A festa de aniversário da mais antiga entidade ambientalista do Brasil, a Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), que ocorreria neste sábado (23), na Feira de Agricultores Ecologistas (FAE) foi transferida para o final de semana que vem.
A instituição completa 45 anos de atividades na próxima quarta-feira, 27 de abril.
Foi fundada em 1971 pelos ambientalistas José Lutzenberger, Augusto Carneiro, Hilda Zimmermann. A primeira ação foi contra a poda irregular das árvores em Porto Alegre, mas a Agapan se notabilizou pelas campanhas contra a poluição da Borregaard e pela pressão para que se criasse a Lei dos Agrotóxicos.
Houve também o célebre episódio do estudante que subiu em uma árvore, na João pessoa, para impedir sua derrubada.
Curiosamente, essas três bandeiras tem sido muito levantadas pela Agapan neste 2016. Os ambientalistas estão novamente debatendo a arborização urbana em Porto Alegre – depois que um temporal devastador arrancou mais de 3 mil vegetais em parque da cidade no final de janeiro. Recentemente, foram à Câmara Municipal pedir uma audiência pública para tratar do assunto.
Eles tem se mobilizado também para fiscalizar a emissão de poluentes da celulose de Guaíba (hoje, de propriedade da chilena CMPC) depois que colocou em operação a nova planta, que quadruplicou a produção.
Na temática dos agrotóxicos, a Agapan está preocupada com diversas medidas em tramitação no Congresso Nacional – desde projetos que querem substituir o termo por “defensivos fitossanitários” até aquele que veda a identificação de alimentos transgênicos. Ambas são propostas de parlamentares gaúchos.
A história da entidade e de seus protagonistas está contada no livro “Pioneiros da Ecologia”, dos jornalistas Elmar Bones e Geraldo Hasse, e publicado pela JÁ Editores.
Agapan celebra 45 anos mas adia festa para semana que vem
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