30 mil na Cidade Baixa em uma tarde escaldante de carnaval

Matheus Chaparini
Eram aproximadamente cinco horas da tarde do sábado quando a União da Vila do IAPI começou a tocar samba na rua Joaquim Nabuco. Estavam abertos os trabalhos de uma tarde intensa de carnaval na Cidade Baixa. Os termômetros marcavam mais de 35ºC, mas no asfalto a sensação era de muito mais calor. “Tem um sol por pessoa hoje”, exagerou um folião.
O desfile simultâneo de três blocos juntou entre 25 e 30 mil pessoas no bairro boêmio, segundo estimativas da Brigada Militar.
De azul, vermelho e branco, a União da Vila chegou com sua bateria, mestre sala, porta bandeira e três porta estandartes e se juntou ao bloco Galo de Porto, que saiu da Joaquim Nabuco e percorreu a Lima e Silva. O galo é uma criação de pernambucanos que moram em Porto Alegre, em homenagem ao Galo da Madrugada, um dos blocos mais tradicionais de Recife.

Escola de samba União da Vila do IAPI de juntou ao bloco Galo de Porto / Matheus Chaparini
Escola de samba União da Vila do IAPI de juntou ao bloco Galo de Porto / Matheus Chaparini

Na esquina com a Sofia Veloso, o bloco cruzou com o Maria do Bairro, que faz seu carnaval no mesmo local há 11 anos. “Teve um tempo que o Maria do Bairro ia até a meia noite”, lembrou de cima do caminhão um dos organizadores, criticando o limite de horário imposto nos últimos anos – até as 21h. A bateria do Areal do Futuro – que faz seu desfile dia 4 de março – engordava a festa da Maria.
A antiga Rua da Margem, atual João Alfredo, era o trajeto do desfile do bloco Do Jeito Que Tá Vai, que saiu do Largo Zumbi dos Palmares.
O desfile triplo deste sábado abriu a programação oficial do carnaval de Porto Alegre, que conta ainda com dezenas de desfiles até maio. Além dos blocos que desfilam nesta programação, vão para a rua blocos independentes, como a Turucutá, que sai no dia 19 de março, o bloco Avisem a Shana que Sábado Vai Chover, no dia 11 de março.
Como é carnaval, a programação está sempre sujeita ao acréscimo de novos blocos. Nos últimos anos têm surgido em Porto Alegre diversos blocos independentes, ou piratas, a exemplo do que ocorre no carnaval carioca. São grupos que desfilam de forma autônoma, com percussão e metais, geralmente sem auxílio de carro de som, fazendo carnaval não necessariamente em época de carnaval. Além do bloco da Shana, É primavera, Axé que Enfim são alguns exemplos.

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