O vice-prefeito Sebastião Melo participou hoje de uma sessão na Câmara de Vereadores para tratar dos estragos causados pela temporal do último dia 29 e das providências tomadas pela prefeitura.
Melo afirmou se tratar de uma situação de exceção e que não haveria como prever a dimensão antes do ocorrido. “Em 37 anos em Porto Alegre, eu nunca tinha visto nada assim”, afirmou. O vice e o secretariado apresentaram alguns números relativos aos estragos causados.
Foram mais de cinco mil árvores derrubadas ou danificadas, somando sete mil toneladas de madeiras recolhida até agora. O número de operários, segundo Melo, chegou a 1.400, incluindo funcionários da prefeitura, equipes terceirizadas contratadas emergencialmente, além de militares e apenados do regime semiaberto.
Em um primeiro momento, a prioridade foi restabelecer o fornecimento de energia elétrica e água, em seguida, desobstruir as ruas e calçadas. Agora, o foco é nos parques. O vice-prefeito afirmou que diversas equipes já trabalham no Parque da Redenção e que o trabalho deve ser concluído em quatro ou cinco dias. Segundo o vice, em 90% da cidade, os trabalhos estão bem encaminhados.
“A Prefeitura, em um processo de governança, está cumprindo o prometido, que era dar um geralzão na cidade em 15 dias”, defendeu Melo.

Vereadores de oposição criticam falta de plano de emergência
Após a exposição do vice-prefeito, vereadores de situação e oposição se alternaram na tribuna. Entre as principais críticas, a dificuldade de se obter informações junto à prefeitura e a falta de um plano de emergência.
A vereadora Sofia Cavedon (PT) lamentou que, entre os secretários presentes, não houvesse nenhuma mulher e fez uma série de questionamentos. “Temos um inventário do trauma que sofreu a vegetação urbana? Qual o principal motivo de queda das árvores? Que tipo de árvores? Qual a capacidade da Smam e do Dmlu, há anos sem concurso?”, indagou. Cavedon citou ainda a recente nota dos técnicos da Smam, que apontam para um sucateamento da instituição.
Fernanda Melchionna (Psol) criticou a falta de um plano de emergência e sugeriu a formação e treinamento de brigadas de cidadãos voluntários para atuar nos bairros. A vereadora chamou atenção também para o processo de terceirização da Smam, que considera pouco transparente.
Mônica Leal (PP) engrossou o coro da situação, elogiando a resposta da prefeitura à catástrofe, e reafirmando se tratar de um caso excepcional. A vereadora aproveitou o espaço para criticar o PT, que esteve à frente da prefeitura durante dezesseis anos.
O momento mais agitado da sessão foi a fala do vereador Idenir Cecchim (PMDB). Após elogiar o governo, que na sua opinião foi “rápido, unido e sério” para lidar com o problema, e criticar os “conselhões” criados pelos governos petistas, o vereador direcionou as críticas aos cidadãos presentes nas galerias.
“Onde estão os ecologistas que não estão ajudando a recuperar a cidade?” questionou, recebendo vaias dos presentes, e completou: “Não vamos dar minutos de fama para vocês, vamos conversar sobre coisas sérias.” A vereadora Sofia Cavedon se manifestou, afirmando que seu colega se dirigia de forma “ofensiva e desrespeitosa” aos cidadãos presentes nas galerias. Cecchim afirmou que Cavedon tentava tolhir seu direito de manifestação na tribuna.
Melo faz balanço dos estragos do temporal; oposição diz que falta plano de emergência
Escrito por
em
Adquira nossas publicações
texto asjjsa akskalsa

Deixe um comentário