Auditoria do Senado calcula que reforma da Previdência ficou pela metade

A Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgou uma estimativa de que a reforma da Previdência vai gerar uma economia de R$ 630 bilhões aos cofres públicos em dez anos.
É pouco mais da metade do que pretendia o governo quando encaminhou o projeto para votação no Congresso. E é bem menos do que os R$ 800 bilhões calculados pelo governo depois da aprovação.

A Instituição Fiscal Independente, IFI, é um órgão do Senado para monitorar e avaliar a qualidade dos programas e políticas fiscais do governo federal e divulga estudos e relatórios que dão mais transparência às contas públicas.

O número projetado pela IFI é cerca de metade do previsto pelo governo no início do ano, quando enviou a PEC da Previdência ao Congresso. O corte de despesas era estimado em R$1,2 trilhão pela equipe econômica.
(Com informações do Globo)

Oito meses depois, a reforma possível

Foram 8 meses de debate sobre a reforma da Previdência que o  Congresso Nacional aprovou nesta quarta-feria.
A reforma sai menor do que o pretendido. A expectativa inicial  do governo, de economizar de R$ 1,2 trilhão em dez anos, chega ao fim  reduzida a R$ 800 bilhões no período, um terço a menos.
Pouco para as pretensões do governo, muito para os que pagarão a conta.
Durante a tramitação do texto na Câmara e no Senado, mais de 60 audiências públicas foram realizadas, com a participação de ministros, especialistas e representantes da sociedade civil.
Mas foi na Câmara que o texto enviado pelo governo sofreu as principais alterações. Foram retirados pontos como a aposentadoria rural e a capitalização, inspirada no modelo chileno…
Também foi lá onde ocorreram as discussões mais acirradas em torno da proposta.
No Senado, as alterações foram mais tímidas, com destaque para a retirada de qualquer mudança no BPC, o Benefício de Prestação Continuada, que pelo projeto original seria reduzido para R$ 400,oo.
Com a aprovação do texto principal da reforma, a discussão do tema ainda não chega ao fim.
Isto porque a maioria dos senadores optou por fazer as modificações no texto principal por meio de uma proposta à parte, a chamada PEC paralela, que ainda tem um longo caminho a percorrer no parlamento.
A principal missão da PEC paralela é reincluir estados e municípios na reforma previdenciária. Serão enquadrados nas regras gerais os regimes previdenciários de servidores estaduais e municipais.
Inspirada no modelo do Chile, inclusive com a capitalização no projeto original, a reforma da Previdência tem um efeito positivo para o governo e para o mundo dos negócios, enquanto seus efeitos reais não se fazem sentir.
No Chile, depois de 30 anos, a reforma da Previdência que o ministro Paulo Guedes citou várias vezes como exemplo, está entre as causas dos violentos protestos que sacodem o país há uma semana.
(Com informações da Agência Brasil)

Mercado Público: permissionários não se manifestam e nova audiência vai discutir o projeto de concessão

