{"id":82514,"date":"2020-04-01T06:36:50","date_gmt":"2020-04-01T09:36:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/?p=82514"},"modified":"2020-04-01T06:58:39","modified_gmt":"2020-04-01T09:58:39","slug":"1964-militares-tomam-o-poder-comeca-a-caca-aos-vencidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/1964-militares-tomam-o-poder-comeca-a-caca-aos-vencidos\/","title":{"rendered":"1964: Militares tomam o poder, come\u00e7a a ca\u00e7a aos vencidos"},"content":{"rendered":"<p>Consumado o golpe, o pais tinha um poder real, representado pelos chefes militares, e um poder formal encarnado pelo presidente do Congresso, Rainieri Mazzilli, que dava apar\u00eancia de normalidade pol\u00edtica ao processo.<\/p>\n<p>As \u201cinstitui\u00e7\u00f5es\u201d seguiam funcionando, como diziam.<\/p>\n<p>Os generais insistiam no discurso do \u201cgolpe preventivo\u201d e, por um certo tempo, acreditou-se que eles voltariam aos quart\u00e9is.<\/p>\n<p>\u201cTodos n\u00f3s ach\u00e1vamos que era uma quest\u00e3o de dias\u201d, disse depois o ex-prefeito Sereno Chaise, um dos primeiros a ser preso, em Porto Alegre.<\/p>\n<p>\u201cBrizola, escondido num apartamento no centro de Porto Alegre, na primeira semana ainda fazia planos para voltar a ocupar sua cadeira de deputado em Bras\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>O primeiro \u201cato institucional\u201d, estabelecendo puni\u00e7\u00f5es aos &#8220;inimigos da revolu\u00e7\u00e3o\u201d, deveria ser o \u00fanico e inicialmente foi cogitado como uma medida do Congresso, uma \u201cquebra moment\u00e2nea da normalidade\u201d para poder afastar os indesejados \u2013 subversivos e corruptos.<\/p>\n<p>Foi editado no dia 9 de abril de 1964: elei\u00e7\u00e3o indireta para presidente, prazo para cassa\u00e7\u00e3o de pol\u00edtico e exonera\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>No dia seguinte sai a lista com os primeiros cem cassados pol\u00edticos, come\u00e7ando por Luiz Carlos Prestes, Jo\u00e3o Goulart, J\u00e3nio Quadros, Miguel Arraes, Darcy Ribeiro e encerrando com Jos\u00e9 Anselmo dos Santos, o controvertido \u201cCabo Anselmo\u201d.<\/p>\n<p>Em seguida come\u00e7aram as pris\u00f5es e cassa\u00e7\u00f5es em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Viol\u00eancia continuada<\/strong><\/p>\n<p>As tropas que marcharam de Minas n\u00e3o precisaram dar um tiro para derrubar o presidente.<\/p>\n<p>Mas as tentativas de pris\u00e3o e a repress\u00e3o a manifesta\u00e7\u00f5es populares resultaram em sete mortes no pa\u00eds,\u00a0 j\u00e1 no dia primeiro de abril.<\/p>\n<p>No dia 4, um crime hediondo foi encoberto: o tenente coronel Alfeu Monteiro\u00a0 que apoiava o governo de Jo\u00e3o Goulart,\u00a0 foi metralhado na sala do comando da Base A\u00e9rea de Canoas, no Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>Em Recife, o l\u00edder comunista Greg\u00f3rio Bezerra foi amarrado a um jipe e arrastado, s\u00f3 de cal\u00e7\u00e3o, pelas ruas.<\/p>\n<p>Em\u00a0 6 de maio, um memorando\u00a0 do Departamento de Estado Dos EUA \u00e0 Casa Branca calcula que os presos naquela data eram \u201cpouco mais de cinco mil\u201d. Nas embaixadas havia filas de pedidos de asilo.<\/p>\n<p>Os jornais publicam listas de \u201cpol\u00edticos cassados\u201d, \u201cfuncion\u00e1rios exonerados\u201d. Milhares de militares s\u00e3o expurgados das For\u00e7as Armadas.<\/p>\n<p>Casos de morte s\u00e3o encobertos. Eduardo Barreto Leite, sargento do Ex\u00e9rcito, pulou do s\u00e9timo andar de um pr\u00e9dio no Rio, no m\u00eas de abril de 1964. A fam\u00edlia nunca aceitou a tese de suic\u00eddio. O zelador disse que ele foi arremessado por cinco homens que invadiram o seu apartamento.