Marchezan, Melo e Manuela lideram tempo no rádio e na TV

A Propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio pode fazer a diferença nesta campanha eleitoral em tempos de pandemia, com regras de distanciamento social ainda em vigor.

Desde domingo, dia 27, os candidatos já estão nas ruas e nas redes pedindo votos, mas a campanha no rádio e TV só inicia nesse 9 de outubro e vai até 12 de novembro.

E os onze candidatos à Prefeitura de Porto Alegre que tem espaço na propaganda devem colocar bons recursos para a TV na hora de escolher onde gastar o dinheiro reservado para o pleito.

Candidato à reeleição em uma coligação com PSDB, PSL e PL, o prefeito Nelson Marchezan Júnior terá 21% do tempo de propaganda eleitoral de TV e rádio, o que equivale a dois minutos e nove segundos.

Em seguida vem Sebastião Melo, com 1min36s, que tem a maior coligação (Cidadania, DEM, MDB, Solidariedade).

Depois, Manuela D’Ávila, que mesmo sendo de um partido sem grande representatividade na Câmara Federal (PCdoB), se beneficia da aliança com o PT, ficando com 1min14s.

Em seguida, Juliana Brizola, com 1min10s, Gustavo Paim, 54s, e José Fortunati, 53s.

Há ainda, Valter Nagelstein, 43s, João Derly, 37s, Fernanda Melchionna, 16s, Rodrigo Maroni, 14s, e Montserrat Martins, 9s.

Dois candidatos não tem tempo na propaganda gratuita. São Júlio Flores (PSTU) e Luiz Delvair (PCO), pois não possuem representantes eleitos na Câmara Federal, critério básico para o direito a propaganda desde 2017.

Apesar do aumento do uso das redes sociais como plataformas de campanha, principalmente depois de 2018, com a pandemia houve um crescimento do tempo médio que o brasileiro passa na televisão.

Segundo dados do Ibope, o brasileiro aumentou em 34 minutos o tempo que fica na frente da TV, neste ano. Na média são 6h17min diários, mais que a média mundial, de 2h55min.

O consultor político Carlos Manhanelli lembra que a TV e rádio ainda tem grande penetração na população, em alguns setores mais do que a internet. “Em virtude da pandemia, foi constatado que um quarto dos estudantes não tem acesso à internet ou computador em casa. Isso se traduz em 25% das famílias. Transportando para a eleição, é uma fatia que decide qualquer campanha majoritária”, analisa.

Ele cita o exemplo das eleições presidenciais de 2018, em que Jair Bolsonaro venceu a disputa com apenas 8 segundos de tempo de TV, mas coloca que não houve pouca exposição do candidato. “Fiz a minutagem e posso dizer que o Bolsonaro teve mais tempo de TV que o segundo colocado Fernando Haddad, do PT. E isso ocorreu porque os outros programas, principalmente o do Haddad, falavam mais do Bolsonaro que deles mesmos”, discorre. “A internet serve como estratégia de retenção do eleitorado. Mas a TV serve de ampliação”, conclui.

“Essa é uma eleição municipal, diferente da eleição presidencial, que parece ter diminuído o valor do rádio e da TV. Mas, agora, com pandemia e distanciamento, a internet, as redes sociais, e o fator TV e rádio tende a ter enorme importância”, coloca Rafael Bandeira, um dos responsáveis pela campanha do prefeito Marchezan Júnior.

Os partidos devem procurar investir de maneira igual nas duas formas de comunicação – TV e internet.

De acordo com integrantes das equipes dos candidatos, a estrutura de comunicação, que inclui a TV como principal plataforma, consome entre 60% e 70% do orçamento de campanha. A maior parte está sendo gasta na produção de programas para o horário político gratuito. E em todos os casos, os partidos ainda dizem que não há grandes verbas para impulsionamento de mensagens nas redes sociais.

A diferença é que os programas tendem a maior integração, com vídeos sendo produzidos para TV e internet, e um “puxando” o outro.

“A TV, com a internet e mídias sociais podem ser o principal fator desta campanha. Com peso até maior que nas outras, porque, com a pandemia, o corpo a corpo vai ser limitado”, analisa Isara Marques, consultora de comunicação da campanha de Sebastião Melo.

Partidos de esquerda, como o PCdoB, de Manuela D’Ávila, e o PSOL de Fernanda Melchionna, acreditam que a interação entre TV e internet pode dar bom resultado. “A TV é importante, mas não essencialmente fundamental. Temos uma vantagem que é a forte presença nas redes”, lembra Marina Lopes, coordenadora das redes sociais da candidata do PCdoB.