A representante dos permissionários do Mercado Público de Porto Alegre, Adriana Kauer, explicou ao JÁ a posição que adotou, de não se manifestar na audiência pública desta quinta-feira, 17.
“Como discutir um novo projeto para o Mercado num auditório de 80 lugares,  se os permissionários são 106 e os empregados chegam a 1.200? Eles têm direito de saber o que vai acontecer com eles”.
A nova consulta pública ainda não tem local nem data definidos. “Será feita em até dez dias”, segundo a Secretaria Municipal de Parcerias Estratégicas, em cujo auditório foi realizada a audiência desta quinta.
Foi também estendido o prazo para que a  população se manifeste com opiniões e sugestões sobre a concessão.
“A questão central é que o edital como foi apresentado não traz segurança nenhuma aos permissionários. Eles terão a preferência na renovação dos contratos,  mas a que valores serão renovados os contratos?”
Outra pergunta que Adriana faz em nome dos permissionários é sobre os investimentos feitos por eles em melhorias no Mercado: “Só este ano investimos R$ 2,3 milhões, sem contar o pagamento do aluguel mensal”.
Segundo ela, a prefeitura recebe R$ 300 mil por mês, que vai para um fundo.”Desde 2016 não tem manutenção, nós é que bancamos. Frequentemente o pessoal da limpeza fica sem receber.”
Quanto ao segundo andar que está interditado há mais de cinco anos por conta de um incêndio, Adriana Kauer diz que a única coisa que falta para retomar as atividades é a instalação elétrica. “Laudo dos bombeiros já temos, sistema hidrossanitário recuperado, as salas estão prontas, só falta a instalação elétrica”.
Adriana diz que até um orçamento já foi feito, estimando em R$ 4 milhões o que falta e que já há inclusive um financiamento do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional , de R$ 10 milhões,  aprovado desde 2013, “que só depende da atualização do orçamento”.
Mas a iniciativa tem que ser da prefeitura que, segundo ela, nada faz: “O IPHAN espera o orçamento, mas ele não chega lá”.
Ela não entende também o desinteresse da prefeitura em licitar metade do espaço no andar de cima, que está livre para concessão.
“Não somos contra a mudança, desde que sejam preservados os valores culturais e tradicionais do mercado e que se respeite os mercadeiros, que na maioria são famílias que estão aqui, atrás do balcão, há muito tempo, algumas há várias décadas.”
Segundo Adriana, o que foi apresentado do projeto “é superficial e insuficiente para uma avaliação”. O projeto da prefeitura altera o regime de concessão, transferindo a gestão do Mercado a um investidor privado.
 
 
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Oposição diz ter assinaturas para CPI da Lava Jato

A oposição afirma que já conseguiu o número de assinaturas suficientes para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades da Operação Lava Jato, após as denúncias publicadas pelo site The Intercept Brasil. O presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia disse que ainda não analisou o pedido. “Não vi ainda, tenho que ver o mérito. A CPI tem que ter fato determinado e é isso que precisa ser analisado nas próximas semanas”, ponderou Maia. A CPI virou trending topics no Twitter, assim como a CPI do Lava Toga (com a hashtag #LavaTogaSim).
Com 175 assinaturas o requerimento de criação da CPI foi entregue na mesa diretora da Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (11). Com o apoio de partidos do Centrão, as legendas alinhadas à esquerda ultrapassaram em quatro deputados o mínimo necessário. O partido que mais teve assinaturas foi, naturalmente, o PT (53), seguido pelo PP (22).
O jornalista Glenn Greenwald, editor e cofundador do site Intercept, celebrou o avanço da CPI da Lava Jato.  “Os investigadores da ‘corrupção’ agora serão oficialmente investigados, como deveriam ser”, escreveu Greenwald nas redes sociais.
Alguns deputados se arrependeram de assinar a CPI, falaram até que não sabiam o que assinavam, que foram enganados. Já são nove deputados que pedem a retirada de seus nomes. Mas agora é tarde e a última esperança de Moro e Deltan Dallagnol para evitar comissão chama-se Rodrigo Maia, que já se manifestou afirmando que não pode aceitar os pedidos de retirada de apoio da CPI.
O regimento diz que assinaturas não podem ser retiradas após o pedido ser apresentado. Em conversa com o site O Antagonista, Maia confirmou: “Eu não posso retirar assinaturas”.

Monumento que marca início da Revolução Farroupilha está abandonado em Guaíba

É de abandono o estado do Marco Farroupilha, estrutura em pedra  que assinala o ponto de partida dos revolucionários que tomaram o poder no Rio Grande do Sul em 1835 e sustentaram por quase dez anos uma guerra civil contra o império brasileiro.
“Desse lugar saiu na tarde de 18 de setembro de 1835 Gomes Jardim com 60 farrapos para tomar Porto Alegre”, diz o texto gravado na pedra que está quebrada e desgastada. A placa original em bronze foi roubada. A cerca que protegia o local foi arrancada.
Situado no final da rua Gomes Jardim, nos fundos da Celulose Riograndense, no bairro Balneário Alegria, em Guaíba, o monumento foi erguido em 1935, como parte das comemorações do centenário farroupilha.
Com a ampliação da fábrica, ele ficou isolado e com difícil  acesso, tanto que está fora do roteiro turístico da cidade. A empresa já sugeriu transferir o monumento para outro local, mas houve resistência da comunidade.
Quem foi Gomes Jardim
Gaúcho de Viamão, de 8 de março de 1784 – há registros de ele ter nascido em Triunfo, em 1773 –, José Gomes Vasconcelos Jardim era um bem-sucedido proprietário de terras, com charqueada e olaria em Pedras Brancas, atual município de Guaíba, onde residia. Sua casa foi eternizada em pintura por ser palco de uma das reuniões preparatórias à Revolução. Participou da invasão de Porto Alegre em 1835 e assumiu como presidente interino da República Rio-grandense, enquanto Bento Gonçalves, seu primo, permanecia preso. Trabalhou na organização administrativa da República Rio-grandense e foi deputado constituinte em 1843, em Alegrete. Era médico homeopata e foi a quem Bento recorreu em 1847 para curar sua pleura. Morreu em abril de 1854.
Confira o vídeo clicando aqui. 

CUT faz balanço da greve: protestos em todas as capitais e mais de 300 cidades

No início da tarde, a CUT Nacional publicou em seu site um balanço da greve geral:
“Em todas as capitais, no Distrito Federal e em mais de 300 cidades brasileiras, trabalhadores e trabalhadoras protestam contra a reforma da Previdência de Jair Bolsonaro (PSL) desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira (14).
Até o momento, aproximadamente 45 milhões de trabalhadores e trabalhadoras foram envolvidos na greve geral, segundo balanço divulgado pelas centrais sindicais.
No início da manhã, motoristas e cobradores de ônibus e trabalhadores dos metrôs de várias capitais cruzaram os braços. Em São Paulo, parte das linhas de ônibus, trens e várias estações do Metrô estão paradas, especialmente nas Zonas Norte e Leste da capital paulista.
CONFIRA O MINUTO A MINUTO DA GREVE GERAL NO BRASIL
Em capitais de estados como Ceará (Fortaleza) e Pernambuco (Recife) e no Distrito Federal (Brasília), ônibus e metrôs pararam. Em capitais como João Pessoa, Curitiba, Maceió, Rio de Janeiro e Salvador, protestos bloquearam vias da cidade e saídas dos ônibus das garagens.
No ABC paulista, 98% das fábricas do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC estão fechadas, 65 mil trabalhadores cruzaram os braços contra o fim da aposentadoria e por mais empregos. No início da madrugada, o presidente da CUT, Vagner Freitas, e o Secretário-Geral, Sérgio Nobre, estiveram com os trabalhadores da Volks, em São Bernardo do Campo.
Em praticamente todo o país, as agências bancárias amanheceram fechadas. Em São Paulo, principal centro financeiro do país, os bancos não abriram.
Confira o que está acontecendo nos estados:
No Acre, trabalhadores, estudantes e sindicalistas protestaram fazendo bloqueios em frente a pelo menos uma garagem de ônibus da capital Rio Branco.

Ato em frente a garagem de ônibus, no Acre

No Amazonas, alunos e professores fecharam parcialmente a entrada da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). No Centro Histórico da capital, Manaus, bancários se reuniram às 7h na Praça da Polícia em um ato que contou também com os trabalhadores de refinarias da Petrobras.
No Amapá, professores, técnicos administrativos e estudantes da universidade federal (Unifap) fizeram ato a partir das 9h, em Macapá, e as aulas foram suspensas.
Em Alagoas, rodoviários atrasaram o início da jornada em 2 horas na capital, Maceió. Teve também paralisação na porta do CEPA, maior complexo educacional de Alagoas, em Maceió, contra os cortes na educação e contra a reforma da Previdência.

