P.C. DE Lester
Duas bombas de efeito retardado estão no colo do governador Ivo Sartori: a dívida do Estado com a União e o pedagiamento das estradas estaduais.
Ambas contaram com o apoio de Ivo Sartori, líder da bancada do PMDB, na época em que foram materializadas na Assembleia pelo governo Britto.
O governador diz que as condições em que foi feito o acordo da dívida com a União em 1997, eram muito diferentes das atuais.
Talvez fossem, mas o desastre era previsível. O deputado Flávio Koutzii, líder do PT, denunciou o contrato na tribuna, apresentou os cálculos, mostrou que a dívida nos termos em que fora negociada ficaria impagável. Foi chamado de micuim, a imprensa não lhe deu atenção.
O caso dos pedágios não foi denunciado por nenhum petista. Foi o engenheiro Cloraldino Severo, ministro dos Transportes nos governos militares, filiado ao então PDS, quem abriu a boca.
Ele participou das discussões como representante das transportadoras e divulgou um estudo mostrando que o contrato firmado com as concessionárias das estradas “era lesivo ao interesse público”.
Quinze anos depois, quando findavam as concessões, até a Zero Hora reconheceu em editorial que os contratos foram lesivos ao Estado.
As concessionárias amealharam algo como 2,4 bilhões de lucro líquido e devolveram as estadas com 15 anos de uso e conservação insuficiente. Vai custar mais de bilhão ao governo a recuperação.
Agora o governador Sartori diz que tem pressa para restabelecer o regime de pedágios nas rodovias estaduais, única saída para recuperá-las do estado precário em que estão.
Cabe lembrar que a “urgência em atacar o grave problema das estradas” foi o argumento para aprovar o modelo anterior de pedágio, que quinze anos depois devolveu ao contribuinte gaúcho o mesmo abacaxi.
Dívida e pedágios, duas bombas de efeito retardado que explodem no colo de Sartori
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