P.C. de Lester
Dois dos mais experientes e respeitados jornalistas do país – Janio de Freitas e Mino Carta – trabalham com a hipótese de uma conspiração em andamento no país, um plano de desestabilização política manobrado por forças ocultas.
Algo como aconteceu em 1964, com a derrubada do governo de João Goulart.
O alvo imediato seria o PT e suas politicas populares, mas a medio prazo o propósito seria reverter o processo da ampliação de direitos e de ganhos deflagrado bem antes de o PT chegar ao poder.
Seria uma reação da “Casa Grande”, como diz Mino Carta, à ascensão de camadas populares na democracia, não apenas em termos de renda, mas também em educação e organização.
Diante da dificuldade de alijar o PT do poder pelos caminho do voto, os conspiradores tratam de tensionar gradativamente o ambiente político até o ponto em que será inevitável uma intervenção militar.
A manipulação da imprensa através de vazamentos seletivos é o principal instrumento da conspiração, facilitado pelo pensamento único antipetista que se instalou na mídia.
Talvez 2018, quando haverá eleição presidencial, seja uma data limite, dependendo do resultado. A campanha já está nas ruas e promete ser explosiva.
Em 1964, a inteligência por trás manipulando fatos ou criando factóides para instabilizar o ambienta político era ninguém menos do que o general Golbery do Couto e Silva, financiado por grandes empresários e com apoio da CIA..
E o assalto à opinião pública contou com a força de todos os grandes jornais, rádios e televisões, com uma única exceção – a Ultima Hora..
Dizem que a história só se repete como farsa, mas é bom lembrar que naquela época também se denunciava a conspiração antidemocrática. E ninguém acreditava.
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Eleição de 2018 já está na rua e será teste para a democracia
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