Ato dos trabalhadores em frente ao CEPA, em Alagoas

Na Bahia, motoristas e cobradores pararam os ônibus e trens de Salvador, mas o metrô funcionou porque a Força Nacional foi para dentro dos trens fazer pressão. Na capital, teve manifestação na Rótula do Abacaxi nesta manhã, no sentido shopping da Bahia.
Em Ilhéus, Itabuna e Lauro de Freitas foram registrados atos de trabalhadores e trabalhadoras nesta manhã. A BR-101 foi bloqueada em Eunápolis, Itamaraju, Teixeira de Freitas e no Extremo sul da Bahia, no município de Mucuri. Os trabalhadores também paralilsaram as atividades no Polo Petroquímico de Camaçari.

Brasil de FatoPopulação vai às ruas em Ilhéus, na Bahia
Ato em Itabuna, Bahia
CUT-BABR-101, na Bahia, completamente parada

No Ceará, tem paralisação dos transportes coletivos e no início da manhã o presidente da CUT Ceará, Wil Pereira, participou de ato organizado pelos trabalhadores do Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante. Os manifestantes cruzaram os braços em protesto contra a reforma da Previdência (PEC 06/2019). Em Juazeiro do Norte também teve protesto dos trabalhadores.

CUT-CEÔnibus parados na capital cearense

No Distrito Federalmotoristas, cobradores de ônibus, BRT e trabalhadores do Metrô pararam o transporte público de Brasília. Trabalhadores e trabalhadoras da educação, do serviço público, da iniciativa privada, terceirizados, de autarquias e empresas públicas também cruzaram os braços.
Em Goiás, motoristas e cobradores atrasaram o início da jornada em protesto contra a reforma de Bolsonaro.
No Maranhão, rodoviários do transporte coletivo paralisaram as atividades desde as 4h na capital, São Luís.
No Mato Grosso do Sul, motoristas e cobradores da capital, Campo Grande, atrasaram o inicio da jornada de trabalho em protesto contra a reforma da Previdência e começaram a voltar a partir das 7h.
Em Minas Gerais, várias estações do Metrô amanheceram fechadas e foram realizados protestos em várias vias da capital, Belo Horizonte. Na Praça Afonso Arinos, teve manifestação dos trabalhadores e trabalhadoras, que saíram às ruas para protestar contra a reforma da Previdência, em defesa da educação e por mais empregos.

FotoStudiumAto na Praça Afonso Arinos, em Belo Horizonte

No Mato Grosso, houve paralisação parcial dos transportes em Cuiabá e Várzea Grande.
No Pará, trabalhadores impediram a saída dos ônibus das garagens em protesto contra a reforma e contra decisão judicial que determinou que 90% dos veículos circulassem. Os bancários também paralisaram as agências do estado. Em São Felix do Xingu também teve protesto contra a reforma da Previdência e por mais empregos.

Bancos amanheceram fechados no Pará
Trabalhadores protestam em São Félix do Xingu, no Pará

No Paraná, em Curitiba, capital paranaense, algumas garagens de empresas de transporte coletivo amanheceram fechadas.
Em Londrina e em Maringá, onde teve repressão da polícia militar contra os trabalhadores, motoristas e cobradores aderiram em peso à greve geral.
Em Cascavel, mais de 5 mil trabalhadores realizaram uma marcha pelo centro da cidade com gritos de ordem “a nossa luta é todo dia, educação não é mercadoria”. #GreveGeral!
Ato em Cascavel, no Paraná
Na Paraíba, trabalhadores foram as portas das garagens de ônibus no início da manhã fazer protestos e debates sobre a importância de parar pela aposentadoria. Na Universidade Federal de Campina Grande, também na Paraíba, um policial agridiu uma estudante que participava da greve e dos protestos na universidade.

