Demandas

A mídia é a questão central nessa nova conjuntura da era bolsonarista, certo?
Nos grupos tradicionais de mídia, de controle familiar, o impasse está escancarado.
Seu modelo de negócios – o jornalismo sustentado pela publicidade oficial ou privada – está em cheque.  O controle dos canais de massa – as concessões de rádio e televisão – já não é barreira suficiente diante dos abalos do mercado.
Os impressos, jornais e revistas, que já foram carro chefe desses grupos, cheiram mal nas bancas, como peixe estragado.
Mas aí estão, concentrando em poucas mãos os canais de massa e quase todas as  verbas de publicidade, estatais e privadas, conduzindo a opinião pública.
Bolsonaro fez sua campanha pelas redes sociais, mas ele encontrou terreno fértil semeado anos a fio por um noticiário seletivo e interpretações induzidas.
A falência consumada da Abril e a previsível ascensão da Record, com a adesão a Bolsonaro, sinalizam mudanças internas no arranjo corporativo. A rede de Silvio Santos está tomada de um bolsonarismo milenarista.
Novos donos, novos campeões de audiência, mas não é previsível uma alteração significativa no conteúdo e na pauta. A Globo ficará, talvez, um pouco mais crítica no varejo. No atacado, seguirá fiel a seus interesses maiores. A Folha terá uma oportunidade de firmar independência. Resistirá ao cerco?
O que se evidencia, acima de tudo, é a incapacidade crescente desse sistema corporativo, de controles centralizados, para atender às demandas por informação numa sociedade que se democratiza. Ou  não se democratiza?
Cabe a pergunta porque a estas alturas esse sistema vai se tornando um entrave ao processo de democratização.
No outro campo, onde se enquadram quase todas as forças derrotadas no ciclo político que se encerrou com a eleição de Bolsonaro, o que se vê?.
Existe, sim uma mídia alternativa ou de resistência. Ainda não está mapeada, pelo  menos não tenho conhecimento e o que vejo é uma fragmentação muito grande. Cada um na sua trincheira, dando seus tirinhos. Boa parte na defesa, rebatendo o bombardeio da mídia , no “fogo de barragem”, como se dirá no Planalto doravante.
Mas a verdade é que existe um sistema de mídia de resistência ou alternativa, formado por uma infinidade de iniciativas. Muitas ongs, muitos grupos, blogs, portais, rádios e tevês comunitárias, revistas, jornais.
Começa na resistência heróica de um Mino Carta, segue no caminho pessoal do Paulo Henrique Amorim no Conversa Afiada, na Agencia Pública, no Midia Ninja, no Grupo Catarse, na rede Brasil Atual, no Brasil de Fato, da Revista Forum e do Pedro Rovai, do Paulo Moreira Leite e o pessoal do DCM, do 247, e vai ao Antagonista na extrema direita. Sem esquecer o nosso modesto JÁ, com 33 anos de labuta.
Fora do mercado convencional de verbas públicas e privadas de publicidade que sustentam o “jornalismo profissional”, este “jornalismo de resistência” cumpre um papel importante em busca novos caminhos e, principalmente, formas de sustentação.
Mas ele também ainda não dá conta das demandas por informação que a sociedade gera no processo de democratização. Precisa avançar muito, principalmente em integração e sinergia, para dar conta do recado.
As redes sociais são instrumentos poderosos de difusão, mas a produção da informação de interesse coletivo é atividade especializada, de alta responsabilidade.
O direito à informação é garantido na Constituição, mas qual o  modelo de negócio que permitirá  ampliar a produção de informações para atendar às necessidades básicas do processo democrático?
São demandas para 2019.
 
 
 

Lula cutuca Bolsonaro em carta da prisão e presidente eleito morde a isca no twitter