<\/p>\n<p>O capit\u00e3o Darcy Jos\u00e9 dos Santos Mariante apoiava o PTB de Jango e Brizola. Preso e torturado no 1\u00ba.Batalhao da PM em Porto Alegre em 1965. Em 1966 suicidou-se com um tiro na frente da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>O jornalista Elio Gaspari anota 13 mortes ao longo de 1964, entre elas a do sargento Bernardino Saraiva &#8220;que se matou com um tiro na cabe\u00e7a depois de ferir um soldado da escolta que fora prend\u00ea-lo em S\u00e3o Leopoldo\u201dno dia 14 de abril.<\/p>\n<p>A lista de militares cuja morte n\u00e3o foi esclarecida tem 27 nomes,\u00a0 cinco do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>A partir de 1968, quando \u201co regime assumiu sua natureza\u00a0 ditatorial\u201d, com o AI5 , a viol\u00eancia dos primeiros eventos de 1964\u00a0 foi sendo esquecida, como se fossem casos pontuais, acidentes de trabalho.<\/p>\n<p>Na verdade, a viol\u00eancia contra os vencidos era intr\u00ednseca e continuada, desde o in\u00edcio:\u00a0 \u201cAs torturas foram o molho dos inq\u00faeritos levados a efeito nos desv\u00e3os do DOPS ou dos quart\u00e9is&#8230; Castello foi fraco,\u201d registra o general Olympio Mour\u00e3o Filho,\u00a0 ao tempo em que era ministro do STM.<\/p>\n<p>Era pouco<\/p>\n<p>Castello Branco ficou 32 meses na presid\u00eancia. Assinou tr\u00eas atos institucionais, 37 atos complementares, cassou cerca de 500 pessoas e demitiu 2 mil.<\/p>\n<p>Era pouco. Quando j\u00e1 estava fora do poder, Castello confidenciou a seu ex-lider no Senado, Daniel Krieger: \u201cUm grupo dentro do atual governo deseja partir para a exce\u00e7\u00e3o e a ditadura\u201d.<\/p>\n<p>Foram tr\u00eas levas de cassa\u00e7\u00f5es de mandatos e direitos pol\u00edticos. Primeiro os not\u00f3rios \u201csubversivos\u201d e \u201ccorruptos\u201d. N\u00e3o ficava claro quem era quem.\u00a0 Preso nos primeiros dias, o deputado Wilson Vargas ainda tinha humor para brincar com\u00a0 quem ia visit\u00e1-lo na pris\u00e3o: \u201cAqui tem corruptos e subversivos, eu sou subversivo\u201d.<\/p>\n<p>Depois foram cassados os grupos submetidos a inqu\u00e9ritos policiais militares, depois as cassa\u00e7\u00f5es puramente pol\u00edticas, em que os punidos n\u00e3o sabiam de que eram acusados.<\/p>\n<p>Nesse ciclo se inserem as oito cassa\u00e7\u00f5es de 1966, feitas exclusivamente para dar maioria ao governo na Assembl\u00e9ia Legislativa, que acabou elegendo o coronel Peracchi Barcelos ao governo do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, a primeira lista de cassados saiu a oito de maio, com o nome de cinco prefeitos do PTB. Estava no Di\u00e1rio Oficial, ato do presidente, e ningu\u00e9m sabia o que fazer.\u00a0 \u201cFui para a prefeitura fiquei esperando, n\u00e3o veio ningu\u00e9m\u201d, conta Sereno Chaise, rec\u00e9m eleito prefeito de Porto Alegre. Dias depois foi preso por um m\u00eas sem que lhe acusassem de nada.<\/p>\n<p>A escola que foi pres\u00eddio<\/p>\n<p>A escola que serviu de pris\u00e3o nos primeiros meses do regime militar, est\u00e1 assinalada com uma placa e uma inscri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O ato ocorreu no exato dia 23 de abril de 2014, para marcar o dia\u00a0 em que, h\u00e1 50 anos, entraram ali os primeiros sargentos da Brigada Militar, removidos das pris\u00f5es nos quart\u00e9is, onde se temia uma rea\u00e7\u00e3o dos nacionalistas\/brizolistas.<\/p>\n<p>A escola, rec\u00e9m-constru\u00edda na \u00e9poca, por falta de equipamento estava sem uso. Foi transformada tempor\u00e1riamente em Pres\u00eddio Militar Especial. Funcionou oito meses como pris\u00e3o pol\u00edtica. Atualmente \u00e9 o\u00a0 Grupo Escolar Paulo da Gama, onde estudam 1.400 alunos em dois turnos.<\/p>\n<p>Sete sobreviventes e tr\u00eas vi\u00favas, dos 86 militares que ali estiveram encarcerados, compareceram ao ato simb\u00f3lico, dirigido pelo presidente do Movimento de Justi\u00e7a e Direitos Humanos, Jair Kritschke, e com a presen\u00e7a do prefeito de Porto Alegre, Jos\u00e9 Fortunati.