32 siglas partidárias disputam a atenção do eleitor em 2014

Procurando na Internet por “sopa de letras”, os resultados são os mais variados: desde um programa da Rádio e Televisão de Portugal (RTP) até jogos gratuitos “online”, como um que tem como instruções: “Leia atentamente a dica e forme a palavra correspondente com as letras que estão na sopa. Após formar 5 palavras, sua sopa ficará pronta e você deve derrubar as moscas para que elas não caiam no seu prato.” (em www.escolagames.com.br).
Mas a mais preocupante das sopas de letras no universo brasileiro não está no Google ou em outros sites de busca.
Está no endereço http://www.tse.jus.br/partidos/partidos-politicos. Lá você, atento leitor e futuro eleitor, poderá constatar que a eleição de 2014 para presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, distritais e estaduais promete dar um nó nos “seus miolos”, conforme o dito popular.Para o primeiro turno que já está marcado para o dia 5 de outubro, as “colas” devem se multiplicar.
A sopa de letras concorrente nos oferecerá 32 siglas: PMDB, PTB, PDT, PT, DEM, PCdoB, PSB, PSDB, PTC, PSC, PMN, PRP, PPS, PV, PTdoB, PP, PSTU, PCB, PRTB, PHS, PSDC, PCO, PTN, PSL, PRB, PSOL, PR, PSD, PPL, PEN, PROS e SDD. Ufa! Cansou? Mas pode trocar por números, já que você pode votar somente na legenda: na mesma ordem, 15, 14, 12, 13, 25, 65, 40, 45, 36, 20, 33, 44, 23, 43, 70, 11, 16, 21, 28, 31, 27, 29, 19, 17, 10, 50, 22, 55, 54, 51, 90 e 77.
Dá até prá fazer uma “fezinha” na Lotomania da Caixa!!!
O que será que move tamanha sanha partidária?
Há tantos socialismos ou democracias ou trabalhismos tão diversos que cada um “dono de partido” ou grupo político queira ter o seu? A maioria das siglas remete para isto.
Se analisarmos os programas e estatutos partidários, as propostas se assemelham ao pretender o melhor dos mundos para os cidadãos brasileiros.
Quase tudo na direção da assertiva atribuída ao pensador e escritor inglês Samuel Johnson (1709-1784): “O inferno está cheio de boas intenções”.
Além das siglas de aluguel, haverá disputa às vezes ininteligível para o eleitor comum pelos horários gratuitos no rádio e na TV. E mais do que isto, uma cobiça incontrolável pelos recursos do Fundo Partidário que, em 2012, distribuiu quase R$ 350 milhões entre as legendas registradas até então e com atestado de regularidade nas suas prestações de contas.
Depois do troca-troca partidário encerrado no início de outubro, as negociações vão recrudescer, desaguando nas convenções partidárias cujo prazo fatal é 30 de junho de 2014, quando serão sacramentadas as candidaturas majoritárias e proporcionais.
Preparemo-nos, pois! Como dizem as instruções do joguinho mencionado no início: “… as moscas podem cair em nosso prato”!!! Cuidado.
Vilson Antonio Romero, jornalista, diretor da Associação Riograndense de Imprensa.

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