{"id":92079,"date":"2022-03-31T01:26:31","date_gmt":"2022-03-31T04:26:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/?p=92079"},"modified":"2022-03-31T10:59:14","modified_gmt":"2022-03-31T13:59:14","slug":"31-de-marco-de-1964-general-conta-em-seu-diario-como-deflagrou-o-golpe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/31-de-marco-de-1964-general-conta-em-seu-diario-como-deflagrou-o-golpe\/","title":{"rendered":"31 de mar\u00e7o de 1964: general conta em seu di\u00e1rio como deflagrou o golpe, pelo telefone"},"content":{"rendered":"<p>A uma e meia da madrugada de 31 de mar\u00e7o de 1964, general Olympio Mour\u00e3o Filho desiste de tentar dormir e retoma as anota\u00e7\u00f5es em seu di\u00e1rio*.<\/p>\n<p>Repassa as \u00faltimas 48 horas, vividas sob grande tens\u00e3o.<\/p>\n<p>H\u00e1 quase uma semana ele se considera pronto para o golpe, mas desconfia que o est\u00e3o traindo.<\/p>\n<p>Esperava um manifesto do governador de Minas, Magalh\u00e3es Pinto, que seria a senha para colocar as tropas na rua.<\/p>\n<p>Em vez de mandar o texto para ele antes, o governador entregou o manifesto \u00e0 imprensa. E o conte\u00fado n\u00e3o era o que haviam combinado!<\/p>\n<p>\u201cEu estava uma verdadeira f\u00faria\u201d, anotou. \u201cMeu peito do\u00eda de rachar. Tive que por uma p\u00edlula de trinitrina embaixo da l\u00edngua\u201d<\/p>\n<p>Olympio Mour\u00e3o Filho, general de tr\u00eas estrelas, est\u00e1 em sua casa, em Juiz de Fora, onde h\u00e1 sete meses comanda a poderosa 4.a\u00a0 Regi\u00e3o Militar, uma das principais for\u00e7as terrestres do Ex\u00e9rcito brasileiro. Est\u00e1 mesmo descontrolado:<\/p>\n<p>&#8220;Idiotas. O chefe militar sou eu. Magalh\u00e3es n\u00e3o ter\u00e1 desculpa perante a Hist\u00f3ria&#8230;e o Guedes ( general Carlos Lu\u00eds Guedes, comandante em Belo Horizonte), um falastr\u00e3o vaidoso que aceitou um papel triste&#8230; Fizeram isso, bancando os her\u00f3is porque sabiam que eu era a pr\u00f3pria revolu\u00e7\u00e3o. Do contr\u00e1rio n\u00e3o se atreveriam a dar um passo irrespons\u00e1vel, arriscando uma revolu\u00e7\u00e3o t\u00e3o bem planejada, num momento de vaidade&#8221;<\/p>\n<p>Depois da explos\u00e3o, acalma-se:.<\/p>\n<p>\u201cAcendi o cachimbo e pensei: n\u00e3o estou sentindo nada e, no entanto, em poucas horas deflagrarei um movimento que poder\u00e1 ser vencido porque sai pela madrugada e ter\u00e1 que parar no caminho.\u00a0 N\u00e3o faz mal&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Em seu plano original, Mour\u00e3o previa sair no in\u00edcio da noite, com 2.300 homens, para chegar ao Rio de Janeiro antes de clarear o dia e tomar de surpresa o pr\u00e9dio do Minist\u00e9rio da Guerra e o Pal\u00e1cio das Laranjeiras, onde se encontrava o presidente Jo\u00e3o Goulart.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma semana \u201cestava pronto\u201d, mas vinha sendo retardado pelas manobras do governador Magalh\u00e3es que, mineiramente, temia se envolver numa aventura.<\/p>\n<p>Mour\u00e3o ainda fazia anota\u00e7\u00f5es em seu di\u00e1rio, quando tocou a campainha de sua casa. Eram dois emiss\u00e1rios do governador.<\/p>\n<p>Vinham dizer que Magalh\u00e3es j\u00e1 havia \u201cdado o passo\u201d, Minas se levantara contra Goulart. \u00a0Com aquele manifesto amb\u00edguo?<\/p>\n<p>Impaciente, ele os despacha rapidamente e volta ao di\u00e1rio, sente que est\u00e3o lhe passando a perna:<\/p>\n<p>\u201cVou partir para a luta \u00e0s cinco da manh\u00e3&#8230;\u00a0 Ningu\u00e9m me deter\u00e1. Morrerei lutando. Nosso sangue impedir\u00e1 a escraviza\u00e7\u00e3o do Brasil. Por consequ\u00eancia seremos, em \u00faltima an\u00e1lise, vitoriosos ! E o mais curioso de tudo isto \u00e9 que, passada a raiva (j\u00e1 estou normal, bebi \u00e1gua e caf\u00e9) n\u00e3o sinto nada, nem medo, nem coragem, nem entusiasmo, nem tristeza, nem alegria. Estou neutro\u201d<\/p>\n<p>Anotou alguns nomes num papel e, quando o rel\u00f3gio marcou cinco horas, chamou a telefonista de plant\u00e3o na central de Juiz de Fora: \u201cQuero prioridade absoluta e r\u00e1pida para as liga\u00e7\u00f5es que vou pedir. Estou mandando a PM ocupar a Esta\u00e7\u00e3o e a senhorita n\u00e3o diga palavra a ningu\u00e9m\u201d.<\/p>\n<p>Considerou-se em a\u00e7\u00e3o: \u201cEu j\u00e1 havia desencadeado a Opera\u00e7\u00e3o Sil\u00eancio\u201d, anotou.<\/p>\n<p>No primeiro telefonema tentou alcan\u00e7ar o coronel Everaldo Silva, que estava de prontid\u00e3o no QG&#8230;&#8221;O telefone estava enqui\u00e7ado. T\u00f5cou ent\u00e3o para o\u00a0 major C\u00farcio e mandou desencadear a &#8220;Opera\u00e7\u00e3o Popeye&#8221;, o plano militar que ele, Mour\u00e3o, havia tra\u00e7ado e ao qual batizara com o apelido que ganhara no quartel, pelo uso constante do cachimbo.<\/p>\n<p>Em seguida,\u00a0 convocou os coron\u00e9is Jaime Portela e Ramiro Gon\u00e7alves para que se apresentassem imediatamente no quartel (nenhum dos dois apareceu; Mour\u00e3o foi encontr\u00e1-los dois dias depois, quando chegou ao Rio, no gabinete do general Costa e Silva, que j\u00e1 havia assumido o comando militar do levante).<\/p>\n<p>A seguir,\u00a0 ligou para o almirante Silvio Heck, comandante da Marinha: disse que estava partindo em dire\u00e7\u00e3o ao Rio, para depor o presidente.<\/p>\n<p>Em seguida alcan\u00e7ou o deputado Armando Falc\u00e3o , para que avisasse Carlos Lacerda,\u00a0 governador da Guanabara, \u00a0o mais not\u00f3rio inimigo do\u00a0 governo Goulart.<\/p>\n<p>Falc\u00e3o,\u00a0 astuto conspirador,\u00a0 ligou para o general Castello Branco, que era o l\u00edder militar da insurrei\u00e7\u00e3o e que evitara sempre se envolver com Mour\u00e3o.<\/p>\n<p>Castello, que n\u00e3o tinha tropas, tentou falar com Amaury Kruel, o comandante do II Ex\u00e9rcito, a maior for\u00e7a\u00a0 militar do pa\u00eds. \u201cIsso n\u00e3o passa de uma quartelada do Mour\u00e3o, n\u00e3o entro nessa\u201d, disse Kruel, quando foi alcan\u00e7ado por emiss\u00e1rios.<\/p>\n<p>Nesse meio tempo, Castello recebeu uma liga\u00e7\u00e3o do general Antonio Carlos Muricy, \u201cconspirador tonitroante\u201d, mas sem comando.<\/p>\n<p>Muricy diz que foi chamado a Minas por Mour\u00e3o, que est\u00e1 rebelado. Castello aconselha que v\u00e1 \u201cpara prevenir qualquer bobagem\u201d.<\/p>\n<p>Enquanto isso, Mour\u00e3o segue anunciando o golpe por telefone. Ao final de sua saraivada de chamadas, \u00a0fez quest\u00e3o\u00a0 de registrar que \u201cestava de pijama e roup\u00e3o de seda vermelho\u201d.