E de fato, tanto Manuela (com 1,9 milhão de seguidores só no Instagram) quanto Melchionna (79 mil no Instagram) estão entre as que possuem mais seguidores nas redes sociais. Mas, ao menos no caso de Manuela, houve forte exposição quando ela foi vice de Fernando Haddad em 2018, e muito dos seus seguidores não são da cidade.

Os tempos de TV foram divulgados na sexta-feira, 02/10, pela 161ª Zona Eleitoral de Porto Alegre, que coordena a eleição na Capital gaúcha. O evento aconteceu por meio de videoconferência e foi conduzido pelo juiz Leandro Martins Figueira, responsável pelos trabalhos no pleito municipal deste ano.

Os tempos na TV e Rádio em Porto Alegre

Para o primeiro turno, o horário eleitoral gratuito em bloco ocupará 20 minutos por dia, de segunda a sábado. Também haverá 70 minutos diários em inserções, inclusive aos domingos.

Rádio – das 7 h às 7h10 e das 12 h às 12h10;

TV – das 13 h às 13h10 e das 20h30 às 20h40.

Também haverá inserções, ou seja, comerciais, de 30 segundos ou 1 minuto cada. As emissoras de rádio e televisão destinarão 70 minutos diários.

Este tempo será dividido ao longo da programação, de segunda-feira a domingo, das 05:00 as 24:00 horas, e serão divididos na proporção de sessenta por cento para prefeito e de quarenta por cento para vereador.

Apenas os candidatos a prefeito terão direito à propaganda nos blocos de 20 minutos, ou seja, vereador apenas as inserções.

CandidatosColigação/PartidoTempos de TV e rádio
Nelson Marchezan Júnior (Coligação Mais Porto Alegre – PL, PSDB, PSL)2min9s
Sebastião Melo (Estamos Juntos Porto Alegre – Cidadania, DEM, MDB, Solidariedade) 1min36s
Manuela D’Ávila (Movimento muda Porto Alegre – PCdoB, PT) 1min14s
Juliana Brizola(Porto, Alegre de novo – PDT, PSB)1min10s
Gustavo Paim (Porto Alegre pra ti – Avante, PP)54s
Fortunati (Porto Alegre somos todos nós – Patriota, Pode, PSC, PTB)53s
Valter Nagelstein (Partido Social Democrático – PSD)43s
João Derly(Republicanos)37s
Fernanda Melchionna(Porto Alegre pede coragem – PSOL)16s
Rodrigo Maroni(PROS)14s
Montserrat Martins (PV)9s
Como é o cálculo do tempo de TV e Rádio

A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97) prevê que a divisão do tempo da propaganda no rádio e na TV seja da seguinte forma: 90% distribuídos proporcionalmente ao número de representantes que o partido tenha na Câmara dos Deputados, considerados, no caso de coligação para eleições majoritárias, o resultado da soma do número de representantes dos seis maiores partidos que a integrem.

Os outros 10% devem ser distribuídos igualitariamente.

Somente os partidos que nas Eleições 2018 atingiram a cláusula de desempenho instituída pela emenda Constitucional nº 97/2017 terão acesso ao horário eleitoral gratuito. Desta forma, para 2020 os partidos PMN, PTC, DC, Rede, PCB, PCO, PMB, PRTB, PSTU e UP ficarão sem o acesso.

Fonte TSE

ELEIÇÕES 2020 – Um guia seguro para o voto em Porto Alegre

Durante a campanha eleitoral de 2020, vamos nos concentrar nas questões estruturais de Porto Alegre, que se refletem no cotidiano da população – saúde, moradia, transporte, segurança, saneamento, renda.

Para cada um desses pontos vitais da cidadania, temos perguntas específicas que pedem respostas diretas dos candidatos e suas equipes, para que se posicionem diante dos diagnósticos existentes e apresentem seus planos. O espaço está aberto.

Todo esse material será resumido numa edição especial IMPRESSA, que circulará dia 5 de novembro.

Nessa edição os candidatos poderão inserir material de propaganda, nos limites da lei. Esperamos que surjam outros apoiadores – sindicatos, associações, instituições diversas -, inclusive leitores-eleitores individuais.

Veja como:

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“Cidade dos candidatos” estaria entre as 50 maiores do Brasil

São quase 550 mil candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para disputar as eleições municipais deste 2020.

Se fosse possível reunir todos num único município, ele se colocaria entre as 50 cidades brasileiras que tem mais de 500 mil habitantes. Seria maior do que quatro capitais: Vitória, Palmas, Rio Branco e Boa Vista.

Essa “cidade dos candidatos” teria mais de 19 mil pretendentes ao cargo de prefeito, outros 19 mil querendo ser vice-prefeito e 510 mil lutando por uma cadeira de vereador.

O número de candidatos é maior este ano, Em 2016, não chegaram a 500 mil para os mesmos cargos.

