Mais de 500 professores realizaram na tarde desta segunda-feira uma marcha pelo centro de Porto Alegre.
O ato marcou o Dia Nacional de Paralisação em defesa da Educação, chamado pelo CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).
O parcelamento dos salários, anunciado pelo Governo do Estado na última sexta-feira, 26, às vésperas do início do ano letivo na rede estadual, foi o principal alvo da marcha, mas não o único..
Os professores acusam o governo do estado de promover um desmonte da educação pública.
Entre as pautas da categoria estão o do piso nacional, as más condições físicas das escolas e a falta de segurança, o falta de professores em sala de aula..
Segundo o sindicato, 5 mil professores aprovados em concurso aguardam nomeação.
Outro ponto que vem sendo criticado pelos professores é a obrigatoriedade, imposta pela Secretária de Educação, do ensino religioso para os três anos do Ensino Médio.
Segundo o sindicato, 5 mil professores aprovados em concurso aguardam nomeação.
A manifestação iniciou com concentração no Largo Glênio Peres.
Com um calor de mais de 30 graus, os manifestantes buscavam espaços de sombra em frente à prefeitura e ao Mercado Público.
Por volta das 14h30, os professores partiram em caminhada pela avenida Mauá.
O destino final era o Palácio Piratini, mas no caminho a marcha parou em frente à Secretaria Estadual da Fazenda, “a primeira estação da incompetência”, classificavam os manifestantes ao microfone.
“Eu vou fazer um bingo / quem ganhar eu tenho dó / o prêmio é o Feltes / ganha com uma pedra só”, cantavam os professores.
O secretário da Educação, Vieira da Cunha, também não foi poupado e a canção ganhou mais uma estrofe: “Quem não ganhou nada / não fiquei de bobeira / porque na segunda pedra / você leva o Vieira”
A caminhada seguiu até o Palácio Piratini, onde o sindicato realizou o que chamou uma aula de cidadania ao governador José Ivo Sartori.

Sindicato foi ao Ministério Público contra contratos emergenciais
A presidente do sindicato chegou ao carro de som quando a caminhada já havia iniciado. Elenir Schürer justificou seu atraso: “Nós estávamos no Ministério Público denunciando os contratos emergenciais do governador Sartori, quando temos 5 mil aprovados em concurso esperando nomeação.”
A visita foi um primeiro contato, para cobrar do MP o cumprimento de uma decisão da Justiça, de 2006, que proíbe o governo de fazer contratações emergenciais para servidores de escolas. “Se tem 300 vagas, são 300 nomeações”, defendeu Elenir Schurer, que afirmou ainda que no ano passado mais de seis mil professores deixaram a rede pública.
Mobilização nacional prevê greve de três dias em março
A marcha integrou do Dia Nacional de Paralisação em Defesa da Educação, chamada pela CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), como parte da luta pelo pagamento do piso nacional. Participaram do ato, representantes dos professores e funcionários de escolas públicas de diversos estado como Santa Catarina, apraná, São Paulo, Sergipe e Pernambuco.
O representante pernambucano afirmou que a situação da educação no Rio Grande do Sul é usada pelo governo do seu estado como argumento para não atender as reivindicações dos professores. “Um estado com o histórico de luta como o Rio Grande do Sul não pode servir como um exemplo negativo na educação”, defendeu o professor
O calendário de mobilização da CNTE prevê ainda uma greve nacional nos dias 15, 16 e 17 de março. A principal reivindicação é o pagamento do piso nacional. O movimento é contra a terceirização, a reorganização por meio de enturmação e a entrega das escolas às organizações sociais. No dia 18 de março, o Cpers deve realizar uma assembleia geral no Gigantinho.

Professores começam o ano letivo com paralisação e protesto
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