<\/p>\n<p>E\u00a0 n\u00e3o esconde o\u00a0 \u201corgulho pela originalidade\u201d:<\/p>\n<p>\u201cCreio ter sido o \u00fanico homem no mundo (pelo menos no Brasil) que desencadeou uma revolu\u00e7\u00e3o de pijama\u201d.<\/p>\n<p>Subiu um lance de escada at\u00e9 o quarto onde estava seu amigo Antonio Neder, \u201cque dormia como um santo\u201d. Gritou: \u00a0\u201cAcabo de revoltar a\u00a0 4a Divis\u00e3o de Infantaria e a\u00a0 4\u00aa Regi\u00e3o Militar\u201d.<\/p>\n<p>O amigo \u201centre espantado e incr\u00e9dulo\u201d, perguntou: \u201cVoc\u00ea agiu certo? Tem elementos seguros?\u201d.<\/p>\n<p>Mour\u00e3o responde: \u201cVoc\u00eas, paisanos, n\u00e3o entendem disso\u201d. Eu estou agindo\u00a0 certo, pode crer\u201d.\u00a0 Na verdade n\u00e3o tinha certeza de nada, nem mesmo se conseguiria tirar suas tropas do quartel.<\/p>\n<p>Entrou no banheiro,\u00a0 fez a barba e leu alguns salmos da B\u00edblia, como fazia todos os dias. Estava aberta no vers\u00edculo 37, o Salmo de David : \u201cA prosperidade dos pecadores acaba e somente os justos ser\u00e3o felizes\u201d.<\/p>\n<p>Leu e transcreveu em seu di\u00e1rio o salmo\u00a0 inteiro:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o te indignes por causa dos malfeitores , nem tenhas inveja\u00a0 dos que obram em iniquidade. Por que cedo ser\u00e3o\u00a0 ceifados como erva e murchar\u00e3o como a verdura. Confia no senhor e faze o bem: habitar\u00e1s na terra, e verdadeiramente ser\u00e1s alimentado. Deixa a ira e abandona o furor, n\u00e3o de indignes para fazer o mal\u201d.<\/p>\n<p>A leitura da B\u00edblia remete o general \u00e0 rua doutor Bozzano, em Santa Maria, 1522, onde morava em mar\u00e7o de em 1962, onde tomou sua decis\u00e3o de impedir a tomada do Brasil pelo &#8220;comunismo de Brizola&#8221;.<\/p>\n<p>Ele vinha contando os dias: foram dois anos dois meses e 23 dias desde o in\u00edcio de sua conspira\u00e7\u00e3o, em Santa Maria, at\u00e9 ali naquele banheiro de onde ia partir para derrubar o governo.<\/p>\n<p>\u201cEu era um homem realizado e feliz. N\u00e3o pude deixar de ajoelhar-me no banheiro e agradeci a Deus a minha felicidade, havia chegado a hora de jogar a carreira e a vida pelo Brasil!\u201d<\/p>\n<p>Entrou no chuveiro, banhou-se calmamente. S\u00f3 ent\u00e3o vestiu o uniforme de campanha e foi tomar caf\u00e9 com Maria, sua mulher (\u201cN\u00e3o consigo me lembrar se o Neder tomou caf\u00e9 conosco\u201d, diz ele nos registros que fez dias depois).<\/p>\n<p>A essa altura a not\u00edcia de um golpe militar se espalhava rapidamente, mas o comandante \u00a0do levante ainda n\u00e3o sa\u00edra de casa.<\/p>\n<p>\u201cA insurrei\u00e7\u00e3o estava envolta numa nuvem que se parecia ora com uma quartelada sem futuro ora com uma tempestade de boatos\u201d(Gaspari).<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>O fechamento do aeroporto de Brasilia pouco depois das nove horas da manh\u00e3 do dia 31, confirmou a boataria. O governo acionava seu dispositivo de seguran\u00e7a para conter um golpe.