Em Pernambuco, motoristas e cobradores de ônibus e do VLT de Recife estão parados e os trens funcionam parcialmente. Escolas públicas e agências do INSS também estão fechadas. Em cidades do interior, como Guaranhuns, foram registrados atos logo pela manhã, no dia da #grevegeral em defesa das aposentadorias, da educação e por mais empregos.
Em Jaboatão dos Guararapes, os trabalhadores da Limpeza Urbana, de três garagens de ônibus, e da Prefeitura Municipal, decidiram cruzar os braços.

Brasil de FatoAto em Guaranhuns, em Pernambuco
Agência do INSS fechada no Recife
Trabalhadores de Jaboatão dos Guararapes cruzaram os braços

No Piauí, motoristas e cobradores de ônibus estão parados na capital, Teresina, onde também teve manifestação contra a reforma da Previdência com mais de dois mil trabalhadores e trabalhadoras.
Socorro Silva/CUT-PI
No Rio Grande do Norte, motoristas e cobradores de Natal pararam no início da manhã e começaram a deixar as garagens a partir das 7h. O setor industrial também amanheceu todo parado. A CUT e movimentos sociais fecharam a rotatória de Extremoz, região metropolitana de Natal, desde as primeiras horas da greve geral, para protestar contra a reforma da Previdência do governo de Bolsonaro que praticamente acaba com o direito à aposentadoria dos brasileiros e brasileiras.
Policiais militares não identificados agrediram trabalhadores e trabalhadoras, entre eles a presidenta da CUT-RN, Eliane Bandeira e Silva, crianças e idosos que participavam dos protestos nesta sexta-feira (14).

Ato no Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Sul, a greve geral começou com milhares de trabalhadores, trabalhadoras e estudantes protestando em frente às garagens de ônibus e nas rodovias. Os motoristas e trabalhadores dos trens da Região Metropolitana de Porto Alegre aderiram à greve geral pela aposentadoria e por mais empregos, mas foram reprimidos com violência pelas tropas de choque da Brigada Militar, que jogaram centenas de bombas de gás lacrimogêneo. Soldados a cavalo fizeram perseguições e, pela primeira vez no estado, um caminhão da BM atirou jatos de água em manifestantes, que caminhavam pacificamente na Avenida Bento Gonçalves, em Porto Alegre.

Na capital, trabalhadores de várias empresas também pararam no início da manhã. Pelo estado, diversas categorias, como petroquímicos, petroleiros, professores, sapateiros, bancários, municipários, agricultores familiares, trabalhadores rurais, servidores públicos e trabalhadores da saúde e da alimentação, pararam as atividades nesta manhã e protestaram contra a reforma da Previdência e os cortes na educação.

CUT-RSBrigada Militar de Porto Alegre avança sobre os grevistas

No Rio de Janeiro, os trabalhadores foram atacados pela Polícia Militar ao fazer atos de protesto em várias vidas importantes da capital. O transporte público funcionou na capital.
Em Santa Catarina, motoristas e trabalhadores de ônibus pararam na capital Florianópolis e em Blumenau. Trabalhadores dos Correios e os servidores públicos também aderiram à greve. Em Joinvile, trabalhadores estão concentrados na Praça da Bandeira. Em Itaberaba, trabalhadores também se concentraram na praça principal da cidade. Tem paralisação também em Caxambu do Sul e Chapecó de várias categorias profissionais.
Em São Paulo, trabalhadores fizeram bloqueios pacíficos na Avenida do Estado, que liga a capital a cidades da Região do ABC e em outras avenidas e rodovias. No terminal João Dias, os trabalhadores também fecharam as vias em protesto contra a reforma da Previdência, por mais empregos e mais educação.
Em Santos, no litoral paulista, também houve bloqueios na entrada da cidade e os trabalhadores fizeram uma caminhada pelo centro. Em Sorocaba, no interior do Estado, motoristas e cobradores de ônibus não saíram de nenhuma garagem das empresas de transporte público.
No São José dos Campos, Taubaté e Jacareí, os motoristas e cobradores pararam o transporte público.
Acompanhe aqui o minuto a minuto da paralisação no estado de São Paulo.
Em Sergipe, trabalhadores de várias categorias se concentraram em algumas garagens do transporte coletivo de Aracaju para dialogar sobre os problemas da reforma da Previdência. Os ônibus não circularam na manhã desta sexta-feira, greve geral.