Os dois grandes derrotados em 2018 – Lula e Fernando Henrique Cardoso – falaram no fim de semana.
Fernando Henrique para lamentar que “pedras sejam lançadas”, antes mesmo “do novo governo assumir”.  Não ficou claro se ele se refere às investigações do Coaf ou às investidas do general Mourão, o vice.
Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao que tudo indica, abriu uma nova fase de suas mensagens da prisão. Nelas começou a delinear uma estratégia para  enfrentar a avalanche bolsonarista.
Na primeira que emitiu sexta-feira dirigida à ex-presidente Dilma no dia de seu aniversário (71 anos) Lula definiu os postulados básicos da sua estratégia:
1) ele não troca a dignidade por liberdade, ou seja não reconhece a sentença do juiz Moro, mesmo depois de sua confirmação por um tribunal federal, e continuará a questioná-lo como ministro da Justiça;
2) vai resistir defendendo e atacando.
No dia seguinte, já deu exemplo ao emitir uma carta ao povo de Cuba, em que critica  a interrupção da participação dos médicos cubanos no programa Mais Médicos, que atribuiu ao presidente eleito, Jair Bolsonaro.
“Eu lamento que o preconceito do novo governo contra os cubanos tenha sido mais importante que a saúde dos brasileiros que moram em comunidades mais distantes e carentes”, disse Lula na carta.
Lula também agradece aos médicos cubanos que superaram as críticas e preconceitos de muitos brasileiros.
“Nos ensinaram que uma medicina mais humana não só é possível, como é mais eficiente para melhorar os padrões de saúde de nossas comunidades. No final os cubanos trocaram experiências com muitos médicos brasileiros, e chamaram a atenção de todos para a importância da medicina preventiva e da atuação na saúde das famílias”.
“Por isso quero dizer ao povo de Cuba: tenham muito orgulho dos seus médicos e das suas escolas de medicina. Vocês conquistaram milhões de admiradores, milhões de pessoas gratas no Brasil”.
Por volta das quatro da tarde do domingo, Bolsonaro deu sinais que mordeu a isca. Postou no twitter:
“Diferente do que diz o corrupto preso Lula sobre o novo governo ser preconceituoso por retirar médicos cubanos do país, foi Cuba que os retirou por recusar-se a pagar salário integral a eles… Oferecemos asilo aos que querem ficar. Informações estão chegando erradas na cadeia”
Da cadeia, Lula assume a liderança da oposição ao governo Bolsonaro.

Guru que emplacou dois ministros no governo Bolsonaro defende ataque à mídia

“Como já expliquei várias vezes, ou o governo ataca a mídia corrupta desde já e sem complacência, ou a mídia corrupta vai fazer dele gato e sapato, mentindo como louca todos os dias”.
Este foi o recado postado por Olavo de Carvalho no Twitter, sábado.
Considerado guru intelectual da família Bolsonaro, Carvalho tem dois ministros de sua lavra no governo do presidente eleito.
O que ele  chama de “mídia corrupta” é Folha de São Paulo, Estadão, Globo e toda a rede de afiliadas e subsidiárias que são a parte principal do sistema de mídia empresarial no Brasil.
Os alvos do recado de Olavo de Carvalho, no entanto, trataram de minimizar a ameaça.
Apesar da total atenção que todos devotam às manifestações dos novos circulos de poder, nenhum, dos veículos alvos da ameaça deu repercussão ao conselho do guru  bolsonarista.
Nenhum deles tinha qualquer registro do fato em seus sites neste domingo, onde pretensamente estariam registrados os assuntos mais relevantes do fim de semana.
No entanto, a ameaça é real e é grave. Não só pelo crédito do autor junto aos novos governantes, mas também por não ser um fato isolado.
O mal estar entre o presidente eleito e a imprensa vem desde a eleição, quando Bolsonaro afrontou a Globo, numa entrevista coletiva na Globo News, lembrando o apoio que a empresa deu à ditadura, que hoje critica.
Depois, uma reportagem da Folha de São Paulo revelou um esquema ilegal de propaganda pela internet, financiado por grandes empresários, a favor do candidato  Bolsonaro.
A denúncia deu origem a uma investigação, ainda sem resultados conclusivos.
Bolsonaro reagiu agressivamente chamando a folha de “central de fake news” e sugerindo um boicote ao jornal.
Na semana passada, a cobertura das movimentações suspeitas de R$ 1,2 milhão feitas pelo ex-assessor do deputado Flávio Bolsonaro e a cobrança de esclarecimentos, deram motivo a novas investidas.
Pelo Twitter, na sexta-feira,  Bolsonaro anunciou que vai cortar a verba oficial para a imprensa.
Afirmou que a Caixa Econômica Federal teria gasto R$ 2,5 bilhões em publicidade em 2018, valor que considerou absurdo.
A direção da Caixa desmentiu-o, informando que o valor realmente gasto no ano é pouco mais de R$ 500 milhões, cinco vezes menor, portanto.
Mas a ameaça vai além: “Assim como já estamos fazendo em diversos setores, iremos rever todos esses contratos, bem como os do BNDES, Banco do Brasil, SECOM e outros”, afirmou Bolsonaro no Twitter.
Ao mesmo tempo em que ameaça os que não se alinham, Bolsonaro vai sedimentando sua aproximação com Record, Bandeirantes, SBT e Jovem Pan, integralmente alinhados com ele. Na sexta-feira, almoçou com Sílvio Santos, em encontro fora da agenda. 
No sábado veio o recado de Olavo de Carvalho.
Embora a Globo, por exemplo, dê sinais de que busca um alinhamennto, como sempre fez, a tendência é de acirramento.
O futuro chefe da Secom (Secretaria de Comunicação) do governo, Floriano Amorim, atual assessor parlamentar de Eduardo Bolsonaro, é, nas redes sociais, um crítico contundente da imprensa e dos jornalistas. 
 