<\/p>\n<p>A placa foi decerrada na cal\u00e7ada \u00e0 frente\u00a0 do pr\u00e9dio, n\u00famero 555 da rua Silvado, no bairro Partenon.\u00a0 O intenso tr\u00e1fego de ve\u00edculos no local perturbou a r\u00e1pida cerim\u00f4nia, mas n\u00e3o tirou a emo\u00e7\u00e3o dos relatos e a veem\u00eancia dos discursos de f\u00e9 democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Aos 86 anos, o coronel Emilio Neme, ex-chefe da Casa Militar de Brizola, era o centro das aten\u00e7\u00f5es. Amparado por um andador,\u00a0 era abra\u00e7ado com emo\u00e7\u00e3o pelos antigos comandados. &#8220;Tudo o que n\u00f3s fizemos foi defendendo nosso pa\u00eds. N\u00f3s arriscamos a nossa vida!&#8221;, explicou o coronel.<\/p>\n<p>Ao seu lado o filho, S\u00e9rgio, que com dez anos o visitava na pris\u00e3o, lembrou: \u201cEu via ele aqui, ficava com medo, n\u00e3o sabia o que estava acontecendo\u201d.<\/p>\n<p>Em entrevista ao\u00a0Jornal do Com\u00e9rcio, o capit\u00e3o\u00a0Reginaldo Ives da Rosa Barbosa contou que 50 anos ap\u00f3s sua pris\u00e3o, ainda carrega cicatrizes de baioneta em suas costas. Lembrou seu tio Danilo Elizeu Gon\u00e7alves, j\u00e1 falecido, preso junto com ele. Sua filha, Dalila Gon\u00e7alves, presente ao ato, chorou. A diretora da Escola, Nilse Christ Trennetohl, ficou emocionada durante a cerim\u00f4nia. &#8220;\u00c9 dif\u00edcil, mas um lado se alegra, pois \u00e9 muito bom que agora se possa falar\u201d.<\/p>\n<p>A placa identificando a antiga pris\u00e3o \u00e9 parte do projeto Marcas da Mem\u00f3ria, do Movimento Justi\u00e7a e Direitos Humanos com a prefeitura de Porto Alegre, para identificar todos os locais que serviram para pris\u00e3o e tortura durante a ditadura.<\/p>\n<p>Alguns n\u00fameros<\/p>\n<p>1964 e 1966:<br \/>\n\u2022 Cerca de 2 mil funcion\u00e1rios p\u00fablicos foram demitidos ou aposentados compuls\u00f3riamente<br \/>\n\u2022 386 pol\u00edticos tiveram seus mandatos cassados por dez anos<br \/>\n\u2022 421 oficiais foram punidos com passagem compuls\u00f3ria para a reserva, transformando-se em mortos vivos, com pagamento de pens\u00e3o aos familiares<br \/>\n\u2022 Outros 200 oficiais se retiraram, 24 generais foram expurgados<br \/>\n\u2022 Nos sindicatos e associa\u00e7\u00f5es foram expurgadas um total de 10 mil pessoas<\/p>\n<p>Ao encerrar suas atividades, em novembro de 1964, a Comis\u00e3o Geral de Investiga\u00e7\u00f5es divulga os seguintes n\u00fameros:<br \/>\n\u2022 1.110 processos envolvendo 2.176 pessoas.<br \/>\n\u2022 O IPM sobre a Rebeli\u00e3o dos Marinheiros, indiciou 839, levou 284 a julgamento e terminou com 249 condenados, \u201ctodos com penas superiores a cinco anos de pris\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Os cassados no RS<\/p>\n<p>Em 8 de maio de 1964, al\u00e9m dos cinco prefeitos, tamb\u00e9m foram presos e tiveram seus mandatos cassados oito deputados estaduais e 12 suplentes, todos do PTB:<br \/>\n\u2022 Jos\u00e9 Lamaison Porto<br \/>\n\u2022 Jo\u00e3o Caruso Scuderi<br \/>\n\u2022 Wilson Vargas da Silveira<br \/>\n\u2022 Justino Costa Quintana<br \/>\n\u2022 Antonio Sim\u00e3o Visintainer<br \/>\n\u2022 Breno Orlando Burmann<br \/>\n\u2022 Rubem Dario Porciuncula<br \/>\n\u2022 Suplentes: H\u00e9lio Carlomagno, Edson Medeiros, Jair de Mora Calixto, Nelson Amorelli Viana, Guilherme do Vale Tonniges, Bruno Segala, Fulvio Celso Petracco, Vicente Martins Real, Carlos Lima Aveline, Alberto Schroetter, Jorge Alberto Campezatto e Otomar Ataliba Dillenburg.<\/p>\n<p>Isso foi s\u00f3 o come\u00e7o.<\/p>\n<p>(Textos publicados originalmente na Revist J\u00c1 )<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Consumado o golpe, o pais tinha um poder real, representado pelos chefes militares, e um poder formal encarnado pelo presidente do Congresso, Rainieri Mazzilli, que dava apar\u00eancia de normalidade pol\u00edtica ao processo. 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