CNTTLRodoviários de Aracaju não saíram das garagens

No Tocantins, os portões da Universidade Federal de Tocantins (UFT) amanheceram fechados em Palmas e trabalhadores fizeram um protestos. Em Palmas, a população foi às ruas na #GreveGeral em defesa da aposentadoria.

Brasil de Fato
Ato em Palmas, no Tocantins

 

239ª Feira do Peixe começa hoje no Arquipélago de POA

O lançamento do evento será às 12h, na sede da Colônia de Pescadores Z-5, na Ilha da Pintada, integrante do bairro do Arquipélago de Porto Alegre.
A festa inclui a escolha da Rainha e do Rei das Ilhas, uma missa em homenagem aos pescadores e um concurso de pesca. Contará, ainda, com apresentações de musicas tradicionalistas e outras atrações culturais, culminando no tradicional Almoço do Peixe na Taquara. A prefeita em exercício Mônica Leal participará do evento.
O objetivo é fomentar a cadeia produtiva da piscicultura, bem como das demais atividades agrícolas desenvolvidas, além de apresentar o potencial do município no setor de comércio, indústria e serviços.
“A feira faz parte da história de Porto Alegre e valoriza a atividade dos pescadores, na medida em que gera emprego e renda para as comunidades do arquipélago e pescadores das zonas Sul e Extremo Sul da Capital”, comenta o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Eduardo Cidade.

Já no dia 16, acontece a abertura oficial da 239ª Feira do Peixe no Largo Glênio Peres. Simultaneamente, ocorrerão a 17ª Feira do Peixe da Restinga e a 8ª Feira do Peixe do Extremo Sul, em Belém Novo.
A Feira do Peixe teve sua primeira edição oito anos depois da fundação da cidade, em 1772. Hoje, mais de 250 famílias de pescadores se envolvem diretamente na sua realização. Os peixes mais procurados são tilápia, merluza, tainha, abrótea, corvina e anchova. Na edição de 2018, mais de 700 mil pessoas passaram pelos três pontos de venda e movimentaram cerca de 407 toneladas de pescados – com um valor equivalente a R$ 5,6 milhões.
Desde 2017, a feira ocorre sem recursos públicos. Tudo é bancado pelos próprios feirantes e pescadores da Colônia Z-5, da Associação dos Pescadores e Piscicultores do Extremo-Sul (Appesul) e atacadistas, com apoio institucional da Divisão de Fomento Agropecuário da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico  (SMDE). Já as festividades do lançamento no arquipélago são promovidas pela Secretaria Municipal de Relações Institucionais (SMRI) por intermédio do Crip Ilhas e Colônia de Pescadores Z-5. Neste ano, a programação traz as seguintes atrações:
Programação da abertura na Ilha da Pintada, neste domingo, 7 de abril: 
 9h – Missa em homenagem aos pescadores
10h – Concurso da Rainha e Rei das Ilhas
Concurso de Pesca – Escola Almirante Barroso
12h – Abertura oficial – Lançamento da Feira do Peixe 2019
Almoço do Peixe na Taquara
13h – Apresentação de Música Tradicionalista – Cantor Xirú
14h – Oficina de Rádio na Rua – Grupo Oficina de Artes Integradas, na Praça Salomão Pires de Abrahão
15h – Oficina do Cartão Axé Brasil na frente da Colônia Z-5
Aula aberta de teatro – Grupo Oficina de Artes Integradas, na Praça Salomão Pires de Abrahão
16h – Apresentações do Talento Destaque
18h – Encerramento
A abertura também contará com as seguintes atrações:
• Atividades de conscientização do trânsito com a Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre (EPTC) e circulação fluvial pela Marinha
• Distribuição de mudas de ervas medicinais com educação ambiental de plantas nativas
• Feira de quitutes e artesanato
• Brincadeiras com cama elástica e piscina de bolinhas
• Apresentação da Escola Unidos do Pôr do Sol
• Copinha “Descruze os Braços” na Escola Almirante Barroso
Despesca – Dá início aos preparativos para a Feira do Peixe, com a coleta de carpas e tilápias na quinta-feira, 11. A despesca consiste na retirada dos peixes dos tanques de criatório com redes ou tarrafas. O início da despesca ocorrerá na sede da Appesul, no bairro Vila Nova, em uma propriedade de meio hectare com cinco tanques de beneficiamento.
Montagem das Feiras –  A montagem dos estandes da abertura oficial da 239ª Feira do Peixe de Porto Alegre começa já neste domingo, 7. Já a da Restinga e do Extremo Sul inicia a partir do dia 15.

