Manifestação na Redenção repudia o golpe contra Dilma

O ato convocado pela Frente Brasil Popular em defesa da democracia e contra o golpe reuniu em torno de três mil pessoas no Parque da Redenção neste domingo.
O ato iniciou por volta do meio dia com um coxinhaço organizado pelo Bloco da Diversidade.
Uma longa fila se formou para degustar as coxas de frango assadas em diversas churrasqueiras em frente aos arcos.
Às 13h, a voz do carro de som anunciava que as coxinhas estavam acabando, mas logo chegou um novo carregamento e a fila aumentou.
No entorno, os militantes se abrigavam na sombra e quatro baterias faziam o aquecimento. No carro de som, alguns trovadores se revezavam, improvisando versos acompanhados pela gaita.

Uma longa fila se formou diante das churrasqueiras / Matheus Chaparini
Uma longa fila se formou diante das churrasqueiras / Matheus Chaparini

As falas começaram em torno das 14h30 e a manifestação atingiu o pico de público depois das 15h.
O mote dos discursos era a defesa da democracia e da continuidade do mandato de Dilma Rousseff, mas o apoio ao ex-presidente Lula também foi tema constante.
As bandeiras do PT predominavam na paisagem do ato, mas CUT, UNE, UJS e CTB também tinham as suas. A CTB estendeu uma enorme faixa com os dizeres “Pela democracia. Contra o golpe.”
O ato foi composto fortemente pela militância do partido e de movimentos sociais, de Porto Alegre e de todo o interior do estado. Além destes, poucos cidadãos independentes se engajaram.
Quando os ônibus do interior começaram a partir, o público diminuiu rapidamente.
“Hoje não tem outro lugar para se estar. Ou se fica aqui com os trabalhadores ou se vai lá para o Parcão, com os traidores, os coxinhas”, defendia umas das condutoras do ato no caminhão de som.
E prosseguiu: “Se engana quem pensa que o ato do Parcão é uma luta contra a corrupção. Quem é contra a corrupção não atende chamado de Aécio Neves.”
Diversas vezes, ao microfone, era anunciado um público de três mil pessoas no ato do outro parque, celebrando uma vitória.
Mas o ato do Parcão certamente reuniu um número muito maior de participantes. Um integrante do Bloco da Diversidade ironizou as estimativas de público. “Segundo estimativas dos participantes, tem 300 mil pessoas aqui hoje, segundo a RBS são mil, e pela Brigada tem 25 pessoas.”
Olívio diz que partido baixou a guarda
13 de março ato do pt
“Por não termos ido mais longe estamos passando por este momento” / Foto Stela Pastore

Olívio Dutra foi a liderança mais festejada do ato. Subiu no caminhão com a militância gritando seu nome, seu discurso foi o que mais envolveu o público. Mas mesmo assim não teve uma resposta efusiva da massa, cuja animação deixou os mais antigo saudosos dos grandes comícios do partido nas décadas de 80 e 90.
O ex-governador avaliou que este é um momento de reflexão sobre o que faltou fazer ao longo do período em que o partido vem governando o país.
“Não fizemos a reforma agrária, a reforma tributária, com impostos progressivos para os mais ricos, não fizemos a reforma política e eles estão nos empurrando uma reforma que é um retrocesso.”
E concluiu: “Nós baixamos a guarda. Nós devíamos ter ido mais longe. Por não termos ido, estamos passando por esse momento, que tem que ser encarado e superado com muita participação.”
Olívio defendeu o mandato de Dilma Roussef e afirmou que “é um governo eleito por mais 54 milhões de votos e isso não pode ser desrespeitado.” Porém, não deixou de fazer críticas a alguns posicionamento da presidente.
“O governo tem que mudar de curso a política para estar mais próximo de nós do que dos banqueiros. Temos que cobrar da Dilma o programa que foi eleito em 2014.”
Para o ex-governador, o momento é de consolidação da democracia e da participação popular e  defendeu inclusive que alguns setores do judiciário sejam eleitos pela população.
Olívio encerrou sua fala convocando a militância à luta pela democracia, em defesa do mandato de Dilma e pelo funcionamento das instituições democráticas conforme previsto na constituição.
“Esta não é uma luta de armas, uma luta de tapetão, é uma luta de esclarecimento, uma luta cultural, que tem que ser travada no cotidiano.”
PT convoca novo ato para sexta-feira
Ao fim do ato, ficou definido com a militância manterá vigília nos proximos dias. Na sexta-feira, 18, um  novo ato acontece na Redenção.
Outra manifestação está agendada para o dia 31, quando deve acontecer uma marcha a Brasília. Os manifestantes afirmaram também que em caso de tentativa de prisão de Lula, acampamentios serão montadosm na Praça da Matriz e nas Câmaras de Vereadores dos municípios.
Às 17h20 foi encerrado ato e o público se dispersou enquanto os auto falantes cantavam “caminhando e cantando e seguindo a canção.”
 
Nota: Até as 15h30 desta segunda-feira, creditamos equivocadamente a primeira foto desta matéria. A autoria da foto é de Guilherme Santos, repórter fotográfico do Sul 21 e o crédito já foi corrigido.
 
Veja mais fotos (crédito Jornal JÁ):
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