O aumento explica-se pela da mudança na lei eleitoral que impediu coligações para vereador,  obrigando cada partido a lançar candidatos.

Trinta e três siglas partidárias lançaram candidatos, sendo o MDB com o maior número de postulantes  – 44.598 (8,12%).

Os homens ainda são a grande maioria:  66,9% das candidaturas inscritas. As mulheres somam 33,1%.

O TSE aponta ainda que são 159 os candidatos que declararam nome social, pelo qual pessoas transgêneros e travestis geralmente querem ser chamadas.

Mais de 170 mil candidatos se situam na faixa etária de 40 a 54 anos (pouco mais de 31%).

Quase metade dos candidatos dizem ser da cor branca 262 mil (47,81%). Os negros são apenas 57 476 (10,46%), e pardos 216 783 (39,46%).

Pouco mais de 2 mil indígenas registraram candidaturas.

Os candidatos que se declararam casados constituem a maioria, somando 51,3% das candidaturas. Os solteiros vêm em seguida, somando 37%; os divorciados compõem  8,44%; os viúvos somam 1,91% e os separados judicialmente, 1,12%.

No grau de instrução 209 mil (38%) possuem segundo grau completo. Com nível superior são 133 mil (24%).

Vinte são os que se declaram analfabetos.

As ocupações mais frequentes são: agricultor (37 535), servidor público (35323) e empresário (32982). Sendo que “outros” é a mais citada 117 mil (21%).

Os números podem ser conferidos neste link do TSE.

850 candidatos à Câmara municipal e, desta vez, não tem carona

Estão registrados na Justiça Eleitoral 850 candidatos de 28 agremiações partidárias para disputar as 36 cadeiras da Câmara de Vereadores de Porto Alegre nas eleições de 15 de novembro.

O número representa um aumento perto de 42% na comparação com a última eleição, em 2016, quando 600 pessoas disputaram as vagas legislativas na Capital gaúcha.

A novidade é que pela primeira vez não haverá coligação partidária nas proporcionais (para vereadores), que está proibida desde a reforma eleitoral de 2017. Ou seja, concorrentes com pouca votação não pegarão mais carona no sucesso nas urnas dos famosos puxadores de voto. As alianças só são permitidas para a majoritária, no caso da eleição deste ano, estão liberadas coligações para prefeito.

Em Porto Alegre, os partidos poderiam apresentar até 54 candidatos ao Legislativo municipal. Os que preencheram todas as vagas foram o MDB, PDT, PP, PSDB, PSL, PT, PTB e Solidariedade.

Com os 850 registros para a peleia pelas 36 cadeiras do Legislativo – se fosse um vestibular, seriam 23,6 candidatos por vaga.

A nova regra, que impede as coligações, foi aprovada com a intenção de evitar que uma grande votação de um candidato ajude a eleger outros parlamentares de legendas diferentes e com número reduzido de votos. Os “campeões de votos” podem até puxar outros nomes, mas serão do mesmo partido e cada candidato precisa de um mínimo necessário de votos para entrar na casa legislativa. Só que teremos candidaturas chamadas de “rabo de chapa”, que são os candidatos que vão conquistar poucos votos, mas podem auxiliar a legenda a conseguir conquistar o quociente eleitoral.

Segundo o TSE, 28 partidos tem representantes na eleição. A faixa etária predominante é de 45 a 49 anos. Cerca de 65% são homens, e três em cada quatro, brancos. O site Matinal recentemente publicou reportagem com o perfil dos parlamentares da atual legislatura da Câmara de Vereadores, que não diferencia dos atuais postulantes.

Até 26 de outubro a Justiça Eleitoral irá analisar e confirmar os pedidos de candidatura. Ainda é possível que algum concorrente possa ter o seu registro cancelado.

Há uma plataforma do TSE onde é possível conferir todos os candidatos a vereadores do país, incluindo os de Porto Alegre.

O que faz um vereador

Além de elaborar, debater e votar nas leis que conduzem o município, também é função dos vereadores supervisionar e fiscalizar o mandato do prefeito e do vice-prefeito.

É importante lembrar que as leis elaboradas ou alteradas pelos vereadores devem estar de acordo com as necessidades e os problemas restritos ao município. Não é função do vereador propor leis de competência do Estado ou da União, ou fazer promessas de caráter executivo como reparar ruas ou intensificar o policiamento dos bairros. São funções do vereador:

Propor, discutir, modificar e votar nas leis municipais relacionadas com a educação, o transporte coletivo, a saúde, o saneamento, a proteção do patrimônio histórico-cultural local e do solo urbano;

Criar e arrecadar impostos municipais, de acordo com as necessidades locais;

Instituir, organizar ou extinguir distritos, respeitando as leis estaduais;

fiscalizar a administração do poder executivo (prefeito);

Fiscalizar e julgar as contas públicas do prefeito, com ajuda do Tribunal de Contas encarregado;

instaurar comissões parlamentares de inquérito (CPI).

