mão das alíquotas majoradas que teriam vigência até o fim do ano.

Há seis anos em vigência as alíquotas aumentadas de ICMS  que incidem sobre combustíveis, energia e comunicações e vão cair 30% para 25%., a partir de janeiro, segundo a proposta do governador. Uma queda de 20 por cento.

Alíquota básica (modal), de 17,5% em 2021 cai para 17% em 2022.

O Governo Estadual disse que a redução foi possível  devido às medidas de contenção de gastos, recuperação da arrecadação e privatizações realizadas.

LOA2022 slide1

 

LOA2022 slide2

Receitas

As receitas devem alcançar R$ 50,1 bilhões, em grande parte reforçadas pelo crescimento de 12% do ICMS sobre à LDO 2021, atingindo R$ 42,5 bilhões. Em 2022, as receitas de capital estão projetadas em R$ 1,4 bilhão, pressupondo a venda da Sulgás pelo preço mínimo publicado em edital (R$ 927 milhões). Não estão computadas as vendas de outras empresas e outorgas de concessões.

Investimentos

Os investimentos previstos são de R$ 2,1 bilhões, valores 74% maiores comparados com a LDO 2021. Entre destaques estão investimentos do Avançar, os projetos estratégicos, com as metas estratégicas do governo para o próximo ano.

Para a Consulta Popular, serão R$ 30 milhões para investimentos definidos pelas 28 regiões dos Coredes. Além do pagamento de R$ 10 milhões para projetos de 2018/19 e mais R$ 10 milhões para a segunda etapa de 2020. Na edição deste ano, o envio e a escolha dos projetos da Consulta Popular serão feitos de forma 100% digital.

Mais uma vez, a proposta orçamentária destina R$ 55 milhões para emendas individuais de deputados.

Acordo

O governador voltou a destacar o acordo construído juntamente aos demais Poderes e órgãos autônomos. A exemplo do envio do PLDO 2021, os Poderes e órgãos autônomos fecharam acordo quanto às diretrizes para os duodécimos em 2022. Será utilizada como base orçamentária a dotação de 30 de abril de 2021 (considerado o montante previsto no acordo de 26 de março), acrescida do índice nominal de 3,75%, correspondente ao centro da meta de inflação para 2021 fixada pelo Conselho Monetário Nacional.

Haverá novo esforço de contingenciamento extraordinário em 2022, de tal forma que o efetivo desembolso financeiro em duodécimos seja limitado a crescimento nominal de 1,35% sobre o valor das dotações de 30 de abril de 2021 (considerado o montante previsto no acordo de 26 de março), o que significará economia de R$ 142 milhões em comparação com as dotações orçamentárias autorizadas. Esse contingenciamento financeiro poderá ser liberado, em decorrência do crescimento da Receita Corrente Líquida acima do projetado na LOA 2022, considerando a proporcionalidade e a sazonalidade das receitas.

Pedido de adesão ao RRF deve ocorrer neste ano

Nas projeções feitas na apresentação, o pedido de adesão ao RRF deve ocorrer até o fim deste ano. Com a aprovação pela Assembleia Legislativa do PLC 246/21, o governo terá condições de pedir adesão ao RRF, apresentando seu plano.

“É importante que o estado volte a pagar a dívida com União, porque a suspensão não é um prêmio. Essa dívida vai se acumulando e, com isso, comprometerá mais da nossa corrente líquida, o que seguirá nos impedindo de contratar operações de crédito. Neste momento, o estado está conseguindo fazer investimentos por conta das privatizações, que geram receitas extraordinárias, e porque está sem pagar a dívida com a União. Mas logo o estado precisa assinar a RRF, vai voltar a efetuar o pagamento das parcelas da dívida e não vai ter receitas extraordinárias. Então, se não continuarmos numa linha de responsabilidade fiscal, buscando manter o equilíbrio, o estado voltará a ter dificuldades financeiras num médio prazo”, pontuou o governador.

Agora, a proposta segue para a Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle, onde poderá receber emendas do próprio colegiado, de outros parlamentares e da população. A Assembleia tem prazo legal até 30 de novembro para aprovar a LOA e devolver ao governador para sanção.