Anulação do impeachment na Câmara, primeira bomba de Cunha

Presidente em exercício da Câmara, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA) decidiu no início da manhã desta segunda-feira, 9,  anular a sessão que admitiu o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, no dia 17 de abril.
O deputado explicou que atendeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), apresentado pelo ministro José Eduardo Cardozo. Ele já convocou uma nova sessão, a acontecer daqui a cinco sessões.
Vários indícios apontam para o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a quem Maranhão é ligado. O pedido da AGU aguardava decisão há dias. Cunha podia ter resolvido, mas manteve a porta aberta.
Esta anulação pode ser a primeira das bombas que Cunha tem prometido soltar se não tiver proteção para se livrar da cassação e dos inquéritos contra ele.
O deputado Anthony Garotinho relatou o que ouviu em Brasilia de aliados muito próximos de Cunha. Ele teria dito: “Se eu for abandonado não vou sozinho para o sacrifício. É bom que alguém diga a Michel (Temer) e a (Romero) Jucá que eu posso ser o início do fim de um governo que nem começou”. Outra frase que teria dito: “Se estão pensando que vou aceitar solidariedade sem uma solução concreta estão enganados”.
O líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), não acredita que a anulação da sessão do impeachment tenha sido iniciativa de Maranhão: “Ele não tem capacidade de tomar uma decisão como essa. Eu não sei em que artigo da lei ele se baseou, ele não tem conhecimento do regimento. Ele recebeu um prato feito e só fez assinar. Ele não tem capacidade e nem legitimidade para isso”.

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