Como funciona os quocientes eleitoral e partidário 

- Neste pleito, pela primeira vez, candidatos ao cargo de vereador não poderão concorrer por meio de coligações e somente poderá participar em chapa única dentro do partido ao qual é filiado.

- Na eleição proporcional é o partido que recebe os votos e não o candidato. O eleitor escolhe um dos concorrentes de determinado partido.

- O quociente eleitoral, como diz o nome, é o resultado de uma divisão: do número total de votos válidos apurados na eleição proporcional pelo número de vagas disponíveis na Câmara de Vereadores do município.

- Ou seja, o QE define o número de votos válidos necessários para que cada partido eleja ao menos um candidato.

- Em porto Alegre, considerando os votos válidos nas últimas eleições em 2016, o QE foi de 689.074/36 = 19140 (valor obtido pela divisão de votos válidos por números de cadeiras na Câmara).

- Portanto, se os números se repetissem em 2020, cada partido precisaria de 19 140 votos para cada cadeira na casa legislativa. 

- Uma vez definido o QE, o sistema proporcional então prevê outro cálculo, uma nova divisão, que é o cálculo do quociente partidário, divisão que vai definir quantas vagas caberá a cada partido. Esse cálculo é o total de votos válidos que o partido recebeu, dividido pelo quociente eleitoral.

- Voltando a eleição de 2016, o partido mais votado foi o MDB, com 86.490, que daria direito a 4,51 vagas, que é o quociente partidário. A fração cai, se igual ou inferior a 0,5 (meio), ou arredondando-se para 1 (um), se superior. No exemplo, o MDB fica com cinco vagas. 

- O quociente partidário indica o número de candidatos eleitos por partido. Os nomes dos candidatos eleitos serão aqueles que tiverem a maior votação individual dentro do partido. 

- A legislação diz ainda que o candidato para ser eleito deve ter um quantitativo mínimo de votos, correspondente a 10% do quociente eleitoral. No exemplo com os votos de 2016, o mínimo de votos para um candidato ser validado seria de 1914 votos.

Cálculo das sobras
- Em uma eleição proporcional, é possível que, após a distribuição das vagas entre os partidos, restem cadeiras para serem preenchidas, as chamadas “sobras”. Estas serão distribuídas por um cálculo conhecido como “Média”.

- A distribuição destas vagas que sobraram serão, segundo o dispositivo legal, os lugares não preenchidos com a aplicação do QP e a exigência de votação nominal mínima serão distribuídos por média.

- O cálculo será feito da seguinte forma: o número de votos válidos atribuídos a cada partido político será dividido pelo valor do quociente partidário somado às vagas obtidas por média mais um, cabendo à legenda “que apresentar a maior média (…), desde que tenha candidato que atenda à exigência de votação nominal mínima”,
- Média = votos válidos recebidos pelo partido /(vagas obtidas por QP + vagas obtidas por média) + 1.

- Esta operação será repetida quantas vezes forem necessárias até o preenchimento de todas as vagas.

 

Já estão disponíveis as informações dos candidatos em todo o País

Encerrado o prazo para o registro de candidaturas, completa-se o cadastro do DivulgaCandContas, sistema online com informações  dos candidatos que disputam as eleições municipais em todo o Brasil.

Qualquer eleitor pode acessar os dados no site do TSE ou dos tribunais regionais pelo link  divulgacandcontas.tse.jus.br.

A ferramenta permite consultar as candidaturas por município e cargo, acessar informações detalhadas sobre a situação dos candidatos que pediram registro de candidatura, bem como todos os dados declarados à Justiça Eleitoral, inclusive informações relativas às prestações de contas dos concorrentes.

À medida que os candidatos solicitam seus registros à Justiça Eleitoral, o TSE divulga todos os dados do concorrente no sistema.

Acesso

O sistema é disponibilizado na internet para todos os cidadãos. Para acessá-lo, não há necessidade de cadastro prévio ou autenticação de usuário. O acesso é simples e pode ser feito com apenas alguns cliques.

Basta clicar divulgacandcontas.tse.jus.br e selecionar o estado no mapa ou a sigla do estado a ser consultado.

Na página principal do sistema, o interessado encontrará o quantitativo total de candidaturas e os candidatos por cargo (prefeito, vice-prefeito e vereador).

No mapa do Brasil, é possível filtrar a pesquisa clicando na unidade da Federação e depois no cargo desejado.