 
 

Câmara mantém isenção de imposto municipal para o transporte coletivo

A Câmara de Vereadores prorrogou até 2020 a isenção de ISSQN para o serviço público de transporte coletivo em Porto Alegre.
Foram 26 votos a favor do Projeto de Lei 1352/18 do prefeito Nelson Marchezanll, na sessão extraordinária desta segunda-feira, 10. Apenas 5 votaram contra.
A aprovação do projeto altera § 2º do artigo 71 da Lei Complementar nº 7, de 7 de dezembro de 1973.
Segundo  justificativa da prefeitura, “a isenção beneficia o usuário com a economia equivalente a R$ 0,12, conforme a alíquota correspondente a 2,5% da receita bruta do sistema”.
Caso a legislação não fosse prorrogada, os usuários do transporte coletivo seriam impactados na tarifa a partir de 1º de janeiro de 2019″.
“Esta é uma isenção que beneficia o usuário do transporte coletivo, pois toda a isenção tributária desse caso será revertida à diminuição da tarifa a ser paga pelo passageiro”, diz Marcelo Soletti, diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC).

Dois milhões de miseráveis, o saldo da crise brasileira em 2017

O número de pessoas na faixa de extrema pobreza no Brasil aumentou. Eram 13,5 milhões ( 6,6% da população) em 2016. Passaram para 15,2 milhões ( 7,4% da população) em 2017.
Quase dois milhões de miseráveis a mais em apenas um ano. São pessoas com renda inferior a US$ 1,90 por dia ou R$ 140 por mês.
Segundo o IBGE, o crescimento da população nessa faixa se deu em todo o país, com exceção da Região Norte onde ficou estável.
Os dados fazem parte da Síntese dos Indicadores Sociais, divulgada nesta quarta-feira, 5 de dezembro de 2018,  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Cresceu também o percentual de brasileiros abaixo da linha de pobreza, assim considerados os que tem rendimentos de até R$ 406,oo por mes.
Em 2017, eles representavam de 26,5% da população, quando no ano anterior eram em 25,7%. Em numeros absolutos: eram 52,8 milhões de pessoas, passaram para 54,8 milhões.
Quase metade dessas pessoas, mais de 25 milhões, está na Região Nordeste.
Houve elevação ainda na proporção de crianças e adolescentes (de 0 a 14 anos) que viviam com rendimentos até US$ 5,5 por dia. Saiu de 42,9% para 43,4%, no período.
Condições de vida
A pesquisa identificou que em 2017 cerca de 27 milhões de pessoas, ou seja, 13% da população, vivendo em domicílios inadequados.
A inadequação domiciliar foi a que atingiu o maior número de pessoas: 12,2 milhões, ou 5,9% da população do país. Isso significa adensamento excessivo, quando há residência com mais de três moradores por dormitório.
No Amapá o nível atingiu 18,5%, enquanto em Santa Catarina ficou em 1,6%. No mesmo ano, 10% da população do país viviam em domicílios sem coleta direta ou indireta de lixo e 15,1% moravam em residências sem abastecimento de água por rede geral. O Maranhão foi o estado que registrou a maior falta de coleta de lixo: 32,7% da população não tinha acesso ao serviço.
Ainda na ausência de melhores condições, o estado do Acre é o que registrou maior percentual (18,3%) de pessoas residentes em domicílios sem banheiro de uso exclusivo. Já o Piauí, tinha a maior proporção da população sem acesso a esgotamento sanitário por rede coletora ou pluvial (91,7%).
Esses resultados mostram uma diferença grande para o estado de São Paulo, onde houve a maior cobertura para cada um dos serviços. A proporção da população sem coleta de lixo ficou em 1,2%, sem acesso a abastecimento de água por rede alcançou 3,6% e sem esgotamento sanitário por rede foi 7,0%.

