Texto e fotos: Heverton Lacerda / Agapan
A Agapan promoveu um debate em 31 de agosto, no salão da Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Guaíba, ao lado da empresa Celulose Riograndense (CMPC), sobre os impactos das atividades da empresa na comunidade do bairro Alegria, que fica bem próxima da fábrica.
Francisco Milanez, um dos palestrantes do evento, falou sobre os riscos que o processo de branqueamento de fibras de celulose com a utilização de Cloro representa para os moradores e para o município. Milanez também alertou para os impactos causados pela grande quantidade de eucaliptos plantados no bioma Pampa.
O tema também foi abordado pelo presidente da Agapan, engenheiro agrônomo Dr. Leonardo Melgarejo, que, durante a abertura do Agapan Debate, alertou para o grande consumo de água por parte dos eucaliptos. Melgarejo falou ainda sobre os perigos para a economia local e para os produtores gaúchos, que ficam reféns da indústria de celulose, que monopoliza o mercado comprador de eucaliptos no RS.
Uma das moradoras a se manifestar foi Cristiane Montemezzo, que criticou os ruídos e o característico odor de ovo podre. Ela disse que a comunidade fez inúmeras reclamações para a diretoria da fábrica e para a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), mas que os problemas permanecessem.

Agapan debate poluição de fábrica de celulose
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