<\/p>\n<p>Por volta das dez horas, ainda sem saber direito o que realmente estava acontecendo, o general Castello Branco, saiu de seu apartamento, em Ipanema, no Rio.<\/p>\n<p>Foi \u00a0para o Minist\u00e9rio da Guerra, \u00a0no centro, onde tinha seu gabinete de trabalho, no sexto andar.\u00a0 De l\u00e1 ainda insistiu com o general Carlos Lu\u00eds Guedes, comandante em\u00a0 Belo Horizonte,\u00a0 e o governados Magalh\u00e3es Pinto para que detivessem \u00a0Mour\u00e3o. \u201cSen\u00e3o voltarem agora ser\u00e3o derrotados\u201d.<\/p>\n<p>Guedes, depois em suas mem\u00f3rias, tentou associar-se \u00e0 iniciativa de Mour\u00e3o, dizendo que \u00e0quela hora tamb\u00e9m j\u00e1 estava rebelado, mas a verdade \u00e9 que at\u00e9 aquele momento Mour\u00e3o estava sozinho, e\u00a0 assim continuaria um bom tempo.<\/p>\n<p>Guedes naquelas alturas ainda\u00a0 tentava saber se os americanos estavam dispostos a ajudar imediatamente com \u201cblindados, armamentos leves e pesados , muni\u00e7\u00f5es, combust\u00edveis, aparelhagens de comunica\u00e7\u00f5es&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>Para mais tarde, informou, precisaria de equipamento para\u00a0 50 mil homens!<\/p>\n<p>Ao meio dia, j\u00e1 se movimentavam tropas do governo para atacar Mour\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNa avenida Brasil principal sa\u00edda do Rio e caminho para Juiz de Fora, marchavam duas colunas de caminh\u00f5es.\u00a0 Numa iam 25 carros cheios de soldados, rebocando canh\u00f5es de 120 mm&#8230;Noutra, em\u00a0 22 carros ia o Regimento Sampaio, o melhor contingente de infantaria da Vila Militar. De Petr\u00f3polis, a meio caminho entre o Rio e Mour\u00e3o, partira o\u00a0 1\u00ba.Batalh\u00e3o de Ca\u00e7adores\u201d (Gaspari).<\/p>\n<p>Fardado, de capacete, Mour\u00e3o foi fotografado no in\u00edcio da tarde, no QG da 4\u00aa. Divis\u00e3o de Infantaria.<\/p>\n<p>No Rio correu o boato que o dispositivo militar do governo, mandara prender Castello Branco.\u00a0 Sessenta oficiais da Escola Militar da Praia Vermelha formaram um comando para proteg\u00ea-lo. Os expedicion\u00e1rios instalaram-se no sexto andar, em torno de Castello\u00a0 .<\/p>\n<p>\u201cDesligaram os elevadores principais e bloquearam as passagens de quatro pavimentos. A revolta controlava os corredores do quinto ao oitavo andar, enquanto o governo funcionava no resto\u201d.<\/p>\n<p>No d\u00e9cimo andar,\u00a0 o gabinete do ministro da Guerra estava vazio, ele estava hospitalizado.<\/p>\n<p>Quando os carros de choque da Pol\u00edcia do Ex\u00e9rcito chegaram \u00a0para desalojar os revoltosos, eles j\u00e1 estavam fora.<\/p>\n<p>Castello, acompanhado do\u00a0 general Ernesto Geisel\u00a0 j\u00e1 estavam alojados num &#8220;aparelho&#8221;, comandando\u00a0 no golpe.<\/p>\n<p>Chamado por Mour\u00e3o, o general Antonio Carlos Muricy fora\u00a0 incumbido de chefiar a vanguarda da tropa que desceria em dire\u00e7\u00e3o ao Rio.<\/p>\n<p>Ao inspecionar os homens de que dispunha, Muricy \u00a0percebeu que mais da metade eram recrutas e a muni\u00e7\u00e3o dava para poucas horas.<\/p>\n<p>Enquanto isso, Mour\u00e3o enfrentava dificuldades para levar as tropas \u00e0 rua. O comandante do\u00a0 10\u00ba Regimento de Infantaria,\u00a0 coronel Cl\u00f3vis Calv\u00e3o n\u00e3o apoiava o levante.