Rodrigo Piva lança seu novo álbum "Canto Quântico", no Gravador Pub

O cantor e compositor gaúcho Rodrigo Piva apresenta as músicas do seu novo álbum – Canto Quântico – em show no Gravador Pub, em Porto Alegre, no dia primeiro de dezembro (sábado), às 21h.
O show, na primeira semana de dezembro, será uma homenagem a Túlio Piva, avô de Rodrigo e principal referência musical do cantor.
Participam do espetáculo os instrumentistas Everson Vargas (baixo) e Giovani Berti (percussão) e, como convidada, a cantora Tatiana Cobbett, artista brasileira que atualmente vive em Lisboa, Portugal.
No repertório do show, além das 11 composições de Canto Quântico, serão apresentadas algumas canções dos trabalhos anteriores, “Contraste Brasil” (1996), “Menina de Floripa” (2002) e “Na Garganta do Artista” (2011).
Sem negar as influências do avô sambista Túlio Piva, que transparecem no samba de gafieira “Pra Ser Feliz” e na bossa “Você Já Foi à Floripa?”, o novo trabalho traz algumas novidades, como a faixa-título “Canto Quântico”, um rap com pegada brasileira, e as canções “Música da Terra” e “Bem-Vinda”, em que o compositor flerta com a world music.
Completando o repertório, o ijexá “Canto das Águas”, música regravada em 2017 durante a turnê de Rodrigo na Europa.
SERVIÇO
O quê: Show de lançamento do álbum Canto Quântico, de Rodrigo Piva
Quando: Dia 1 de dezembro – sábado – 21h
Onde: GRAVADOR PUB (Rua Conde de Porto Alegre, 22, Porto Alegre, RS)
Quanto: R$ 30,00
Evento no facebook:
http://www.facebook.com/ events/756933358002589/
SOBRE CANTO QUÂNTICO
É o quarto álbum de Rodrigo Piva, radicado em Florianópolis/SC desde 1990, com direção musical e arranjos do instrumentista e produtor catarinense Rafael Calegari.
Rodrigo é neto do famoso compositor gaúcho Túlio Piva, autor dos clássicos Tem que Ter Mulata, Pandeiro de Prata e Gente da Noite, e de canções gravadas por nomes como Elis Regina, Elza Soares, Demônios da Garoa, Luiz Vieira, Noite Ilustrada e Jair Rodrigues.
Em 1995, Rodrigo Piva fez sua estreia no mercado fonográfico com o CD Contraste Brasil. O segundo álbum, Menina de Floripa, foi lançado em 2002, e o terceiro, Na Garganta do Artista, foi concluído em 2010. Paralelamente, produziu o CD Túlio Piva – Composições Inéditas (1996) e o CD-Book Túlio Piva – Pra Ser Samba Brasileiro (Programa Petrobras Cultural 2004), ambos com o propósito de resgatar parte da extensa obra musical do avô.
Gravado em Florianópolis em 2017/2018 pelo produtor Jorge Lacerda, participam do disco músicos como Uiliam Pimenta (teclado) e Neto Fernandes (bateria) que, ao lado de Rafael Calegari (baixo), formam o Rivotrio, um dos destaques da música instrumental de Santa Catarina. Como convidados especiais, o cantor Leleco Lemos, os violonistas Rogério Piva e Guinha Ramires, e o filho mais novo de Rodrigo, que já está trilhando o caminho da música: Victor Piva (violão de aço).
O repertório do novo disco é formado por 11 composições de Rodrigo, sendo 9 delas inéditas. Foram regravadas a bossa Você Já Foi à Floripa?, em que o compositor divide o vocal com Leleco Lemos e conta com belo arranjo de cordas de Luiz Gustavo Zago, e a bonus track Canto das Águas, gravada em em 2017 durante a turnê de Rodrigo na Europa, com a participação da cantora Tatiana Cobbett e produção de Milton Batera, ambos residindo em Portugal.
Além das influências do avô sambista, que transparecem no samba de gafieira “Pra Ser Feliz”, este novo trabalho traz algumas novidades, como a faixa-título “Canto Quântico”, um rap com pegada brasileira, e as canções “Música da Terra”, “Dia de Viver” e “Bem-Vinda”, em que o compositor flerta com a world music.
Para completar, o álbum é ilustrado por fotografias de Cássia Piva, filha de Rodrigo, comprovando que a arte corre nas veias da família.
Outras informações sobre o artista podem ser encontradas no site www.rodrigopiva.com.br.
FICHA TÉCNICA
Produção: Rodrigo Piva, Rafael Calegari e Jorge Lacerda
Arranjos e direção musical: Rafael Calegari
Gravação e mixagem: Jorge Lacerda (Lacerda Estúdio)
Masterização: Alécio Costa Studio
Fotografias: Cássia Piva
Gravado em Florianópolis, em 2017/2018.
* “Canto das Águas” (bonus track) foi gravada e mixada no estúdio JazzTrás, em Lisboa, em agosto de 2017. Técnico de gravação: Luciano Barros.
* todas as composição são de autoria de Rodrigo Piva
O show, na primeira semana de dezembro, será uma homenagem a Túlio Piva, avô de Rodrigo e principal referência musical do cantor.
O cantor e compositor gaúcho Rodrigo Piva apresenta as músicas do seu novo álbum – Canto Quântico – em show no Gravador Pub, em Porto Alegre, no dia primeiro de dezembro (sábado), às 21h. Participam do espetáculo os instrumentistas Everson Vargas (baixo) e Giovani Berti (percussão) e, como convidada, a cantora Tatiana Cobbett, artista brasileira que atualmente vive em Lisboa, Portugal.
No repertório do show, além das 11 composições de Canto Quântico, serão apresentadas algumas canções dos trabalhos anteriores, “Contraste Brasil” (1996), “Menina de Floripa” (2002) e “Na Garganta do Artista” (2011).
Sem negar as influências do avô sambista Túlio Piva, que transparecem no samba de gafieira “Pra Ser Feliz” e na bossa “Você Já Foi à Floripa?”, o novo trabalho traz algumas novidades, como a faixa-título “Canto Quântico”, um rap com pegada brasileira, e as canções “Música da Terra” e “Bem-Vinda”, em que o compositor flerta com a world music. Completando o repertório, o ijexá “Canto das Águas”, música regravada em 2017 durante a turnê de Rodrigo na Europa.
SERVIÇO
O quê: Show de lançamento do álbum Canto Quântico, de Rodrigo Piva
Quando: Dia 1 de dezembro – sábado – 21h
Onde: GRAVADOR PUB (Rua Conde de Porto Alegre, 22, Porto Alegre, RS)
Quanto: R$ 30,00
Evento no facebook:
http://www.facebook.com/ events/756933358002589/
 
