{"id":96668,"date":"2023-12-12T22:16:39","date_gmt":"2023-12-13T01:16:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/?p=96668"},"modified":"2024-01-16T19:53:22","modified_gmt":"2024-01-16T22:53:22","slug":"entrevista-jair-krischke-o-risco-de-se-perder-a-memoria-das-ditaduras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/entrevista-jair-krischke-o-risco-de-se-perder-a-memoria-das-ditaduras\/","title":{"rendered":"Entrevista Jair Krischke: O risco de se perder a mem\u00f3ria das ditaduras"},"content":{"rendered":"<p>Jair Krischke, 85 anos, presidente do Movimento de Justi\u00e7a e Direitos Humanos, \u00e9 personagem do document\u00e1rio &#8220;Imprescind\u00edvel&#8221;, que ser\u00e1 lan\u00e7ado nesta quarta feira, 13\/11, na Casa de Cultura M\u00e1rio Quintana.<\/p>\n<p><strong>Reproduzimos a entrevista de Jair Krischke\u00a0 \u00e0 Revista J\u00c1 em\u00a0 maio de 2014.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Denunciar crimes de Estado e atentados \u00e0 pessoa \u00e9, h\u00e1 meio s\u00e9culo, a rotina de Jair Krischke, o incans\u00e1vel presidente do Movimento de Justi\u00e7a e Direitos Humanos. Em sua pequena sede no centro de Porto Alegre, ele abriga um dos acervos mais completos sobre as brutalidades, n\u00e3o s\u00f3 da ditadura brasileira, mas de seus vizinhos.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos Krischke tem uma outra preocupa\u00e7\u00e3o: os crimes que se continuam cometendo contra a mem\u00f3ria desse per\u00edodo, como forma de apagar ou atenuar os horrores da ditadura. \u201cSem essa mem\u00f3ria estaremos condenados a repetir muito em breve as mesmas barbaridades e os mesmos erros\u201d, disse ele no lan\u00e7amento do projeto Marcas da Mem\u00f3ria, que est\u00e1 colocando uma placa alusiva em cada um dos locais que serviram de pris\u00e3o e centro de tortura em Porto Alegre. Jair falou ao J\u00c1 sobre a ditadura e\u00a0 os riscos de se perder sua mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>J\u00c1 &#8211;<strong> H\u00e1 uma ideia de que a ditadura come\u00e7ou branda&#8230; a viol\u00eancia veio depois&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jair Krischke &#8211; <\/strong>Esse \u00e9 um dos mitos fruto do esquecimento, da falta de mem\u00f3ria. O golpe n\u00e3o teve enfrentamento armado, mas desde o in\u00edcio foi violento. Um caso exemplar ocorreu aqui em Porto Alegre no dia 4 de abril. O coronel Alfeu Monteiro, comandante do 5\u00ba Comando A\u00e9reo, foi metralhado por golpistas. Foi chamado ao QG, para ser destitu\u00eddo de um comando. Quando entrou no gabinete foi assassinado pelas costas, era legalista, em 1961 tinha sido um dos l\u00edderes, que impediu o bombardeio do Pal\u00e1cio Piratini. \u00c9 o caso mais grave. Mas fora isso, as pris\u00f5es, as persegui\u00e7\u00f5es, as torturas campearam desde o in\u00edcio. Centenas de oficiais e sargentos foram presos e expurgados apenas por serem acusados de nacionalistas, brizolistas, janguistas ou comunistas&#8230; Dizia-se que era um \u201cgolpe preventivo\u201d, para impedir o golpe de Jango&#8230; A tese do \u201cgolpe preventivo\u201d foi t\u00e3o trabalhada que no dia 31 de mar\u00e7o de 1964 muita gente\u00a0 acreditava que era mesmo o Jango quem estava dando um golpe. Por que o Meneghetti foi pra Passo Fundo? N\u00e3o havia a menor raz\u00e3o para sair&#8230; Isso ainda n\u00e3o foi bem investigado, mas eu acho que ele n\u00e3o sabia de que lado vinha o golpe e, na d\u00favida, se mandou&#8230;<\/p>\n<p><strong>Acreditas que havia esse plano do Jango?<\/strong><\/p>\n<p>O Jango nunca teve plano de golpe.\u00a0 O plano que houve, e muito bem feito, foi para desestabilizar o governo dele, para diminuir, apequenar a figura do presidente, que na verdade foi dos mais habilidosos l\u00edderes pol\u00edticos que tivemos. Nunca foi golpista. Tanto que, quando lhe foi sugerido pelos militares o Estado de S\u00edtio, ele mandou a mensagem para o Congresso&#8230; e depois retirou. Isso \u00e9 ser golpista? Ao contr\u00e1rio, ele segurava os golpistas&#8230; O problema \u00e9 que havia uma a\u00e7\u00e3o escancarada com muito dinheiro para desestabilizar o seu governo, inclusive com interven\u00e7\u00e3o americana. Na \u00e9poca j\u00e1 se lia nos muros do Rio: \u201cChega de intermedi\u00e1rios, Lincoln Gordon para presidente\u201d. Hoje est\u00e1 provado e comprovado.<\/p>\n<p><strong>Qual foi o fator decisivo na queda?<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o muitos fatores. Mas um que acho deve ser aprofundado \u00e9 a trai\u00e7\u00e3o do general Amaury Kruel, comandante do II Ex\u00e9rcito. Kruel era compadre de Jango. Quando lhe chamam a aten\u00e7\u00e3o para o comportamento amb\u00edguo de Kruel nos primeiros momentos do golpe, ele brincou: Kruel n\u00e3o o trairia. Como ia justificar para o Jo\u00e3o Vicente, de quem era padrinho?\u00a0 Agora, recentemente, um coronel m\u00e9dico do Ex\u00e9rcito depondo na Comiss\u00e3o da Verdade em S\u00e3o Paulo contou algo fant\u00e1stico: que viu duas pastas com d\u00f3lares entregues por gente da Fiesp para comprar a ades\u00e3o de Kruel ao golpe. Isso tem que ser melhor apurado, mas independente disso, houve a trai\u00e7\u00e3o, do compadre! Isso abala moralmente.<\/p>\n<p><strong>O golpe, ent\u00e3o, seria preventivo, em seguida viriam elei\u00e7\u00f5es&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Sim, aquele primeiro ato que n\u00e3o tinha n\u00famero porque seria o \u00fanico, previa elei\u00e7\u00f5es, para dois anos, est\u00e1 escrito. Castello assumiria para reorganizar e seriam convocadas elei\u00e7\u00f5es. Logo come\u00e7a a mudar, uma fac\u00e7\u00e3o militar come\u00e7a a sobrepujar a outra. Grupos se formam em torno de duas posi\u00e7\u00f5es: \u201cBrasil Poss\u00edvel\u201d dos civilistas ou \u201cBrasil Pot\u00eancia\u201d dos militaristas. A\u00ed, come\u00e7a-se a entender porque o hiato vai se estendendo. As elei\u00e7\u00f5es n\u00e3o acontecem, as cassa\u00e7\u00f5es se prolongam, vai se agravando at\u00e9 explodir em 1968, com o AI5, que foi o golpe dentro do golpe.<\/p>\n<p><strong>Em 1966, a morte do sargento Raymundo escancara a tortura&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Sim, mas h\u00e1 um dado interessante a\u00ed, era outra situa\u00e7\u00e3o&#8230; a imprensa, que at\u00e9 ent\u00e3o minimizava a repress\u00e3o, n\u00e3o havia censura, mas\u00a0 a repercuss\u00e3o foi enorme, at\u00e9 provocou uma CPI na\u00a0 Assembleia, muito bem feita,\u00a0 os deputados foram muito corajosos, mas a\u00ed chega-se em 1968 e termina tudo. Ap\u00f3s o golpe, tinha um servi\u00e7o de intelig\u00eancia montado pelo Golbery e a partir da\u00ed vai se montando um sistema de repress\u00e3o, assimilando a doutrina francesa desenvolvida na Arg\u00e9lia&#8230; \u00c9 um crescendo: fechadas as portas, os jovens partem para a luta armada, isso vai justificar tudo para combater os \u201cterroristas\u201d.