Serviço da Feira do Peixe 2019:
39ª Feira do Peixe de Porto Alegre
Dia: 16 a 19 de Abril
Horário: 8h30 às 20h30
Local: Largo Glênio Peres
17ª Feira do Peixe Restinga
Dia: 17 a 19 de Abril
Horário: 8h30 às 20h30
Local: Esplanada da Restinga
8ª Feira do Peixe do Extremo Sul em Belém Novo
Dia: 17 a 19 de Abril
Horário: 8h30 às 20h30
Local: Praça Inácio Antônio da Silva

Campanha busca arrecadar pares de tênis para crianças e adolescentes

Neste sábado, 6, das 14h às 17h, na Praça da Encol ocorre uma ação da campanha #desafiodotênispoa, que busca mobilizar as pessoas para doarem pares de tênis em bom estado, que serão utilizados por crianças e adolescentes atendidos pelos projetos sociais da prefeitura.
Voluntários recolherão doações na praça e nas sinaleiras da rótula Nilo Peçanha com Carazinho e Carlos Trein Filho.
Em caso de chuva o evento será adiado.
Lançada em 11 de março pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Esporte (SMDSE), em parceria com a Associação dos Moradores da Bela Vista, Mont Serrat e Boa Vista (Amobela) e com o Circuito Gaúcho de Futevôlei, o #desafiodotênispoa tem como meta arrecadar 1,5 mil pares em um mês – a campanha encerra dia 11 de abril. É uma ação realizada dentro do programa Banco do Tênis, criado em 2005. A doação de tênis viabiliza a prática esportiva das crianças em suas comunidades e a participação nas demais atividades.
A campanha incentiva que os doadores gravem e publiquem um vídeo em suas redes sociais falando da doação e incentivando um amigo a doar e passar a corrente adiante.
O #desafiodotênispoa tem a parceria da Associação dos Jovens Empresários (AJE), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Jovem POA, Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) Jovem, Sindilojas e Brasil 200.
As doações podem ser feitas em diversos pontos de coleta. A lista completa pode ser acessada neste link.

Jornada Lula Livre reúne multidão na UFRGS

Nesta sexta-feira, 5, ocorreu em Porto Alegre a inauguração da “Jornada Internacional Lula Livre”, movimento que se levanta para protestar, mais uma vez, contra a prisão do ex-presidente Lula, que completa um ano no domingo, 7.
Lideranças políticas e militantes do PT consideram que a prisão de Lula possui “caráter político” e exigem sua libertação imediata.
O ato, que reuniu uma multidão de militantes, foi organizado no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e contou com a presença do ex-presidenciável Fernando Haddad (PT), e a ex-deputada Manuela D’Avila (PCdoB).
Manifestantes exigem a libertação do ex-presidente Lula, que seria “preso político” (Foto: Ricardo Stricher)

Os políticos não pouparam críticas ao governo de Jair Bolsonaro, que completa, hoje, 100 dias. O Ministro da Justiça e Segurança pública, Sergio Moro, na época juiz responsável pela condenação em primeira instância de Lula, também foi criticado: “ele sempre quis entrar para a história às custas da história grandiosa de Lula”, opinou Manuela sobre Moro.
“Ele tem medo de tudo que não se parece com ele. Por isso que ele exalta a ditadura militar: porque é a negação da diferença. Ele tem uma dificuldade de exercer a presidência em ambiente democrático, por isso que todo dia solta uma ameaça”, disse Haddad sobre Bolsonaro.
A militância prosseguiu para o largo Glênio Peres onde protestaram contra a reforma da Previdência.
“É um retrocesso de mais de 100 anos”, declarou Haddad.