SOBRE CANTO QUÂNTICO
É o quarto álbum de Rodrigo Piva, radicado em Florianópolis/SC desde 1990, com direção musical e arranjos do instrumentista e produtor catarinense Rafael Calegari.
Rodrigo é neto do famoso compositor gaúcho Túlio Piva, autor dos clássicos Tem que Ter Mulata, Pandeiro de Prata e Gente da Noite, e de canções gravadas por nomes como Elis Regina, Elza Soares, Demônios da Garoa, Luiz Vieira, Noite Ilustrada e Jair Rodrigues.
Em 1995, Rodrigo Piva fez sua estreia no mercado fonográfico com o CD Contraste Brasil. O segundo álbum, Menina de Floripa, foi lançado em 2002, e o terceiro, Na Garganta do Artista, foi concluído em 2010. Paralelamente, produziu o CD Túlio Piva – Composições Inéditas (1996) e o CD-Book Túlio Piva – Pra Ser Samba Brasileiro (Programa Petrobras Cultural 2004), ambos com o propósito de resgatar parte da extensa obra musical do avô.
Gravado em Florianópolis em 2017/2018 pelo produtor Jorge Lacerda, participam do disco músicos como Uiliam Pimenta (teclado) e Neto Fernandes (bateria) que, ao lado de Rafael Calegari (baixo), formam o Rivotrio, um dos destaques da música instrumental de Santa Catarina. Como convidados especiais, o cantor Leleco Lemos, os violonistas Rogério Piva e Guinha Ramires, e o filho mais novo de Rodrigo, que já está trilhando o caminho da música: Victor Piva (violão de aço).
O repertório do novo disco é formado por 11 composições de Rodrigo, sendo 9 delas inéditas. Foram regravadas a bossa Você Já Foi à Floripa?, em que o compositor divide o vocal com Leleco Lemos e conta com belo arranjo de cordas de Luiz Gustavo Zago, e a bonus track Canto das Águas, gravada em em 2017 durante a turnê de Rodrigo na Europa, com a participação da cantora Tatiana Cobbett e produção de Milton Batera, ambos residindo em Portugal.
Além das influências do avô sambista, que transparecem no samba de gafieira “Pra Ser Feliz”, este novo trabalho traz algumas novidades, como a faixa-título “Canto Quântico”, um rap com pegada brasileira, e as canções “Música da Terra”, “Dia de Viver” e “Bem-Vinda”, em que o compositor flerta com a world music.
Para completar, o álbum é ilustrado por fotografias de Cássia Piva, filha de Rodrigo, comprovando que a arte corre nas veias da família.
Outras informações sobre o artista podem ser encontradas no site www.rodrigopiva.com.br.
FICHA TÉCNICA
Produção: Rodrigo Piva, Rafael Calegari e Jorge Lacerda
Arranjos e direção musical: Rafael Calegari
Gravação e mixagem: Jorge Lacerda (Lacerda Estúdio)
Masterização: Alécio Costa Studio
Fotografias: Cássia Piva
Gravado em Florianópolis, em 2017/2018.
* “Canto das Águas” (bonus track) foi gravada e mixada no estúdio JazzTrás, em Lisboa, em agosto de 2017. Técnico de gravação: Luciano Barros.
* todas as composição são de autoria de Rodrigo Piva

