Andar interditado oferece riscos a estudantes e professores do Paula Soares

Felipe Uhr

Desde terça-feira, dia 26, ninguém sobe no último andar da Escola Estadual Paula Soares, situada no centro de Porto Alegre. A chuva da última segunda
causou danos ao já corroído prédio de quase 90 anos, por volta das 10h da manhã de terça, quando parte do teto cedeu gerando medo entre alunos e professores. À tarde, o andar já havia sido bloqueado. Os alunos foram realocados e turmas foram postas juntas para que todos tenham aula.

Telhado apresenta buracos. Pode haver risco de desabamento
Telhado apresenta buracos e pode haver risco de desabamento. Fiação também precária.

Nesta quarta-feira, um engenheiro foi ao colégio e interditou o acesso às sete salas de aula e dois banheiros do último andar. Um levantamento completo de quais obra serão necessárias está em fase de elaboração. A Secretaria de Educação havia informado que o laudo sairia até o final da tarde desta quinta-feira, mas nenhuma nota foi emitida até o fechamento desta matéria.
Na manhã desta quinta-feira, um grupo de alunos e pais se reuniu para denunciar as péssimas condições da instituição de ensino. Queriam fazer uma coletiva com o apoio da diretoria da escola, mas não tiveram sucesso. A vice-diretora do turno da noite, a professora Maria Helena Soares, disse apenas que aguardava a diretora do turno da manhã retornar do 1ªCRE (Coordenadoria Regional de Educação) onde estava abrindo o processo de reclame do dano.
Alunos subindo em lugar interditado para pegar material escolar.
Alunos subindo em andar interditado para pegar material escolar.

 
No andar afetado se vê de longe as más condições que o tempo impôs ao prédio. Buracos no teto e infiltrações são alguns problemas apresentados. A fiação precária, que causa choque a quem encostar nos corrimãos é outro, porém nenhum problema é novo. Todos eles são bem conhecidos algum tempo. Em 21 anos de escola, Maria Helena não recorda de alguma obra de reparo. “Cada obra precisa de uma série de requisitos já que é um prédio histórico, né”, argumenta ela. O fato é que a escola Paula Soares, hoje, oferece riscos aos seus funcionários e estudantes.
Alguns pais demonstram grande preocupação. É o caso Maria Madalena Gusen. Na terça-feira, ela recebeu um telefonema da filha, de 12 anos, estudante da sexta série do colégio, que estava em uma das salas quando começou a escorrer água e terra. A garota ficou apavorada. “Dá medo de largar os filhos da gente aqui”, lamenta Maria.
Do lado de fora a situação também é precária: redes foram colocadas nas vigas para segurar pedras que caem
Do lado de fora a situação também é precária: redes foram colocadas nas vigas para segurar pedras que caem

Para a estudante de 17 anos do terceiro ano, Luiza Ninov, a situação é preocupante. Luiza estudou todo ensino fundamental em escola particular e desde 2014 está no Paula Soares. Ela considera uma “calamidade” o atual quadro. “Quando eu vim para a rede pública pude perceber o quão ruim é a estrutura apresentada”, criticou a secundarista.
Para o Paula Soares a Secretaria de Educação já destinou R$ 100 mil reais. A vice-diretora Maria Helena teme que esse valor seja insuficiente já para a principal obra, a reforma do telhado. A pasta garante que não haverá problemas de recursos para a obra.
O período técnico irá informar se todo o colégio deverá ser interditado ou apenas parte dele para as obras de restauração.
Uma assembleia será realizada pela comunidade escolar do Paula Soares, nesta sexta-feira, às 18h.
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