Alunos acampam em apoio aos professores grevistas


As barracas estão em frente ao Instituto de Educação, e não têm data para sair (Foto: Carla Ruas/JÁ)

Carla Ruas

Os alunos do grêmio estudantil do Instituto de Educação Flores da Cunha estão acampados em frente à escola, para mostrar apoio à greve do magistério, que já dura 11 dias. A partir da noite dessa segunda-feira, (13/03), são esperadas mais de vinte barracas de outros estudantes do movimento estudantil. O Cpers/Sindicato agradece a iniciativa, e também monta acampamento em frente ao Palácio Piratini para pressionar o governo.

“Acreditamos na greve porque queremos uma melhora na educação pública”, afirma Bárbara Fagundes, presidente do grêmio estudantil do Instituto de Educação. Para ela, os professores são mal remunerados e a escola não oferece condições para o aprendizado dos alunos. “O ginásio está em decomposição, há louças quebradas e a biblioteca é muito debilitada”, explica.

A idéia de acampar em plena Avenida Osvaldo Aranha partiu do movimento estudantil Contestação, que defende a educação pública, gratuita e de qualidade. O grupo é composto por alunos do Instituto de Educação, Parobé, Rio Branco, Curso técnico do Hospital de Clínicas, PUCRS e Uniritter. Bárbara afirma que eles gostariam de estar freqüentando as aulas, mas reconhecem a gravidade do problema. “A greve só vai acabar quando o governador der o reajuste”.

O Cpers/Sindicato aprecia a mobilização, e continua visitando as escolas públicas estaduais, em busca de uma maior adesão à paralisação. “Estamos juntando forças com pais, alunos e sindicatos, para exigir que o governo abra as negociações imediatamente”, afirma a vice-presidente, Neiva Lazaroto.

Na manhã desta segunda-feira, (13/03), o comando de greve montou uma barraca em frente do Palácio Piratini, que ficará de plantão 24 horas por dia. A idéia é pressionar o governo para que resolva logo o impasse. “O Estado está sendo muito intransigente e está agindo de forma irresponsável”, critica Neiva.

Na quinta-feira, (16/03), o Cpers planeja realizar uma grande passeata, com 10 mil manifestantes. “Se o governo não negociar até lá, o movimento endurece”, promete.

Secretaria afirma que adesão diminuiu

Segundo a Secretaria de Educação, muitas escolas estaduais voltaram a ter aulas normalmente no inicio dessa semana. Em levantamento divulgado nesta segunda-feira, (13/03), 1.977 instituições de ensino estão com atividades normais, contra 1.933 da última sexta-feira, (10/03). Em Porto Alegre, 204 das escolas estariam funcionando normalmente, e 56 estariam com as portas fechadas.

Adquira nossas publicações

texto asjjsa akskalsa

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *