{"id":98074,"date":"2024-11-01T09:59:04","date_gmt":"2024-11-01T12:59:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/?p=98074"},"modified":"2024-11-01T09:59:52","modified_gmt":"2024-11-01T12:59:52","slug":"projeto-mapeia-200-locais-que-marcam-os-caminhos-da-ditadura-em-porto-alege","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/projeto-mapeia-200-locais-que-marcam-os-caminhos-da-ditadura-em-porto-alege\/","title":{"rendered":"Projeto mapeia 200 locais que marcam os &#8220;Caminhos da Ditadura&#8221; em Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p><strong>Eug\u00eanio Bortolon*<\/strong><\/p>\n<p>No domingo, 10\/11, haver\u00e1 mais uma edi\u00e7\u00e3o do projeto\u00a0 &#8220;Caminhos da Ditadura&#8221; em Porto Alegre, que mapeia os locais que foram centros de repress\u00e3o pol\u00edtica ou de resist\u00eancia nos anos da ditadura militar (1964-1985).<\/p>\n<p>A ideia nasceu no curso de Hist\u00f3ria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs): organizar uma mem\u00f3ria do per\u00edodo ditatorial.<\/p>\n<p>Para criar refer\u00eancias, estudantes e professores fizeram\u00a0 o mapa virtual dos espa\u00e7os de tortura e repress\u00e3o \u2013 oficial e clandestina.<\/p>\n<p>Pouco a pouco, o mapa ganhou novos contornos, incluindo lugares ligados \u00e0 resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Eram 39 locais de viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos citados pela Comiss\u00e3o Nacional da Verdade em 2014. Hoje, j\u00e1 s\u00e3o 200 pontos mapeados.<\/p>\n<p>A partir do mapa, foi desenvolvido o projeto &#8220;Caminhos da Ditadura em Porto Alegre&#8221;, que inclui visitas e caminhadas a alguns desses lugares.<\/p>\n<p>Agora, no dia 10, ser\u00e1 realizado mais uma vez, o \u00faltimo de 2024. Mais de 50 pessoas costumam participar destes \u2018passeios\u2019.<\/p>\n<p>O Rio Grande do Sul tem o maior n\u00famero de locais assinalados por viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos durante a ditadura (1964-1985), segundo conclus\u00e3o da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade divulgada em 2014.<\/p>\n<p>Anita Natividade Carneiro, mestranda em Historia, que esteve \u00e0 frente do mapa lan\u00e7ado em 2016, diz que isso se deve ao fato do Estado fazer fronteira com o Uruguai e a Argentina, em raz\u00e3o da coopera\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses, com apoio americano, para perseguir indiv\u00edduos que lutavam contra as ditaduras no Cone Sul.<\/p>\n<p>Conforme a historiadora, o projeto foi ampliado para 200 pontos, com a inclus\u00e3o de lugares da resist\u00eancia, aqui entendida como qualquer atitude que desafiasse a ditadura e a repress\u00e3o, como qualquer movimento civil ou militar de viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos em suas mais variadas formas.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio foi lan\u00e7ado em 2014, nos 50 anos do golpe, mas a partir deste per\u00edodo muitas pesquisas foram desenvolvidas posteriormente, ampliando-se o total de locais no mapa.<\/p>\n<p>\u201cConforme o pr\u00f3prio documento da Comiss\u00e3o, no cap\u00edtulo 15, buscaram-se espa\u00e7os em que ocorreram viola\u00e7\u00f5es de forma sistem\u00e1tica; j\u00e1 o nosso projeto adota um crit\u00e9rio diferente, de inserir qualquer local que possua uma hist\u00f3ria relacionada com a ditadura em Porto Alegre\u201d, informa Anita.<\/p>\n<p><strong>Resist\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e3o inclu\u00eddos no mapa locais que tiveram outra atua\u00e7\u00e3o al\u00e9m da quest\u00e3o pol\u00edtica como \u00e9 o caso da \u201cCasa da Lu\u00edza Felpuda\u201d, localizado na Rua Barros Cassal, no Bom Fim, cuja atua\u00e7\u00e3o transcende a ideia de resist\u00eancia pol\u00edtica tradicional ao regime.<\/p>\n<p>\u201cFizemos isso para tentar romper com a ideia de que resist\u00eancia \u00e9 somente pegar em armas. As resist\u00eancias tamb\u00e9m s\u00e3o diversas, seja a forma de express\u00e3o de g\u00eanero, sexualidade, classe ou ra\u00e7a, como vemos em muitos pontos do mapa.