Aedes em Porto Alegre: índice de fêmeas multiplicou por quatro em um mês

Felipe Uhr
O indice de infestação de fêmeas, que mede o potencial de disseminação do aedes egypti, chegou ao nível “critico” em Porto Alegre.
Esse índice, medido semanalmente, através de armadilhas colocadas em pontos escolhidos era 0,24% em novembro de 2015.
Passou para 0,43% em fevereiro e agora está em 1,9%.
A informação foi dada pela veterinária Luiza Lemos, da Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde, durante aula de capacitação sobre o Aedes, realizada na sede da Coordenadoria na tarde desta quarta-feira, dia 2.
Segundo Luiza, o mosquito vem se proliferando rapidamente pela cidade com o consequente aumento do numero de casos de dengue.
Na última atualização da Prefeitura divulgada nesta quarta já somam 67, sendo 25 importados e 42 autóctones (contraído em Porto Alegre).
A atividade tem como objetivo fornecer informações a respeito do mosquito e também dos métodos de eliminação dos criadouros, principal motivo de proliferação do mosquito.
A veterinária destacou que a falta de conhecimento das pessoas ainda é um grande fator que permite o crescimento desses índices de infestação. “As pessoas não tem plantas em casa e acham que o mosquito não está, e pode sim estar” ressaltou.
Ela destacou que além dos recipientes e potes de plantas, calhas, ralos e até mesmo potes de água para o cachorro podem ser lugares de hospedagem das larvas que podem levar de 3 a 7 dias para desenvolver o mosquito do Aedes Aegypti.
“Elas (fêmeas) precisam de água limpa e de lugar firme para colocar  seus ovos” afirmou a especialista.
Ela também explicou a definição de água limpa: água parada sem produto químico ou muita matéria orgânica. “O mosquito adora a água da chuva”, destacou.
Há também os criadouros naturais; bromélias, ocos de árvores ou folhas bananeira mas em Porto Alegre o mosquito tem sido “urbano” já que os maiores índices de infestação foram encontrado dentro de domicílios e em zonas centrais da cidade.
Para monitorar a proliferação do mosquito é realizado semanalmente o do índice Médio de Fêmeas de Aedes Aegypti (IMFA), com 884 armadilhas espalhadas em 28 bairros da cidade. O bairro Vila Nova, que não estava no levantamento, foi adicionado por ter registrado 34 casos confirmados de dengue.

Armadilha ajuda na captura e monitoramento do mosquito fêmea. Foto: Cristine Rochol/PMPA
Armadilha ajuda na captura e monitoramento do mosquito fêmea. Foto: Cristine Rochol/PMPA

O IMFA registra as fêmeas capturadas em cada armadilha. São as fêmeas que transmitem o virus.
A cada fêmea capturada a estimativa é que existam mais 25 nas proximidades, segundo a fabricante da armadilha, a EVEC. Porém o Ministério da Saúde calcula que esse número possa chegar até 100.
Os números do IMFA, não estão disponíveis oficialmente pela Prefeitura nem através do site ou de comunicados.

Adquira nossas publicações

texto asjjsa akskalsa

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *