A realidade é novela, na ficção de Caco Belmonte lançada na Feira do Livro

Filho do lendário jornalista de rádio esportivo gaúcho, João Carlos Belmonte, Caco Belmonte cresceu em um ambiente impregnado de jornalismo. Assim, seu trabalho de ficção de maior fôlego até agora, lançado nesse domingo, 12/11, na Feira do Livro de Porto Alegre, a novela “Lambuja”, após dois livros de contos e participações em coletâneas, tem esse componente de realidade entremeada com ficção.
No material de divulgação é explicado que “Lambuja é uma novela construída para desconstruir os jeitinhos e hipocrisias que permeiam a sociedade brasileira. História linear, entremeada por vozes que complementam e ampliam a trama, conduzindo o leitor por uma Porto Alegre que surge em cenário e também como reforço à densidade narrativa, vertendo em suas páginas o reflexo dos acontecimentos que assinalam o momento tensionado na política nacional. Informações, pistas e insinuações surgem ao longo do caminho nos bastidores do poder. Um livro que tem história aparente e história subterrânea. Caco retrata um Brasil torto de futuro incerto.”
Fatos reais
Edição de Marcelo Spalding, pela Editora Metamorfose, apresentação de Luiz Paulo Facccioli, dois rigorosos intérpretes e intermediadores da literatura que se produz no Rio Grande do Sul, a obra aborda a questão da modernidade (somos dependentes e “viciados” em coisas dispensáveis, supérfluas); fala dos jovens e os compara com jovens de outras épocas; critica o consumo excessivo de medicamentos e questiona a moralidade de categorias que deveriam estar acima de qualquer suspeita, como médicos e membros do Judiciário, além dos políticos. O leitor, conforme avançam os capítulos, recebe “pistas e dicas” sobre informações que o protagonista desconhece.
Segundo Caco, a ficção é toda desenvolvida em cima de fatos reais e quem desejar saber quem é quem na história ele explica tim tim por tim, pessoalmente. É a verdadeira literatura em que a vida imita a arte. E vice versa. O autor trabalhou em veículos de comunicação e assessoria institucional. Natural de Porto Alegre (1972), cursou a Oficina de Criação Literária da PUCRS (1992) e participou de diversas coletâneas. É autor de “Contos para ler cagando” (2004), lançado na Festa Literária Internacional de Parati (Flip), e “No Orkut dos outros é colírio” (2006). Mantém atualizado o blog “O Exu Literato – A palavra no nível subatômico”.
 

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