\u00a0 Mour\u00e3o contornou o impasse dando f\u00e9rias ao coronel, colocando um dos seus no lugar.<\/p>\n<p>Dois outros coron\u00e9is e o comandante da Escola de Sargento de Tr\u00eas Cora\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m recha\u00e7aram a ordem de botar a tropa na rua e foram para casa.<\/p>\n<p>Nada disso influiu no apetite do general. A uma da tarde, ele foi para casa almo\u00e7ar e n\u00e3o dispensou sequer a sesta.<\/p>\n<p>\u201cTinham-se passado oito horas\u00a0 desde o momento em que se considerara insurreto. Salvo os disparos telef\u00f4nicos e a movimenta\u00e7\u00e3o de um pequeno esquadr\u00e3o de reconhecimento que avan\u00e7ara algumas dezenas de quil\u00f4metros, sua tropa continuava onde sempre estivera: em Juiz de Fora.\u201d (Gaspari)<\/p>\n<p>O embaixador americano soube da rebeli\u00e3o a essa hora.\u00a0 Imediatamente avisou o Departamento de Estado: \u201c(&#8230;) pode ser a \u00faltima hora para apoiar uma a\u00e7\u00e3o contra Goulart\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEle n\u00e3o \u00e9 bem visto no Ex\u00e9rcito e provavelmente n\u00e3o liderar\u00e1 uma conspira\u00e7\u00e3o contra o governo, em parte porque n\u00e3o tem muitos seguidores. \u00c9 visto como uma pessoa que fala mais do que pode fazer\u201d.(Documento do Departamento de Estado ao secret\u00e1rio Dean Rusk de 31 de mar\u00e7o).<\/p>\n<p>O general Mour\u00e3o ainda \u00e9 um personagem enigm\u00e1tico e seu papel no golpe n\u00e3o est\u00e1 bem dimensionado.\u00a0 Ele se considerava o mentor, o realizador de tudo, o que certamente n\u00e3o foi.<\/p>\n<p>Em janeiro de 1962, quando ele se declarou em conspira\u00e7\u00e3o,\u00a0 o movimento para depor o governo\u00a0 j\u00e1 funcionava a pleno no Rio de Janeiro. Ele mesmo tentou se integrar\u00a0 ao grande movimento conspirat\u00f3rio, mas por\u00a0 se considera &#8220;o comandante&#8221; e por ser indiscreto em seus atos e palavras, foi sendo afastado. Ele mesmo registra isso em seu di\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para o historiador H\u00e9lio Silva, Mour\u00e3o era um \u201chomem bom, sofredor, pitoresco, capaz de assomos de c\u00f3lera\u201d.<\/p>\n<p>Em suas mem\u00f3rias, Mour\u00e3o Filho diz que foi \u201cacordado\u201d para o perigo comunista num jantar oferecido ao governador Leonel Brizola, quando este falou de seus planos a ele e ao general Osvino Ferreira Alves, comandante do I Ex\u00e9rcito, brizolista, que passava suas f\u00e9rias em Santa Maria, em 1962.<\/p>\n<p>Brizola havia frustrado a primeira tentativa de golpe com o movimento da &#8220;Legalidade&#8221;, um ano antes, e se preparava para disputar a sucess\u00e3o de Jo\u00e3o Goulart.<\/p>\n<p>Na vers\u00e3o de Mour\u00e3o, o golpe foi contra Brizola, mais do que contra Jango,<\/p>\n<p>*<em>&#8220;Di\u00e1rio de um revolucion\u00e1rio&#8221;, Olympio Mour\u00e3o Filho, L&amp;PM Editores, 1978.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A uma e meia da madrugada de 31 de mar\u00e7o de 1964, general Olympio Mour\u00e3o Filho desiste de tentar dormir e retoma as anota\u00e7\u00f5es em seu di\u00e1rio*. 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