Em seguida, aparecerá uma lista com todos os políticos que concorrem ao cargo no estado.

Selecionado o nome do candidato, é possível obter informações sobre o seu número, partido, composição da coligação que o apoia (se for o caso), nome que usará na urna, grau de instrução, ocupação, site do candidato, limite de gasto de campanha, proposta de governo, descrição e valores dos bens que possui, além de eventuais registros criminais.

Situação da candidatura

A situação do registro do candidato aparece ao lado da foto, além do tipo de eleição à qual ele está concorrendo e um guia sobre os termos, inclusive os jurídicos, utilizados para definir a situação dele perante a Justiça Eleitoral.

São três os principais termos utilizados na ferramenta. Quando o processo é registrado na Justiça Eleitoral, é informada a palavra “cadastrado” e, em seguida, “aguardando julgamento”. Isso significa que o candidato enviou o pedido de registro de candidatura, mas o pedido ainda não foi julgado, ou seja, o processo está tramitando e aguarda análise.

Após o processo ser apreciado pela Justiça Eleitoral, o registro pode ser considerado “apto” ou “inapto”. Caso o candidato preencha todas as condições de elegibilidade, isto é, não tenha nenhuma contestação e o pedido tenha sido acatado, a situação que aparecerá no sistema será “apto” e “deferido”.

Outro caso é quando o candidato aparece como apto, mas houve impugnações e a decisão é no sentido de negar o registro. Nesse caso, a situação será “apto”, e o complemento será “indeferido com recurso”.

Também existe o caso do candidato que apresentou o registro, e as condições de elegibilidade avaliadas foram deferidas pelo juiz; contudo, o Ministério Público Eleitoral (MPE) ou o partido recorreu da decisão. Nessa hipótese, a condição será “apto” e “deferido com recurso”.

Na situação de registro julgado como apto, ainda existem as possibilidades de “cassado com recurso” ou “cancelado com recurso”. Isso ocorre quando o candidato teve o registro cassado ou cancelado pelo partido ou por decisão judicial, porém apresentou recurso e aguarda uma nova decisão.

Por fim, também consta do sistema a condição de “inapto”, com os complementos: “cancelado”, quando o candidato teve o registro cancelado pelo partido; “cassado”; “falecido”; “indeferido”, quando o candidato não reuniu as condições necessárias ao registro; “não conhecimento do pedido”, candidato cujo o pedido de registro não foi apreciado pelo juiz eleitoral; e “renúncia”.

Módulo contas

O DivulgaCandContas também disponibiliza as informações relativas às prestações de contas dos candidatos das eleições. O usuário pode fazer a pesquisa das receitas dos concorrentes por doadores e fornecedores, além de acessar a relação dos maiores doadores e fornecedores de bens e/ou serviços a candidatos e partidos políticos.

Por meio do sistema ainda é possível consultar os limites de gastos por unidade da Federação, município e cargo, bem como as sobras e as dívidas de campanha por candidato e direção partidária.

As informações sobre as prestações de contas de campanha são disponibilizadas à medida que os recursos são declarados pelos candidatos no sistema.

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JÁ Eleições 2020 – Um guia seguro para o voto em Porto Alegre

Edição impressa dia 5 de novembro. Acompanhe aqui

Candidatos a prefeito de Porto Alegre podem gastar até R$ 6,6 milhões na campanha

Cada candidato ao cargo de prefeito em Porto Alegre poderá gastar até R$ 6.663.581,68 durante a campanha eleitoral deste ano.

O orçamento foi estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e correspondente aos limites de gastos que os candidatos deverão respeitar, em suas respectivas campanhas, atendendo ao que determina a Lei das Eleições.

Já para a eleição de vereadores, em Porto Alegre, o valor unitário é de R$ 489.142,84.

Segundo o TSE, o limite de gastos das campanhas dos candidatos a prefeito e a vereador deve equivaler ao limite para os respectivos cargos nas Eleições de 2016, atualizado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para as eleições deste ano, a atualização dos limites máximos de gastos atingiu 13,9%, que corresponde ao IPCA acumulado de junho de 2016 (4.692) a junho de 2020 (5.345).

Quem desrespeitar os limites de gastos fixados para cada campanha pagará multa no valor equivalente a 100% da quantia que ultrapassar o teto fixado, sem prejuízo da apuração da prática de eventual abuso do poder econômico.

Nas campanhas para segundo turno das eleições para prefeito, onde houver, o limite de gastos de cada candidato será de 40% do previsto no primeiro turno.

Além disso, o partido político e os candidatos estão obrigados a abrir conta bancária específica para registrar toda a movimentação financeira de campanha.

Os limites de todos os municípios brasileiros podem ser consultados neste link.