Faltam dois nomes para completar equipe ultraliberal que vai comandar economia

A equipe que vai comandar a economia no governo de Jair Bolsonaro está praticamente fechada.
Faltam os nomes para a Caixa Federal e o Banco do Brasil, para completar o time escolhido pelo o super Ministério da Economia Paulo Guedes(que vai unir Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio Exterior).
A expectativa de uma politica ultraliberal na condução econômica se configura a cada nome anunciado.
Além do próprio Guedes, integram a equipe econômica os economistas Roberto Campos Neto, que irá para o Banco Central, Roberto Castello Branco, que assumirá a Petrobras, e Joaquim Levy, que vai presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Atual diretor financeiro do Banco Mundial, Levy já trabalhou na gestão do governador Sergio Cabral, no Rio de Janeiro, e foi ministro da Fazenda no segundo mandato de Dilma Rousseff.
Roberto Campos Neto, executivo do Banco Santander, substituirá Ilan Goldfajn. Campos Neto terá a missão de levar adiante o projeto de independência do Banco Central com mandato fixo de presidente não coincidente com o do presidente da República. A medida é defendida por Paulo Guedes e já há projeto em tramitação no Congresso Nacional.
Para assumir o cargo de presidente do BC, Campos Neto precisa ser sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e ter seu nome aprovado tanto pelo colegiado quanto pelo plenário da Casa.
No comando da Secretaria do Tesouro Nacional desde abril deste ano, Mansueto Almeida também foi confirmado para a equipe econômica do próximo governo e deve permanecer no cargo. O economista é técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Na área econômica, o último nome anunciado foi o de Castello Branco para a Petrobras. Hoje (19) a equipe de transição confirmou que o economista aceitou o convite.

Críticas

A extinção dos ministérios do Planejamento, Indústria e Comércio e sua fusão com a pasta da Economia gerou críticas de empresários. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou-se contra a medida.
O presidente da CNI, Robson Andrade, disse que uma indústria forte é o caminho para levar o Brasil para a rota do desenvolvimento econômico e social e, para isso, é preciso um ministério específico, que não seja atrelado à Fazenda, mais preocupada em arrecadar impostos e administrar as contas públicas.

(Com informações da Agência Brasil).

