10ª Parada Livre agita a Redenção


Mais de 6 mil pessoas assistiram às apresentações das drags (Fotos: Carla Ruas/JÁ)

Carla Ruas

A tarde ensolarada deste domingo, 17 de setembro, atraiu mais de 6 mil pessoas para a 10ª Parada Livre, no parque da Redenção. O evento, que tinha como slogan “É dando que se recebe”, teve a organização do Nuances, grupo de livre expressão sexual. Antes da parada, as drags Glória Crystal, Laurita Leão e Lady Cibele coordenaram um aquecimento no palco com Dj´s e apresentações de drags.

O evento iniciou com um tributo ao músico Cazuza, com a banda Poetas do Rock. Logo em seguida, iniciaram as apresentações de drag queens nos mais diversos ritmos: samba, axé, dance e até ao som de Xuxa. No palco e na platéia, muitos travestis e transexuais chamavam a atenção pelas fantasias que vestiam – como Papai Noel e Zorro.

O público atento, que incluía famílias e crianças, dançou junto e se divertiu com o bom-humor das apresentadoras. Até quem estava vestido de gaúcho aproveitou a festa. Marco Silveira, que foi ao evento pilchado, em homenagem à Semana Farroupilha, estava se balançando ao som das performances. “Acho muito divertido” diz. Ele afirma que não tem nada contra a parada, que rende boas risadas.

Após a concentração, que durou quase quatro horas, a multidão seguiu em parada pelo entorno da Redenção. Oito caminhões de som animaram o público pelas avenidas Osvaldo Aranha e José Bonifácio, onde o grupo desceu até a avenida João Pessoa e fez a volta para a rótula da Setembrina. Segundo a Brigada Militar, mais de 10 mil pessoas participaram da caminhada.

Um dos coordenadores do Nuances, Fernando Pocahy, disse que o público correspondeu ao que estava sendo esperado para este ano. “Fizemos uma grande divulgação há vários meses, inclusive com vinheta na rádio Ipanema”. Ele também acha que a mudança da data para setembro, ao invés de julho, foi uma boa escolha por causa do bom tempo.

Segundo Pocahy, os 10 anos de Parada Livre ajudaram a dar visibilidade ao movimento e a acabar com preconceitos. “Hoje as pessoas saem às ruas para participar”, celebra. Ele também acredita que o evento divulgou o Nuances, que há 15 anos luta pela livre expressão da sexualidade, “sem pedir licença para tal”. O grupo está lançando o projeto Rompa o Silêncio, que presta assessoria jurídica e psicológica para quem sofreu preconceito e maus tratos.

A 10ª Parada Livre também contou com atividades paralelas desde o dia 10. Entre elas estava um debate sobre a homossexualidade no cinema, na Sala PF Gastal, e uma exposição de fotos por Adriana Franciosi, no Mercado Público. Até o dia 24 de setembro ainda é possível ver o espetáculo Nus Artísticos Celebrando a Diversidade, do artista plástico Leonardo Loureiro. As apresentações ocorrem na avenida José Bonifácio, nº 731, das 11h às 19h.

A festa em prol da diversidade foi a segunda do gênero em Porto Alegre, já que em agosto, o Grupo Somos – Comunicação, Saúde e Sexualidade – realizou a Parada do Orgulho GLBT. Na ocasião, aproximadamente 5 mil pessoas participaram na Redenção.

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