Despesas na campanha:

- O limite de gastos abrange a contratação de pessoal de forma direta ou indireta, que deve ser detalhada com a identificação integral dos prestadores de serviço, dos locais de trabalho, das horas trabalhadas, da especificação das atividades executadas e da justificativa do preço contratado.

- Entra também nesse limite a confecção de material impresso de qualquer natureza; aluguel de locais para a promoção de atos de campanha eleitoral; e despesas com transporte ou deslocamento de candidato e de pessoal a serviço das candidaturas.

- A norma abrange, ainda, despesas com correspondências e postais; instalação, organização e funcionamento de comitês de campanha; remuneração ou gratificação paga a quem preste serviço a candidatos e partidos; montagem e operação de carros de som; realização de comícios ou eventos destinados à promoção de candidatura; produção de programas de rádio, televisão ou vídeo; realização de pesquisas ou testes pré-eleitorais; criação e inclusão de páginas na internet; impulsionamento de conteúdo.

- Ainda de acordo com a Lei das Eleições, serão contabilizadas nos limites de gastos as despesas efetuadas pelos candidatos e pelos partidos que puderem ser individualizadas.

- Já os gastos com advogados e de contabilidade ligados à consultoria, assessoria e honorários, relacionados à prestação de serviços em campanhas eleitorais, bem como de processo judicial relativo à defesa de interesses de candidato ou partido não estão sujeitos a limites de gastos ou a tetos que possam causar dificuldade no exercício da ampla defesa. No entanto, essas despesas devem ser obrigatoriamente declaradas nas prestações de contas.

Fonte TSE

 

Ação social no Viaduto da Conceição e Vila Funil dá origem a projeto que ajuda famílias carentes

O “Projeto Simplesmente” começou em um  sopão para moradores de rua, no Viaduto da Conceição, uma das localidades onde há mais desabrigados em Porto Alegre.

“Naquele inverno rigoroso, a gente viu que precisava ajudar, ali foi o pontapé”, conta Nathan Barcellos, integrante/fundador do projeto.

Desde então as ações do grupo já ajudaram famílias vulneráveis em três comunidades – no Viaduto da Conceição (16/05) e (19/07), Vila São Vicente (Funil) no bairro Camaquã (26/07), e Bairro Ipê (23/08).

Foto via instagram

O projeto arrecada doações particulares e faz a prestação de contas em suas redes sociais. E também é disponibilizado cortes de cabelo e doação de roupas arrecadadas em brecho beneficente.

Numa de suas ações, o projeto contemplou mais de 80 famílias com kits completos de produtos de limpeza e de higiene pessoal, uma das principais carências das áreas mais pobres nesses tempos de pandemia.

Foto via Instagram

“Com a pandemia teve quem perdeu o emprego. Não recebemos nenhum tipo de ajuda governamental, nem o projeto e nem mesmo os moradores das comunidades. Mas acreditamos na empatia, se existem maneiras, mesmo que escassas, por que não ajudar?”, diz Nathan.

A causa já conseguiu parcerias, junto ao grupo Move Montanhas, que atua na Vila Funil e Força das Comunidades, do Bom Jesus. “Só posso agradecer minha família e as pessoas que colaboram com nossas ações, doando dinheiro ou produtos, o nosso muito obrigado!”, completa Nathan.

Para mais informações sobre futuras ações nas comunidades e doações ao projeto, o contato por telefone é (51) 991299940 ou via Instagram https://www.instagram.com/projeto.simplesmente/ 

Foto via instagram, integrantes do Projeto Simplesmente mais apoiadores

Bancários comemoram acordo: garantiram aumento, abono e participação nos lucros

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos vão assinar nesta sexta-feira, 4/9, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

O acordo só alcançado no último 31 de agosto, depois de dez rodadas de negociações, com forte mobilização e ameaça de greve por parte dos bancários, que consideram vitoriosa sua campanha salarial.

O acordo garante reajuste salarial e abono de R$ 2 mil em 2020, além da manutenção dos direitos da Convenção Coletiva, entre eles a Participação nos Lucros e Resultados, que os bancos queriam reduzir em 48%.

Para 2021, o acordo garante a reposição das perdas inflacionárias, peIo NPC acumulado no período (1º de setembro de 2020 a 31 de agosto de 2021) e aumento real de 0,5% para salários e demais verbas como vale-alimentação e vale-refeição, assim como para os valores fixos e tetos da PLR.

O acordo nacional será assinado na sexta-feira para que os bancos possam se organizar para efetuar o pagamento.

No caso do Banrisul, foi firmado um Acordo Coletivo de Trabalho à parte (ACT Específico) e a assinatura será na terça-feira, 8/9. O banco promete pagar a integralidade da PLR no dia 11/9.