Amanhã, 6, a Jornada estará em Florianópolis (SC). Domingo é a vez de Curitiba (PR). A organização estima atos em outros 20 Estados e em 15 países.

Seminário sobre reforma da Previdência lota a Câmara num sábado

O auditório Ana Terra, da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, foi pequeno para o público que compareceu ao seminário sobre a Reforma da Previdência, na tarde deste sábado, 30 de março.

Havia gente pelos corredores e escadarias ao longo de todo o evento, que se estendeu das 13h às 18 horas e contou com mais de 200 pessoas. Lideranças do movimento sindical e representantes de diversos núcleos do interior do Estado, um público multiplicador e animado que se mostrou disposto a “uma arrancada capaz de barrar a reforma”.
“Tem que partir para o ataque”, instigou a professora Maria Lúcia Fattoreli, a principal palestrante da tarde, que arrancou aplausos.
Sara Granemann, professora da Universidade do Rio de Janeiro, especialista em sistemas de Previdência, abriu o seminário saudando a disposição dos que estavam ali “sacrificando um sábado lindo de sol” para estar reunidos num recinto fechado, em busca de informações.

“É importante, porque, estamos diante  de uma contra-reforma, que é o maior atentado aos direitos dos trabalhadores já concebido”, disse a professora.
Ela enumerou as reformas parciais já feitas na Previdência nos governos Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma.
“Essa é a pior, porque vai além da previdência social. Pretende desmontar o regime de seguridade social inscrito na constituição de 1988”.
Ao extinguir o princípio da solidariedade e repartição em que se baseia o regime de seguridade brasileiro, a reforma que vai ser votada “mexe em algo que é um fundamento da nação. É muito grave”, diz Granemann.
O centro da reforma, segundo a pesquisadora, é instituir a capitalização, que nada mais é do que uma aplicação financeira, “com todos os riscos inerentes a uma aplicação financeira”. Na capitalização, disse ela, “o cidadão sabe quanto vai pagar, não sabe quanto vai receber”
Apoiada em gráficos e estatísticas oficiais, Sara Granemann demonstrou didaticamente que não falta dinheiro no sistema de previdência social e estimou que chega a R$ 4 trilhões o dinheiro que circula no sistema. “Esse é o tamanho do negócio”.
No Chile, segundo a pesquisadora, a capitalização foi adotada por decreto do ditador Augusto Pinochet, em novembro de 1980. Citando pesquisa recente, a professora disse que 44% dos aposentados chilenos estão abaixo da linha da pobreza, com menos de 2 dólares de renda por dia.
A advogada especializada em direito previdenciário, Marilinda Marques Fernandes falou dos países que adotaram o regime de capitalização nas últimas décadas. “São 30 países, oito já voltaram ao sistema anterior. E que na maioria deles aumentou a desigualdade e a miséria, sem atacar o déficit”. Citou o exemplo de sua terra natal, Portugal, “que quase afundou e teve que voltar atrás”.
A reforma brasileira, segundo Marilinda, é cópia do que já foi aplicado nesses países. “É um modelo tirado de manual”, disse.

Maria Lúcia Fattorelli, auditora fiscal aposentada e coordenadora nacional do movimento pela Auditoria da Dívida, encerrou o seminário, falando quase duas horas, com apoio de tabelas e gráficos para demonstrar sua tese central: o Brasil vive uma crise provocada pela política monetária do Banco Central, toda ela voltada para atender aos interesses do sistema financeiro.
A palestra dela merece um registro à parte.