Após ato com Dilma, "Fora Temer" foi ouvido na Pe.Chagas e Parcão

FELIPE UHR
Foram mais três horas marchando. Dilma discursou durante poucos minutos em defesa de seu mandato na esquina democrática, no centro de Porto Alegre. Falou contra o que chama de golpe. Inflou cerca de 10 a 15 mil pessoas que a acompanhavam. Depois disso por volta das 19h começou a marcha do “Fora Temer” liderada por movimentos Sociais, feministas, estudantis e da juventude, todos de esquerda.

2016.06.03 - Porto Alegre/RS/Brasil - Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
2016.06.03 – Porto Alegre/RS/Brasil – Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

Com placas pedindo Fora Temer, milhares saíram da esquina democrática e ingressaram na avenida do Andradas, depois Marechal Floriano, até a Júlio de Castilhos. Cantavam “Ai,ai,ai,ai empurra o Temer que ele cai” ou “Fora Temer, Fora Temer”. Na frente da Igreja Universal o primeiro ato: bonecos dos deputados Malafaia, Feliciano e Eduardo Cunha foram queimados.
O Grupo, cerca de 10 mil pessoas, seguiu para o IPHAN.( Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Passou pela rua Barros Cassal onde protagonizou um dos momentos mais fortes do protesto. Os gritos de “quem apoia pisca luz” eram devolvidos pelas sacadas simpatizantes ao ato.
Manifestação ficou cerca de 20 minutos no Iphan Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
Manifestação ficou cerca de 20 minutos no Iphan Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já

Já na avenida Independência, o grupo fez silêncio quando passou pelo Hospital Infantil Presidente Vargas. Quando já havia passado pelo hospital, os gritos de fora Temer voltaram com força. No IPHAN, os gritos era de “Ocupar e resistir”. O prédio da Cultura hoje está ocupado em protesto ao governo Temer. Líderes do grupo que hoje ocupam o Instituto discursaram em apoio à manifestação que ali ficou por quase 30 minutos, talvez menos. Surgia o primeiro impasse: seguir, ou não para o Parcão, reduto das manifestações pró-impeachment.
Organizadores e lideranças do grupos acharam melhor não ir. Após algumas conversas, estava decidido: o ato iria acabar, o que não acabou acontecendo. Muitos dispersaram, outros ficaram no IPHAN, mas o fato é que a grande maioria seguiu rumo ao bairro Moinhos de Ventos.
Na Mostardeiro, entraram na rua Florêncio Ygartua. Seguiam os gritos de fora Temer e novos eram incorporados, “Que palhaçada, bate panela mas quem lava é a empregada” foi entoado em alto e bom som, uma referência aos “panelaços” executados durante os discursos de Dilma em rede nacional, na TV ou contra o governo Dilma durante a divulgação dos áudios dela e do ex-presidente Lula.
Quando se viu, o grande grupo de manifestantes já estava na rua Padre Chagas, a famosa Calçada da Fama, zona boêmia frequentada pela burguesia. Ali, críticas e até ofensas à classe alta da sociedade foram ouvidos. Gritos de apoio à presidente afastada Dilma Rousseff também foram ouvidos durante todo o protesto. Ali, pessoas que estavam nos bares olhavam quase que caladas ao protesto. Alguns provocavam e eram retrucados pelos gritos de “Golpistas, Fascistas, não passarão!”. Apesar dos ânimos exaltados, não houve briga.
A terceira e última parada foi o Parcão, tradicional ponto de encontro das manifestações contra Dilma e o ex-presidente Lula. O verde-amarelo, vestimenta tradicional nesses atos, foi substituído por casacos de diversas cores, bandeiras vermelhas ou de apoio aos movimentos LGBT. Em frente ao Habbib’s o grupo fechou a avenida Goethe por alguns minutos. “O Parcão é nosso”, foi ouvido. A manifestação enfim estava completa mas não finalizada.
Ali muitos se dispersaram, mas em torno de 5 mil pessoas estavam na hora do ato, no Parque Moinhos de Ventos, o Parcão. A manifestação terminou na Cidade Baixa entre as ruas Lima e Silva e Loureiro da Silva. O ato foi pacífico e sem maiores incidentes, sempre sob o olhar distante da Brigada Militar, comandada pelo tenente-coronel Mário Ikeda.
Por Ramiro Furquim/Jornal Já
2016.06.03 - Porto Alegre/RS/Brasil - Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
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2016.06.03 - Porto Alegre/RS/Brasil - Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
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2016.06.03 - Porto Alegre/RS/Brasil - Depois de ato na Esquina Democrática com a presidente afastada Dilma Rousseff, manifestantes caminharam pelo bairro Moinhos de Vento e realizaram ato Fora Temer no Parcão. Foto: Ramiro Furquim/Jornal Já
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Comentários

Uma resposta para “Após ato com Dilma, "Fora Temer" foi ouvido na Pe.Chagas e Parcão”

  1. Avatar de Elmar Bones

    A noite em que os “petralhas” tomaram o parcão. Ato simbólico cujo alcance ainda não temos como avaliar. Esse relato dá uma pista da força que o “volta, querida” pode adquirir. Note-se que foi contra a vontade das lideranças partidarizadas.

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