DETALHES DO ACORDO

Todos os direitos das Convenções Coletivas de Trabalho foram mantidos.

Reajuste

Proposta inicial: Fenaban propôs reajuste ZERO.

Proposta final para 2020: Reajuste de 1,5% para salários + abono de R$ 2 mil para todos. Garante em 12 meses valores acima do que seria obtido apenas com a aplicação do INPC para salários até R$ 11.202,80, o que representa 79,1% do total de bancários (isso já considerando o pagamento de 13°, férias e FGTS). INPC sobre VR, VA, auxilio creche/babá, valores fixos e tetos da PLR.

Proposta final para 2021: Reposição da inflação + 0,5% de aumento real para salários e demais verbas, como VA, VR, auxílio-creche, valores fixos e tetos da PLR.

Participação nos Lucros

Como começou: Fenaban queria redução da Participaçao nos Lucros e Resultados (PLR) em até 48%.

Proposta final: Mantida a regra atual da PLR como está e corrigidos os valores fixos pela inflação (INPC 2020).

Exemplo: na primeira proposta um caixa ganharia, em média, R$ 9.950,62. Após a negociação ganhará, em média, R$ 10.888,19

Auxílios

Auxílio-refeição: de R$ 807,40 para R$ 829,52 (INPC). Proposta inicial: zero reajuste.

Auxílio-alimentação: de R$ 636,17 para R$ 653,52 (INPC). Proposta inicial: zero reajuste.

Cesta de Natal: de R$ 636,17 para R$ 653,52 (INPC). Proposta inicial: extinção.

Auxílio creche/babá: de R$ 488,61 para R$ 502,00 (INPC) Proposta inicial: zero reajuste.

Gratificação de função – A gratificação de função seria rebaixada de 55% para 50%. Conseguimos derrubar e manter a redação de 2018.

Home office – Todas os direitos previstos na CCT por dois anos também valem para esses trabalhadores que estiverem em teletrabalho.

Compromisso de que quem está em teletrabalho hoje permanecerá enquanto a pandemia perdurar.

Fonte: Contraf e Sindbancários RS

 

Governo vai imprimir R$ 90 bilhões em notas de 200 até o fim do ano: “Brasileiro está preferindo o dinheiro em espécie”, diz o Banco Central

A nota de R$ 200 começou a circular neste 2 de setembro.

Há explicações técnicas para a necessidade da nova nota, mas o senso popular ainda não entendeu os motivos, como indicam as piadas nas redes sociais.

Segundo o Banco Central (BC), será a sétima cédula da família de notas do Real e traz a imagem do lobo guará, espécie da fauna brasileira ameaçada de extinção.

Serão produzidas neste ano 450 milhões de unidades, num total de 90 bilhões de reais.

Um evento do Banco Central apresentou a nova cédula de R$ 200, em Brasilia.

Ela passa a valer imediatamente e começa a circular conforme a demanda.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, explicou que a nova cédula “é fundamental para evitar um eventual desabastecimento do papel-moeda frente ao aumento da demanda por dinheiro em espécie desde o início da pandemia do novo coronavírus”.

“O aumento foi verificado no Brasil desde o início da pandemia, mas não foi exclusividade do nosso país. Outras nações viveram fenômeno semelhante. Em momentos de incerteza, é natural que as pessoas busquem a garantia de uma reserva em dinheiro”, afirmou Campos Neto durante o discurso de lançamento do novo modelo.

A nota tem o mesmo formato e dimensões da cédula de R$ 20 (14,2cm x 6,5cm).

A decisão de manter o formato, segundo o BC, é para melhor adaptação aos caixas eletrônicos e demais equipamentos automáticos que aceitam e fornecem cédulas de dinheiro.

“Como estamos vivendo um momento sem precedentes na história, não há como prever se essa demanda por dinheiro em espécie continuará aumentando, e por quanto tempo. Esse momento se mostrou oportuno para o lançamento de uma cédula de maior valor, cujo pré-projeto já existia desde o lançamento da segunda família de cédulas, em 2010”, explicou Campos Neto.

Ao também justificar a necessidade da nova cédula, a diretora de administração do BC, Carolina de Assis Barros, explicou que a estimativa de papel-moeda projetada pelo Banco Central tornaria inviável a reposição com a impressão de novas notas de R$ 100.

Segundo ela, os cálculos do BC, em análise conservadora, estimavam a necessidade de um adicional de R$ 105,9 bilhões, em valor financeiro, que precisaria ser gerado em um espaço de cinco meses. Isso sem contar as encomendas de novas cédulas e moedas previstas para o ano, da ordem de R$ 64 bilhões, também em valor financeiro.

“A Casa da Moeda do Brasil possui um parque fabril dimensionado para as necessidades brasileiras conforme o padrão histórico verificado até aqui. No entanto, a fim de gerar maior volume financeiro em menor espaço de tempo, imprimir cédulas de R$ 100 não seria uma alternativa factível, pois a capacidade de produção da referida denominação em 2020 já estava integralmente adquirida”, explicou a diretora.

Características

A cédula de R$ 200 é impressa em papel fiduciário, que tem uma textura mais firme e áspera que o papel comum. Pelo tato, é possível sentir um alto-relevo em algumas áreas da nota, como nas legendas “Banco Central do Brasil” e “República Federativa do Brasil”, nos numerais impressos na frente e no verso, na faixa vertical de folhas, nas flores e no fruto, na efígie da República (frente) e no lobo-guará (verso).

Sob luz ultravioleta, é possível enxergar o número 200 na frente e a numeração vermelha do verso aparece na cor amarela. Além disso, pequenos fios coloridos se tornam visíveis. Ao colocar a nota na altura dos olhos, na posição horizontal, é possível ver o número 200 sob o desenho de um arbusto, no canto direito inferior da cédula, em sua face frontal.

A marca-d’água da nova cédula permite visualizar, se colocada contra a luz, a figura de um lobo-guará e o número 200, em tons que variam do claro ao escuro. Também ao posicionar a cédula contra a luz, o fio de segurança fica visível, próximo ao meio da nota.

A partir de hoje e até o final de setembro, o governo federal vai veicular uma campanha publicitária de apresentação da nova cédula de R$ 200 nos meios de comunicação e na internet.

O lobo-guará foi escolhido em pesquisa realizada pelo BC em 2001 para eleger quais espécies da fauna brasileira deveriam ser estampadas nas cédulas do país.

De acordo com o Banco Central, o lançamento da nova nota é uma forma de a instituição agir preventivamente para a possibilidade de aumento da demanda da população por papel moeda.

(Com a Agência Brasil)

NOTA DO REDATOR: A primeira versão desta matéria continha um cálculo equivocado no título. Os 450 milhões de cédulas de 200 reais que serão impressas até o fim do ano somam R$ 90 bilhões e não 900 bilhões como saiu na primeira versão.

Universidade não tem onde instalar equipamentos que herdou da Fundação de Ciência e Tecnologia

Um acordo na Justiça destinou para a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul todos os equipamentos e laboratórios da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), em processo de extinção desde 2016.

Problema agora é: para onde os aparelhos e equipamentos serão levados, uma vez que Uergs não possui espaço físico que comporte sua instalação?

Como forma de destravar a extinção da Cientec, o Governo do Estado aceitou destinar parte dos equipamentos da fundação pública de direito privado para a Universidade Estadual do RS (Uergs).

O acordo judicial, reivindicação liderada desde 2019 pelo Sindicato dos Engenheiros (Senge), foi homologado pela juíza Cristina Luisa Marquesan da Silva, no último dia 26 de agosto.

Além do Senge-RS, apoiam a iniciativa pró-reitores e professores da Uergs, além de pesquisadores da Cientec.

O problema agora, segundo o diretor do Senge, engenheiro civil João Leal Vivian, é achar um local para onde os equipamentos serão levados, uma vez que a universidade estadual não possui uma sede, um campus, que abrigue adequadamente esses equipamentos.

“É uma vitória potencializar a Universidade Estadual do RS para atender às demandas e políticas públicas nos eixos da energia, agricultura, meio ambiente, infraestrutura, tecnologia e inovação, mas agora temos outra questão para resolver que é a logística desses equipamentos, desinstalação e instalação”, destaca João Leal Vivian, diretor do Senge-RS.

Desde o dia 27 de dezembro de 2018, uma Ação Civil Pública, proposta pelo Ministério Público contra o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, suspendia os atos do processo de extinção da Cientec.

“Precisamos aguardar o planejamento do Governo do Estado para viabilizar a infraestrutura necessária para que a “Nova Uergs” esteja operacional o mais rápido possível. Será na sede da Cientec na Washington Luiz? Como se dará a desinstalação, transporte e instalação dos equipamentos? Qual o planejamento físico-financeiro para que tudo isso ocorra da melhor forma e com o menor dano ao patrimônio público do estado do RS?”, questiona Vivian.

Vários equipamentos que compõe laboratórios, hoje em poder do Cientec, não funcionam separadamente. Demanda toda uma infraestrutura física como uma sala climatizada, infraestrutura elétrica, de gases, sistema de exaustão e bancadas, por exemplo.

“São vários laboratórios e centenas de equipamentos, que demandam grande infraestrutura. Nada disso é falado no acordo judicial. E a operação desses equipamentos? Demandam equipe especializada e treinada, bem como insumos”, alerta Vivian.