"A crise na segurança tem nome", diz sindicato dos policiais

Representante de cinco mil policiais civis, o Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia do Rio Grande do Sul divulgou uma nota oficial com o título:“Várias verdade para contar uma grande mentira”.
O alvo é a série de reportagens do jornal Zero Hora sobre o colapso da segurança pública no Estado..
“Nossa contestação é que eles falam da segurança como se não houvesse nenhum responsável”, disse ao JÁ o presidente da entidade Isaac Ortiz.
“Tem responsável, sim” afirmou Ortiz. “Se chama Jose Ivo Sartori, do PMDB, e toda sua base. É claro que a criminalidade está explodindo em todo o Brasil, mas aqui, além disso, o governo corta as verbas já escassas, criando uma situação insustentável”.
“O vice-governador disse que ‘tudo a seu tempo’. Mas será que a vida pode esperar este tempo? Quantas vidas serão ceifadas até que o estado tenha condições de combater a criminalidade”, questionou.
Segundo ele, a reclamação dos policiais civis não tem a ver com a questão salarial.

Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm/Sindicato
Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm/Sindicato

O sindicato reconhece que existe uma crise estrutural na segurança pública no país inteiro, falta de uma política para a área nos âmbitos municipal, estadual e federal.
Mas considera que “a crise específica do Rio Grande do Sul, que é mostrada na matéria de Zero Hora, é fruto da política homicida do governo Sartori.”
A nota afirma ainda que os investimentos do atual governo do estado “beiram o ridículo” e critica a opção do jornal por usar dados relativos aos últimos cinco anos e não apenas à 2015.
“Fica claro, para um olhar mais atento, que a intenção é diluir a responsabilidade do governo Sartori/PMDB.”
A nota apresenta números mostrando a drástica redução dos recursos para áreas essenciais em 2015.
Em equipamento e materiais permanentes, por exemplo, o valor caiu de R$ 92,9 milhões, em 2014, para R$ 39,3 milhões em 2015
Em obras e instalações, a diminuição é ainda mais gritante. Em 2014, foram investidos R$ 123,8 milhões, enquanto em 2015, o valor caiu para R$ 9,4 milhões.
Aprovados em concurso fazem churrasco de protesto em frente ao Piratini
Outra reivindicação importante, não somente dos policiais civis, mas de todas as categorias da segurança púlica, é a nomeação dos aprovados no último concurso público para a área, realizado em 2013.
O evento é motivado pelo aniversário do decreto 52.230, do governador Sartori, que congelou investimentos e barrou contratações e nomeações no executivo.
Nesta quinta-feira, a partir das 10h30, trabalhadores da segurança pública e os aprovados no concurso de 2013, se concentram em frente ao Palácio Piratini com suas churrasqueiras. O objetivo é convocar a população gaúcha a pressionar o governador pela convocação dos novos policiais. “O evento é aberto a todo mundo, porque a questão da segurança pública não diz respeito só aos aprovados”, explica Issac Ortiz.

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