\u201d<\/p>\n<p>\u201cA ditadura tamb\u00e9m pregava determinados padr\u00f5es de moral e bons costumes, ligada a pautas mais conservadoras. Sabe-se que houve repress\u00e3o contra pessoas que simplesmente viviam suas identidades, como aconteceu com a boate Flower\u2019s, na Capital. A pr\u00f3pria quest\u00e3o da ra\u00e7a e o debate sobre racismo eram perseguidos pela ditadura, que ainda acreditava em uma democracia racial, vigiando e reprimindo pessoas e movimentos que quisessem trazer a pauta sobre as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais para um p\u00fablico mais amplo\u201d, afirma Anita.<\/p>\n<p>Entre os locais mapeados, h\u00e1 espa\u00e7os que hoje s\u00e3o batalh\u00f5es da Brigada Militar, sedes da Pol\u00edcia Federal e do Comando Militar. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m delegacias clandestinas, como a do Solar Conde de Porto Alegre, no Centro Hist\u00f3rico. \u201cA ditadura queria preservar uma ideia de legalidade em suas a\u00e7\u00f5es, e o discurso \u201coficial\u201d da \u00e9poca \u00e9 de que n\u00e3o existia tortura. Os centros clandestinos de tortura funcionavam desde os primeiros anos do golpe, um exemplo \u00e9 o \u2018Dopinho\u2019, em Porto Alegre, na rua Santo Ant\u00f4nio, 600, bairro Bom Fim. Os locais escondidos serviam para que os agentes da repress\u00e3o tivessem mais liberdade\/autonomia em praticar tortura, funcionando fora de qualquer lei que ainda poderia existir nos lugares oficiais\u201d. \u201cO Dopinho merece um memorial, que estamos planejando\u201d, afirma Anita.<\/p>\n<p><strong>Mapa digital<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" data-attachment-id=\"98077\" data-permalink=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/projeto-mapeia-200-locais-que-marcam-os-caminhos-da-ditadura-em-porto-alege\/caminhos-da-ditadura-mapa\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/10\/caminhos-da-ditadura-mapa.jpg\" data-orig-size=\"800,539\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Caminhos da Ditadura mapa\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/10\/caminhos-da-ditadura-mapa.jpg\" class=\"alignleft size-medium wp-image-98077\" src=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/10\/caminhos-da-ditadura-mapa-450x303.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"303\" srcset=\"https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/10\/caminhos-da-ditadura-mapa-450x303.jpg 450w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/10\/caminhos-da-ditadura-mapa-768x517.jpg 768w, https:\/\/www.jornalja.com.br\/geral\/wp-content\/uploads\/sites\/4\/2024\/10\/caminhos-da-ditadura-mapa.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/p>\n<p>Ao clicar sobre cada um dos lugares assinalados no mapa digital, abre-se uma janela com uma explica\u00e7\u00e3o sobre o local, sempre referenciada por fontes acad\u00eamicas \u2013 s\u00e3o frequentes as cita\u00e7\u00f5es ao artigo Lugares de Repress\u00e3o Pol\u00edtica em Porto Alegre, de Raul Ellwanger e Vinicius Ribas, al\u00e9m de livros, teses, disserta\u00e7\u00f5es e do pr\u00f3prio relat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade.<\/p>\n<p>Anita conta, por exemplo, que a ag\u00eancia banc\u00e1ria da Caixa Econ\u00f4mica Federal \u00e0 Rua Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio (assaltada pelos integrantes da luta armada em 1969) e da casa da Rua D\u00e9a Coufal, em Ipanema (que teria servido de base para as a\u00e7\u00f5es de mil\u00edcias paramilitares ilegais que atuavam na repress\u00e3o), s\u00e3o outros exemplos que devem ser citados e lembrados.<\/p>\n<p>Alguns locais cont\u00eam placas, por conta de um projeto important\u00edssimo chamado Marcas da Mem\u00f3ria, organizado pelo Movimento de Justi\u00e7a e Direitos Humanos, que inseriu nove placas em lugares ligados \u00e0 viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos na capital ga\u00facha. Existem outros espa\u00e7os de mem\u00f3ria com monumentos como esse e tamb\u00e9m o Memorial aos Mortos e Desaparecidos e o Memorial Pessoas Imprescind\u00edveis.