<\/p>\n<p><strong>Os c\u00f3digos militares foram esquecidos&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Veja s\u00f3, no Vale da Ribeira eram 23 pessoas, com o Carlos Lamarca. Uma for\u00e7a com milhares de soldados (fala-se em cinco mil) cerca a regi\u00e3o, os guerrilheiros escapam. Foram massacrados l\u00e1 na Bahia, j\u00e1 sem condi\u00e7\u00f5es de resistir. No Araguaia, mandaram os paraquedistas e nada&#8230; era um grupo pequeno, 70 pessoas, foram ficando mais cru\u00e9is&#8230; Chegaram ao paroxismo.<\/p>\n<p><strong>Foi feito h\u00e1 pouco um levantamento dos centros de tortura&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Pois \u00e9, fui surpreendido. No Rio Grande do Sul n\u00e3o foi apontado nenhum. Isto \u00e9 incr\u00edvel, porque aqui em Porto Alegre tivemos <strong>o primeiro centro clandestino de repress\u00e3o da Am\u00e9rica Latina, o Dopinha, <\/strong>na rua Santo Ant\u00f4nio, n\u00famero 600.<\/p>\n<p>Come\u00e7ou a operar em abril de 1964, oficiais do Ex\u00e9rcito comandavam as opera\u00e7\u00f5es de \u201cpol\u00edcia pol\u00edtica\u201d, com policiais civis subordinados a eles.\u00a0 Contava com um grande n\u00famero de arapongas e funcionou ativamente at\u00e9 1966, quando estourou a morte do sargento Manoel Raymundo Soares. Na CPI que investigou a morte do sargento se chegou ao Dopinha. Raymundo passou por l\u00e1&#8230;<\/p>\n<p><strong>Por que o mataram?<\/strong><\/p>\n<p>Porque ele n\u00e3o falou. Queriam saber dos sargentos de v\u00e1rios Estados que tinham vindo para c\u00e1, para aqui montar um n\u00facleo de resist\u00eancia com armas e muni\u00e7\u00e3o&#8230; O Raymundo foi atra\u00eddo para um encontro, foi preso e torturado, n\u00e3o falou, n\u00e3o entregou os companheiros que aqui estavam&#8230; Ele foi preso pelo Ex\u00e9rcito, foi torturado no Dops e levado para a Ilha do Pres\u00eddio. Tenho a planilha onde h\u00e1 a liberta\u00e7\u00e3o forjada do Dops. Da ilha foi pro Dopinha, da\u00ed ele aparece morto. Dizem que foi afogamento, que escapou ao controle. Acho que n\u00e3o, foi morto na tortura porque n\u00e3o falou. Com este esc\u00e2ndalo, revelado na CPI, em agosto de 66 fecha o Dopinha.<\/p>\n<p><strong>E o grupo do Raymundo?<\/strong><\/p>\n<p>Esse grupo n\u00e3o desanima, essa \u00e9 a origem da guerrilha de Capara\u00f3. Saem daqui com armas e bagagens para Capara\u00f3.<\/p>\n<p><strong>Eram as guerrilhas brizolistas&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 que havia aqui um grande n\u00famero de militares nacionalistas, brizolistas, comunistas, e inconformados com o desfecho, sem resist\u00eancia. Aqui e em Montevid\u00e9u, onde estavam Brizola, Jango e centenas, sen\u00e3o milhares de asilados. O caso do Jefferson Cardim Os\u00f3rio, na guerrilha de Tr\u00eas Passos, por exemplo. Com um pequeno grupo, mal armado, ele sai de Montevid\u00e9u e atravessa a fronteira para desencadear um levante. Simplesmente, ele n\u00e3o podia aceitar que a ditadura fosse completar um ano sem rea\u00e7\u00e3o, e partiu pra luta. Foi massacrado.