O deputado Marlon Santos (PDT) selou ontem o destino do deputado Mário Jardel (PSD) ao recomendar a abertura de processo de cassação do ex-jogador de futebol, baseado numa série de denúncias do Ministério Público e em sua própria investigação como corregedor da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL/RS).
O parecer de Santos foi aprovado por unanimidade pelos membros da comissão de Ética Parlamentar do Legislativo gaúcho. Seu trabalho foi considerado exemplar e não mereceu reparos. Aliás, o deputado Juliano Roso (PCdoB), presidente da Comissão, rejeitou imediatamente o pedido da defesa de Jardel pelo afastamento do corregedor no processo.
Na volta do recesso parlamentar, dia 3 de fevereiro será formada uma subcomissão para dar andamento ao processo, momento em que Jardel terá novamente oportunidade de responder à série de irregularidades atribuídas à sua conduta parlamentar, dentro e fora do gabinete.
Desfecho previsível
Na leitura, o corregedor apontou dificuldades pessoais do deputado Jardel e fatores que afetariam sua conduta como deputado, sendo “vítima e também vilão das denúncias que enfrenta”, o que quebra o decoro parlamentar. “É inegável que toda a conduta apurada fere a imagem da Assembleia Legislativa”, afirmou.
Ele registrou evidências de ação articulada dos servidores e ex-servidores do gabinete contra o parlamentar, o que deverá resultar em denúncia judicial de todos os envolvidos.
Também foi apurada a prática do PSD, antes mesmo de Jardel assumir o mandato, de assumir as despesas pessoais do ex-jogador , rotina que migrou com o deputado eleito para a Assembleia, conforme consta em planilha nos autos do processo.
Apontou má-fé do deputado Jardel no descumprimento das normas legais para a prestação de contas de viagens, através da utilização de notas fiscais vencidas. Considerou incompatível a representação parlamentar simultânea à relação com drogas e a associação com o tráfico, conforme apontam as provas. Detalhou as diversas diligências realizadas para apurar as denúncias, descartando as acusações de contratação de funcionários fantasmas e de funcionária que também teria como atividade a prostituição.
Deputados encaminham processo para cassar Jardel
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