Temer diz na Guatemala que Brasil faz transição branda e tranquila

O presidente Michel Temer disse hoje (16), durante sua participação na primeira sessão de chefes de Estado e de Governo da 26ª Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, na Guatemala, que o governo brasileiro está trabalhando no processo de transição com a equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para que o novo governo “siga trabalhando de maneira responsável”.
“O Brasil teve [recentemente] suas eleições superiores. Onde vimos a eleição de um novo governo e sobretudo do novo presidente da República”, disse Temer. “Estamos passando agora por uma transição para que o novo governo possa conhecer de maneira muito branda e tranquila o que temos realizado, para que siga assim trabalhando de maneira responsável”, afirmou.
Durante o seu discurso, Temer citou a herança comum ibero-americana, destacando que os países participantes da cúpula buscam superar os obstáculos “em nome do estreitamento de vínculos e da busca do outro”. De acordo com o presidente, esse movimento tem resultado na construção de uma intensa agenda de cooperação no âmbito cultural e acadêmico, da ciência e tecnologia e no intercâmbio de experiência e de políticas públicas.
“É muito prazeroso poder participar desse encontro que busca a integração crescente e uma agenda para uma Ibero-América forte, inclusiva e sustentável. É importante destacar que precisamos caminhar de mãos dadas”, disse o presidente.
O presidente citou a Constituição para falar sobre o direito das mulheres e para abordar a cooperação com os países da cúpula. “Em nossa Constituição, temos uma regra que estabelece a necessidade de uma política pública que agregue todos os países latino-americanos, sem exceção”, disse.
Temer citou ainda as ações que fez durante o seu governo e citou a Proposta de Emenda à Constituição 95, a chamada PEC do Teto de Gastos, como exemplo de políticas aprovadas durante a sua gestão. O presidente afirmou aos presentes que essas medidas resultaram no recuo da pressão inflacionária. “Ressalto que, no prazo de dois anos e meio, no espaço do meu governo, tivemos uma redução da inflação para menos de 4%”, disse.
“Isso representa, primeiramente, a valoração dos salários e, desta maneira, estabelecemos um pilar econômico que traz, sobretudo, a ideia de responsabilidade fiscal. Nós estabelecemos um teto para os gastos públicos para evitar políticas que venham a comprometer o futuro e também que saiam desta ideia básica de que não podemos gastar mais do que arrecadamos”, afirmou o presidente.
Temer disse ainda que conseguiu “bloquear” um desemprego crescente e citou ainda o Bolsa Família como exemplo de política de inclusão social que oferece uma “assistência em beneficio a mais de 14 milhões de pessoas”.
“O que buscamos é a inclusão social e, para tal, temos criados um programa, chamado Progredir, para que os filhos dos beneficiários do programa sejam contratados pelos empresários. Assim, temos mais de 240 mil jovens empregados a partir deste tipo de programa de inclusão”, disse.
Temer ainda abordou o tema do meio ambiente, como um dos que dizem respeito aos países participantes da cúpula e disse que chegou a duplicar as áreas de algumas áreas de proteção ambiental no país.
O presidente da República chegou ontem à Guatemala, quando promoveu encontros bilaterais com chefes de  Estado e de governo, entre eles com o rei da Espanha, Felipe VI. Na agenda, as reformas que estão sendo implementadas pelo governo brasileiro e os planos de investimentos da Espanha no Brasil.

Livro conta como Roberto Marinho construiu um império traindo seu pai

Passou despercebido, na isolada barraca dos Escritores Independentes da 64.a Feira do Livro de Porto Alegre, o volume de 680 páginas do pesquisador Marco Aurélio Barroso.
Ele levou 16 anos para comprovar uma tese que lhe nasceu de um recorte de jornal: quando assumiu o jornal O Globo, semente da Rede Globo,  depois da morte de seu pai, o construtor desse império de comunicações, Roberto Marinho obteve isso ao custo de trair os principios fundamentais do jornalista Irineu Marinnho, seu pai.
Para dar cabo da tarefa, custeada pelo próprio bolso, Barroso chegou a mudar-se para perto da Biblioteca Nacional, onde passou seus dias anos a fio.
Produziu cerca de três mil páginas e o volume que está circulando é o primeiro de uma série, três ou quatro, ele ainda não definiu.
Para provar que Irineu Marinho era um jornalista nacionalista, independente, crítico ao capitalismo, Barroso remontou ao início de sua carreira num meio jornalístico formado por grandes nomes. Em toda sua trajetória pelos grandes jornais da época (época riquíssima do jornalismo) e principalmente em A Noite, que dirigiu até 1925, deixou o jornal para fundar O Globo.
Ele morreu dez dias depois…Enfim, pode-se questionar algumas conclusões do pesquisador, mas o livro é leitura obrigatória para jornalistas.