<\/p>\n<p><strong>A\u00ed a tortura foi brutal&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>A tortura chega aos quart\u00e9is quando os militares adotam o conceito da guerra de contrainsurg\u00eancia, baseada na experi\u00eancia francesa na Arg\u00e9lia. Isso tem origens na Escola Nacional de Informa\u00e7\u00f5es. Antes do golpe, o Dan Mitrione esteve bom tempo no Brasil \u2013 Minas, Rio de Janeiro, Porto Alegre. H\u00e1 at\u00e9 uma foto dele na frente do Pal\u00e1cio da Pol\u00edcia&#8230; Daqui ele foi para o Uruguai, depois Rep\u00fablica Dominicana e voltou para o Uruguai, onde os Tupamaros o capturam e matam. Ensinava como obter confiss\u00f5es, inclusive por meio da tortura. Exigia assepsia total na sala de trabalho e n\u00e3o admitia que algu\u00e9m falasse em espremer os ovos do prisioneiro. \u201cOvos n\u00e3o&#8230; test\u00edculos\u201d. A tortura, que sempre existiu, tornou-se mais elaborada, cient\u00edfica&#8230; N\u00e3o \u00e9 uma barbaridade, \u00e9 uma t\u00e9cnica. Essa sofistica\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00ednhamos.<\/p>\n<p><strong>A justificativa&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>A justificativa de que havia grupos armados n\u00e3o serve. At\u00e9 a guerra tem regras. A Conven\u00e7\u00e3o de Genebra condena a tortura, diz que os inimigos mortos em combate t\u00eam que ser identificados&#8230; No m\u00ednimo, foram crimes de guerra, se querem dizer que foi uma guerra&#8230; V\u00edtimas que sequer tomaram em armas, o caso do Wladimir Herzog, que n\u00e3o foi isolado&#8230; Aqui tivemos o caso do Mirajo Fernandes Sim\u00e3o, recolhido ao xadrez do Dops, tamb\u00e9m apareceu enforcado com o cinto no trinco da porta.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 um n\u00famero final, aceit\u00e1vel, para o total de mortos e desaparecidos?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00f3s trabalhamos com n\u00fameros, a norma \u00e9 a credibilidade. Quanto aos mortos e desaparecidos, 366 n\u00f3s provamos. H\u00e1 um n\u00famero muito maior (quem sabe o que se matou do povo da selva na repress\u00e3o ao Araguaia?), mas provados s\u00e3o esses. Mas a viol\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 nisso. Est\u00e1 no n\u00famero de mandatos cassados, quantas pessoas foram presas, muitas sem saber porqu\u00ea, os processos na Justi\u00e7a Militar&#8230;<\/p>\n<p><strong>O clima de inseguran\u00e7a&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Lembra da piada da \u00e9poca? Um sujeito pergunta: \u201cSabe da \u00faltima?\u201d. Outro responde: \u201cN\u00e3o sei nada, tinha um amigo que sabia, agora n\u00e3o sabem dele\u201d. Eles eram os donos, n\u00e3o podias prever&#8230; Sem falar no terror cultural, apreens\u00e3o de livros&#8230; at\u00e9 o Br\u00e1s Cubas prenderam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jair Krischke, 85 anos, presidente do Movimento de Justi\u00e7a e Direitos Humanos, \u00e9 personagem do document\u00e1rio &#8220;Imprescind\u00edvel&#8221;, que ser\u00e1 lan\u00e7ado nesta quarta feira, 13\/11, na Casa de Cultura M\u00e1rio Quintana. 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