<\/p>\n<p>A historiadora refor\u00e7a a ideia de que a mem\u00f3ria ainda \u00e9 um tema muito sens\u00edvel socialmente, e, sem governantes que apoiem\/criem pol\u00edticas para isso, torna-se ainda mais complicado de tratar desse per\u00edodo. A proposta do Caminhos da Ditadura em Porto Alegre serve justamente para isso, ser um projeto de reflex\u00e3o sobre esse tempo, sobre os legados que ainda temos da viol\u00eancia sofrida e o resgate da resist\u00eancia daqueles e daquelas que denunciavam e defendiam um pa\u00eds com plena democracia.<\/p>\n<p><strong>Como participar da caminhada<\/strong><\/p>\n<p>O custo para participar da caminhada \u00e9 de um quilo de alimento n\u00e3o perec\u00edvel, destinado sempre \u00e0\u00a0Ocupa\u00e7\u00e3o Mulheres Mirabal, que acolhe mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia. Os interessados podem se inscrever na plataforma Sympla a partir de domingo, 3 de novembro. Cada inscrito pode levar mais um para participar da programa\u00e7\u00e3o. O local da partida s\u00f3 \u00e9 revelado na hora por quest\u00f5es de seguran\u00e7a. \u201cH\u00e1 ainda muita gente fan\u00e1tica pelos tempos da ditadura ou jovens extremistas de direita, que podem ir ao local e causar transtornos s\u00e9rios aos participantes\u201d, alerta Anita.<\/p>\n<p>\u201cEste ano realizamos nove caminhadas, algumas dessas online em raz\u00e3o das enchentes. Al\u00e9m da nossa idealiza\u00e7\u00e3o do projeto, temos os mediadores que prestam uma ajuda important\u00edssima para a execu\u00e7\u00e3o dessas iniciativas\u201d, afirma Anita, que agora, al\u00e9m de dar aulas em Gravata\u00ed, prepara-se para fazer doutorado em Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Projeto de lei<\/p>\n<p>Outra iniciativa sobre os tempos da ditadura tramita, muito lentamente, na C\u00e2mara Municipal de Porto Alegre. \u00c9 um projeto de lei que institui o Trajeto de Mem\u00f3ria Caminhos da Ditadura na Capital. A iniciativa \u00e9 de autoria do vereador\u00a0Giovani Culau\u00a0e Coletivo (PCdoB) e visa criar conjunto de \u00e1reas p\u00fablicas e estruturas do espa\u00e7o urbano do munic\u00edpio que evocam a mem\u00f3ria hist\u00f3rico-social dos anos entre 1964 e 1985.<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 promover o conhecimento e a viv\u00eancia sobre os lugares de mem\u00f3ria da ditadura civil-militar na Capital; refletir sobre a mem\u00f3ria e o legado do per\u00edodo ditatorial em Porto Alegre; fortalecer os debates sobre a nomea\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os p\u00fablicos com homenagens \u00e0s v\u00edtimas da ditadura; e refor\u00e7ar a necessidade de cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de mem\u00f3ria em diferentes bairros dedicados \u00e0 mem\u00f3ria e \u00e0 hist\u00f3ria das v\u00edtimas.<\/p>\n<p>O trajeto proposto tem os seguintes pontos: Teatro Leopoldina, que se localizava na esquina da rua Jo\u00e3o Telles com a av. Independ\u00eancia; Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, na Independ\u00eancia; Dopinho, na rua Santo Ant\u00f4nio; Esquina Maldita, entre a rua Sarmento Leite e Osvaldo Aranha; Campus Centro da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Pra\u00e7a Argentina; Loja Masson, que se localizava na rua dos Andradas; e Esquina Democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Na exposi\u00e7\u00e3o de motivos do projeto, Culau afirma que \u201ccarecem iniciativas por parte do munic\u00edpio que proponham uma maior reflex\u00e3o e conhecimento para a popula\u00e7\u00e3o sobre os lugares relacionados \u00e0 viola\u00e7\u00e3o de direitos humanos durante a ditadura civil-militar brasileira\u201d. O vereador destaca que o trajeto \u00e9 uma proposta de \u201cpol\u00edtica permanente de hist\u00f3ria e mem\u00f3ria da cidade\u201d.<\/p>\n<p><strong>*Publicada originalmente no Brasil de Fato.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eug\u00eanio Bortolon* No domingo, 10\/11, haver\u00e1 mais uma edi\u00e7\u00e3o do projeto\u00a0 &#8220;Caminhos da Ditadura&#8221; em Porto Alegre, que mapeia os locais que foram centros de repress\u00e3o pol\u00edtica ou de resist\u00eancia nos anos da ditadura militar (1964-1985). 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